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Governador afirma que solidez da base permite viagens

11 de junho de 2011 4

Depois de deixar Porto Alegre no início da noite do dia 26 de maio, o governador Tarso Genro retorna hoje ao Rio Grande do Sul. Ele desembarca no voo inaugural da TAP. A longa missão inaugurou também uma forma de governar. Convicto da solidez de sua base, o governador pretende cada vez mais jogar sementes gaúchas mundo a fora. Em quase todo o evento que participou - tanto na Coréia do Sul, quanto na Espanha – repetiu seu slogan de campanha: Rio Grande do Sul, do Brasil, do mundo. Em conversa com o Esquina, Tarso avalia a viagem, justifica os dias de folga em Madri e avisa que novos roteiros virão em breve.

Governador fez quatro dias de descanso entre duas missões

Foto: André Machado


Esquina Democrática – Depois de uma semana na Coréia do Sul, o senhor está encerrando também uma temporada na Espanha e retornando ao Rio Grande do Sul. Qual a avaliação que o senhor faz deste período?

Tarso Genro – Nós colocamos o Rio Grande do Sul como um interlocutor importante do ponto de vista econômico, político e cultural. Em relação à Coréia com médias empresas de alta tecnologia, grandes grupos empresariais, com o estado coreano através de suas províncias mais importantes e já com resultados concretos que irão se realizar brevemente. Em relação à Espanha a agenda se divide em duas partes. Uma parte é minha agenda pessoal nos dias de folga que tive aqui e ocupei fazendo palestras, discutindo com amigos, com acadêmicos, sindicalistas, professores, políticos. Tive uma boa conversa com o vice-presidente Rubalcaba, que é meu amigo e candidato à Presidência de Governo, e foi muito proveitoso. Além, evidentemente, dos momentos de lazer que tive. Já na agenda oficial nós não só realizamos um conjunto de reuniões com empresários interessados em investir no Brasil, como também visitamos em Ciudad Santander (sede do banco) a instituição financeira que tem grandes interesses no nosso país e realizou um grande evento com dezenas de médios e grandes empresários da Espanha que queriam conhecer o Rio Grande do Sul e iniciar também um início de negociações conosco, dando continuidade aquela viagem que já havíamos realizado aqui no mês de novembro.

ESQUINA DEMOCRÁTICA – A decisão de tirar cinco dias de folga ainda no início do seu mandato foi a mais adequada?

Tarso Genro – Não há nenhum problema nisto. Seria complicado voltar ao Brasil e voltar novamente à Espanha para depois voltar ao Brasil no voo inaugural (Lisboa – Porto Alegre). Estes quatro dias que tirei aqui foram dias relacionados com esta permanência. Eu tirei dias de folga exatamente para que o Estado não me mantivesse aqui e eu me mantivesse pelos meus próprios recursos e fazendo uma agenda tipicamente política. Foi esta a minha decisão, totalmente adequada, responsável e para proteger o interesse público.

ESQUINA DEMOCRÁTICA – O senhor não tem desgaste entre a população que tem expectativas em relação ao seu governo?

Tarso Genro - Eu acho que a expectativa positiva que a população tem em relação ao nosso governo tem a ver também com o tipo de relação que o nosso governo tem com o país e com o mundo. Eu acho que o Rio Grande do Sul já superou aquela visão pequena, uma visão paroquial – no sentido negativo da expressão – de que o governador tem que ficar encerrado em quatro paredes sem se vincular politicamente ao mundo e ao seu país. Eu sempre fui um político que tive estas relações de maneira intensa. Minhas relações com Espanha, com Portugal, com França e com políticos e intelectuais italianos é antiga. Isto eu faço desde a década de 80. Tanto é verdade, e a RBS testemunhou isto, que eu transitei com absoluta naturalidade aqui nos meios políticos, culturais, sindicais, acadêmicos e empresariais. E isto em função destas relações que sempre mantive. Eu acho que isto é um prestigiamento para o Rio Grande do Sul: um governo que projeta seu estado nas relações políticas nacionais e internacionais e faz isto de maneira responsável. Ou seja, visando o reforço do Estado e visando o seu desenvolvimento político e o fortalecimento da sua imagem nas nações mais desenvolvidas.


