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Posts de março 2012

Ingressos para o show de Paul McCartney serão vendidos em Joinville

30 de março de 2012 10

INFORMAÇÃO ATUALIZADA

Para o joinvilense que ainda está em dúvida se vai ou não para o show de Paul McCartney em Florianópolis, no dia 25 de abril, na Ressacada, aí vai outra chance: será disponibilizado, a partir de segunda-feira, na loja Makenji do Joinville Garten Shopping, a venda de um lote restrito de ingressos para o show da turnê "On the Run".

Por questões logísticas para a comercialização, os pontos de venda da Makenji aceitarão apenas DINHEIRO na compra de ingressos. Os setores Gramado e Gramado Premium estão disponíveis, nos valores de R$ 350,00 e R$ 760,00, respectivamente.

O horário para a venda na loja será das 12 às 20 horas. Para mais informações, ligue para 3043- 9302.

Anatomia de Millôr

29 de março de 2012 1

Cronistas, ilustradores, escritores e jornalistas em Joinville falam de todas as vertentes que fizeram de Millôr Fernandes uma personalidade inesquecível e de várias facetas artísticas.

Millôr tradutor Um dos pontos altos da trajetória de Millôr Fernandes foi sua criação dramatúrgica, com peças como "É..." e "Os órfãos de Jânio". Millôr também é responsável por outra transformação significativa no teatro brasileiro: as profícuas traduções de peças que iam de clássicos gregos, passando por Shakespeare, e vindo até autores modernos como Fassbinder. Nesse ponto, ele se estabeleceu como uma das principais referências da tradução brasileira, impondo aos textos traduzidos seu estilo pessoal, culto, politicamente contundente. Qualquer tradução de Millôr Fernandes era garantia de um trabalho bem feito, cuidadoso, um trabalho que viria impor algum nova transformação à literatura ou ao teatro.
Rubens da Cunha, escritor e cronista do "Anexo"

Millôr frasista Com a morte do Millôr, a ironia perdeu seu maior senador (a vida continua sendo a presidente da República da Ironia). Foi-se nosso maior frasista, uma das mentes mais aguçadas da cultura brasileira, capaz de resumir um dilema dostoivéskiano em poucas palavras, e com precisão cirúrgica. "Todo homem nasce original e morre plágio", já escreveu certa vez Millôr, o melhor, que nasceu original e morreu mais original ainda.
Carlos Henrique Schroeder, escritor e cronista do "Anexo"

Millôr cartunista Falar sobre o Millôr dá logo um complexo de inferioridade desgraçado na gente. Se acerto a mão numa ou outra charge bem bolada, coisa que acontece "sempre" de ano em ano (bissexto), e algum exagerado e me chama de "gênio", eu rio mudo e penso: Eu? Gênio é o Millôr!!! Ele que não gostava de rótulos foi carimbado na testa: gênio. Disse até que preferia ser um "qualquer coisa" do que ser rotulado de jornalista, cartunista, poeta, tradutor, escritor, etc. Ele preferiria ser o etc. Eu comecei a lê-lo cedo no Pasquim. Meu padrasto assinava e pegava carona. Fiquei íntimo de Henfil, Jaguar, Ziraldo, Nani, Ivan Lessa, Paulo Francis, Fortuna, Fausto Wolff e, é claro, Millôr Fernandes. Entender e rir do que eles falavam me tornou meio metido a inteligente, ainda mais com a minha carinha por trás de um óculos que me dava ares de intelectual. Uma fraude. Ver que aqueles desenhos que eles faziam eram tão sem frescura que me fez querer ser chargista também. Ou seja, a culpa é todinha deles. Desenhar toscamente até que é fácil, agora só um detalhe: ser um gênio. Meio Millôr já daria pro gasto. Continuo tentando até hoje.
Frank Maia, cartunista de "AN"


Millôr chargista
Para se fazer uma boa charge, informe-se. Leia bons jornais, assista aos telejornais, escute os cronistas, fique atento às atualidades. Quando tiver certeza de que a charge está boa, rasgue, jogue fora e tente imaginar o que o Millôr faria.
Sandro Schmidt, criador da tira Cão Tarado

Millôr twiteiro Nem todos os escritores se adaptam aos 140 caracteres do Twitter. Só os de texto direto, certeiro, que conseguem dizer o que mais importa em poucas palavras. O humor de Millôr era exatamente assim, e por isso seu perfil no microblog era acompanhado por mais de 300 mil pessoas. Era uma delícia acompanhar seus pensamentos de perto, sempre relevantes e atuais. Na descrição do perfil, Millôr se definia apenas como "Guru do Méier". E em meio a tantos elogios póstumos profundos, ouso homenageá-lo usando desta mesma simplicidade: O mundo fica mais triste sem você, guru. #RIPMillôr
Lívia de Souza Vieira, jornalista e professora de novas mídias do Bom Jesus/IELUSC

