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Posts de fevereiro 2011

Estão abertas parte das inscrições para oficinas e cursos do Festival de Dança de Joinville

28 de fevereiro de 2011 0
A equipe de professores que vai comandar o lado didático do 29º Festival de Dança de Joinville está definida e as vagas para os bailarinos, que querem se aprimorar durante o 29º Festival de Dança de Joinville, estão disponíveis. Mais da metade das 1,7 mil vagas podem ser preenchidas no www.festivaldedanca.com.br. O prazo se encerra assim que esgotarem as vagas. São 48 turmas divididas entre 26 cursos e oficinas que serão ministradas por 32 profissionais de várias áreas da dança durante o festival. Os valores dos cursos vão de R$ 90 a R$ 320.
Neste ano, foram incluídas quatro opções de curso. Uma delas é o laboratório de videodança, com a bailarina Luciana Ponso e o designer e videomaker Marcus Moraes, que abordadará a representação da dança no cinema e a relação corpo-câmera por meio de atividades práticas, explorando o movimento coreográfico no espaço. O aluno terá a experiência de passar pelo o processo de criação de um vídeo, desde a elaboração do roteiro até a movimentação das câmeras.
Outra novidade é o “Jogo de corpo”, que será liderado pelo capoeirista Itapuã Beiramar. O curso aborda a espontaneidade corporal, fluidez de movimento, qualidade de movimento e diálogo corporal a partir do princípio da ação e reação.
Já a coreógrafa Graça Martins traz a Joinville a oficina de danças populares com aulas ao ar livre de danças folclóricas de várias origens. A última novidade em cursos e oficinas vem do baiano Hugo Leonardo sobre as “Chaves para o contato
e improvisação”.
Grande parte das vagas – cerca de 720 – contemplam o balé clássico em cinco cursos. Jazz, dança contemporâneo, sapateado, danças populares e danças urbanas também estão entre os gêneros oferecidos.
O restante das vagas – 30% – estarão disponíveis a partir de junho, principalmente para os bailarinos que forem selecionados para a Mostra Competitiva, Meia Ponta e Palcos Abertos – a lista com os grupos classificados para estas mostras só será divulgada em maio.
Os cursos
Balé clássico intermediário / 420 vagas / com Paulo Vinícios, Ilara Lopes, Neyde Rossi, Carlla Bublitz, Sérgio Marshall, Cristina Helena e Jair Moraes.
Balé clássico iniciante (infantil) / 60 vagas / com Priscila Teixeira.
Balé clássico iniciante (adulto) / 60 vagas / com Andréa Bérgallo.
Balé clássico avançado / 120 vagas / com Pedro Krasczuk , Boris Storojkov
Técnica de pontas / 60 vagas / com Toshie Kobayashi.
Modern jazz / 60 vagas / com Marly Tavares.
Chaves para o contato improvisação / 30 vagas / com Hugo Leonardo.
Sapateado intermediário / 60 vagas / com Flávio Salles e Christiane Matallo.
Sapateado avançado / 60 vagas / com Flávio Salles e Christiane Matallo.
Dança contemporânea – composição coreográfica / cem vagas / com Giselle Rodrigues.
Dança contemporânea iniciante / 50 vagas / com Diana Gilardenghi.
Dança contemporânea intermediário / 50 vagas / com Diana Gilardenghi.
Lyrical jazz intermediário / 50 vagas / com Érika Novachi.
Lyrical jazz avançado / 50 vagas / com Érika Novachi.
Jazz dance intermediário / 50 vagas / com Edy Wilson.
Jazz dance avançado / 50 vagas / com Edy Wilson.
Circuito Broadway / 60 vagas / com Ronnie Kneblewsky, Katia Barros, Jarbas Homem de Mello.
Hip-hop / 35 vagas / com Eliseu Corrêa.
Oficina danças tradicionais brasileiras / 35 vagas / com Graça Martins.
Linguagem membros / 35 vagas / com Tais Vieira.
Capoeira / 35 vagas / com Itapuã Beiramar.
Dança popular / 35 vagas / com Maria Paula.
Hip-hop dance – aprofundamento / 35 vagas / com Henrique Bianchini.
Laboratório de videodança / 30 vagas / com Luciana Ponso e Marcus Moraes.
Oficina de figurinos e adereços para dança / 20 vagas / com Rosa Magalhães.

Espetáculo de Sabrina Lermen que discute o envelhecer estreia domingo, em Joinville

25 de fevereiro de 2011 0
Por Rafaela Mazzaro - rafaela.mazzaro@an.com.br

Do lado de fora, vê-se em cena ritos que fazem chegar a maturidade da vida. Do lado de dentro, o diálogo é com a alma. Uma intimidade que vai se estendendo à medida em que uma construção histórica vai sendo ocupada – no caso, o Centro Cultural Deutsche Schule. É o espetáculo “(R)Existência” que estreia domingo, às 20h30 e 22 horas, com duas sessões extras na segunda e terça-feira, no mesmo horário.

