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PCdoB dirá que segunda passagem gratuita foi estelionato eleitoral

15 de abril de 2013 3

Derrotada em primeiro turno nas eleições do ano passado à Prefeitura de Porto Alegre, a ex-candidata Manuela D´Ávila e a bancada do seu partido na Câmara Municipal apresentam na manhã de hoje um balanço dos 100 primeiros dias da gestão José Fortunati. E é justamente com uma negativa à data que a deputada federal e os vereadores João Derly e Jussara Cony começarão. O PCdoB irá criticar o que chama de "lentidão" da gestão que, na visão do partido, começou quando José Fogaça deixou o comando do município para o seu então vice: Fortunati.

Visão oposicionista: Manuela comandará entrevista de avaliação da gestão Fortunati

Foto: Agência Câmara

Baseado no plano de gestão pactuado entre o prefeito e secretários, Manuela irá cobrar a ausência de ações quanto algumas promessas reforçadas na campanha eleitoral. Uma delas é a ampliação no número de unidades de pronto atendimento (UPAs). A crítica mais pesada, no entanto, deve ter como foco o transporte coletivo. O PCdoB vai reforçar que a segunda passagem gratuita foi um "estelionato eleitoral". A manifestação se apoia na constatação de que a gratuidade para alguns tem onerado a tarifa do usuário pagante.

Com o ato de hoje, o PCdoB tenta reforçar o papel que recebeu das urnas: o de segunda força eleitoral em Porto Alegre. João Derly e Jussara Cony assumirão cada vez mais a função de oposição. O que o partido irá destacar é que será uma "oposição consequente". Não deixa de ser também uma estocada em outras siglas que disputam o espaço da esquerda. Para quem acredita em coincidências, pouco antes da entrevista coletiva da bancada comunista, Fortunati anuncia o resultado da proposta de manifestação de interesse para a construção do metrô de Porto Alegre.

Manuela: "Estou 150% à disposição de Fortunati"

03 de novembro de 2012 30

Tomando pelo menos um litro de chá durante uma conversa de pouco mais de uma hora na tarde da última quarta-feira, a deputada Manuela D´Ávila (PCdoB) não transparecia qualquer tristeza por ter perdido há um mês a disputa pela Prefeitura de Porto Alegre. Pelo contrário. Manuela estava feliz e realizada. Na conversa que você vê transcrita abaixo, Manuela fala da sua relação com o PT, dos motivos da vitória de Fortunati, de Ana Amélia Lemos e do seu futuro político. Desconversa apenas quando questionada sobre se está de namorado novo. Na segunda-feira retoma seu trabalho na Câmara dos Deputados.

As perguntas que não foram feitas nesta entrevista podem ser feitas diretamente a Manuela na próxima segunda-feira. Às 18h30 ela retoma a prática da twitcam.

Manuela está feliz, mas desconversa na hora de falar da vida pessoal

Foto: Jean Schwarz / Zero Hora

A imagem que a senhora tem apresentado no twitter desde que encerrou a campanha eleitoral é de uma pessoa feliz, o que me faz crer que a senhora também ganhou muita coisa ao longo da campanha. O que você ganhou com a derrota em sete de outubro?


Primeiro eu não acho que tento passar uma visão a meu respeito. Nem visão alegre ou triste. As pessoas interpretam os textos e postagens, que aliás são muito diminutas que tenho feito, sobre temas não relacionados à política. A primeira manifestação que fiz sobre política foi no dia da eleição e depois nas véspera do segundo turno. As pessoas interpretam como elas enxergam o mundo. Evidente que uma pessoa que disputa e entra na política ela tem que saber que eleições se ganham e se perdem. E uma pessoa que entra em um partido político e que acredita que a sociedade pode ser transformada e podemos ter um mundo mais justo e mais humano, não pode ter o direito de se abalar frente a uma derrota eleitoral.


Mas a senhora acreditava que essa derrota deste ano poderia se dar na dimensão que ela se deu?


Numericamente?


Sim, numericamente.


Sim, já vi casos de pessoas que cresceram de maneira avassaladora e que caíram de maneira bastante grande. Não se entra em eleição para vislumbrar um determinado resultado. Quem disputa eleição porque tem projeto de cidade e país, entra para apresentar um projeto. Ele pode ser vencedor ou perdedor. A parte que me cabe é recompor minhas energias para voltar ao meu trabalho de deputada federal. E tenho uma característica que é minha, pessoal, e que ajuda e atrapalha, mas meu esforço é de ser feliz. Se estamos felizes temos obrigação de se sentir feliz e se estamos tristes, a gente tem que fazer esforço para voltar a ter felicidade.


Você se sente mais feliz hoje ou quando a a candidatura foi homologada?


Hoje. Porque tive a chance que pouquíssimas pessoas tiveram de concorrer a prefeita de Porto Alegre.


Pela segunda vez.


