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Posts com a tag "Tarso Genro"

Piratini sofre nova derrota judicial sobre prazo de exploração dos pedágios

22 de março de 2013 2

Aos poucos, vai virando água a tese da Procuradoria-Geral do Estado sobre o calendário de encerramento dos contratos de pedágio no Rio Grande do Sul. Nesta sexta-feira (22), mais uma empresa obteve vitória na Justiça e conseguiu liminar para explorar a concessão até dezembro de 2013. A Rodosul, que administra as rodovias do Polo de Vacaria - BR's 285 e 116 - vai continuar cobrando tarifa nas três praças de pedágio da região.

O Palácio Piratini defendia que o contrato seria extinto em 22 de junho, levando em consideração o período de 15 anos a partir da assinatura do contrato, e não do início da cobrança de tarifa. Na decisão, a juíza da 2ª vara federal de Porto Alegre, Paula Beck Bohn, frisa: "Conclui-se, da leitura objetiva da cláusula contratual referente ao prazo da concessão, que o prazo foi fixado em 15 anos, com início contado da Ordem de Início da Operação emitida pelo DAER/RS. A Ordem de Início da Operação, não divergem as partes, foi emitida pelo DAER/RS em 28 de dezembro de 1998".

Este é o terceiro polo de pedágio a obter vitória sobre o estado: Caxias do Sul (Convias) e Carazinho (Coviplan) também obtiveram direito de explorar a concessão até 28 de dezembro de 2013, contrariando os interesses do governo Tarso Genro.


União rejeita proposta de prorrogação dos pedágios em BR's do RS

22 de março de 2013 2

O Ministério dos Transportes rejeitou a proposta de prorrogação dos contratos de pedágio feita por duas concessionárias de rodovia que atuam no Rio Grande do Sul. O comunicado foi feito nesta tarde em Brasília pelo ministro Paulo Sérgio Passos ao governador Tarso Genro. As empresas Metrovias (Pólo Metropolitano) e SulVias (Pólo de Lajeado) encaminharam ao Governo Federal uma proposta para seguirem por mais 15 anos na administração das BRs que integram os atuais pólos estaduais. Em troca, a tarifa seria reduzida dos atuais R$ 7,00 para R$ 5,50, valor próximo ao que deve ser cobrado pelo Governo do Estado nas praças estaduais a serem administradas pela EGR.

Elas também ofereceram um plano de obras para os trechos que continuariam sob cobrança de tarifa. "Nos foi comunicado que a proposta de serviço é inferior ao que a União pretende fazer. Também nos foi garantido que qualquer negociação com empresas só vai ocorrer após devolução dos pólos no final do ano", afirmou o governador.

Com informações da repórter Kelly Matos

Enquanto patinam no RS, governo federal turbina parcerias privadas

12 de março de 2013 2

A um estrangeiro pode parecer que os governos Tarso Genro e Dilma Roussef são comandados por partidos distintos. Enquanto no Rio Grande do Sul o Palácio Piratini discute há 17 meses uma parceria público-privada para construir a RS010, o governo federal, também petista, prevê investimentos de R$ 13 bilhões em PPP's, além de outros R$ 370 bilhões em concessões de longo prazo para portos, aeroportos e estradas. "Para termos agilidade nas obras de infraestrutura a iniciativa privada é um parceiro fundamental", pregou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, durante reunião do Conselhão na tarde desta terça-feira (12).

Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

Ministra se mostrou entusiasta das parcerias com a iniciativa privada

A política do governo Dilma é oposta a adotada pelo governo Tarso Genro, que optou por não realizar novas concessões nas estradas ao final dos contratos de pedágio e reassumir o controle público sobre a malha viária, com a criação de mais uma estatal. Tarso nega que haja resistências ao modelo. "Não há lentidão. Todos esses contratos de pedágio feitos de maneira apressada e sem conhecimento da população deram no que deram. Essa rebelião que existe no estado contra os pedágios decorre de contratos feitos de maneira açodada e sem consulta a população. Estamos trabalhando para PPP's que atendam o interesse público e também o interesse privado", disse o governador.

A promessa do Piratini é dar uma resposta definitiva sobre a RS010 ainda em março. O governo aproveitou a a passagem da ministra do Planejamento por Porto Alegre para tentar convencer a União a assumir a obra da Rodovia do Progresso ou, pelo menos, parte dela.