Nem bem teatro, dança ou performance. Rótulos definitivamente não dão conta do que prevê a continuação da dissertação de mestrado da dramaturgista Sabrina Lermen. À frente da Cia. Didois, a pesquisadora eleva a décima potência a proposta de hibridização de espetáculos a partir de ativadores criativos. “(R)Existência”, espetáculo móvel de dois atos, chega ao patamar de envolver, não só atores, mas também dançarinos, cantores e pessoas que nunca subiram em um palco – 60 pessoas no total.
Cada qual, ao trazer as próprias experiências para a cena, ajudam a construir uma dramaturgia colaborativa, motivados pela questão central “Para existir é preciso resistir?” – daí o fato de Sabrina ser chamada de dramaturgista e não dramaturga, como quem apenas cumpre a ordenação das ideias propostas pelos coautores, e não as impõem. “É uma experiência nova, assim, com tanta gente. Nos ensaios, precisei usar um megafone”, conta a dramaturgista, que montou o espetáculo em três meses, a partir do apoio do mecenato do Simdec.
Se chover, Sabrina pede que o público leve guarda-chuvas. Isso porque o primeiro ato percorre o pátio entre a antiga escola alemã e a Igreja da Paz. Até o convite de uma atriz, o público, que é parte importante no decorrer da peça, está autorizado a viajar pelos três andares do prédio recém-restaurado (neste segundo momento, é necessário ter retirado ingresso na portaria da instituição). Cada fresta da construção é utilizada em performances que desvendam a intimidade e os sentimentos do ser humano.

O QUÊ: espetáculo “(R)Existência”.

QUANDO: domingo, segunda e terça, às 20h30 e 22 horas.
ONDE: Centro Cultural Deutsche Schule, rua Princesa Isabel 438 (pátio do Bom Jesus/Ielusc).
QUANTO: entrada gratuita (para assistir ao segundo ato, retire senha na portaria do Bom Jesus/Ielusc uma hora antes do espetáculo).

Editais do programa Rumos, do Itaú, estão com inscrições abertas

24 de fevereiro de 2011 0

Por Rafaela Mazzaro / rafaela.mazzaro@an.com.br

Três editais nacionais foram lançados nesta semana pelo Itaú Cultural, instituto privado que mapeia e premia talentos das artes e da cultura brasileira, no programa Rumos. Trabalhos voltados para as áreas de artes visuais; educação, cultura e arte; e jornalismo cultural podem ser inscritos no site do programa de apoio.

Joinville tem como representante o curador Carlos Alberto Franzoi, artista plástico e atual coordenador do Museu de Arte de Joinville (MAJ), que ajudará na seleção dos projetos de artes visuais da região Sul do País. Até a data limite de inscrições – 29 de maio –, o curador passará por 21 cidades de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul mapeando as produções artísticas e incentivando os artistas a participarem do edital.
O curador explica que o projeto para artes visuais é voltado justamente para artistas, que apesar de atuantes, não têm onde expor ou não têm incentivo para mostrar as produções. A curadoria exige, prioritariamente, a qualidade dos trabalhos, definida por Franzoi como aquele que “dialoga com a contemporaneidade”. Vale inscrever produções recentes, mas também aquelas que estão na gaveta.
Para as áreas de educação, cultura e arte e jornalismo cultural as inscrições têm prazo maior (30 de junho e 15 de julho, respectivamente). O primeiro edital contempla profissionais que estejam desenvolvendo propostas diferenciadas nos campos da cultura e da arte por meio da educação não formal. Já o público alvo do segundo são professores e estudantes de comunicação social e/ou jornalismo.

O QUÊ: inscrições nos editais do Rumos Itaú Cultural.

QUANDO: até 29 de maio, para artes visuais; 30 de junho, para educação, cultura e arte; e 15 de julho, para jornalismo cultural.
ONDE: www.itaucultural.org.br/rumos.
QUANTO: gratuito.

Joinville está representada na organização pela curadoria de Franzoi

Grupo carioca apresenta espetáculo infantil em Jaraguá e Joinville

24 de fevereiro de 2011 0
Por Claudia Morriesen / claudia.morriesen@an.com.br

A turma do Chaves estará neste fim de semana em Santa Catarina para comemorar o aniversário do menino que vive em um barril – a ocasião será festejada nos teatros de Jaraguá do Sul, Joinville e Itajaí. A peça “O Aniversário do Chaves” será encenada nas três cidades pelos integrantes da Cia. Teatral Amor e Arte, do Rio de Janeiro.