Pela segunda vez. Poucas pessoas têm a honra que tenho de representar as pessoas desta cidade e conversar com elas. E eu aprendo nas vitórias e derrotas. Evidente que eleitoralmente, seria um cinismo meu dizer o contrário, as pessoas gostam de ganhar. E eu sou humana. Já que hoje (dia 31.10) completamos 110 anos de Drummond, e ele dizia que nada do que é humano me é estranho, eu fico triste também quando eu perco. Mas eu preciso tirar as lições positivas. Quantas pessoas têm a honra de representar o povo do Rio Grande do Sul no Congresso? Eu sou uma delas.  Tenho a obrigação de me portar e me esforçar para ter meu pique e entusiasmo para representar esse povo da maneira adequada em Brasília. Esse foi o esforço que fiz nos últimos 20 dias.


Na arrancada, a campanha estava tudo muito equilibrada. Em algumas pesquisas a senhora aparecia, inclusive, na frente do prefeito José Fortunati. Depois que começou a propaganda, começou o desequilíbrio. O que houve?


O quadro pré-eleitoral não leva em consideração elementos muito evidentes ou que surgem de maneira estereotipada durante a campanha. O primeiro deles: eu fui a desafiante de um prefeito que assumiu há um ano e meio, que não tem desgaste, embora represente uma administração de quase uma década. De um prefeito com baixíssima rejeição, justamente pelo fato de não ter disputado eleição na última década. A última vez foi em 2004, quando concorreu a deputado federal - disputado eleição no sentido de ser testado individualmente na urna, porque ele concorreu a vice-prefeito neste período. Eu fui a desafiante de um processo, que eu sabia que era difícil. Antes da eleição começar, toda coordenação de campanha e os jornalistas falavam que ele ganharia no primeiro turno. Portanto não houve hecatombe e é exagero de alguns setores dizer que foi uma hecatombe. Qual a vitória que temos? Ter pautado a eleição. Essa eleição foi mais do que tudo uma eleição que debateu um projeto de cidade. E esse debate se deu poque minha candidatura estava posta. Essa é a realidade. Quando há um desafiante que desafia uma administração de oito anos, ele traz pautas diferentes do que o governo quer, porque no governo sempre há uma acomodação, a acomodação de quem governa, então acho que temos frutos positivos e a cidade sairá ganhando.


Em que momento percebeu que estava perdendo a chance do segundo turno e a chance de ser prefeita de Porto Alegre?


Não tem um dia que defina isso. Mas quando começou a propaganda de TV e a diferença do tamanho financeiro, econômico, o tamanho das chapas de vereadores. Trezentos CC’s (cargos em comissão) que tiraram férias. Não é um crime, mas é uma máquina atuando a favor de uma administração. Então o início da campanha na TV talvez tenha sido o momento que mais tornou público a diferença e o tamanho econômico das duas candidaturas. Não há nenhuma menção a qualquer tipo de ilegalidade, mas o tamanho das candidaturas vinculadas às máquinas.


Como foi encarado pelo PCdoB a candidatura própria do PT com Adão Villaverde? No passado o seu partido contava com o apoio manifestado pelo governador Tarso Genro.


Quando retiramos a candidatura (a governador) de Beto Albuquerque em 2010, muitos diziam que o fazíamos porque tínhamos compromisso do Tarso para nos apoiar à prefeitura. E dizíamos que não era verdade, porque não assumíamos uma posição para ter beneficio futuro. E a historia comprovou que dizíamos a verdade. Ou seja: fizemos aquilo porque tínhamos convicção que a unidade do campo da esquerda poderia nos trazer a vitoria, como trouxe, mas que precisaríamos amadurecer para que essa unidade não fosse episódica e somente quando o PT tem o protagonismo da chapa. Nós, antes da eleição, já dizíamos que era um erro do nosso campo estar dividido. Por diversas vezes fizemos gestões para uma candidatura única, não so do PCdoB e PT, mas de oposição à atual administração. Vê que ironia: governo se une de um lado e a oposição se divide. Como diz Gabriel Garcia Marquez, é a crônica de uma morte anunciada se a oposição se divide. Acho que foi um erro do nosso campo político. Não me cabe avaliar o processo interno do PT, mas foi um erro do nosso campo político. Em duas vezes, 2008 e 2012, esteve dividida e o resultado nas duas vezes foi o mesmo.


Esse posicionamento do PT em Porto Alegre e em Caxias do Sul, muda a disposição do seu partido para 2014 para a reeleição de Tarso Genro?


