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Posts com a tag "PDT"

PDT terá um 2013 de definições: Tarso ou PMDB?

23 de outubro de 2012 11

Do Salão de Banquetes do Palácio Piratini, o deputado Diógenes Basegio (PDT) publicou em sua conta no twitter que 2014 havia ficado de fora do café-da-manhã que a bancada trabalhista teve hoje com o governador Tarso Genro. "Nem nas entrelinhas", reforçava após ser questionado pela rede social. "O governador conta com o PDT para a sua gestão, temos muita abertura e espaço no governo", disse o secretário dos Esportes, Kalil Sehbe, um dos três trabalhistas no atual governo.

Tarso esteve hoje com líderes e deputados do PDT

Foto: Caco Argemi / Palácio Piratini

Com candidato lançado para o Governo do Estado em 2018 - o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati - o PDT inicia em março suas discussões internas para 2014. A decisão passa necessariamente por Caxias do Sul. Além da tese de uma candidatura própria, os brizolistas discutem o apoio a Tarso ou uma nova coligação com o PMDB. Em 2010, Pompeo de Mattos  foi vice de José Fogaça. Mas mais do que isto pesa os apoios peemedebistas neste ano ao PDT em Porto Alegre e Caxias do Sul. E José Ivo Sartori e Germano Rigotto são os principais nomes do partido para a majoritária.

Aí as especulações são muitas. Com Sartori candidato que outro caminho poderia tomar o prefeito eleito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho (PDT). "O PT bateu demais em mim na campanha, como poderia gritar contra o Sartori", confidenciou o deputado a companheiros. Publicamente, Barbosa Velho afirma que é disciplinado e seguirá a orientação partidária. "O presidente (do PDT) Romildo (Bolzan Júnior) garantiu ao governador que ele será o primeiro a ser avisado da decisão do partido", afirmou o futuro prefeito.

E se Rigotto ou Sartori forem candidatos pelo PMDB, mas sem apoio do PDT? Aí cresce a possibilidade de um vice de Caxias do Sul na chapa do atual governador. O nome de Kalil Sehbe está ao lado do de seu colega de secretariado Afonso Mota para a vaga. E aí a origem caxiense de Kalil poderia pesar. Convém também ao partido olhar para um novo deputado que vem da Serra. Vinícius Ribeiro, que assume o mandato com a eleição de Barbosa Velho, é jovem, bem articulado e tem caminho para crescer na política.

2013 será um ano de intensas definições no PDT.

Juliana Brizola quer o PDT longe do PSDB

18 de outubro de 2012 18

Inconformada com o seu partido no mesmo palanque de candidatos tucanos neste segundo turno, a deputada estadual Juliana Brizola (PDT) usou hoje a sua conta no twitter para protestar. "O PDT não pode estar com o PSDB em nenhum lugar do Brasil, já que sua maior liderança continua defendendo as privatizações", escreveu no momento em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) concedia entrevista ao Gaúcha Atualidade. "Leonel Brizola foi o maior crítico das privatizações; trabalhismo é o oposto do neoliberalismo", prosseguiu.

Juliana faz críticas à direção do PDT

Foto: divulgação / AL

Questionada sobre o apoio do PDT à candidatura de Eduardo Leite (PSDB) em Pelotas, Juliana atacou companheiros de sigla quando questionada no twitter. " Descobre quem protagonizou esse apoio! Aí dá para entender. São os negociadores do partido...", disparou. A neta de Brizola tem exposto divergências com o atual comando da sigla no país e no estado.

Às vésperas da eleição, Tarso acerta ponteiros com a base

25 de junho de 2012 2

O governador Tarso Genro começou nesta segunda-feira (25) uma rodada de conversas com os presidentes das siglas que compõem a base aliada. A primeira conversa foi com o PDT, fundamental para a maioria na Assembleia Legislativa. A principal preocupação do governador é manter a coesão entre os partidos mesmo durante o período eleitoral, onde os aliados tem diversas candidaturas adversárias entre si.