Na peça, Quico e Chiquinha tem um plano: o aniversário de Chaves está chegando e eles planejaram uma festa surpresa para o amigo. Por isso, eles fingem para Chaves que não se lembraram do aniversário, o que provoca inúmeras confusões e quase deixa o aniversariante chateado. Para dar conta de arrumar tudo, eles precisam da ajuda da plateia, que também organiza a festa ajudando a encher balões e preparar a decoração.
“A interação não é só das crianças, os adultos também colaboram e se divertem”, conta a diretora Cristiane Ferreira. Os pais, aliás, são grandes entusiastas da peça, já que ficam empolgados com a história do personagem. “Afinal, o Chaves é o ídolo de muitas gerações”, afirma Cristiane. No final, a montagem passa uma mensagem de amizade e de companheirismo aos pequenos do público que, além de interagir com a peça, também se divertem com as músicas do espetáculo.

AGENDE-SE

• Sexta-feira, às 16 horas, no Grande Teatro da Scar, em Jaraguá. R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para estudantes, idosos e membros do Clube do Assinante). Crianças de até três anos não pagam. Informações: (47) 3275-2477.
• Sábado, às 16 horas, no Teatro Harmonia-Lyra, em Joinville. R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para estudantes, idosos e membros do Clube do Assinante). Crianças de até três anos não pagam. Ingressos à venda no Fiji Lounge Bar, rua Visconde de Taunay, 788. (47) 3029-3030

Atores convidam público a participar dos preparativos para o aniversário do Chaves

Suspense de originalidade questionável e filmes sobre Justin Bieber e Bruna Surfistinha estreiam em Joinville

24 de fevereiro de 2011 0
Você aí que estava mal acostumado com indicados ao Oscar estreando, não fique deprimido. Essa sexta-feira será toda de Justin Bieber, Bruna Surfistinha e um suspense de originalidade questionável. Ainda sim, cinema é cinema, e tem filme que nos surpreende. Veja os trailers das estreias:

"Desconhecido"

Apesar de não parecer lá muito original (ó, meu Deus, quem eu sou, onde estou, o que aconteceu?), "Desconhecido" foi bem nas bilheterias americanas e parece ter cenas de ação dignas. O longa conta a história de um homem (Liam Neeson) em viagem de trabalho com a mulher, que sofre um acidente e fica quatro dias internado e desacordado. Ao recuperar a consciência, perde sua identidade: não consegue provar quem diz ser. Para piorar, a mulher não o reconhece e  outro sujeito está vivendo a vida dele. Esquizofrenia, conspiração ou pesadelo? Assista e descubra.

"Bruna Surfistinha"

Deborah Secco garante ter passado por uma grande entrega para viver a personagem (na trama, passando pela adolescência não muito popular, o início da prostituição e problemas com drogas). Fez uma imersão num universo turbulento e ganhou peso. Dá pra entender a apreensão pela responsabilidade de encarnar nas telas uma mulher famosa, polêmica e que vendeu 300 mil exemplares da auto-biografia. Para contar a história dessa celebridade do sexo, Deborah teve de encarar cenas bem picantes. Então se você tem menos de 16 anos, melhor se contentar com o filme abaixo.

"Justin Bieber - Never Say Never 3D"

Com direito a 3D, o filme mostra a trajetória desse fenômeno teen da música por meio de depoimentos, imagens de shows e da infância de Bieber.

Peça “Entre a Espada e a Rosa” convida público a ouvir contos de Marina Colasanti em meio a almofadas e sem sapatos

21 de fevereiro de 2011 0

Por Cláudia Morriesen / claudia.morriesen@an.com.br

Era uma vez uma princesa que teve a sexualidade reprimida, outra princesa que não desistiu do verdadeiro amor nem quando o príncipe teve a cabeça decepada e um rei que ultrapassou o limite entre a razão e o sonho. Estas histórias podem não soar muito indicadas para a hora de dormir das crianças, mas jovens e adultos poderão voltar um pouco à infância com a contação delas em “Entre a Espada e a Rosa”, peça de teatro que será apresentada de terça a domingo em Joinville.
O projeto é da atriz e diretora Ângela Finardi, que atua na peça ao lado da atriz Gisele Becker e conta com a direção de Lucas David. “Fica no limiar entre teatro e contação de histórias, até porque hoje os dois estilos estão muito mesclados”, explica Ângela. O público da peça terá um momento para relaxar sem sapatos e em almofadas, enquanto as atrizes contam e encenam as histórias de castelos, reis, princesas e outras figuras mitológicas. O cenário da peça é uma cozinha doméstica, com uma poltrona de tecer onde as atrizes sentam para contar as histórias e é em volta delas que o público senta para assistir.
A peça é formada por três contos da escritora Marina Colasanti. Além da história que dá nome à peça, as atrizes também montam “Longe Como o meu Querer” e “Entre o Leão e o Unicórnio”, todas integrantes do universo mítico investigado pela escritora. Apesar de narrar histórias de contos de fadas, a peças não é voltada para crianças: elas até podem assistir, mas farão uma analogia diferente da proposta aos adultos.
“Entre a Espada e a Rosa” será apresentada fora do circuito comum dos palcos joinvilenses, a não ser por uma apresentação no projeto Enter, do Sesc. Em todos os outros dias, ela estará em lugares como o Lar do Idoso Betânia e em Centros de Referência em Assistência Social (Cras).