Assim como em 2010 não agimos pautados pelos traumas de 2008, pois tivemos uma eleição traumática, em um patamar muito diferente do que vivemos em 2012, nós não trabalharemos 2014 com os olhos no passado. A eleição de 2012 já é passado. Temos que tirar lições para construir um futuro melhor para o Estado. 2012 já acabou. A despeito de um erro estratégico da divisão, tivemos um bom nível entre as candidaturas. Nós vamos conversar sobre 2014 com um projeto político que tivermos. Avaliando o Governo do Estado, conversando com o governador Tarso - e que ao que me consta, nunca anunciou a candidatura a reeleição. Então não me cabe debater se nem o próprio tarso fez. Mas se existe uma frase que na minha avaliação política e jornalística é importante é dizer que a nossa divisão em 2012 já é passado e nos do PCdoB e PSB sempre soubemos que dividir é errado. Nós não dividiremos em 2014. Não cometeremos o erro que cometeram conosco.


O PT é um bom parceiro?


Nós somos bons parceiros do PT, parceiros de um projeto de Brasil que o PT faz parte.


É recíproco?


Não posso falar de outros partidos. Cabe ao PT discutir a relação com os aliados. Eu posso garantir que temos ótima relação com governador Tarso Genro e com a presidente Dilma.


A senadora Ana Amélia é melhor parceira que o governador Tarso Genro?


Os dois são meus grandes parceiros. A Ana Amélia me apoiou na eleição e eu apoiei o Tarso. Os conheço por lados diferentes. Recebi apoio de um e apoiei o outro. Talvez deva perguntar a Ana se é bom me apoiar e ao Tarso se é bom ser apoiado por mim.


A senhora apoiaria ou defenderia Ana Amélia no futuro?


Eu não existo individualmente na política, faço parte de um projeto, que será debatido em primeiro lugar com os compromissos que temos com o governador que exerce o mandato e que não se apresentou como candidato. Assim como a senadora Ana Amélia também não se apresentou. Repito: 2014 para mim é baseado em projeto de Estado, em um projeto de país que estamos construindo e em lições que tiramos das eleições. Precisamos um campo unido e amplo. Dividido e estreito damos a vitoria aqueles que não representam o mesmo projeto de cidade e estado que nós.


A senhora é uma mulher de partido, identificada com o PCdoB. Concorda com a posição da senadora Ana Amélia de não seguir a decisão do partido dela sobre a eleição em Porto Alegre?


O partido dela é absolutamente diferente do meu. A própria senadora não foi apoiada por vários setores do partido dela. Acho que a Ana tomou a decisão que achava correta. E a única coisa que posso dizer é que tenho orgulho gigantesco de ter conquistado o apoio político da Ana e a amizade dela. Poucas mulheres tem a sensibilidade e a capacidade política da senadora.


Durante a campanha a senhora foi tratada como fenômeno e não como uma política normal. Incomoda-lhe no seu dia-dia deixar de ter o projeto avaliado a partir do seu trabalho e ser tratada como fenômeno eleitoral?

Eu sou uma mulher que luta e que trabalha para combater o machismo. Como vou dizer que me surpreende algo que combato desde os 15 anos? Eu não preciso responder. Não sou a única mulher e jovem que sofre com isso. Eu sou uma delas que sofre preconceito. Eu ainda espero ouvir que os mesmos jornalistas que me chamaram de fenômeno, de deputada jovem e bonita, repitam isso sobre o prefeito de Pelotas (Eduardo Leite). Espero que falem isso do prefeito: o chamem de jovem, fenômeno e bonito. Porque é o que ele é. Talvez a diferença entre nós dois, que além dos olhos maravilhosos azuis que ele tem, é ele ser homem e eu mulher.


Mas ele não é comunista. Será que isso pesa na hora do voto? Será que Porto Alegre vai romper essa barreira e eleger majoritariamente um candidato comunista?


Porto Alegre elegeu um bancário, que tinha apenas um mandato de deputado. Elegeu um homem que veio de São Borja que defendeu educação de qualidade quando as escolas publicas eram da elite. Eu seria uma pessoa limitada se dizesse que essa cidade não me elegeu por preconceito ideológico. Eu não busco os meus erros na resposta da ideologia. Dizer que Porto Alegre não votou em mim porque sou comunista? Ora, essa cidade é corajosa. Não votou em mim porque elegeu outro projeto, diferente do meu. Essa foi a cidade da Legalidade. Como vou duvidar da capacidade de ousar da minha cidade? Tenho que ver os problemas da minha eleição, em mim, no meu projeto e nos méritos do adversário. Perder não é só errar. É também acertar menos que os outros. Fortunati acertou mais do que eu. Sinceramente: existe conservadorismo em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, mas o que eu amo nessa cidade é a coragem de se reinventar, testar e dar oportunidade aos que pensam diferente. Essa é uma cidade que sempre defendeu justiça social e ser comunista é defender a justiça social.


Nos debates os ataques vinham do PSOL e não do seu principal adversário. Porque a esquerda não se entende?


Tem que perguntar pra eles. Porque a esquerda do Brasil inteiro se uniu com Lula e Dilma e está mudando o país. Quem não está mudando o Brasil e se alia com Democratas do ACM Neto no Congresso, se alia com Demóstenes e aqueles que não querem mudar o país é que precisa dar essa resposta.


