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Posts com a tag "José Otávio"

Ex-secretário de Segurança foi também o que mais gastou

03 de novembro de 2010 1

De acordo com a prestação de contas feita à Justiça Eleitoral, a campanha pela reeleição de José Otávio Germano foi a que mais gastou entre as 31 vitoriosas para a Câmara dos Deputados no dia 03 de outubro. Foram R$ 2.467.674,31. É quase um milhão a mais do que a campanha de Luiz Carlos Heinze (PP), o segundo que mais gastou. Se somados apenas os gastos dos 31 foram consumidos nada menos que R$ 28.600.110,13. Convenhamos que é muito dinheiro.

As cinco campanhas vitoriosas que mais gastaram para a Câmara dos Deputados

1) José Otávio Germano (PP) R$ 2.467.674,31

2) Luiz Carlos Heinze (PP) R$ 1.555.510,87

2) Marco Maia (PT) R$ 1.479.549,50

4) Beto Albuquerque (PSB) R$ 1.452,615,67

5) Onyx Lorenzoni (DEM) R$ 1.370.269,95

Também tiveram gastos acima de R$ 1 milhão (em ordem de votação): Manuela D´Ávila, Paulo Pimenta, Henrique Fontana, Mendes Ribeiro Filho, Renato Molling, Ronaldo Zulke, Nelson Marchezan Jr e Luis Carlos Busatto.

Voto em José Otávio foi o 'mais caro' entre os federais

03 de novembro de 2010 3

Entre os 31 deputados federais eleitos no Rio Grande do Sul, o deputado José Otávio Germano (PP) foi o que mais gastou por voto para chegar continuar na Câmara dos Deputados. Para conquistar seus 110.788 teve despesas de R$ 2.467.674,31. Ao dividir-se o valor gasto pelo número de votos descobre-se que cada voto de José Otávio saiu por R$ 22,27

Foto: Robispierre Giuliani/divulgação

Os cinco votos 'mais caros' entre os eleitos:

1) José Otávio Germano (PP) R$ 22,27

2) Onyx Lorenzoni (DEM) R$ 16,17

3) Luis Carlos Busatto (PTB) R$ 14,63

4) Nelson Marchezan Jr (PSDB) R$ 14,34

5) Ronaldo Zulke (PT) R$ 13,57


Os personagens da CPI do Detran e as urnas

09 de outubro de 2010 2

Nenhum outro período foi mais turbulento durante a gestão de Yeda Crusius do que aquele que abrange os meses de trabalho da CPI do Detran. As emissoras de rádio e a TVCom costumavam transmitir os principais depoimentos das sessões que deveriam ajudar a esclarecer como R$ 44 milhões sairam da autarquia em um esquema de terceirização que havia começado ainda no governo Germano Rigotto e ingressara nos primeiros meses da gestão de Yeda Crusius quando a Operação Rodin explodiu. Para o bem ou para o mal seus personagens tiveram ampla exposição.

As sessões marcaram pelo "direito de permanecer em silêncio" de boa parte dos acusados e pelas perguntas de quase uma hora da deputada Stela Farias (PT). Além da deputada, a CPI levou para a linha de frente do parlamento os deputados Fabiano Pereira (PT), Paulo Azeredo (PDT), Adilson Troca (PSDB) e Elvino Bohn Gass (PT). Pereira presidiu os trabalhos tendo Azeredo como vice. Troca tentou ser o algodão entre os cristais no papel de relator. Bohn Gass era o inquisitor mais presente ao lado de Stela durante as tensas sessões.

Entre os que viram seus nomes envolvidos na CPI e nas posteriores ações judiciais estão José Otávio Germano (PP), Luiz Fernando Záchia (PMDB), Frederico Antunes (PP) e João Luiz Vargas (PDT), à época ainda como conselheiro do Tribunal de Contas.