Ângela Finardi (D) divide o palco com Gisele Becker (E)

Agende-se
• Terça-feira, às 15h30 – Lar do Idoso Betânia, na rua Dr. Plácido Olímpio de Oliveira, 565, Bucarein.
• Quarta-feira, às 14 horas – Cras Parque Joinville, na rua Helena Casagrande, 1.280.
• Quinta-feira, às 15 horas – Cras Jardim Paraíso, na rua Cráter, s/n.
• Sexta-feira, às 20 horas – Teatro do Sesc, na rua Itaiópolis, 470, Saguaçu.
• Sábado, às 20 horas – Sede do Núcleo Espírita Eurípides Barsanulfo, na rua Kurt Meinert, s/n, Morro do Amaral.
• Domingo, às 20 horas – Espaço AvaRamim, na rua Fernando Machado, 190, no América.

Gratuito, os ingressos são distribuídos uma hora antes do espetáculo nos locais de apresentação. Censura: 12 anos. Informações: (47) 8468-1242 com Ângela Finardi.

"Bravura Indômita" é um filmão, daqueles que entram instantaneamente na lista de favoritos

20 de fevereiro de 2011 0

Desculpe, "O Discurso do Rei", mas jurei amor eterno cedo demais. É que tanta coisa boa em cartaz tá me deixando zonza. rs. E eu ainda não tinha assistido "Bravura Indômita". Não que o drama do príncipe gago tenha perdido seu valor. Continua sendo um bom filme. Mas definitivamente o conjunto da obra é mais fraco se comparado ao novo trabalho dos irmãos Coen.

Fui pro cinema mais focada em me deliciar com a performance do Jeff Bridges e temendo achar chatinho por causa do gênero. Pois superou as expectativas. Essa obra western revisitada não fica monocrátima entre cavalos e poeira. A cada cena, ganha cores e densidade com diálogos deliciosos e atuações sensacionais.
Ou alguém vai me convencer de que o ator que estava no chato "Tron - o Legado" é o mesmo que deu vida ao bêbado, resmungão e grosseiro Reuben Cougburn? Como um personagem pode fazer brilhar ou ofuscar um ator!
Agora, digna mesmo do adjetivo bravura indômita é Mattie Ross  (Hailee Steinfeld, concorre ao prêmio de melhor atriz coadjuvante): uma garota de 14 anos que dorme na mesma sala onde repousam três cadáveres, atravessa um rio montada em um cavalo, insiste em acompanhar uma jornada de perseguição e não se intimida diante de nenhum marshall ou texas ranger.
Falando em texas ranger, Matt Damon é Matt Damon, né? Talvez se fosse ele o protagonista de "O Vencedor", seria outro nível. Ótimo ator, mas que não concorre em nada no Oscar, que premiará os melhores neste dia 27.
Falando nisso, meus favoritos são:
  • Melhor filme: "Cisne Negro" (seguido, em ordem de preferência, por "Bravura Indômita", "O Discurso do Rei", "A Origem", "A Rede Social" e "O Vencedor")
  • Melhor diretor: Darren Aronofsky ("Cisne Negro"), seguido por Joel e Ethan Coen ("Bravura Indômita").
  • Melhor ator: Jeff Bridges ("Bravura Indômita"), seguido por Colin Firth ("Discurso do Rei").
  • Melhor atriz: indiscutivelmente Natalie Portman ("Cisne Negro").
  • Melhor ator coadjuvante: indiscutivelmente Christian Bale ("O Vencedor").
  • Melhor atriz coadjuvante: Hailee Steinfeld ("Bravura Indômita"), seguida por Amy Adams ("O Vencedor").
  • Melhor roteiro original: "A Origem", filmão, né? Algum prêmio tem que levar. E vamos combinar que costurar aquela loucura toda sem dar nó na cabeça do espectador não é pra qualquer um.
  • Melhor roteiro adaptado: "Bravura Indômita", seguido por "A Rede Social".
  • Melhor direção de arte: "Alice no País das Maravilhas" (filme lindo, queria ter visto no cinema), seguido por "A Origem" e "Bravura Indômita".
  • Melhor fotografia: "Cisne Negro", seguido por "A Origem", "Bravura Indômita", "O Discurso do Rei" e "A Rede Social".
  • Melhor figurino: "Alice no País das Maravilhas", seguido por "O Discurso do Rei" e "Bravura Indômita".
  • Melhor edição: "Cisne Negro", seguido por "A Rede Social".
  • Melhor trilha sonora original: Hanz Zimmer (que sempre manda muito bem, dessa vez, por "A Origem").
  • Melhores efeitos visuais: "Alice no País das Maravilhas", seguido por "A Origem".
E os seus favoritos, quais são? Dê seus palpites na nossa enquete.

