Com placar apertado (56 x 53) e com discurso afiado, o professor Wambert di Lorenzo foi confirmado candidato do PSDB em Porto Alegre, após a convenção do diretório municipal que ocorreu ao longo deste domingo na Câmara de Vereadores. Mas apesar dos apelos das principais lideranças em busca da unidade, o racha entre os grupos deve se agravar. O resultado promete ser questionado pelo deputado Nelson Marchezan Jr., que vai pedir a recontagem dos votos a executiva nacional da sigla. A alegação é que houve mais cédulas do que inscritos na votação. O presidente municipal do PSDB, vereador Mário Manfro, discorda "Não houve diferença. Cada convencional assinava duas vezes: uma quando pegava a cédula, outra quando votava. Um deles não assinou em uma das listas e gerou dúvida, mas conseguimos esclarecer. Não acredito que Marchezan vá passar por esse desgaste", afirmou.
Foto: Jean Schwartz / Agência RBS
Wambert prometeu apresentar projetos virtuosos do PSDB
Durante a convenção, Marchezan já admitia que 'seria difícil vencer a disputa'. Ele saiu mais cedo, não esperou a divulgação do resultado e não foi localizado para comentar o resultado. Enquanto isso, Wambert di Lorenzo já afiava o discurso no púlpito do plenário Ana Terra "O PSDB que vai as ruas é um partido que venceu os dois turnos da eleição presidencial em Porto Alegre". Ele também prometeu que o partido 'vai subir o morro e entrar nas vilas'. Lorenzo também não poupou críticas aos adversários "Essa força autoritária que tomou conta do Brasil e do Rio Grande, tem três palanques em Porto Alegre. Somos a única esperança do povo porto-alegrense de enfrentá-los".
O PSDB foi o último partido a definir o candidato, perdeu a aliança com Democratas e agora precisará correr atrás do prejuízo. A ex-governadora Yeda Crusius, que apoiou Wambert, não participou do encontro.










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