O Governo do Estado sequer concluiu o pagamento dos R$ 100 milhões prometidos no ano passado e os 239 hospitais filantrópicos gaúchos já retomam a mobilização para garantir mais recursos de socorro. O acordo firmado em 2011 previa o repasse da verba em duas parcelas de R$ 50 milhões, mas até o momento só a primeira metade chegou aos cofres dos hospitais. A outra parcela foi empenhada pelo governo, mas ainda não foi liberada pela Secretaria da Fazenda que alegou problemas no 'fluxo de caixa'.
O presidente do Sindicato dos Hospitais Filatrópicos, Júlio Matos, diz que as entidades precisaram buscar financiamentos subsidiados no Banrisul para o pagamento de 13º e férias dos funcionários. Os diretores de hospitais tentam uma audiência na próxima semana com o vice-governador Beto Grill para cobrar agilidade no repasse da segunda parcela, 'fundamental para honrar compromissos com fornecedores nas próximas semanas', conforme Matos.
Hospitais voltarão ao Piratini para cobrar mais recursos
Foto: Renata Valença / Divulgação
Mas este deve ser o menor dos problemas para o Piratini. A pedida dos hospitais filantrópicos para 2012 é de R$ 300 milhões. A Secretaria da Saúde está reanalisando os contratos entre Estado e entidades em um grupo de trabalho formado em janeiro. Como o orçamento deste ano foi elaborado pelo atual governo, os hospitais não pretendem abrir muita margem de negociação, pois já alertavam o governo desde o ano passado sobre as dificuldades financeiras, agravadas pela defasagem da tabela de pagamento do SUS. A regulamentação da emenda 29 é outro argumento que está na ponta da língua para cobrar do governo Tarso mais atenção à saúde pública no Rio Grande do Sul.










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