ESQUINA DEMOCRÁTICA – O senhor passa neste momento no Rio Grande do Sul por um desafio importante para o seu mandato que é a votação do pacote. A sua presença na Europa não prejudicou o avanço das negociações?

Tarso Genro – Nenhum prejuízo. Estes projetos que estão lá não são projetos pessoais meus. São projetos do governo. O governo tem governador, tem vice-governador que pode assumir o mandato tranquilamente e tem ainda uma enorme representação política no secretariado. O governador é o coordenador institucional, político e de gestão do governo. Um governo que depende exclusivamente de um indivíduo para funcionar é um governo que tem problemas para resolver. Não é o nosso caso. Se tivesse prejuízo do governador viajar para dar seguimento aos projetos do governo, seria um governo mal estruturado, mal sustentado politicamente e fundado numa personalidade indivudual, o que não é o caso do nosso governo. Eu vou continuar viajando. Vou fazer outras viagens ainda neste ano. Não só de caráter político, mas de caráter técnico, para dar curso a esta visão de ser um estado de vínculos profundos com a federação e com o que ocorre política e economicamente no mundo.

Porto Alegre terá foruns internacionais para debater democracia

10 de junho de 2011 0

O Rio Grande do Sul será sede no segundo semestre de ao menos três grandes eventos internacionais para discutir democracia. A missão que o Governo do Estado faz à Europa nesta semana busca parcerias. A primeira delas já foi fechada. A Sociedade Geral Ibero Americana será uma das promotoras de um seminário para discutir a atuação dos conselhos de desenvolvimento econômico e social. A entidade é presidida pelo ex-presidente do BID, Enrique Iglesias. Ele e o governador Tarso Genro têm uma relação de longa data. Tarso era prefeito quando Iglesias assinou com Porto Alegre o financiamento do Banco Mundial para a Terceira Perimetral.

Governo gaúcho assinou acordo com conselho espanhol para o evento

Foto: André Machado


O seminário ocorrerá entre os dias 1º e 3 de dezembro, em Porto Alegre. Tarso também esteve no Conselho Econômico e Social da Espanha. O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, participou das reuniões. A criação do chamado “Conselhão” montado no governo Lula e comandado por Tarso teve inspiração no modelo espanhol.

- A presença da Espanha neste evento no Brasil será muito importante para toda a América Latina. Disse Tarso ao presidente do conselho espanhol, Marcos Peña.

Há outros dois eventos marcados para a capital gaúcha. Um vai tratar do combate à corrupção e vai contar com a presença do juiz Baltazar Garson, o homem que mandou prender o ex-ditador chileno Augusto Pinochet. O outro reunirá fundações de estudos democráticos. Este último deve ocorrer em outubro.

Agenda oficial de Tarso começa hoje

09 de junho de 2011 0

Três compromissos nesta quinta-feira marcam o início da agenda oficial do governador Tarso Genro na Espanha. O primeiro deles é com representantes da Fundação Alternativas, um centro de ideias progressistas. O governador pretende organizar no Rio Grande do Sul um encontro com entidades que classifica como democráticas. Ainda pela manhã, ele reúne-se com a Fundação Internacional e para Ibero América de Administração e Políticas Públicas. Estará acompanhado do secretário Geral de Governo, Estilac Xavier.

Durante a tarde o governador irá à sede da Confederação Espanhola das Organizações Empresariais, uma espécie. Tarso foi convidado para o encontro quando já estava na Espanha. Desde sua chegada a Madri, o governador é acompanhado do seu ajudante de ordens, major Vilmar Pinto. Na quarta-feira, desembarcaram Estilac Xavier e um assessor. Hoje mais nove pessoas integram-se à comitiva, incluindo os secretários Afonso Motta, Abgail Pereira, Luiz Fernando Mainardi e Marcelo Danéris.

