Seis mostras do Museu de Arte de Joinville (MAJ) ficam abertas na Cidadela Cultural Antarctica até 8 de julho, de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas, e sábado, domingo e feriados, das 12 às 18 horas.
"Ninfas" segue até 17 de junho, no mesmo horário, só que na sede da Aaplaj, também localizada na Cidadela.
__________________________________________________________________________________________

"Faz de conta que são regras"
Na exposição "Faz de conta que são regras", a artista Cyntia Werner, de Joinville, apresenta uma série de trabalhos que buscam dar continuidade a uma discussão presente há um bom tempo em sua produção. Cyntia, que recentemente foi selecionada para o 10º Salão Nacional Elke Hering, em Blumenau, e para o 63° Salão de Abril 2012, apresenta nove trabalhos que se colocam como um dispositivo de origem de um sistema e contam uma história cujo sentido surge a partir de uma colaboração e uma negociação com o espectador e suas referências.
"Desenhos"
A mostra individual de Willian Santos é formada por dez desenhos, sendo cinco de cada uma das séries iniciadas em 2009 e que ainda estão em processo: "Projetos" e "Objetos". Os trabalhos refletem sobre a técnica do desenho, a partir de dualidades contrárias, da balbúrdia ao aprazível. Com referência à arquitetura na série "Projetos" e ao design na série "Objetos", os desenhos que poderão ser vistos no MAJ são construídos do entrelaçamento de linhas e alternados pontos de fuga. A mostra apresenta diferentes perspectivas e estímulos a pensar o espaço, a paisagem contemporânea e o objeto.

"Irreversível"
A exposição "Irreversível", de Diego de los Campos, foi pensada segundo a concepção que o artista fundamentou em seu texto de apresentação: "O tempo se esvai, quanto mais vivemos menos tempo nos queda por viver". Na oportunidade, o artista mostra dois trabalhos, a animação "Homem Carne" e a escultura "Homem Pão".
"Homem Pão" é uma escultura de um corpo modelado em farinha de trigo e água, sentado numa poltrona de plástico. Durante a exposição, a escultura vai sofrendo alterações, a partir da presença de mofo e fungos. Já em "Homem Carne", uma escultura de carne que representa o homem sentado numa poltrona, é fotografada durante dez dias, a cada 2,5 minutos. As fotografias formam uma animação de seis minutos de duração, onde pode-se apreciar o homem diminuindo de tamanho, apodrecendo, com a presença de insetos e vermes que o consomem. O vídeo estará disponível em DVD gravado em looping.
"Ponto, estrutura de fuga"
Nesta exposição, Flora Lindote utiliza as linhas de fuga como pontos de partida para uma reflexão sobre o surgimento da vida, do movimento e da condição humana no mundo. A artista programou quatro projeções: de personagens do desenho, um em relação ao outro e como formadores de linhas de fuga e paisagem; dos personagens em relação às linhas de fuga como metáfora dos limites humanos; de si mesma como objeto, como projeto de escultura e possibilidade de se ter outra forma através da projeção - uma subjetividade que migra de um corpo ao outro; corpo-obra, corpo-artista; e dos desenhos na parede usada como índice, como forma de reforçar a ideia de um evento que é ao mesmo tempo objetivo-físico e subjetivo-conceito.

"Inaudíveis"
A exposição de Daiana Schvartz mostra enormes orelhas invadidas por fones de ouvidos e ramalhetes de fios e fones, onde o que mais importa não são as técnicas utilizadas pela artista, mas o conceito. O fone de ouvido virou um símbolo do individualismo. A pluralidade cultural chegando aos ouvidos através das milhares de músicas baixadas da internet, e surdez para com um outro que tenta se comunicar, e de cuja presença só é percebida quando há contato entre entre os corpos. São estes apontamentos que permitem pensar as imagens da exposição: incontáveis fones de ouvido que se arrastam para dentro das orelhas. E se a música se constituiu na história humana como local da socialização, agora individualiza, alienando na hiper-estimulação sonora.

"Memórias de um acervo: Eco Art 1992"
As obras que são apresentadas pela primeira vez pelo Museu de Arte de Joinville foram doadas no ano passado. São 25 serigrafias da série Eco Art (1992), doadas pelo Banco Bozano Simonsen. A doação chegou ao MAJ por meio de uma pesquisa feita por uma empresa de museologia. Um dos critérios para a escolha dos museus contemplados era o funcionamento de projetos educacionais de relevância nacional e estrutura física. Poderão ser vistas trabalhos de nomes como Beatriz Milhazes, Flávio Shiró, Daniel Senise, David Manzur e Siron Franco. As obras foram produzidas especialmente para a Eco Art, que há 20 anos trazia o tema ecologia para o debate no meio artístico.

"Ninfas"
Cristiano Cidral é da nova geração de artistas de Joinville. Ceramista, ele apresenta nesta exposição 30 esculturas em barro esmaltado. "Ninfas" tem curadoria de Sonia Rosa e é uma realização da Associação de Artistas Plásticos de Joinville (Aaplaj), que visa lançar novos talentos dando suporte e curadoria viabilizados pelo Simdec (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura).