O primeiro ato da futura administração de Porto Alegre veio antes mesmo da posse do prefeito (reeleito) José Fortunati. Ao lado do seu futuro vice Sebastião Melo, Fortunati anunciou no Paço Municipal uma reforma administrativa que, de acordo com as suas palavras, é baseada na "celeridade e transparência". Precisa. Hoje há enorme dificuldade para que se encontre o andamento de um processo no executivo. O custo: R$ 8,5 milhões ao ano.
O valor é inferior a um por cento dos gastos com pessoal na cidade, mas sempre impressiona. Entre os principais pontos da mudança estão o desmembramento da Secretaria de Segurança Urbana em duas (Direitos Humanos e Segurança) e a eliminação de áreas de sombra entre as secretarias do Planejamento e de Obras e Viação. O Planejamento passa a se chamar Urbanismo. SMOV e SPM respondem nos últimos anos pelas maiores dores de cabeça do prefeito. A mudança quebra a espinha da atual estrutura.
A "celeridade e transparência" serão contempladas na exigência da publicação imediata na internet de cada passo do andamento de um processo no executivo. Todas as secretarias passarão a contar também com um secretário-adjunto com a alteração de cargos em comissão já existentes. Fortunati também anunciou a criação de uma representação de Porto Alegre em Brasília. A estrutura ocupará um espaço na representação do Governo do Rio Grande do Sul na capital federal. Pelo twitter, a deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) cumprimentou o prefeito pela iniciativa.
Projetos serão votados ainda na atual legislatura
Foto: Leonardo Contursi / Câmara Municipal
Dez projetos foram encaminhados hoje à Câmara Municipal. O presidente Mauro Zacher prometeu sessões extraordinárias para garantir a aprovação neste ano. Se a reforma conseguir desemperrar, por exemplo, a dificuldade para que processos sejam aprovados no município o custo anual da reforma será amplamente recompensado. Mas é preciso estarmos atentos para que as coisas caminhem desta forma.
Confira em vídeo o que diz o prefeito José Fortunati:












Comentários