Piratini tem esperança de levantar cancelas de pedágio em Carazinho

05 de março de 2013 1

A Procuradoria-Geral do Estado está atenta ao julgamento de recurso movido na sexta-feira passada junto ao Superior Tribunal de Justiça que busca derrubar liminar concedida pela Justiça Federal e que transferiu o encerramento do polo de Carazinho para dezembro. A vitória obtida pela COVIPLAN jogou um balde de água fria nas intenções do Palácio Piratini. Mas ainda há esperança de que novidades ocorram nas próximas 48 horas. "A decisão liminar da Justiça Federal foi por 2 votos a 1. O relator da ação, que se aprofundou mais no tema, acompanhou nosso entendimento. Podemos reverter", afirma o procurador-geral adjunto, Bruno Wincler.

Foto: Alvaro Andrade / Rádio Gaúcha

Pelo calendário previsto pelo Piratini, a COVIPLAN devolveria os trechos das BR's 386 e 285 na próxima quinta-feira (07), sendo o primeiro dos sete polos a ter contrato encerrado. Apesar do adiamento do levantamento das cancelas para dezembro, o governo manteve  a primeira audiência pública que vai debater o novo modelo de pedágios no estado nesta quarta-feira (06), que contará com a presença do governador Tarso Genro.

Caso não haja nova decisão ou o STJ mantenha o entendimento da Justiça Federal, o ato de comemoração vai se transformar em protesto, organizado por um comitê de mobilização liderado por deputados petistas.


Tarso Genro sobre investimentos: "vivemos um inferno legal"

05 de fevereiro de 2013 1

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul conseguiu investir no ano passado apenas 60 por cento do que estava programado. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade nesta manhã disse que há duas fortes amarras que impedem a execução integral. A primeira apontada é o quadro técnico do Estado que, de acordo com o governador, vivia uma situação de 'esvaziamento'. "A Central de Licitações fazia no governo anterior (gestão Yeda Crusius) dez vezes menos licitações do que fazemos hoje", afirmou. Tarso atribuiu aos recursos obtidos com investimentos e com o tipo de serviço que passou a ser prestado pelo poder público como determinantes nesta mudança.

Tarso Genro esteve no estúdio da Rádio Gaúcha nesta manhã

Foto: Fernando Gomes / ZH

A segunda é o que Tarso definiu como "situação barroca". "O conjunto de normas para fazer compras privadas é um verdadeiro cipoal, um inferno legal que leva o Estado a situações de conflito", atribui. O governador Tarso Genro pede para que o Congresso Nacional empreenda uma reforma legislativa para alterar a situação e também diminua as contestações judiciais por parte dos perdedores. O Rio Grande do Sul investiu em 2012 R$ 1,2 bilhão, bem menos dos R$ 2 bilhões previstos no início do ano passado.

Ouça a entrevista completa:

Veja também imagens dos bastidores registradas pelo fotógrafo Fernando Gomes:

Tarso Genro esbanja otimismo na volta das férias e promete 'dobrar' volume de obras no RS em 2013

14 de janeiro de 2013 1

Diante de um Palácio Piratini lotado, o governador Tarso Genro municiou a equipe de governo de argumentos para fazer de 2013 o ano da virada no governo estadual. Se na primeira metade do mandato os projetos tiveram pouca visibilidade, a ordem agora é executar e prestar contas das realizações.

Foto: Caco Argemi / Palácio Piratini

Governador pregou otimismo a equipe de governo durante posse de Vinicius Wu na Secretaria Geral de Governo

O governador pregou que o Rio Grande do Sul vai viver 'um surto de desenvolvimento neste ano'. "Os astros estão conspirando a nosso favor e se esse regime de chuvas se mantiver por mais um mês e meio, teremos uma ótima safra", projetou. O desempenho agrícola é aposta para puxar um crescimento maior do PIB em 2013, que casado a execução de obras que ainda estão no papel, podem fazer com que o governo chegue turbinado em 2014. "Vamos dobrar o volume de obras", prometeu.  Tarso voltou a afirmar que não faltam recursos para investimentos  e explicou que as verbas oriundas de financiamentos estão disponíveis e serão aplicadas com mais intensidade em diversas áreas, como energia, educação, estradas e saneament0.