Bailarinos do Bolshoi estão na contagem regressiva para dançar no navio Horizon

20 de fevereiro de 2011 0

Por Cláudia Morriesen / claudia.morriesen@an.com.br

A uma semana do embarque para o primeiro espetáculo da Companhia Jovem do Balé Bolshoi em um navio, bailarinos e bailarinas estão em preparação intensiva. O nervosismo de dançar em um lugar completamente novo divide espaço com a ansiedade de participar pela primeira vez de um cruzeiro, que em 1º de março sai de São Francisco do Sul com direção a Santos, São Paulo.
Para deixar os jovens mais calmos, a presença do professor Tindaro Silvano é fundamental. O bailarino mineiro está em Joinville para os ensaios da companhia, que são dedicados à adaptação das apresentações para o cruzeiro.
A rotina é de velocidade: não há tempo a perder para deixar tudo perfeito como nas apresentações nos palcos em terra. Os bailarinos chegam às 14 horas, fazem uma hora e meia de aquecimento e depois têm pouco mais de duas horas para ensaiar todo o programa que será apresentado.
Ele demarcou um espaço na sala de dança da companhia com oito metros de largura e seis de profundidade. É dentro deste espaço que os bailarinos terão que aprender a fazer as coreografias que estavam acostumados a fazer em palcos bem maiores. “Não há de ser tão difícil: o palco do Teatro Juarez Machado não é muito maior”, avalia o professor.
O “Cruzeiro com o Ballet Bolshoi” será exclusivo, já que a agenda dos bailarinos não permite outras apresentações tão cedo. O programa tem duração de uma hora, quando o público poderá assistir a coreografias e trechos de balés que a companhia já apresentou nos quatro anos, completados em março.
No repertório, estão apresentações compostas para dança contemporânea, dança folclórica e balés famosos. A dança clássica estará presente em “Valsa Moszkowsky”. Já os renomados balés de repertório poderão ser vistos com “Don Quixote”, “Corsário” e “Esmeralda”. Também haverá um trecho da apresentação de dança a caráter “Gopak” e uma apresentação de dança de salão contemporânea “Jurei pro Amor um Dia te Encontrar”. A trilha sonora é composta por grandes nomes da música brasileira, como Cartola, Vinícius de Moraes e Dalva de Oliveira.
O cruzeiro sai às 19 horas e o check-in é das 9 às 15 horas. O Horizon passa o dia 2 em Itajaí e chega a Santos às 7 horas da manhã do dia 3. Ele sai à noite de Santos e retorna a São Francisco às 9 horas do dia 4. Não há mais vagas para esse cruzeiro. As últimas passagens foram vendidas no sábado.

A história de Joinville que não é de Joinville

18 de fevereiro de 2011 0


Curta de Fábio Porto que estreia hoje critica os rumos da produção cultural em Joinville. Confira a matéria da epórter Claudia Morriesen:
Em agosto de 2010, o diretor joinvilense Fábio Porto estava apavorado. Com o dinheiro do edital de apoio à cultura nas mãos, ele tinha apenas quatro meses para a realização de um curta-metragem que não acreditava que passaria pelo crivo da avaliação. O episódio tem um quê de "A Noite Americana", já que assim como o diretor do filme de Truffault, a história criada por Fábio também fala dos imprevistos de dois videomakers durante realização de curta-metragens. A diferença é que Fábio tinha a estrutura, só não tinha tempo, para filmar sua história.
É o resultado de um trabalho em equipe que o público poderá assistir neste sábado, na estreia de "História de Joinville - O Projeto", um filme que não conta nada sobre a história de Joinville. Na realidade, ele é uma crítica às produções culturais da cidade, que são majoritariamente voltados às histórias e pesquisas sobre Joinville. Fábio, que sempre produziu ficção e não se preocupou em localizá-las na cidade, questionava essas decisões dos outros artistas e resolveu expor a ideia no filme.
"Não é para ser uma provocação, mas espero que faça com que as pessoas que produzem cultura em Joinville passem a olhar mais para o desejo artístico em vez de se preocupar em atingir a história da região", afirma Fábio. O roteiro, escrito por ele em 2009, conta a história de dois videomakers, Dantas e Chico. O primeiro, desempregado e precisando de dinheiro, resolve produzir um curta e, para garantir que vai receber um valor alto no edital de cultura, dá ao filme o nome "História de Joinville - O Projeto". O outro, que tem experiência e quer produzir seu filme sem ligar para as amarras das produções locais, também se inscreve no edital, mas não conquista aprovação. Assim, enquanto Dantas começa a fazer o filme, descobre que o dinheiro para o projeto não é suficiente e tudo começa a falhar, Chico, que é um diretor experiente, decide fazer seu filme por conta própria - e este, sim, dá certo.