O fato do seu (ex)noivo Rodrigo Maroni ter se candidatado a vereador interferiu na sua campanha?


Acho que todas questões ajudam e atrapalham. Existe preconceito com mulheres que ocupam cargo público e sua vida privada. Mas prefiro localizar os limites do processo no que apresentamos na política. Pode ter ajudado ou atrapalhado, mas prefiro não mensurar. Porque se não vamos debater se o que causou prejuízo é se tenho cabelo cumprido e o prefeito tem cabelo curto, se o que traz problema é que gesticulo muito as mãos, ou se minha unha é vermelha. Ora, eu faço política. Ele foi um candidato a vereador, em uma chapa de quase cem que tínhamos.


O interesse e a divulgação que se tem sobre a vida pessoal, como ocorre neste momento, lhe incomoda?


Evidente que sim. Porque meus colegas se casam e separam e ninguém fala sobre isso. Eu desafio alguem saber o estado civil de qualquer deputado federal do Rio Grande do Sul exceto eu.


Qual seu estado civil?


Solteira.


A campanha prejudicou sua vida pessoal, o seu relacionamento?


Eu fiz uma opção aos 16 anos de transformar meus sonhos privados em coletivos. Abri mão da vida na Academia, abri mão do sonho de morar no exterior, para ser vereadora aos 22 anos. Assim como todos que fazem uma opção por uma vida profissional que exige dedicação de 17, 18 horas por dia, que faz com que a pessoa não more na cidade que vive, tudo isso faz com que a gente tenha uma vida pessoal diferente. Se eu trabalhasse das oito da manhã às sete da noite, de segunda a sexta-feira, teria uma vida pessoal facilitada, mas eu não seria feliz. Sou feliz tentando transformar o mundo em um lugar melhor.


A senhora tem 31 anos. Está com mandato desde os 22. Não perdeu uma parte significativa da juventude neste processo? Ou é possível ser jovem e estar no meio de todo esse ambiente político?


Eu faço política desde os 16 e acho que tive uma vida diferente. Evidentemente que quando me elegi aos 22 anos, meus amigos saíam à noite e eu estava em reuniões, na luta política. Mas o que é perder e ganhar? Eu ganhei muitas coisas que as pessoas não tem oportunidade de ter na vida. Claro que se você fizesse essa pergunta aos meus pais, eles diriam que sim, que perdi toda minha juventude, porque dediquei toda minha vida a isso. Mas posso responder que nenhuma dessas pessoas saibam o que é andar na rua e receber um sorriso de esperança, de que estou fazendo minha parte para melhorar a cidade.  A gente ganha e perde. O que é sorte e azar, né?


Mas não dá pra sair, beber, namorar na balada...

Isso não me pertence mais! (risos). Mas não bebo, só uma vez por ano. Mas a gente aprende a viver. É engraçado. Lembro do dia que fui enterrar minha avó e uma pessoa me encontrou na rua e disse que não votaria mais em mim porque eu não estava em Brasília trabalhando. Dói, a gente aprende com dor. Não sou a única que abre mão para trabalhar. Imagina! Abri mão da juventude para ser política, para representar o povo. E quem abre mão para cuidar dos filhos envolvidos no crack? Tenho uma vida abençoada. Me sinto uma pessoa que trabalha muito, mas que sempre teve muitos bônus por trabalhar tanto.

Em outras vezes que conversamos, a senhora falou de dois sonhos: um como política, ser prefeita de Porto Alegre. Outro como mulher: ser mãe. Eles continuam como objetivos de curto prazo?

Meu único objetivo é encerrar o ano e reconstruir meu mandato de deputada federal. É único que posso ter. O povo não me quis para prefeita, então acho que na vida temos que ouvir e tirar lições. É precipitado eu dizer que mantenho estes sonhos. Tenho que ouvir o recado da população. Sonhos não são eternos. A gente vive, para e escuta. Ainda estou ouvindo este recado que o povo me deu politicamente e recebi como uma ordem: vou retomar meu mandato e trabalharei nos próximos dois anos com a mesma dedicação que sempre tive, que é tanta que me licenciei porque me senti constrangida de trabalhar menos do que trabalhava em Brasília. O segundo sonho agora não é algo palpável. Não vou me casar, então não posso ter plano de ter um filho agora. Talvez adote um no futuro.

Filho e solteira nem pensar?

Hoje não, mas no futuro, quem sabe? Tenho plano muito forte de adotar uma criança. Poderia sozinha, mas não agora.


Do que foi defendido na sua campanha, o que a senhora gostaria que ficasse como legado e que fosse implementado pelo prefeito José Fortunati?


O esforço de transformar Porto Alegre em uma capital com mais protagonismo econômico, a primeira Smart City do Brasil. Construir uma cidade mais pujante economicamente e ter serviços melhores para população.