O chefe do Poder Executivo reconheceu que o governo sofreu desgaste político dentro da própria base aliada por não atingir a meta de conclusão de acessos asfálticos. Segundo ele, o objetivo era entregar 45 obras, mas o volume ficou 40% abaixo, ou seja, apenas 26 foram concluídas, algumas parcialmente. Tarso justificou os atrasos devido a problemas técnicos e contratuais. A previsão é investir R$ 238 milhões em 2013 e concluir 77 dos 104 acessos até 2014.

Caxias do Sul receberá primeira audiência pública sobre novo modelo de pedágios

25 de dezembro de 2012 0

O novo modelo de pedágio do Rio Grande do Sul a partir de 2013 será discutido com as comunidades das regiões que concentram os principais pólos de pedágio. A primeira audiência pública será promovida pelo Conselhão em Caxias do Sul, na serra gaúcha, na primeira semana de março. A escolha da região é simbólica e tem peso político: a extinção da praça de pedágio de Farroupilha foi promessa de campanha do governador Tarso Genro que será levada a cabo a partir do encerramento dos contratos com as atuais concessionárias.

Foto: Caco Argemi / Palácio Piratini

Danéris conduzirá audiências públicas em conjunto com a EGR

O governo ainda vai definir as outras cinco cidades que vão receber os encontros. "Queremos ouvir os usuários sobre os investimentos que desejam para as rodovias e discutir qual o melhor modelo de composição tarifária", explica o secretário-executivo do Conselhão, Marcelo Danéris.

O Piratini ainda trabalha na estruturação da Empresa Gaúcha de Rodovias: abriu processo seletivo para contratações emergenciais e aguarda o final de reforma de prédio no centro de Porto Alegre onde irá funcionar a empresa pública que vai administrar os pedágios no Rio Grande do Sul a partir de março de 2013. A promessa é reduzir a tarifa em até 30%. Já nas rodovias federais não haverá mais pedágios e a União já garantiu que tem plano para manter a malha bem conservada.

Danéris terá um encontro com o governador Tarso Genro nesta quarta-feira (26) para entregar um relatório das Câmaras Temáticas e traçar linhas de atuação do Conselho para 2013. Uma das missões será conduzir uma 'pauta positiva' sobre as realizações do governo na primeira metade do mandato, com foco na atração de investimentos e no combate as desigualdades.

Viagem a Cuba e Europa custou R$ 253 mil aos cofres públicos

05 de dezembro de 2012 5

Os sete dias de viagem do governador Tarso Genro e equipe por Cuba, França e Portugal somaram despesas de R$ 253,5 mil. A informação foi obtida pela Rádio Gaúcha com base na Lei de Acesso a Informação. O maior gasto referiu-se a passagens aéreas: foram R$ 140,6 mil. Outros R$ 45,8 mil foram pagos a título de diárias. Além disso, constam R$ 32,8 mil para tradução e locação de veículos.

Foto: Caco Argemi / Palácio Piratini

Governador defende que abertura econômica de Cuba é ótima oportunidade

Para Cuba embarcaram 20 pessoas entre secretários, assessores e diretores de agências, que foram a ilha caribenha para abrir frentes de negócios e encontrar oportunidades econômicas para as indústrias gaúchas. Outras cinco pessoas acompanharam Tarso a Europa, onde foram mantidas conversas políticas e negociação com uma montadora de automóveis para que realize investimentos em solo gaúcho.

O governo considera que as despesas foram investimento e que retorno deve ser breve. "Ainda neste ano temos expectativa de fechar negócios de até U$$ 70 milhões para venda de máquinas agrícolas ao governo cubano, então acreditamos que o investimento será compensado rapidamente", afirma o chefe de relações internacionais do Palácio Piratini, Tarson Nuñez.

Já a FIERGS é um pouco mais cautelosa, mas mesmo assim saudou a viagem realizada entre 2 e 5 de novembro. "Não estou extremamente otimista, mas com menos preconceito com as oportunidades que vimos por lá", afirma o presidente Heitor José Muller.

Além dos gastos com despesas de viagem, seis veículos de comunicação dos grupos Record, Bandeirantes e RBS receberam um total de R$ 35 mil em verba publicitária do Badesul durante a cobertura.

Tarso enfrentará protestos de professores durante Semana da Interiorização

29 de novembro de 2012 3

O objetivo do Palácio Piratini é desenvolver uma agenda positiva no encerramento da primeira metade do mandato, mas o governador Tarso Genro terá uma companhia barulhenta durante a próxima semana, quando realizará a interiorização itinerante. A promessa é do CPERS/Sindicato, que aprovou uma série de mobilizações para pressionar pela aplicação imediata de reajuste de 28,98%.