Tarso palestrou em fundação de estudos sindicais na Espanha

Foto: André Machado


No último dia de agenda pessoal, o governador teve um encontro com o candidato do PSOE à sucessão de José Luiz Zapatero e participou de um debate sobre o "pós-liberalismo e os direitos sociais" na Fundação Primeiro de Maio. Nas duas oportunidades o governador falou sobre a importância dos canais de participação popular nos governos.

Queda de Palocci é destaque também na Espanha

09 de junho de 2011 0

É como se o jornal Zero Hora dedicasse sua reportagem especial ao caso. As página 2 e 3 do diário espanhol El Pais, o mais importante do país, tratam do governo Dilma Rousseff e da saída do agora ex-ministro Antônio Palocci. O texto fala que o ex-homem forte do governo Lula foi substituído por uma senadora inexperiente na Casa Civil. A mudança é apontada como a independência de Dilma em relação ao ex-presidente Lula, que publicamente defendeu seu também ex-assessor.

Palocci é classificado pelo jornal como "um dos cérebros que colocaram a economia do Brasil em situação privilegiada". Sobre a nova ministra Gleise Hoffman, o El Pais afirma que sua escolha "se parece muito mais a de Dilma quando foi escolhida com ministro de Lula do que a Palocci". O jornal lembra ainda da "maldição da Casa Civil", ao destacar os episódios que envolvem José Dirceu, Erenice Guerra e, agora, Antônio Palocci.

"Gleisi é uma excelente indicação", diz Tarso

08 de junho de 2011 0

Ainda na Espanha, o governador Tarso Genro avaliou como positiva a escolha de Gleisi Hoffmann (PT-PR) para a vaga de Antônio Pallocci na Casa Civil. Para Tarso, a paranaense representa também uma renovação dentro do Partido dos Trabalhadores. Tarso falou à Rádio Gaúcha na manhã de hoje, em Madri.

A entrevista completa você confere na edição desta quarta-feira do Gaúcha Atualidade.

Tarso elogiou a forma como a presidente Dilma Rousseff conduziu o processo. "Foi um sinal de grande maturidade" avalia o governador sobre a decisão anunciada na noite passada.

Hoje a queda do ministro Antônio Palocci foi destaque também nos jornais de Madri.

Foto: Waldemar Barreto / Ag Senado

Uma visão espanhola sobre o Brasil

07 de junho de 2011 0

A estabilidade política do Brasil e as transições feitas dentro da normalidade desejada no processo democrático são pontos destacados pelo presidente do Grupo Prisa, Juan Luis Cebrian. Em uma breve entrevista ao Esquina Democrática, o jornalista responsável pelo principal jornal da Espanha, El Pais, fala também sobre como os movimentos que ainda tomam conta das praças espanholas podem influenciar no continente europeu e também na América Latina.

Confira abaixo a entrevista

Presidente do El Pais recebeu Tarso na sede do grupo Prisa

Foto: André Machado

Esquina Democrática – Como se vê da Europa a democracia brasileira?

Juan Luis Cebrian – Se vê o Brasil como um país em profundo desenvolvimento político e econômico. Se vê como uma democracia estável e com um processo de alternância pacífica e normal entre os governos de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff. Se vê ainda mais como uma democracia avançada. O Brasil é um país com graves problemas sociais que todos conhecemos, mas que está se transformando numa potência mundial. E além disto há um enorme otimismo e interesse de todos em desenvolver o Brasil.

ED – Agora há na Espanha manifestações nas praças cobrando mais democracia. O senhor acredita que este movimento possa tomar conta de outros países? A democracia brasileira pode também, de alguma forma, influencia-los?

JLC – Sim. Há pouco estava falando com o governador Tarso Genro sobre como entroncar a democracia participativa com a representativa. Esta é uma resposta necessária não apenas na Espanha, mas em toda a Europa. Estive recentemente na Grécia e a situação das praças de Atenas é parecida com as das praças de Madri. Há uma grande inquietação da juventude sobre como será a democracia do século XXI. Eu acredito que algumas experiências como as que estão sendo feitas no Rio Grande do Sul e no Brasil são importantes para nos mostrar como será a esquerda neste século.