De todos os nomes envolvidos na CPI, o grande vitorioso é Elvino Bohn Gass. Além de ampliar a sua votação, Bohn Gass conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Estará ao lado de José Otávio Germano (PP), principal alvo dos trabalhos na comissão. Boa parte do trabalho realizado na comissão tinha a sua munição apontada para o ex-secretário de Segurança que, antes das denúncias, era aposta para o Palácio Piratini. Mesmo reeleito, José Otávio viu sua votação minguar de 195.822 para 110.788.

Bohn Gass fez 90.096 para a Câmara dos Deputados

Foto: assessoria de imprensa

Dois tentaram chegar à Câmara Federal e não conseguiram. Fabiano Pereira fez 73.463 e é terceiro suplente do PT (com a validação dos votos de Maria do Rosário) e aguarda pelo aproveitamento de companheiros no governo Tarso Genro para manter-se na vida pública. Luiz Fernando Záchia fez 54.081 e é o segundo suplente do PMDB.

Dos que disputaram a Assembléia Legislativa, a votação de João Luiz Vargas é a mais deprimente. Avisado por companheiros, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado decidiu disputar novamente uma cadeira e fez apenas 9.932 votos. Ficou de fora assim como o seu companheiro de partido, Paulo Azeredo com 31.029. Azeredo ficou famoso na CPI por sempre fazer perguntas envolvendo contas no Uruguai. Seguem no parlamento Adilson Troca e Stela Farias. O tucano fez 36.611, três mil a menos do que em 2006. A petista também reduziu sua votação de 55.229 para 48.070, mas mantém-se no Palácio Farroupilha. Frederico Antunes, que pouco apareceu na CPI mas virou réu em ação de improbidade administrativa, também perdeu votos. Caiu de 72.721 para 46.537.

As urnas castigaram também os dois governadores do período da fraude do Detran. Yeda Crusius (PSDB) não chegou ao segundo turno. Germano Rigotto (PMDB) foi o terceiro na corrida pelo Senado.

Justiça suspende novamente ação de improbidade

14 de janeiro de 2010 30

A ação civil pública de improbidade administrativa que tramita na Justiça Federal de Santa Maria e envolve pessoas ligadas ao Governo do Estado está mais uma vez suspensa. A decisão atende pedido da defesa de Walna Meneses que duvida da legitimidade de prova apresentada pelo Ministério Público Federal. Trata-se da gravação de conversa entre Lair Ferst e Marcelo Cavalcante.

Com isto os prazos da ação que envolve oito réus estão paralisados até que o MPF se manifesta e a juíza Simone Barbisan decida se as provas são ou não válidas. Entre os réus estão os deputados Frederico Antunes, José Otávio Germano e Luiz Fernando Záchia, o ex-presidente do TCE, João Luiz Vargas e o economista Carlos Crusius, ex-marido da governadora. O nome de Yeda Crusius, que constava na peça inicial do MPF, foi retirado por decisão judicial.

Esta é a segunda vez que o processo é paralisado. Antes a defesa de José Otávio Germano havia impetrado com uma ação que colocava sob suspeita a insenção da magistrada. O TRF julgou que ela era isenta e os prazos foram retomados.

O ingresso da ação havia sido noticiado por este blog em setembro. Na época o advogado Norberto Flach disse que a ação de Incidente de Falsidade é cabível quando existe suspeita que algum documento não corresponde à verdade ou que foi fabricado. “O processo não está sendo conduzido pelo Ministério Público de uma forma reta, lisa e leal”, afirmou o advogado que se diz convencido de que a conversa entre os dois integrantes da campanha da governadora foi “fabricada para atender os interesses de Lair na delação premiada”.

Juíza segue no caso da Operação Rodin

09 de dezembro de 2009 3

A defesa do deputado José Otávio Germano (PP) não conseguiu afastar a juíza Simone Barbisan Fortes do julgamento da Operação Rodin. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O advogado José Paganella Boschi colocou em dúvida a isenção da magistrada para julgar a ação. Com a negativa dos desembargadores federais o processo - que estava parado - volta a andar. Oito reús integram a ação movida pelo Ministério Público Federal. A governadora Yeda Crusius foi excluída do processo por decisão do mesmo tribunal.