Foto: Alvaro Andrade / Rádio Gaúcha

CPERS intensificará mobilização pelo pagamento do piso do magistério

O sindicato quer marcar presença com panelaços e sinetas nos 17 municípios que serão visitados pela comitiva do Piratini a partir de segunda-feira (03). Além de 'acompanhar' Tarso na interiorização, o CPERS também aprovou outras ações para pressionar governo e deputados a alterar a proposta encaminhada pelo Executivo a Assembleia, e que prevê reajuste de 28,98% em três parcelas até 2014. "Essa mobilização ajudará a construir uma forte reação no começo do próximo ano letivo", avisa a presidente Rejane de Oliveira, ao não descartar greve geral nas primeiras semanas de 2013. No dia 12 de dezembro será convocada paralisação em toda rede estadual para pressionar o governo.

Segundo o CPERS, a aplicação imediata do índice de 28,98% poderá ajudar no cumprimento do piso nacional do magistério até o final do governo Tarso. O sindicato entende que caso o reajuste seja parcelado, o salário básico em 2014 seria de R$ 1260,00, cifra distante do atual valor do piso (R$ 1451,00). No dia da votação do projeto na Assembleia estão previstas ocupações no prédio da Secretaria de Educação e manifestações nas Coordenadorias Regionais de Educação.

Fogo cruzado: Albuquerque acusa Thormann de 'mentir descaradamente'

27 de novembro de 2012 2

O teor das declarações públicas do ex-secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque e do ex-diretor do DAER, José Francisco Thormann mostram a gravidade da crise silenciosa na pasta considerada o coração do governo. Após Albuquerque afirmar que tinha "confiança zero" em Thormann e este rebater anunciando medidas judiciais, a quinta-feira é marcada por uma forte tréplica do ex-secretário. Na nota ele afirma que o ex-diretor 'agregou a qualidade de mentir descaradamente ao currículo' e afirma que a escolha de Thormann foi do governador Tarso Genro.

Foto: Cláudio Fachel / Palácio Piratini

Thormann e Albuquerque deixaram cordialidade no passado. Na foto, eles trocam cumprimento no dia do anúncio das nomeações de diretores para o DAER, em novembro/2011.

Confira abaixo a íntegra da manifestação do deputado federal Beto Albuquerque:

Não bastassem as inexplicáveis e ilegais atitudes comportamentais do ex-diretor-geral do Daer Francisco Thormann, comunicado ontem pelo Governo do Estado de que seria demitido, agrega-se ao seu currículo, no dia de hoje, a qualidade de mentir descaradamente.

1- Não é verdadeiro que na condição de secretário de Estado viajei para os Estados Unidos às custas de empresa como fez o ex- diretor-geral do Daer. Convidado pela Associação Nacional de Infraestrutura Terrestre (ANDIT), instituição presidida por professor da Universidade Mackenzie, João Virgílio Merighi, fui a Houston e Las Vegas entre os dias 4 e 9 de dezembro de 2011, conhecer a tecnologia de asfalto Peletizado, material que é desconhecido e não utilizado no Brasil. Asfalto mais barato e eficiente, em altas e baixas temperaturas, com grande escala de experiências exitosas nos EUA.

2. Ao contrário do dissimulado Thormann, não fui sozinho. Acompanhou-me o próprio diretor-geral e a engenheira Maria Cristina Passos, chefe do Laboratório do Daer, onde este produto (trouxemos amostras) foi avaliado e aprovado tecnicamente. Há disposição, inclusive, de se experimentar este asfalto inovador em trechos de estradas gaúchas ou em novas obras pela sua condição favorável de custo-benefício.

3. A indicação de Thormann para a Direção Geral do Daer não foi de minha autoria. No processo que partiu da Seinfra, o nome indicado para este cargo à época era do engenheiro Rui Dick, gestor competente e funcionário estadual de carreira da CRM.

Confio no Ministério Público que haverá de investigar, em detalhes e profundamente, todas as circunstâncias de ilegalidades, até então desconhecidas, que envolvem o ex-diretor-geral do Daer.