Secretários gaúchos chegam a Europa para acompanhar governador

07 de junho de 2011 0

Cinco secretários do Rio Grande do Sul começam a chegar em Madri a partir desta terça-feira e passam a cumprir agenda com o governador Tarso Genro. O primeiro a desembarcar em Madri é o secretário Geral de Governo, Estilac Xavier. Ele chega à capital espanhola na noite de hoje e passa a acompanhar o governador. Na sexta-feira, Estilac vai a Barcelona conhecer como a cidade se preparou para os jogos olímpicos de 1992.

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'Indignados' começam a deixar praças espanholas

06 de junho de 2011 0

São milhares de jovens sem oportunidades, empresários com problemas em dar continuidade em seus negócios, gente que tem sua casa retomada por não pagar a hipoteca, pessoas que querem ampliar a sua participação na democracia. Assim é o 15-M, o movimento que toma conta de dezenas de praças espanholas desde o dia 15 de maio, uma semana antes das eleições municipais que impuseram uma dura derrota aos socialistas, incapazes de responder com eficiência e rapidez aos desafios impostos pela última crise financeira mundial. Leia mais »

Tarso mantém reserva no caso Palocci

06 de junho de 2011 0

As divergências vividas com Antônio Palocci no início do governo Lula fizeram o governador Tarso Genro optar pela moderação na hora de analisar o futuro do chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. “Não devo fazer qualquer juízo definitivo pela situação”, avalia o grupo ao afirmar que o Partido dos Trabalhadores deve aguardar as orientações da presidente da República.

Tarso diz que o problema deve ser analisado em duas dimensões. Uma política, pelo Palácio do Planalto, e outra legal, pela Procuradoria Geral da República. Em férias de quatro dias na Espanha, o governador não vê vinculação entre o momento atual e a crise vivida no mensalão. “Lá xeque a credibilidade da política; agora trata-se de uma questão pessoal que não atinge a credibilidade do governo”, conclui.

Governador aproveitou o domingo para comprar livros

Foto: André Machado

Em Madri, Tarso Genro cumpre agenda particular até quarta-feira. A partir de quinta retoma compromissos como governador. Na noite de hoje tem encontro reservado com o presidente do jornal El País. Na terça, participa de um debate com intelectuais espanhóis na Embaixada do Brasil. Ainda em Madri, o governo discute a realização de um fórum sobre conselhos de Desenvolvimento Econômico e Social em Porto Alegre e faz um churrasco para promover a carne gaúcha.

A partir de terça-feira, cinco secretários também desembarcam na Europa. Abgail Pereira, Estilac Xavier, Luiz Fernando Mainardi, Marcelo Danéris e Afonso Motta participam de atividades com o governador na Espanha. Uma parte vai ainda a Barcelona conhecer os equipamentos construídos para os jogos olímpicos de 1992. Também integra-se à comitiva o ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco. Os gaúchos retornam à Porto Alegre no dia 12, no voo inaugural Lisboa-Porto Alegre.

OP de Porto Alegre é exemplo para a democracia, diz jornal

05 de junho de 2011 0


Hoje aqui em Madri comprei a edição de domingo do jornal Publico (www.publico.es) pois tratava de um tema que me agrada demais: a democracia. A publicação listava 21 ideias para melhorar a democracia depois que a Espanha teve a sua situação política desafiada pelo movimento 15 M, data em que várias praças do país foram tomadas em protestos distintos.

Pois entre as 21 ideias estava lá o 'presupuesto participativo' e o exemplo citado é o de nossa cidade. No ano passado já pude ver na China, durante a Expo 2010, o que o OP significa em termos de imagem para a nossa capital no exterior. A verdade é que a prática só não é mais valorizada por que a classe média pouco ou nada participa.

O texto afirma que o OP é uma opção frente à alternativa de se votar uma vez a cada quatro anos e nada mais. O curioso é que a matéria saiu justamente quando o governador Tarso Genro está na Espanha. Ele era vice-prefeito da capital na gestão de Olívio Dutra quando o Orçamento Participativo foi implantado e segue vivo até hoje.