Como será seu trabalho para Porto Alegre agora na Câmara dos Deputados? Conseguirá retomar com o mesmo vigor?


Com mais vigor. Recebi recado da população: volte ao mandato de deputada. Eu perdi, sou apaixonada pela cidade e o que quero? Que seja uma cidade melhor. Já disse isso às seis da tarde do dia sete de outubro, que espero orientações para trabalhar e ajudar o prefeito José Fortunati. Ele tem em mim uma aliada na defesa das causas de Porto Alegre. Vi que o prefeito quer indicar alguém para ficar em Brasília. Se quiser não indica-la, pode saber que tem uma representante dos interesses de Porto Alegre na Câmara Federal que está 100, 150% à disposição dele.


A senhora é candidata a reeleição a deputada federal?


Como todo mundo, o final de ano é um período de reflexão sobre a vida. Tenho dois anos de mandato. Vou debater com o partido o que fazer nos próximos anos, quais as tarefas que terei ou não. Posso garantir que meus próximos dois anos serão de muito trabalho por Porto Alegre.


Onde se vê daqui 10 anos?


Não faço esse tipo de plano. Me vejo fazendo um esforço grandioso para ser feliz. Esse é o esforço que todos temos que fazer e certamente e qualquer que seja o lugar, com ou sem mandato, como escrevi no meu blog, vai ser algum lugar onde tenha a sensação de fazer um lugar melhor.


Então, recuperando o começo da entrevista, já conseguiste o que quer daqui 10 anos.


É, quero continuar tendo a certeza que independente de onde esteja, seja fazendo política, dando aula ou como jornalista, meu objetivo não é ter mandato, e sim fazer do mundo um lugar melhor.


Se pudesse voltar no tempo para corrigir algo da campanha, o que mudaria?


Não gosto de análises pretéritas. Gosto de olhar pra frente. Os recados da minha derrota serão absorvidos e corrigidos. E um deles é: retome o mandato na Câmara.


Nos últimos quatro anos a senhora percorreu Porto Alegre para ouvir a população e montar a estratégia e o plano de governo. Como será essa rotina daqui pra frente?


Vai ser igual. Não só com a cidade, eu fazia isso com o estado inteiro. Retomarei minha relação com todo Rio Grande do Sul. Tenho um mandato em Brasília que me exige muito e tenho que pensar nisso. Tenho participação importante em diversas comissões do Congresso, tenho desafio do vale cultura e o marco civil da internet. A vida não para, ela vai nos atropelando.

Manuela pode vencer majoritária no PCdoB?

08 de outubro de 2012 6

A deputada Manuela D´Ávila (PCdoB) não gosta de ser tratada como fenômeno. Não o é. É uma deputada federal de muito trabalho e que assim ampliou sua votação de vereadora de Porto Alegre (2004) para deputada federal (2006) e mais uma vez deputada federal (2010) com mais de meio milhão de votos. Tem entre suas virtudes a fidelidade à sigla que escolheu aos 16 anos. Manuela é militante e deu uma cara nova ao PCdoB no Rio Grande do Sul e no Brasil. Mas a vitalidade e a força que a consagram nas eleições legislativas não se refletem em vitórias em eleições majoritárias. Por quê?

Manuela (com Carrion e Beto Albuquerque): dificuldade na majoritária

Foto: Tomás Edson / Ag. Freelancer / divulgação

Alguns poderão atribuir à juventude e à inexperiência. A juventude é fato. A candidata tem 31 anos. Tinha quatro anos menos quando disputou pela primeira vez a Prefeitura de Porto Alegre em 2008. Só que em Pelotas, o jovem Eduardo Leite (PSDB) chegou ao segundo turno com 27 anos. Então não pode ser nem a juventude nem a alegada inexperiência o motivo. Sobre isto, aliás, Manuela não tem experiência administrativa, mas recolheu na vida parlamentar uma bagagem de relacionamento e convivência com experiências no plano internacional invejáveis.

Mas então o que a afasta de uma vitória majoritária? No caso específico de 2012 uma explicação está na campanha bem projetado do vitorioso José Fortunati (PDT). Mas proponho uma outra reflexão no título deste artigo e arrisco uma resposta. Manuela não vencerá uma eleição majoritária no PCdoB. Não nesta geração. Nossa sociedade é conservadora e insiste em ver na palavra comunismo uma reprodução da experiência da União Soviética e do leste europeu, onde a falta de liberdade era uma marca.

A isto soma-se o desastroso artigo do presidente Nacional do PCdoB, Renato Rabelo, sobre o morte do ditador da Coréia do Norte, Kim Jong-Il. Manuela e o seu discurso nada tem a ver com isto. Mas quem vai explicar que marimbondo não é gaita? A foice e o martelo - presentes na bandeira do PCdoB - praticamente não apareceram na campanha. Estivesse a deputada no PSB, seu principal aliado, boa parte do preconceito do eleitorado conservador desapareceria. Manuela aceitaria fazer o movimento? Não.

