Sempre disposto a falar sobre o seu trabalho, Fernando Lindote aproveitou a vinda a Joinville -- que resulta no lançamento de três exposições individuais no Museu de Arte de Joinville -- para dividir suas experiências artísticas.
Entre os últimos retoques na montagem das mostras, o artista plástico tirou algumas horas desta terça-feira para conversar com alunos de piano da Casa da Cultura. O pupilos do professor Marco Aurélio Schmidt vão escolher obras dele para criar composições inéditas.
Enquanto os instrumentistas pretendem musicar suas obras, Lindote admite que também bebe em águas sonoras. "Me alimento muito pouco das artes plásticas, busco mais inspiração na música popular", confirma o artista, que, apesar do ouvido sensível, não teve nenhuma formação em teoria musical.
A fonte, segundo ele, é inesgotável, afirmação que se sustenta no ritmo intenso de produção, sempre diferente, sempre inovador. "Só vou parar de fazer arte quando não tiver mais nada para falar", reflete.