O QUÊ: estreia de "História de Joinville - O Projeto".
QUANDO: sábado (19/02), às 20 horas.
ONDE: no anfiteatro do edifício hannover, sétimo andar, rua Abdon Batista, 121.
QUANTO: gratuito.

PARA CONFERIR O TRAILER  - MUITO ORIGINAL, POR SINAL - CLIQUE AQUI

Escolas de samba de Joinville

18 de fevereiro de 2011 0

Acadêmicos do Serrinha preparou um samba-enredo em homenagem à PirabeirabaSERRINHA

Pirabeiraba pode não ter uma festa de Carnaval na Estação da Cidadania, mas as festas do distrito de Joinville serviram de inspiração para a o Carnaval de Joinville deste ano. Os 350 membros da Escola de Samba Acadêmicos do Serrinha irão representar os 20 mil moradores de Pirabeiraba no carnaval joinvilense, com um samba-enredo totalmente em homenagem à região da serra Dona Francisca.
"Eu queria falar sobre a estrada Dona Francisca, a mais antiga da região e uma das mais importantes para a colonização. Acabamos aproveitando para falar também de Pirabeiraba, de suas festas e da cultura do povo de lá", conta o presidente da escola Jair Matias. Com a sinopse na mão, Jair foi conversar com o sambista Paulo Vitório, o Paulão, que escreveu a letra do samba-enredo da Serrinha.
Em 5 de março, carroças devem passar pela rua rio Branco, endereço da festa, representando aqueles que se aventuravam a descer a serra Dona Francisca. Como o samba conta a história de Pirabeiraba, a escola planeja construir um carro alegórico que represente as festas de origem alemã e dinamarquesas que marcam a cultura das famílias que construíram a região, aberta às margens da estrada Dona Francisca da mesma forma que uma parte do bairro Saguaçu, onde surgiu a escola de samba que, hoje, é a mais antiga ainda em atividade em Joinville.
A Serrinha também voltou às ruas da cidade antes das outras escolas. O Carnaval de Joinville acabava de ser reativado, em 2006, quando os instrumentos antigos foram tirados da casa de Darci da Silva, aonde haviam ficado guardados desde os anos 80, para voltar ao batuque do samba.
A rua Dona Francisca também é importante para o Carnaval da cidade: era dali que saíam as escolas de samba, que iam brincando pelas ruas até chegar à rua do Príncipe, no centro da Cidade.  
A escola

Mestre da bateria: Mestre Edinho.
Puxador de samba-enredo: Gigi.
Compositores do samba-enredo: Gigi, Paulão, Luiz Antônio de Souza.
Rainha de bateria: Jéssica Francine Sestrem.
Madrinha da bateria: Cleoci da Silva.
Princesas de bateria: Rosangela Oliveira Reis e Aline Caroline Oliveira.

"Nas Festas de Pirabeiraba é só alegria"
Letra: Paulo Vitório (Paulão)

Descendo a serra em meio a natureza
vou por uma estrada que tem nome de mulher
é Dona Francisca.
Em suas margens um distrito se formou
Pirabeiraba ou então peixe brilhante.
Serrinha vem contar a história dessa gente.

Foi bem lá no passado há tempos atrás
no governo imperial
Luiz Pedreira que ganhou as férteis terras
em sua homenagem pedreira ela se chamou.

Alemães, dinamarqueses, suíços vieram pra colonizar
e com a força do trabalho na agricultura junto com a pecuária.
Vem, vem, vem linda rainha.
Vem com as princesas pra comemorar.
Vem que eu te espero na avenida com Serrinha.
Nas festas de Pirabeiraba é só alegria.