Abaixo, a nota emitida pelo ex-diretor do DAER, José Francisco Thormann:

"Encontrei um DAER desestruturado, com funcionários desvalorizados, que recebiam imensas criticas e com vícios de procedimentos desvirtuados. Quando aceitei o cargo, minha determinação foi reestruturar o órgão, recuperar o seu conceito e restabelecer a moral e a autoestima dos colaboradores. No DAER, procurei aproximar o departamento dos órgãos de fiscalização de controle para dar a maior transparência possível. Promovi debates e um curso com o tribunal de contas, convocando a totalidade dos engenheiros para participar de um treinamento. Fiz também, um trabalho em conjunto, para promover a qualidade e a legalidade do serviço prestado com o TCE.

Procurei tratar de outro problema crônico no DAER que é a questão dos contratos remanescentes, ou seja, contratos para executar obras inacabadas. Assim, haviam contratos que acabavam se beneficiando de aditivos contratuais com mais 25% sobre o valor. E, não terminando a obra, se fazia nova licitação para cumprir o mesmo objeto. Existiam obras licitadas para dois anos, com 14 anos de andamento. Este fato, que deveria ser uma exceção, passou a ser a regra. Criando-se um costume, distante dos procedimentos. Inclusive, para esta problemática, solicitamos a ajuda do Ministério Público, do Ministério Público de Contas, TCE, PGE, por indicação do próprio Governador.

Encontrei, ainda, diversas empresas terceirizadas sem regularização. Além disso, existiam práticas, também distantes dos procedimentos normativos, onde eram usados contratos para um determinado fim, para cobrir trechos de estrada que não estavam cobertos neste contrato. Esta prática, dentro da instituição era conhecida como "química". Durante a minha gestão acabei com estas práticas.

Durante a minha gestão no DAER, introduzimos o gerenciamento compartilhado, por meio da criação de uma "sala de gestão", aos moldes da sala de gestão do Governador, inclusive introduzindo a documentação formal, por meio de atas e e-mails. O objetivo era alinhar e resolver os problemas em conjuntos com todos os envolvidos, como empresas, supervisoras, superintendentes, área de projeto, de obra, etc. Além disso, constituímos a Precursoria, onde criamos uma superintendência que analisa todos os pontos cruciais e logísticos de uma obra a ser recomeçada. Constituímos um chek-list com 14 pontos para conferencia, como decreto de utilidade pública, licença de meio ambiente, pedreira, projetos, etc.

Deixo contratada empresa que fará o levantamento do projeto CREMA - Contratos de Restauração e Manutenção - para a restauração e manutenção por cinco anos de 2500 km de obra. Fiz um mapa de todas as situações para o Governador, de todo o plano de investimento _ que não era pouco _ R$ 2,6 bilhões. Este mapa continha todas as informações necessárias para o entendimento gerencial. Criamos planilhas e cotas por empresas, para o bom planejamento e administração, e o atendimento do Plano de Obras, de acordo com a boa técnica de gestão. Deixo em licitação, contratos de apoio técnico que irão substituir com muita qualidade os contratos de supervisão.

Ironicamente, foi o próprio secretário Beto Albuquerque quem me convidou para ingressar no governo. E mais irônico ainda, é que o próprio Beto Albuquerque realizou juntamente comigo uma viagem técnica, exatamente de igual natureza a da Suíça, onde fomos para os EUA, igualmente com as despesas pagas por empresa privada.

Fui vítima de uma acusação vaga, cujo fato é simplesmente ter uma procuração com poderes. Ou seja, não sou acusado de um fato. Não sou funcionário desta empresa, nunca trabalhei para ela e nunca usei estes poderes. Nem nunca participei por ela de licitação e nem atuei em órgão público.

Gostaria de esclarecer que não sou apenas arquiteto, tenho especialização em engenharia de segurança e gerencia de cidades. Minha trajetória inclui 14 anos de experiência na prefeitura de Porto Alegre, onde participei da duplicação das principais avenidas da cidade e da construção da terceira perimetral. Estive também no DAER, na gestão Olívio Dutra, construindo os corredores de exportação.

Deixo o DAER com a sensação de dever cumprido e com a certeza de ter deixado funcionários públicos motivados e com elevada autoestima, além de ter resolvido e encaminhado diversos problemas e questões fundamentais para o bom desenvolvimento do órgão. Como profissional com perfil técnico, busquei realizar no DAER um trabalho estruturador.

Insinuações genéricas e vagas, feitas pelo secretário Beto Albuquerque ferem a minha dignidade pessoal e moral, fato pelo qual procurarei os caminhos judiciais adequados, já tendo constituído advogado."