Foto: Caroline Bicocchi / Palácio Piratini

PDT foi primeiro partido a discutir relação com governador

No encontro, Tarso garantiu que trabalhará para desfazer desentendimentos durante o período eleitoral. O presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan, manifestou ao governador que o PDT tem projeto de fazer 'um bom capital político' nas eleições municipais. "Mas para nós é essencial não contaminar o relacionamento no governo a partir das eleições, e quanto isso Tarso se colocou a disposição para tentar resolver eventuais conflitos".

À Bolzan, Tarso reafirmou o que já vem pregando internamente: chegou o momento de uma 'nova fase' no governo para 'buscar resultados administrativos'. Traduzindo, o Piratini lançou os programas prioritários e agora é a hora de colher frutos e inaugurar obras. A relação com a base aliada deve ser facilitada daqui para frente "O governo nos informou que a pauta mais ruim, mais difícil, passou. Não vai mais haver projetos com bola dividida, com dificuldade de entendimento ou com contencioso social", disse Bolzan.

Os presidentes dos demais partidos da base também serão chamados para conversas reservadas com o governador.

Candidatura de Fortunati é a primeira a ser oficializada em Porto Alegre

17 de junho de 2012 1

Menos de 24 horas depois do PMDB oficializar o nome de Sebastião Melo como candidato a vice-prefeito, o PDT ocupou o mesmo plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre para oficializar o nome de José Fortunati como candidato a reeleição. Líder de uma frente com onze partidos - amanhã o DEM anuncia o apoio a seu nome, o atual prefeito foi o último a discursar no encontro. A convenção foi conduzida pelo presidente Metropolitano do PDT, Vieira da Cunha, saudado por todos como o homem que construiu a aliança. Os 150 convencionais votaram de forma unânime no nome do candidato.

"A mudança vai continuar", garantia o candidato ao encerrar seu discurso de aproximadamente 20 minutos. A ênfase foi a educação. Fortunati lembrou o histórico do PDT no cuidado com a educação em tempo integral para anunciar cinco novas unidades em Porto Alegre. Hoje a cidade conta com dois CIEMs em funcionamento nos moldes das unidades sonhadas por Darcy Ribeiro. Fortunati, que assumiu a prefeitura em março de 2010, garantiu que o projeto que executa no Paço Municipal é o mesmo que chegou ao executivo em janeiro de 2005 com José Fogaça. O ex-prefeito acompanhava o encontro. "Fortunati é o símbolo da cooperação política pensando no povo desta cidade", disse Fogaça ao defender a frente que se formou em torno da candidatura.

Melo e Fortunati formam a primeira chapa oficializada em Porto Alegre neste ano

Foto: Jefferson Bernardes / Preview.com / divulgação

Aplausos também foram reservados para o vereador Kevin Krieger (PP) pela campanha vitoriosa em torno do apoio a Fortunati no seu partido. Ainda passaram pela tribuna os presidentes do PTB, PMDB, PPS e PRB.

Pedetistas que se revezavam na tribuna mostravam empolgação com a possibilidade de vitória. "Resgatando Porto Alegre, vamos iniciar o resgate também da Grande Porto Alegre", defendeu o deputado federal Giovani Cherini. "Nosso objetivo é conquistar 800 vereadores em todo o Rio Grande do Sul", destacava o secretário Afonso Motta ao garantir que o partido tem também um projeto para o estado.

O PDT precisou deixar de fora ao menos 20 candidatos a vereador para adequar-se à aliança que fará com o PP e PRB para o parlamento. O PDT lançou 35 nomes (27 homens e oito mulheres), o PP lançará 26 (14 homens e 12 mulheres) e o PRB, onze (nove homens e duas mulheres).

Oficializada primeira chapa majoritária da eleição de POA

16 de junho de 2012 1

A convenção do PMDB de Porto Alegre que definiu Sebastião Melo como candidato a vice-prefeito na chapa com José Fortunati também serviu para reafirmar a participação da sigla na origem do atual projeto de governo. Entre as figuras mais festejadas da convenção esteve o ex-prefeito José Fogaça, que nas palavras do deputado federal Vieira da Cunha (PDT) foi a 'gênese desta unidade e que deu origem a um governo que hoje tem mais de 70% de aprovação'.