José Otávio lembra que foi excluído da Operação Solidária

01 de dezembro de 2009 4

Contrariado em ver seu nome mais uma vez incluído no tema da Operação Solidária, o deputado José Otávio Germano criticou o material apresentado pela deputada Stela Farias (PT) na sessão de ontem da CPI da Corrupção.

O parlamentar enviou um torpedo para meu celular com o seguinte conteúdo:

Prezado André,

Como leitor do teu blog depare-me com uma notícia de que eu não havia atendido um telefonema da Rádio Gaúcha. Ao verificar sobre o que se tratava soube que a pauta era sobre a citação de meu nome na reunião da CPI hoje à tarde. Lamento ter que voltar a me manifestar sobre um assunto que já foi explicado em matéria de capa de Zero Hora e em diversas entrevistas à Rádio Gaúcha, inclusive a ti. Mas em respeito a ti, informo que por decisão do STF, baseada no relatório do ministro Marco Aurélio, emanada no início deste ano, tive meu nome excluído do Inquérito da Operação Solidária.

PS: Este post deveria ter sido publicado ontem, mas não o foi por um problema técnico que ainda apuro.

Citados contestam apresentação de presidente da CPI

30 de novembro de 2009 4
O jornalista Rafael Colling ouviu há pouco alguns dos nomes que apareceram hoje como 'pivôs' do esquema de corrupção investigado pela Operação Solidária durante a apresentação feita pela deputada Stela Farias, presidente da CPI da Corrupção.
O advogado de Chico Fraga classificou a divulgação de pirotecnia. Ricardo Cunha Martins falou que está sendo feita uma exploração política a partir de uma investigação "inquisitorial em que não houve direito de defesa". Ressalta que há uma série de questionamentos sobre a legalidade da investigação. Acredita que futuramente o Supremo Tribunal Federal vá se manifestar sobre isso. Falou que a investigação não observou garantias constitucionais básicas. Disse ainda que as interpretações feitas pela CPI e a Polícia Federal sobre as escutas telefônicas não correspondem à realidade das conversas. Informou que atualmente Chico Fraga se recupera em casa de cirurgia para colocação de pontes de safena.
 
O deputado federal José Otávio Germano (PP) não atendeu o telefone celular, após três ligações.
 
O deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) disse que a irresponsabilidade da presidente da CPI, Stela Farias, e o descompromisso com a verdade ao adotar este procedimento na CPI da Corrupção, serão objeto das medidas judiciais cabíveis. Padilha se diz surpreso ao ver que a deputada - a partir do crime de falsidade ideológica e da quebra do segredo de justiça - esteja usando a Justiça Federal e a Assembléia Legislativa como palanque eleitoral para 2010. Falou que o Rio Grande do Sul já conhece a índole de Stela Farias pelos incontáveis processos que responde, inclusive a "inexplicável aplicação do dinheiro do Fundo de Aposentadoria dos Servidores de Alvorada no falido Banco de Santos". Padilha encerra dizendo que a autoridade da deputada sobre o tema está bem retratada na decisão judicial que tornou indisponíveis todos os bens dela devido aos indícios de crimes praticados na administração do município de Alvorada.
 
O deputado estadual Alceu Moreira (PMDB) disse que não há provas do envolvimento dele em fraude. Contesta a suspeição de ingerência política na liberação de recursos para a construção da estrada Morrinhos-Mampituba. Alega que já existia uma ordem de serviço para iniciar as obras e somente queria agilizar os trabalhos para atender uma reivindicação antiga dos moradores da região. Falou que os relatos de Stela Farias demonstram interesses políticos através de pré-julgamentos. Sobre as interceptações de diálogos cifrados que indicariam pagamento de valores ao parlamentar, através de expressões como " chover na minha horta " e " matar minha saudade ", Alceu Moreira disse que quando se fala ao telefone com outra pessoa não há nada que obrigue uma linguagem de ofício.
A Prefeitura de Porto Alegre deve divulgar uma nota em instantes.
Em seguida outros posicionamentos