O vereador Mauro Zacher (PDT) será eleito na manhã desta segunda-feira presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre. A escolha do seu nome atende a um rodízio determinado entre os partidos para a atual legislatura. PTB, PMDB e PT já cumpriram seus mandatos. Agora chega a vez do partido do prefeito José Fortunati. Nome escolhido ainda no início da legislatura, Zacher foi contestado até o fim por parte do partido e não é (nem de perto) o nome dos sonhos do prefeito. Dentro da Câmara, o nome mais próximo de Fortunati é Luciano Marcantônio (PDT), mas que não poderia assumir a Presidência por ser suplente. Entre os titulares do partido que estão no secretariado nem João Bosco Vaz nem Márcio Bins Ely encararam a missão. E por motivos distintos. Assim Zacher garantiu a escolha, mesmo sem unir o partido. Em segundo mandato, será ele o substituto de Fortunati nos seus afastamentos ao menos até maio.

Mauro Zacher será o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre em 2012
Foto: Elson Sempé Pedroso / CMPA
Se Zacher não era unanimidade dentro do PDT, fora menos ainda. Uma parcela do PT e do PSOL se viu contrariada com a indicação. Zacher é investigado por problemas na execução do Pró-Jovem quando era secretário da Juventude na primeira gestão de José Fogaça (então no PPS, hoje PMDB). Mas valeu a manutenção do acordo e o entendimento que a escolha do nome é de responsabilidade única e exclusiva do PDT. Para não acompanhar a votação nem quebrar o acordo, a bancada do PSOL não dará os seus dois votos para a eleição de Zacher, mas também não apresentará uma candidatura alternativa.
"Não faremos nenhum tipo de manifestação", garante o líder do PSOL, Pedro Ruas. A sigla abriu da vaga de segundo vice-presidente a que teria direito para não estar na mesma mesa que o pedetista. O lugar será ocupado por Maria Celeste (PT) que, segundo Ruas, aceitou a indicação. Como vereador no pleno exercício do seu mandato, Zacher tem todo o direito de pleitear a indicação para a Presidência do legislativo municipal. Mas está mexendo num vespeiro. Será difícil desvencilhar-se ao longo do ano - ainda mais por tratar-se de um ano eleitoral - do vocativo que acompanhará seu nome. Tanto quanto ser escolhido nesta segunda-feira, Zacher precisa torcer por um julgamento rápido do seu processo. Apenas a sua inocência o permitirão centrar-se na condução da Câmara Municipal.
E os cargos?
A pergunta que fica é se além da posição da mesa, o PSOL também abrirá mão da indicação do diretor financeiro e dos cargos em comissão que teria direito no acordo. Coerência se faz por inteiro.
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