Há traçado definido, escritório montado, empenho político e garantia de verba. Só falta a modelagem financeira. Mas o impasse sobre este último aspecto emperra todos os demais. Nesta quinta-feira autoridades divergiram sobre o prazo para que o governo federal bata o martelo sobre a forma do repasse de R$ 1bi à obra. Enquanto o secretário da Copa, Urbano Schmitt, garantiu que ainda em junho o assunto estará resolvido, o prefeito José Fortunati foi bem mais cauteloso "Não tem previsão porque não depende da prefeitura. Não tenho bola de cristal então não dá pra falar em datas, porque o governo federal anunciou vários prazos e não cumpriu. Estou mais cauteloso."

Autoridades observam projeto do metrô enquanto modelagem segue indefinida
Foto: Luciano Lanes / PMPA
O escritório inaugurado hoje reunirá cerca de 20 técnicos da prefeitura, governo do estado, Trensurb e metrô de São Paulo, que vão tentar ganhar tempo e adiantar o que for possível até o lançamento do edital, que só pode ocorrer a partir da definição da modelagem "Estamos tocando projetos funcionais, esboços de editais e preparando audiências públicas para adiantar o que for possível até que tenhamos a empresa vencedora da licitação", disse o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, que coordenará o escritório Metrôpoa.
As autoridades gaúchas trabalham com duas alternativas para sanar o impasse: concessão subsidiada ou alteração da lei das PPP's. Na primeira, seria criada uma empresa pública que lançaria editais, contrataria o consórcio e intermediaria o recebimento e repasse das verbas federais; A segunda hipótese, menos provável, prevê alterar a lei das Parcerias Público-Privadas para liberar o repasse de verbas públicas à empreiteiras antes da conclusão da obras, medida que hoje é vetada pela legislação e que causou todo imbróglio. A alteração da lei poderia ocorrer por Medida Provisória, mas depende de forte articulação política com outros estados que enfrentam o mesmo problema.
Certeza só uma: sem modelagem consolidada, não há cronograma, projeto executivo ou previsão de início das obras. Mas todos garantem: não há qualquer risco do metrô ficar apenas no papel.
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