Qua, qua, qua olha a corrida do pato
bota no prato que eu quero provar
marreco recheado com repolho roxo
na Festa do Colono eu vou comer com gosto.

Olha a Festa da Colheita
do tiro ao porco, do arroz e do cará
Stammtisch também tá pegando fogo
é um sucesso toda a festa desse povo
Vem, vem, vem linda rainha.
Vem com as princesas pra comemorar.
Vem que eu te espero na avenida com Serrinha
nas festas de Pirabeiraba é só alegria.

PRÍNCIPES DO SAMBA

O mestre de bateria Ernesto Miranda Corrêa viu nascer a Príncipes do Samba
O samba está no pé desde muito cedo e a batida da bateria tem guiado a vida de Ernesto Miranda Corrêa. Aos 55 anos, o "Butiaquinho" não sabe mais o que é passar um Carnaval longe do barulho da música e das risadas, principalmente se for ao lado dos amigos que mais gosta: o pessoal do Clube Kênia, com quem tem uma trajetória de desfiles e alegrias, mesmo quando o clube já não tinha mais a escola Príncipes do Samba para ensaiar lá dentro.
Com 13 anos, Ernesto já estava no meio do samba. Levado pelos irmãos mais velhos Eugênio e Eduardo, ele era o garoto da frigideira. Tocava tanto que aos 16 já era mestre de bateria da Escola Mocidade Independente da Água Branca, em São Francisco do Sul e, por isso, aos 18, quando deixou de sambar pelas ruas da Ilha, chegou a Joinville à frente de uma ala tradicional.
Ernesto é de um tempo em que a Escola Príncipes do Samba ainda saia em grupos de 100 pessoas do Clube Kênia para a rua do Príncipe, onde aconteciam os desfiles, a pé, levando os instrumentos na mão e as fantasias no corpo, fazendo a festa pela zona Sul de Joinville. A família ia unida: Eugênio, o irmão mais velho, era o presidente do Clube Kênia _ e, na época, a escola ainda se chamava Escola de Samba do Clube Kênia - e o irmão do meio, Eduardo, fazia as composições do samba-enredo. Ernesto ia feliz como mestre de bateria, posição que nunca mais deixou de ocupar, nem mesmo quando o Carnaval de rua acabou e a Escola de Samba parou de ensaiar.
"Eu dei um jeito de nunca deixar de sair no Carnaval, mesmo quando estava doente", ri ele, que durante as duas décadas de hiato do Carnaval joinvilense, foi para cidades como Criciúma e São Francisco desfilar. Ele é um dos fundadores da Escola Unidos do Paulas, para onde levou muitos contemporâneos do Príncipes. E mesmo agora, com o retorno da escola, ele ainda desfila em Joinville no sábado e em São Francisco no domingo. "Faz parte", afirma ele, "o Carnaval está no meu sangue".

História

A história da Príncipes do Samba começou em 1967, quando um grupo de amigos que frequentava o Kênia Clube se reuniu para formar um bloco e brincar no Carnaval. Era o início da escola que seria campeã do Carnaval joinvilense  por 13 vezes, quando competia com as escolas Unidos do Boa Vista e Acadêmicos do Serrinha. Isso faz com que ela seja uma das escolas de samba mais antigas de Joinville _ e uma das poucas ainda na ativa, já que, depois de 19 anos sem desfilar, a Príncipes recuperou o fôlego e voltou para as ruas de Joinville em 2010.
Na época, a escola ainda tinha o nome de batismo, "Escola de Samba do Clube Kênia". Foi só em 1982, pouco antes do grupo fazer uma homenagem à Joinville com um samba enredo falando das tradições e das festas da cidade, que a escola ganhou o nome "Príncipes do Samba". E assim que a escola desfilou por mais oito anos, até o Carnaval de rua de Joinville perder o título de um dos maiores Carnavais de Santa Catarina _ e desaparecer.

Samba-enredo: Joinville e sua gente: Muito além dos 160 anos

Dá licença madrinha Portela
Cheguei em alto astral na passarela
Pra contar uma história genial,
Joinville cresceu está em pleno apogeu
Virou enredo nesse lindo Carnaval

A mais de dois mil anos atrás
Sambaquianos habitavam essas regiões
Viviam da caça e da pesca e da coleta de marisco e berbigões
Se alguém duvida meu conselho é conferir
A exposição no museu de Sambaqui
 
Tem artes nas pedras, tem ossos e conchas
Deixados no chão, é um tesouro guardado
Quem vê quase chora de tanta emoção (bis)

Os índios e os descendentes europeus
Constantemente entravam em lutas territoriais
Não podemos esquecer do tempo da escravidão
Imigrantes, bandeirantes e a colonização
Cidade híbrida um eldorado, hoje exporta progresso
Pra vários mercados, cento e sessenta anos de história
Que os Príncipes do Samba não apagam da memória