Fortunati e Melo é a primeira chapa majoritária oficializada em Porto Alegre

Foto: Jefferson Bernardes / Agência Preview

A sigla deu uma demonstração de unidade e reuniu as principais lideranças, entre elas Pedro Simon e Ibsen Pinheiro, que defendiam a candidatura própria do PMDB na capital. "Fortunati buscou na diversidade os pontos em comum e por essa capacidade de aglutinação que o diretório estadual acatou e agora saúda a decisão de estarmos juntos nesta eleição", disse Ibsen.

Mais de dois mil militantes lotaram o plenário Otávio Rocha durante o evento que durou mais de cinco horas. O prefeito José Fortunati disse a imprensa que o segundo mandato será necessário para "dar continuidade a projetos" e avaliou que "nenhuma promessa deixou de ser cumprida, mas há muito em andamento que precisa ser concluído".

A coligação com Fortunati foi aprovada por unanimidade pelos 93 votantes. O PMDB terá 54 candidatos a vereador e discutirá até o fim do prazo legal coligações na proporcional. Roni Marques Correa disputou a vaga de vice com Sebastião Melo, mas acabou derrotado por 79 votos a 14. "Chego aqui com duas responsabilidades: uma, pela bagagem acumulada, fruto de toda essa história que vivo em Porto Alegre desde os 18 anos e outra os desafios que temos pela frente", disse Melo em seu primeiro discurso após oficializado candidato a vice-prefeito.

Reginaldo Pujol, do Democratas, praticamente confirmou a adesão da sigla a aliança, que será oficializada na segunda-feira "vamos somar forças para manter esse projeto para a cidade". As negociações com o PR estão sendo conduzidas pelo diretório nacional do PDT.

Fortunati: "Não subestimem a grandeza e qualidade dos nossos adversários"

03 de junho de 2012 3

A sede do PDT foi pequena neste domingo para receber a militância dos nove partidos que já anunciaram apoio a candidatura de José Fortunati (PDT) à reeleição.  Dirigentes e militantes do PDT, PMDB, PTB, PRB, PPS, PMN, PTdoB, PRP e PRTB lotaram os cerca de 700 lugares do auditório para dar impulso a Fortunati, em desvantagem em algumas pesquisas. "Não se deixem levar pelas pesquisas, elas não orientam o que será a decisão final de seis de outubro", alertou o prefeito quase ao final de sua manifestação ao lembrar da vitória de Germano Rigotto para o Governo do Estado em 2002. Fortunati disse ser 'incompreensível' os resultados 'antagônicos' apresentados pelas pesquisas até agora. Minutos antes, o candidato pedia à militância respeito pelos adversários. "Não subestimemos a grandeza e a qualidade dos nossos adversários, quem entra de salto alto perde a partida", orientava o prefeito sem citar o nome de seus oponentes.

Fogaça garantiu empenho na campanha de Fortunati

Foto: Jeffeson Bernardes / preview.com / divulgação

Duas presenças foram especialmente notadas. A de José Fogaça, prefeito reeleito da cidade e líder da arrancada do atual projeto, e do vereador Kevin Krieger (PP). Fogaça acreditava que uma nova gestão de Fortunati marcará "um governo de ponta que vai trazer a grande modernidade para Porto Alegre". O partido de Krieger ainda não definiu o apoio a Fortunati e sua presença marcava território entre os apoiadores da atual coalisão. Nas ausências, não estiveram na sede do PDT o ex-governador Alceu Collares - principal líder do partido - e a deputada estadual Juliana Brizola. Juliana, que fez mais de 30 mil votos na capital em 2010, garante que não foi convidada para o ato. "Fiquei sabendo hoje pela manhã no twitter", informa.

Fortunati fez um discurso de quem recarregou baterias em sua recente passagem por Machu Picchu. "Vamos seguir sem tréguas combatendo a desigualdade em nossa cidade", afirmou ao comemorar que a capital gaúcha  volta a receber da Unesco o reconhecimento de Cidade Amiga da Criança. Nesta segunda-feira Fortunati terá encontro com sua principal adversária. Ele e Manuela D´Ávila (PCdoB) falarão aos integrantes do Partido Progressista.