Se voltar a concorrer em uma eleição majoritária (e pela sua juventude é muito provável que retorne) é bem provável que inicie o mesmo processo de construção que começou para 2012. Tentará atrair siglas do seu campo ideológico e construir uma candidatura sobre um programa capaz de agregar siglas de outros campos (como fez com o PSD e tentou com o PP). Mas seguirá no PCdoB. O caminho mais difícil, mas o mais coerente com a sua história e pensamento.

O voto de Dilma e dos candidatos

07 de outubro de 2012 1

A presidente Dilma Rousseff manteve a imparcialidade na eleição porto-alegrense e nem mesmo revelou o voto. "Estou aqui exercendo meu direito como cidadã", afirmou aos jornalistas após sair da seção eleitoral 36 do Colégio Santos Dumont, na Vila Assunção, na zona sul de Porto Alegre na manhã deste domingo.  No entanto, para São Paulo revelou apoio ao candidato petista Fernando Haddad, apesar do adversário Celso Russomano (PRB) também pertencer a um partido da base aliada.

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS

Seis dos sete candidatos que disputam a prefeitura de Porto Alegre também registraram o voto durante a manhã  e vão reservar a tarde para descansar e aguardar o resultado das urnas em casa. O primeiro a cumprir o dever foi Adão Villaverde (PT), que chegou a seção no La Salle Pão dos Pobres acompanhado do governador Tarso Genro, antes mesmo da abertura da votação. Aguardou na fila e depois foi a café da manhã com apoiadores. Após o almoço,  Villaverde acompanha  o voto do vice, Coronel Bonete e depois acompanha a apuração com a família.  Villaverde concederá entrevista coletiva a imprensa  no começo da noite, sem horário definido.

Foto: Divulgação / Twitter

Depois do café da manhã no Comitê Central, onde recebeu o apoio de centenas de militantes, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, votou na Escola Estadual Paula Soares, por voltas das 8h20min. Ele foi acompanhado da primeira-dama Regina Becker e de lideranças dos partidos que apoiam a candidatura a reeleição.  Em seguida, o grupo dirigiu-se para o Colégio La Salle Dores, também no Centro Histórico, para acompanhar o voto da primeira-dama. A parada seguinte do grupo foi no bairro Cristal, no Colégio Leonardo Da Vinci, onde votou Sebastião Melo. Às 15h30min, prefeito e vice visitam o Tribunal Regional Eleitoral, na Rua Duque de Caxias, e às 19h30min, recebem a imprensa no Comitê Central da campanha, para comentar o primeiro turno das eleições.

Foto: Jéfferson Bernardes / Agência Preview.com

Passavam das 9h30 quando a candidata Manuela D'Avila (PC do B) chegou ao colégio Santa Inês. Ela foi a cabine levando no colo a sobrinha Isadora, de dois anos.  Em seguida, acompanhou a mãe, Ana Lúcia, que votava em outra sala e ainda carregou nos braços a sobrinha Beatriz, de um ano e meio. Manuela acompanhou o voto do vice, Nelcir Tessaro, no Senac do Centro e depois foi para casa almoçar. Ela irá encontrar a imprensa por volta das 19h30, no comitê central da campanha.

Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer

Apenas Roberto Robaina (PSOL) deixou o voto para o turno da tarde. Ele irá a seção eleitoral no colégio Unificado às 14h30min. Jocelin Azambuja (PSL), Wambert Di Lorenzo (PSDB) e Erico Correa (PSTU) também já confirmaram o voto na urna.

 

Eu voto Manuela, por José Carlos Hennemann

06 de outubro de 2012 0

José Carlos Hennemann foi reitor da UFRGS: vota Manuela

"O projeto de governo de MANUELA propõe, entre diversas outras ações, fazer frente a dois grandes desafios. O primeiro é o de encarar de forma decisiva e com instrumentos modernos de gestão os problemas que vem se acumulando e se acentuando ultimamente, nas áreas da saúde, educação, mobilidade urbana, segurança, para só citar aqueles cuja premência aflige nossa população diariamente. O segundo consiste em resgatar a importancia econômica de Porto Alegre, que continuamente perde destaque tanto em nível nacional quanto até na comparação com nossa Região Metropolitana. É papel da Prefeitura ser protagonista em projetos, programas e ações que promovam o desenvolvimento da cidade, o que consequentemente implica em melhorias no nível e qualidade de vida de sua população. MANUELA tem muito clara essa problemática. Sua trajetória como líder estudantil, vereadora e deputada federal, caracteriza-se por uma atuação propositiva, sensível aos problemas sociais, com profundo conhecimento e dedicação nos projetos que atua. Apoio e voto em MANUELA na certeza de ser a prefeita que Porto Alegre merece."