Millôr cronista Escritor sem estilo – ele próprio se definia. Ácido palanque de todos nós, que amávamos – ou nem tanto – a revolução. O cronista sobrevivia aos trancos e barrancos sob o jornalista, o contador de histórias, o humorista. Mas, ainda assim, o poeta do país sem eira nem beira que abrigou sua juventude e maturidade. A sensibilidade de artista, por vezes, sucumbia à raiva da impotência diante das coisas que não conseguia entender, muito menos, mudar. E, no entanto, nem era preciso ver entrelinhas para perceber a intensidade de seu ser – e a grandiosidade de sua alma, que sempre passeou, faceira, por todos os temas, todos os estilos, todos os ambientes sociopolítico-financeiros... Ateu convicto, que se dizia um crente na arte de não-crer, sua crônica era sempre o avesso. Ironia? Era, mesmo, profundo conhecedor da alma humana - tão familiarizado com ela, que chamava Freud e Jung de "bichas loucas" e conseguia dar pitaco em tudo. Vai, assim, como chegou – e ele próprio se despede, sem dizer adeus: "E lá vou eu, de novo, sem freio nem paraquedas. Saiam da frente, ou debaixo que, se não estou radioativo, muito menos estou radiopassivo".
Ana Ribas Diefenthaeler, jornalista e cronista de "A Notícia".

Millôr crítico Não sei se Millôr escreveu sobre a inveja. Talvez tenha escrito enquanto eu andava distraído. Mas esse sempre foi o sentimento que ele despertou em mim. Não uma daquelas invejas negativas (essas são para os fracos), mas uma inveja de quem olha para o talento superior com respeito. Millôr conseguiu uma proeza invejável no Brasil: viver da escrita. E ainda por cima se divertir com isso. A sua faceta mais instigante era a de crítico-frasista. É fácil fazer crítica usando um chorrilho de argumentos formais ou o palavrório acadêmico. Difícil é resumir a crítica numa única frase. E, no caso de Millôr, não eram frases quaisquer. Eram curtas e incisivas, daquelas que fazem rir ao mesmo tempo em que obrigam a rebobinar o cérebro para refletir. Outra marca autoral de Millôr. O seu estilo corrosivo não fazia concessões: todos eram alvo da sua acidez, inclusive ele próprio. Ele tinha essa a virtude (rara nos dias de hoje) de rir de si mesmo. Ou até, quem sabe, rir da própria morte. Como o próprio Millôr fraseou: "Cadáver é o produto final. Nós somos apenas a matéria-prima".
José António Baço, colunista de "A Notícia"

Millôr do Pasquim Millôr Fernandes foi uma inspiração para milhares de jovens no início da distante década de 70 do século passado. Escritor com fina verve irônica, a captar a essência dos fatos em sua integralidade, auxiliou a tirar da escuridão muita gente que não tinha acesso às verdades escondidas por jornais e revistas atreladas ao poder, à época. Ir toda semana à saudosa Casa das Revistas, na rua Nove de Março, era uma sensação prazerosa e de boa lembrança. Millôr despontava com textos críticos e sempre bem humorados. Os seus cartuns também animavam adolescentes, como eu, antes das provas de matemática e física. Era preciso relaxar. A leitura era essencial. E a releitura, idem. Para isso se faz coleção, que foi desfeita com a mudança para Curitiba em 1974. Onde, lê-lo, na faculdade, continuava imperativo. Pasquim, Opinião e Argumento moldavam nossa visão histórica e política naqueles anos de chumbo.
Claudio Loetz, colunista de economia de "AN"

Millôr pensador A melhor filosofia mora no Millôr. Ele dispôs das grandezas metafísicas, no feijão com arroz, no miudinho do dia a dia, com parcimônia e tempero de cor. Mestre em muitas artes, foi insuperável nas flagrantes de nos pegar pensando no meio de uma risada. Filósofo do cotidiano, desenvolveu o método "risocrático". Um pessimista, como todo pensador, mas sem abrasivos. Millôr transita entre Novalis, Dalton, Cioran, Bashô e Nietzsche, porém, com picardia. Senão, vejamos: "Deus é um desespero que começa onde todos os outros acabam." (Cioran). "O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde." (Millôr). "Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem." (Nietzsche). "O pior casamento é o que dá certo." (Millôr). Como ele sempre preferiu rir o pranto, esse hai kai é de ocasião: "Há colcha mais dura/ que a lousa/ da sepultura?". Para fechar, fica um último conforto: "O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas."
Joel Gehlen, jornalista e cronista do "Anexo"