PTB cobra pioneirismo na gestão de Porto Alegre

29 de maio de 2012 0

Se formos puxar pela memória, nem o PDT do prefeito José Fortunati nem o PMDB de seu possível vice Sebastião Melo estavam integrados ao projeto político que administra Porto Alegre desde a primeira eleição de José Fogaça. Então no PPS, o ex-prefeito tinha o PTB como o seu principal aliado. Nas eleições de 2004, o PDT concorria com Vieira da Cunha e o PMDB com Mendes Ribeiro Filho. A adesão de PDT e PMDB ocorreu apenas no segundo turno. Mais tarde Fogaça deixou o PPS e reelegeu-se pelo PMDB.

Eliseu Santos foi vice da primeira gestão de Fogaça

Foto: Antônio Pacheco / Zero Hora

Portanto muito natural que neste momento a sigla cobre mais poder numa futura gestão. A escolha de Fortunati para vice no segundo mandato de Fogaça (na primeira gestão a vaga era do PTB com Eliseu Santos) encolheu o espaço dos petebistas na admistração municipal. As principais pastas na atual gestão foram as de Obras e Viação e da Saúde. Importantes, mas desconectados do "núcleo duro" do poder no município.

O PTB não vai indicar o vice. O nome anunciado será mesmo do PMDB, mas o movimento da sigla é fundamental para não desaparecer diante de um novo mandato de José Fortunati.

PSOL votará contra escolha de Zacher para comandar a Câmara

11 de dezembro de 2011 12

O vereador Mauro Zacher (PDT) será eleito na manhã desta segunda-feira presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre. A escolha do seu nome atende a um rodízio determinado entre os partidos para a atual legislatura. PTB, PMDB e PT já cumpriram seus mandatos. Agora chega a vez do partido do prefeito José Fortunati. Nome escolhido ainda no início da legislatura, Zacher foi contestado até o fim por parte do partido e não é (nem de perto) o nome dos sonhos do prefeito. Dentro da Câmara, o nome mais próximo de Fortunati é Luciano Marcantônio (PDT), mas que não poderia assumir a Presidência por ser suplente. Entre os titulares do partido que estão no secretariado nem João Bosco Vaz nem Márcio Bins Ely encararam a missão. E por motivos distintos. Assim Zacher garantiu a escolha, mesmo sem unir o partido. Em segundo mandato, será ele o substituto de Fortunati nos seus afastamentos ao menos até maio.

Mauro Zacher será o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre em 2012

Foto: Elson Sempé Pedroso / CMPA


Se Zacher não era unanimidade dentro do PDT, fora menos ainda. Uma parcela do PT e do PSOL se viu contrariada com a indicação. Zacher é investigado por problemas na execução do Pró-Jovem quando era secretário da Juventude na primeira gestão de José Fogaça (então no PPS, hoje PMDB). Mas valeu a manutenção do acordo e o entendimento que a escolha do nome é de responsabilidade única e exclusiva do PDT. Para não acompanhar a votação nem quebrar o acordo, a bancada do PSOL não dará os seus dois votos para a eleição de Zacher, mas também não apresentará uma candidatura alternativa.

"Não faremos nenhum tipo de manifestação", garante o líder do PSOL, Pedro Ruas. A sigla abriu da vaga de segundo vice-presidente a que teria direito para não estar na mesma mesa que o pedetista. O lugar será ocupado por Maria Celeste (PT) que, segundo Ruas, aceitou a indicação. Como vereador no pleno exercício do seu mandato, Zacher tem todo o direito de pleitear a indicação para a Presidência do legislativo municipal. Mas está mexendo num vespeiro. Será difícil desvencilhar-se ao longo do ano - ainda mais por tratar-se de um ano eleitoral - do vocativo que acompanhará seu nome. Tanto quanto ser escolhido nesta segunda-feira, Zacher precisa torcer por um julgamento rápido do seu processo. Apenas a sua inocência o permitirão centrar-se na condução da Câmara Municipal.

E os cargos?

A pergunta que fica é se além da posição da mesa, o PSOL também abrirá mão da indicação do diretor financeiro e dos cargos em comissão que teria direito no acordo. Coerência se faz por inteiro.