Manuela usa apuração do MP para pedir 2º turno

04 de outubro de 2012 12

Panfletos com reproduções de reportagens de jornais e com link para o site da Rádio Gaúcha sobre a denúncia da máquina pública na campanha do candidato José Fortunati (PDT) e do candidato a vereador Cássio Trogildo (PTB), tomaram as ruas de Porto Alegre nesta quinta-feira (04). O assunto já foi abordado pela candidata Manuela D'Avila (PC do B) no debate de ontem à noite na TVE, quando ela apelou aos eleitores que votem para ocorrer segundo turno e Fortunati tenha condições de explicar as denúncias.

Foto: Reprodução

No material distribuído hoje a fórmula é repetida: a campanha de Manuela cobra explicações do prefeito e usa declarações do promotor eleitoral, Mauro Rockemback para reafirmar a versão de que obras da prefeitura, realizadas na semana da eleição, estão vinculadas a pedido de votos.  A coligação 'Por Amor a Porto Alegre' emitiu nota onde classificou as denúncias como infundadas, garantiu que as obras de asfaltamento estão incluídas em um cronograma da Secretaria de Obras e atribuiu o caso ao desespero da candidatura de Manuela D'Avila (PC do B).

Relembre:

Investigação do MP apura uso da máquina pública em campanha eleitoral.

Manuela faz sua despedida do Brique da Redenção

30 de setembro de 2012 3

No último domingo da campanha eleitoral a candidata Manuela D´Ávila (PCdoB) reuniu militantes para uma caminhada no Brique da Redenção. Ao lado da Esquina Democrática, o espaço é disputa pelas principais candidaturas. Perto do meio-dia o candidato Wambert Di Lorenzo (PSDB) também andava por lá. Manuela esteve acompanhada de apoiadores de candidatos a vereador de sua coligação. No sábado foram duas carreatas: uma na zona sul e outra na zona norte. A sete dias da eleição, Manuela busca garantir a realização do segundo turno. Seu discurso é da oportunidade de tempos iguais para se debater a cidade. "Ainda não há nenhum voto na urna. A eleição não está ganha como muitos querem dizer. Temos de nos empenhar ao máximo todos os dias até 7 de outubro para garantirmos o segundo turno. Queremos mais 20 dias para debater melhor qual é o melhor projeto de transformação da nossa cidade"  afirmou Manuela com um megafone ao final do percurso.


Acompanhada de Beto Albuquerque, Manuela fez campanha no Brique

Foto: Nabor Goulart / Ag. Freelancer / divulgação

Manuela reforça campanha de rua para garantir segundo turno

28 de setembro de 2012 8

Com a determinação de provocar o segundo turno nas eleições municipais, a campanha de Manuela D´Ávila (PCdoB) promete ações nas regiões mais movimentadas de Porto Alegre antes do dia do pleito. Depois de gravar programas de rádio e TV pela manhã, a candidata participa de duas grandes carreatas. Pela manhã será na Vila Cruzeiro, a partir das 11h30. No turno da tarde será na Zona Norte. Para o domingo está prevista uma caminhada de encerramento no Brique da Redenção.

Manuela aposta no contato com o eleitor para garantir segundo turno

Foto: Nabor Goulart / divulgação

Manuela aposta no corpo-a-corpo com os eleitores e na elevação do tom das críticas à atual administração para voltar a crescer. A candidata tem perdido pontos nas últimas pesquisas. De acordo com o último Datafolha está com 24% das intenções de voto (já teve 32%). Manuela tem questionado o volume de anúncios feitos nos últimos dias pela prefeitura, como a inauguração de uma UPA e a reabertura de um hospital a nove dias das eleições.

Candidatos debatem com o comércio varejista

26 de setembro de 2012 2

Os três líderes das pesquisas eleitorais em Porto Alegre participaram na manhã de hoje de um debate com o setor varejista mediado pela jornalista Rosane de Oliveira. Adão Villaverde (PT), José Fortunati (PDT) e Manuela D´Ávila (PCdoB) destacaram ações para o setor no auditório do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Entre os temas em debate, o prestígio do comércio de rua.

Fortunati, Manuela e Villaverde participaram de debate promovido pela CDL

Foto: Nabor Goulart / Ag. Freelancer / divulgação

O candidato Adão Villaverde (PT) destacou a vocação de Porto Alegre para o comércio e o potencial da cidade para a economia criativa. "A prefeitura tem que qualificar serviços, especialmente de mobilidade urbana e segurança, que também é compromisso da prefeitura” afirmou. Villa assumiu o compromisso de ampliar o investimento da cidade em ações de segurança. Sobre shoppings, defendeu o debate com as comunidades antes da implantação. O candidato defendeu ainda incentivos para o comércio de rua.

