Os auditores e engenheiros do Tribunal de Contas do Estado iniciam na segunda-feira uma inspeção especial na ERS-115, trecho entre Três Coroas e Gramado, onde em 2011 houve o desmoronamento de uma cortina de contenção no quilômetro 28. O trecho é administrado pela Brita Rodovias. A inspeção determinada pelo presidente do TCE, Cesar Miola, quer saber quanto a mais foi gasto pela falta de uma obra preventiva e também avaliar os prejuízos causados à comunidade pelo fechamento da estrada à época.
Ocorre que em 2009 a Brita Rodovias comunicou ao DAER que parte das cortinas existentes na rodovia corria riscos. Dois meses antes do desmoronamento um novo contato foi feito com a autarquia, que não autorizou a obra. O TCE quer saber justamente se uma obra de prevenção teria saído mais barata do que a de reconstrução. O Estado já foi condenado a pagar mais de R$ 3 milhões à concessionária pelo serviço. Cabe recurso.
A inspeção foi motivada por ofício da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Paranhana. O presidente da entidade, Roger Ritter, alega que diante da inabilidade do Estado é o cidadão quem pagará a conta. A Agergs autorizou uma compensação de tarifas, mas a Brita rejeitou por considerar o valor insuficiente. A previsão do TCE é de conclusão em 60 dias.












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