Tarso usa twitter para acalmar crise com o PDT

10 de dezembro de 2011 7

O governador Tarso Genro usou hoje o seu twitter para minimizar o desgaste da última semana com o PDT. O partido ocupa três secretarias na sua administração. O mal estar com parte dos pedetistas começou há uma semana quando Tarso usou a expressão 'atraso total' para referir-se à administração da capital. Ao menos foi desta forma que o prefeito José Fortunati interpretou. À explicação de que a crítica limitava-se à ausência do prefeito de Porto Alegre ao evento Mercocidaes, ocorrido em Montevidéu, Fortunati contrapõe com a ausência de Tarso no encontro da Rede Metropolis, em Porto Alegre. A verdade é que ainda existem mágoas do processo eleitoral de 2000 quando a mobilização do atual governador impediu que José Fortunati (então vice-prefeito) fosse o candidato do PT à Prefeitura de Porto Alegre. Naquele ano, aliás, a candidatura de Tarso marcou a saída do PDT do governo Olívio Dutra (e de Dilma Rousseff do PDT).

Convém destacar que existe um PDT que está dentro do governo e outro do lado de fora. O deputado Gilmar Sossella foi o primeiro a sugerir o rompimento. "É apenas o começo", confessa o prefeito José Fortunati a um interlocutor. Nesta segunda-feira Tarso Genro tentará baixar a temperatura em encontro com o presidente regional da sigla, Romildo Bolzan Jr. A demora na marcação do encontro também foi motivo de tensão e de descontentamento do prefeito. Neste sábado, Tarso tratou de elogiar a atuação dos seus secretários pedetistas.



No twiitter o governador afirma que "não há nenhuma crise com o PDT". Até pode amainar a crise se atender ao pedido que receberá de Bolzan para não interferir no processo eleitoral onde haja mais de um candidato de sua base envolvido. Tarso alega que há "equívoco" na interpretação. É que certamente ele não teve contato com o prefeito José Fortunati depois das críticas que fez e que foram fermentadas pela declaração de Raul Pont de que a administração municipal estava nas mãos das empreiteiras. A eleição de Porto Alegre é a eleição mais importante para o PDT no país. Majoritário na Região Metropolitana no início dos anos 80, os trabalhistas minguaram ainda com Brizola vivo e tem agora com Fortunati o início de uma retomada. O que beneficia aos adversários é que o PDT nem sempre se ajuda. Os momentos mais constrangedores da atual administração foram protagonizados por filiados ao partido (as brigas de Mauro Zacher e Juliana Brizola e a cedência irregular de viaturas da Guarda Municipal por Nereu D´Ávila).

Porto Alegre será a sede nacional do trabalhismo

31 de agosto de 2011 0

Ao menos 700 trabalhistas de todo o país estão sendo esperados a partir de amanhã em Porto Alegre para participarem do 5º Congresso Nacional do PDT. O evento será no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa. O evento deve servir também para os pedetistas reafirmarem a sua decisão de fazer da disputa pela Prefeitura de Porto Alegre. A escolha da capital gaúcha marca também as comemorações dos 50 anos da Campanha da Legalidade. A abertura será nesta quinta-feira e vai até sábado.

Congresso servirá para reafirmar os ideais de Leonel Brizola

Foto: Ricardo Chaves / ZH

"O encontro servirá para a discussão das propostas do PDT", salienta o secretário de Relações Internacionais do partido, deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS).  "É também um momento de resgate de um dos maiores movimentos populares da história que era desconhecida da maioria das pessoas devido à pressão da ditadura militar", salienta ao referir-se à Legalidade. Uma das preocupações é manter o caráter de esquerda da sigla. O secretário Geral do PDT, Manoel Dias, diz que o encontro servirá “para reafirmar as convicções de Brizola e orientar nossa militância para os conteúdos programáticos do partido”.

O último Congresso Nacional do PDT foi realizado em 2008, em Brasília. Na abertura são aguardados nomes como os presidentes nacional do PT, Rui Falcão, e do PCdoB, Renato Rabelo, além de Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT. Lupi também aproveitará a passagem por Porto Alegre para seduzir o Partido dos Trabalhadores a estar junto com José Fortunati em 2012.

O encontro poderá servir também de reencontro. A presidente Dilma Rousseff é aguardada.