Millôr amigo Millôr Fernandes foi, para mim, sempre um estado de consciência, do pensamento – ouso dizer – e da cultura do País. Acompanhei-o desde que apareceu nas folhas – "O Cruzeiro", "Pif-Paf", "Jornal do Brasil", "Veja", "Isto É", "Pasquim", além de ler livros, traduções peças de teatro, roteiros de filmes, críticas de artes e de teatro, de sua autoria, quando eu ainda morava em Santa Catarina e continuei a fazê-lo depois que vim para o Rio. E não podia ser diferente. Millôr atuou em todos os meios de expressão e a originalidade, o ceticismo, a irreverência, o inconformismo, a presença de espírito foram sua marca, com a qual definiu sua extraordinária presença na literatura e no humor. Nos anos 50, levei-o a Santa Catarina, junto com Sérgio Porto. Quando chegamos ao Centro de Blumenau, desta vez sem ironia ou humor, mas visivelmente surpreso e admirado, comentou: "Chegamos à Alemanha!"
Ilmar Carvalho é escritor, crítico e foi cronista do "Anexo"

Millôr poeta Millôr vinha já desde os anos 80 virando saudade em mim. É que ele havia entrado na minha vida como o ácido humorista da ditadura, ridicularizando com sua ironia aguda os desmandos, fardados ou não, do período militar. Mais tarde, no que então chamávamos o Estúdio de Artes Cênicas da Casa da Cultura de Joinville, resgatei seus textos e os coloquei nas mãos dos elencos do Matinada de Teatro e do Grupo Não Amassa Esse Pão-de-Ló, que, a convite das escolas, decidiu montar dois recitais de poemas. Aí, além de serem unanimemente selecionados para comporem o repertório principal, os poemas, poeminhas, poemeus, poemetos e hai kais de Millôr Fernandes constituíram material substancial para o treinamento vocal e interpretativo dos atores. Os versos de Millôr, bonitos e bem-humorados, serviam perfeitamente para superar nos intérpretes aquele velho modo escolar de dizer poesia. Claro, os recitais foram sempre um sucesso! "Poesia matemática" era uma glória. Muita saudade...
Borges de Garuva, escritor, ator, cronista de "AN"

Domingo no Jardim do MAJ

23 de março de 2012 0
Neste fim de semana tem Domingo no Jardim do MAJ. A programação prevê grupo de tai chi chuan da Família Yan, das 9 horas às 10h30; exposição da Associação Joinvilense de Artesãos (Ajart), das 9 às 17 horas; participação da Rede Internacional de Cultura para a Paz (Unipaz), das 9 às 14 horas; pescaria no lago, das 9 às 18 horas; Tambores do Japão, às 11h30; visitas guiadas às exposições “Retrospectiva 40 anos da Coletiva de Artistas” e “Vida Entre Pontos”, das 12 às 18 horas; trilhas, das 10 às 17 horas; piquenique comunitário, às 13 horas; workshop com argila para crianças, das 14 às 17 horas; e discotecagem das 14 às 18 horas. Gratuito. Rua 15 de Novembro, 1.400, América, Joinville. Informações: www.joinvillecultural.sc.gov.br.

Quais músicas você quer que Paul cante no show da Ressacada?

22 de março de 2012 0

Clique na imagem e vote na sua preferida!

O disco mais recente lançado por Paul McCartney foi “Kisses on the Bottom”, que chegou às lojas em fevereiro. É uma seleção de covers de clássicos do jazz dos anos 1920, 1930 e 1940. Com participações de Diana Krall, Eric Clapton e Stevie Wonder, é um álbum intimista, no qual McCartney se concentra mais em cantar – suas participações instrumentais se resumem a discretas intervenções no violão acústico.

Mas que músicas será que Paul vai tocar em Floripa, na Ressacada? Entre no AN.com.br e vote na música que você quer escutar no show, dia 25 de abril! Não deixe de participar.

Se você já sabe que vai ao show, conte pra nós. O ANexo quer encontrar os fãs do Beatle!

Já esteve no show do Paul McCartney? Mande sua foto

22 de março de 2012 8

Paul já deixou a dica em novembro do ano passado, quando chamou um fã de Florianópolis para subir no palco de seu show, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre. Naquele dia, parece que só os fãs de Santa Catarina perceberam.