Tem festa do tiro, do bolão e do cará
Vem pro festival de dança que eu te levo pra jantar
Tem chucrute no cardápio, feijoada e empadinha
Marreco, repolho roxo e um bom peixe com farinha
Pra sobremesa vai ter cuca bem fresquinha (bis)

Grupo
Mestre de bateria: Ernesto (Butiaquinho) e Chanceller
Puxadores do samba-enredo: Marquinhos Diniz e Paulista
Sinopse do samba-enredo: Prof. Dra. Sandra Guedes
Samba: Odair Conceição e Marquinhos Diniz

FUSÃO DO SAMBA

Juliana da Rosa Pereira, de sete anos, vai desfilar no dia de seu aniversário

A juventude da escola Fusão do Samba logo se vê em uma de suas musas. Juliana da Rosa Pereira ainda está trocando os dentes de leite, mas samba que nem gente grande. A menina de sete anos será uma das representantes da escola, que conta com 360 membros e vai desfilar em 11 alas, com três carros alegóricos para contar com perfeição o samba-enredo. Na Fusão do Samba, boa parte dos integrantes são bem jovens - a faixa etária da escola não supera muito a faixa dos trinta anos - e crianças e adolescentes estão por toda parte na história da Fusão, aprendendo a fazer Carnaval com quem aprendeu sem muitas lições.
"Praticamento todo mundo aqui começou a sambar indo ao Clube Kênia com os pais, tios e a avós, que participavam da escola Príncipes do Samba. Foi lá que aprendemos a amar o Carnaval,  mas com o tempo passamos a não aceitar as imposições dos mais velhos. Tinha muita coisa que a gente não concordava e queria mudar", conta Jucélio Narciza, presidente da Fusão dos Samba.
Desde que criaram o próprio grupo - primeiro um bloco, depois uma escola - os integrantes da Fusão do Samba fazem também um projeto social chamado Paz  e Ritmo na escola. Eles fazem um trabalho em escolas públicas com jovens de 9 a 17 anos para ensinar ritmos e tradições no horário contraturno dos alunos. "Queremos desenvolver a cultura desses jovens e resgatar os valores que costumavam ser encontrados na família", afirma Jucélio. O carnaval de rua é uma explosão desses ensinamentos, quando os jovens de todas as idades saem juntos para festejar.
A jovem musa é exemplo disso. Juliana começou a desfilar com a escola aos cinco anos - ela completa oito anos em oito março, dia do Carnaval - e sonha em um dia desfilar nas grandes escolas de samba. "Eu gosto de tudo no Carnaval", conta a menina. Ela aprender a sambar em frente à TV, com os programas da tarde, mas um pouquinho foi influência do primo carnavalesco Paulo Sérgio da Rosa.
"O Paulo é um talento na dança e na criação de figurinos, por isso ele é muito importante no desenvolvimento do nosso projeto social", avalia Jucelio. Este ano, os figurinos são saias rodadas e cor de rosa, já que o samba-enredo fala da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. É uma forma de homenagear a festa do Festival de Dança - a que mais divulga a cidade para  o exterior - e ainda aproveitar para falar do aniversário de Joinville.

Samba-enredo: A arte convida Joinville para dançar

Abre as cortinas para o show
Que o show vai começar
Fusão do Samba na avenida
Veio mostrar

Abre as cortinas para o show
Que o show vai continuar
É o Festival de Dança
Essa dança vai contagiar (Na noite...)

Na noite de dez de julho de 1983
Nascia ali a grande festa
Contagiando a população
Com vários estilos unidos
Num pensamento só
Cultura e tradição

Dessa arte que arde e invade
O coração da nossa multidão

Eu vou cantando o clássico, taí
Eu danço street, eu danço jazz
Pra sacudir
E o grito da galera ecoou
Fusão do Samba eu sou

Sem esperar, sem esperar
Mundialmente conhecido ficou
E na Harmonia-Lyra pode mostrar
Que Joinville também pode dar o show

Unindo forças
Com Ivan Rodrigues e o Centreventos
Vinte e um anos se passou
E veio o reconhecimento

Virou cartão postal da cidade
E o Bolshoi nos consagrou
E no palco principal
Na avenida abre as cortinas para o show

Grupo

Composição do samba-enredo: Alexandre Melo e Rudinei Rosalvo
Harmonia do sama-enredo: Jucélio Manoel Narciza
Mestre de bateria: Alexandre Melo
Puxadores de samba-enredo: Edenilson Rosa, Jeferson Luís, Mister Jorge e Jucélio Manoel Narciza