O candidato José Fortunati (PDT) destacou a importância dos shoppings na geração de emprego e renda, mas defendeu a preservação do comércio de rua. O atual prefeito destacou ações de sua gestão na iluminação e da transformação do Centro Histórico depois da inauguração do camelódromo, mas não assumiu compromisso com a redução do ISSQN de 5% para 2%, mas comprometeu-se a aprofundar o estudo de trabalho pela CDL. Fortunati exaltou o setor ao destacar que "o comércio tem papel fundamental no crescimento da cidade e sua economia".

A candidata Manuela D´Ávila (PCdoB) comprometeu-se com a divulgação da cidade e com a unificação de procedimentos para facilitar o empreendedorismo. "A prefeitura deve ser empreendedora, ofensiva na busca de investimentos. Não podemos fazer estudos eternos, mas apresentar soluções" disse a candidata. Manuela prometeu ampliar os recursos investidos pela Prefeitura em ações de segurança e reduzir a alíquota do ISSQN sempre que a arrecadação aumentar.

A eleição por um jovem estudante de Jornalismo

25 de setembro de 2012 0

Villaverde encerrou nesta segunda-feira a série de entrevistas

Foto: Janaína Eickhoff / Estudante IPA

De um lado jovens eleitores estudantes universitários. Do outro lado pretendentes ao cargo de prefeito municipal de Porto Alegre. O cenário foi o auditório do IPA. Os prédios da instituições concentram uma das maiores concentrações de eleitores da capital. Se as palavras dos candidatos não ficaram gravadas nas paredes para influenciar quem vota no local, elas fizeram diferença na escolha dos alunos. É pela ótica de um deles que saberemos como foi a passagem de Adão Villaverde (PT), Manuela D´Ávila (PCdoB) e José Fortunati pelo IPA. Eduardo Malta é estudante do 4º semestre do curso de Jornalismo e escreveu o seguinte texto:

Nas últimas três semanas, o Centro Universitário Metodista IPA, recebeu a visita dos principais candidatos à prefeitura de Porto Alegre. José Fortunati, Manuela D’Ávila e Adão Villaverde foram até a instituição conversar com os alunos sobre o tema Educação e Mobilidade Urbana.

Os três candidatos tiveram uma hora para apresentar suas propostas e responder questionamentos dos alunos. De acordo com o Reitor do IPA, Roberto Pontes da Fonseca a ideia era levar um candidato de cada vez, pois desta forma a conversa ficaria apenas entre os alunos e os candidatos, evitando possíveis (e talvez prováveis) confrontos entre os oponentes.

Para os alunos, foi a oportunidade de ouvir atentamente cada uma das propostas dos candidatos, e ao final fazer perguntas que - infelizmente - não eram livres, pois tinham que ser escritas em um pedaço e papel e encaminhadas para a assessoria de cada um dos candidatos, que escolhiam quais seriam respondidas. Isto fez com que algumas perguntas importantes acabassem sendo desconsideradas.


Foto: Pumaira Coronel / Estudante IPA

De qualquer forma, o tema do encontro foi bem explorado por todos, que apresentaram sua visão sobre educação e mobilidade, temas que são causadores de diversos problemas para os habitantes de Porto Alegre. Todos os candidatos concordam que as obras que estão em andamento visando principalmente a Copa de 2014, irão melhorar muito o deslocamento pela cidade, mas os candidatos de oposição criticaram por achar que foram feitas em época de eleição. Ao falar em educação, Fortunati disse que ainda há o que melhorar, mas destacou os avanços que a cidade obteve nos anos de sua administração, como o aumento de vagas nas creches da capital. Para Manuela e Villaverde, a solução para os problemas da educação na capital é a informatização. Ambos falaram em “Um computador para cada aluno”.

Ao final das três visitas, alguns dos poucos alunos que as acompanharam integralmente (o horário desfavoreceu a presença de muitos), concordaram que mais uma vez viram várias e várias promessas. Todos os candidatos se mostraram empenhados em resolver os problemas da capital, mas o temor de quem lá estava é o de que após a eleição todas elas sejam esquecidas, algo que em nosso país infelizmente acontece com frequência.


Foto: Pumaira Coronel / Estudante IPA

Para outros, alguns dos candidatos pareceram confusos, com muitas propostas, mas com dificuldades para demonstrar que todas elas são viáveis, o que acabou causando insegurança e a sensação de que o votar em determinado candidato seria muito arriscado. Apesar disto, a maioria dos presentes, saiu desses encontros com a sua decisão de voto tomada, o que comprova que a oportunidade foi boa para aqueles que estavam indecisos.

O que todos esperam é que, independente do vencedor, nossa cidade seja bem administrada e que nossa qualidade de vida seja a melhor possível. Claro que a cidade perfeita não existe, mas é possível deixá-la mais segura, com trânsito fluindo melhor, postos de saúde sem fila e educação de qualidade. Basta querer fazer.

Texto Eduardo Malta, estudante de Jornalismo IPA