Mas sentimos pelo tom de voz, uma certa simpatia do ex-beatle pelo nome da cidade. A resposta surgiu nesta segunda-feira. Sir McCartney estará em solo catarinense para um show histórico, dia 25 de abril!

Bom, né? Mas e você, já esteve num show do ídolo Beatle?  Se sim, que tal mandar uma foto do show para nós? O ANexo quer encontrar os fãs do cantor... as melhores imagens vão para uma galeria toda especial, publicada no AN.com.br.

Para mandar sua foto, basta clicar nesse link e preencher formulário. Não deixe de participar.

Promoção: Ingressos para Mulheres Alteradas

21 de março de 2012 0


Quer assistir à peça "Mulheres Alteradas", em Joinville, na próxima sexta-feira?

Então não deixe de participar da promoção do Clube do Assinante do AN!

Para concorrer aos ingressos, basta entrar na página do Facebook do AN, encontrar a postagem da promoção e responder à pergunta-desafio.

Serão lançadas quatro perguntas referentes à peça nesta quinta-feira, dia 22! O primeiro a responder corretamente cada uma das perguntas, leva um ingresso.

Vale lembrar que, para participar, é preciso ter uma assinatura ativa do jornal A Notícia.

Oito chances para assistir "Passport"

21 de março de 2012 0


A Cia Rústico Teatral oferece mais oito oportunidades para quem ainda não viu “Passport”. O espetáculo será apresentado de quinta a domingo e entre os dias 29 de março e 1º de abril, sempre às 20 horas. Será no galpão de teatro da Ajote, na Cidadela Cultural Antarctica.

Robson Benta, Samuel Kühn e Vinicius da Cunha atuam na adaptação desta peça do venezuelano Gustavo Ott, que se passa em uma fronteira e envolve conceitos como terrorismo e violência. Os ingressos custam R$ 8 para grupos acima de cinco pessoas que fizerem reserva pelo (47) 9128-3160; R$ 10, para estudantes, idosos e espectadores que levarem 1 kg de alimento não-perecível; e R$ 20. Rua 15 de Novembro, 1.383, Joinville. Informações: passportrusticoteatral.blogspot.com.br.

"A Bela e a Fera" estará em cartaz em Joinville

21 de março de 2012 0

A Martins Franco Produções adaptou aos palcos a clássica história da Disney, “A Bela e a Fera”, e estará em cartaz em Joinville nos dias 31 de março e 1º de abril, no Teatro Juarez Machado. A peça tem classificação livre e conta a história da jovem Bela, que foge dos galanteios masculinos se enfurnando nos livros e é filha de um inventor considerado maluco pelo vilarejo. Um dia, seu pai se perde na floresta e vai parar no castelo da Fera, que o aprisiona. Para salvar o pai, Bela assume o seu lugar e acaba descobrindo que a Fera não é tão fera assim.

Os ingressos estão à venda por R$ 20 (meia-entrada para estudantes e idosos), R$ 28 (Clube do Assinante AN e Assinante Net) e R$ 40 (inteira) no www.ticketcenter.com.br. No dia 31, a sessão será às 17 horas, e no dia 1º, às 15h30.

Variantes toca no Bovary nesta sexta

21 de março de 2012 0

Quem curte a velha guarda do rock não pode perder a apresentação de sexta-feira, no Bovary Snooker Pub, em Joinville. A banda Variantes sobe ao palco para tocar clássicos de bandas como Rolling Stones, The Kinks e The Who. As entradas custam R$ 5 (feminino) e R$ 15 (masculino). O Bovary fica na rua Visconde de Taunay, 166, Centro. Informações: www.bovarysnookerpub.com.br.

Enquete: Como termina do caso da pequena Victoria?

20 de março de 2012 3

Pequena Victoria em disputa judicial

Beatriz (Monique Alfradique) continua defendendo que é mãe biológica da bebê gerada por Esther (Júlia Lemmertz). Ela doou os óvulos que foram fertilizados indevidamente com o sêmen de Guilherme, seu amante falecido e irmão de Danielle na trama. As consequências da história caíram sob Esther, que engravidou sem saber que a filha a quem deu à luz era fruto de um procedimento antiético.
O autor de "Fina Estampa", Aguinaldo Silva, já adiantou em algumas entrevistas que a guarda de Vitória continuará com Esther. Mas como a gravidez assistida é um assunto mais que atual, ainda paira a dúvida sobre o destino mais correto para a menina: a mãe biológica ou a que gerou?

Para responder na enquete como termina o caso da pequena Victoria, clique aqui.