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Posts de agosto 2014

Prepare-se para rir muito e curta o Circo da Dona Bilica

31 de agosto de 2014 0

Final de semana é de comemoração no Circo da Dona Bilica  pelo 1 ano de existência. Um espetáculo para comemorar a data foi pensado especialmente para o aniversário. E, olha, ele tem que voltar a ser apresentado – porque é demais de bom, muito engraçado.

 

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Parabéns
foi encenado no fim da tarde de sábado para um público de não mais que 30 pessoas – pouco para o espaço que cabem 225. Floripa ainda precisa se acostumar com este especial espaço de cultura e entretenimento no sul da ilha. Dar uma passada por lá no final da tarde é garantia de uma experiência lúdica para crianças e para adultos também. E não só pelas apresentações. Há o prazer de apreciar uma pipoquinha no gramado frente ao mar e ainda encantar-se com a ambientação muito bem cuidada – que nos faz embarcar na magia do circo.

Neste domingo,  a programação de aniversário é intensa. A partir do meio-dia tem almoço especial, Festival Paella de Frutos do Mar. Às 17h tem o espetáculo a Super Banda Atrapa Trupe e às 20h tem Cabaret  Cômico Circence

Parabéns tem no elenco seis atrizes:  Ana GrigoliGabi Leite, Lidiane MandarinaRomina Sanchez e Vanderleia Will, que buscam encontrar um bolo de aniversário perdido. Até encontrarem o tal bolo, a diversão é certa. O destaque é o número das nadadoras trapezistas. Continuei rindo dele ao longo da noite, só de lembrar das duas palhaças atrapalhadas sobre o trapézio.

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A maga fajuta (foto acima) que “não” adivinha tudo e a senhorinha chorona (foto abaixo) atrás do bolo, que brinca com seus ” fingers” também são riso garantido.

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O espetáculo dura cerca de uma hora.

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O Circo da Dona Bilica funciona no Morro das Pedras, na Rua Manoel Pedro Vieira, 601, em frente ao hotel Morro das Pedras. Os ingressos para espetáculos custam R$ 20 e R$ 10 (estudantes e crianças). Às quintas e sextas, o circo tem atrações musicais. Aos sábados e domingos, é a vez do circo e do teatro tomarem conta do espaço, na maioria das vezes com apresentações de grupos catarinenses.

A programação de setembro já está disponível no site do Circo e está cheia de espetáculos superdivertidos. Programe-se para rir e não deixe de prestigiar o Circo da Dona Bilica.

Novo conceito de festa, primeiro Baile no Hotel foi um sucesso

30 de agosto de 2014 0

 Por Celina Keppeler

Foi em um ambiente personalizado, com público restrito, muito glamour e muita música que ocorreu em Florianópolis o primeiro – de vários que seguirão país afora – Baile no Hotel.

Na festa, muita gente bonita, mulheres com cara de modelo e homens dando pinta de playboy. O estilo deles era calça jeans e camisa, bem básico, apesar de alguns engravatados também terem sido vistos circulando pelo ambiente - provavelmente hóspedes que decidiram curtir a noite em cima da hora. A mulherada estava toda trabalhada no glamour. Fendas, decotes e vestidos curtos, colados, brilhantes… Tinha para todos os gostos.

Apesar do clima de pegação, incentivado pela vibe da festa, não se via muita paquera, já que os casaizinhos chegavam formados. A grande maioria hospedada no próprio hotel. E o esquenta rolou no hall de entrada, nos quartos ou no posto de gasolina ao lado.

E como a noite era uma criança, e o público de Anitta não tem idade, foi fácil encontrar adolescentes empolgados no meio dos “senhores e senhoras” que não tinham muita noção do que estava acontecendo - um andar acima o restaurante funcionava normalmente, e os demais hóspedes continuavam em suas rotinas de turistas e executivos.

Pouco depois da meia-noite, MC Sapão, a primeira atração do evento, subiu ao palco montado em um dos ambientes de Hotel Majestic, na Beira-Mar Norte, para um show de aproximadamente uma hora e meia de duração.

MC Sapão abriu a noite de shows

MC Sapão abriu a noite de shows

Em seguida, foi a vez da musa da festa, a cantora Anitta, agitar a galera. Em frente ao palco, integrantes do fã-clube da morena se aglomeram. Eles foram os primeiros a chegar e os últimos a sair.

No camarim, a funkeira era só sorrisos para atender fãs e imprensa. Se declarou apaixonada por Floripa, embora suas passagens pela Capital tenham sido somente a trabalho, e prometeu voltar para conhecer um pouco melhor a Ilha da Magia.

Sobre o show que faria em alguns minutos, Anitta revelou que este tipo de apresentação, em um ambiente menor, tem um conceito intimista, no qual ela pode interagir mais com os fãs, que conseguem ficar mais próximos.

Anitta atendeu fãs e imprensa antes do show

Atenciosa, Anitta recebeu fãs e imprensa antes do show

Questionada sobre a indicação ao prêmio internacional de música da MTV (por algum motivo que até ela mesma desconhece), a cantora não quis falar. Ela emendou a conversa e explicou a rotina de ensaios para o Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão, que é intensa, mas muito gratificante. Além disso, claro, falou sobre sua recente viagem à Disney que é, para ela, o melhor lugar do mundo.

Anitta aproveitou até para mandar um beijinho para os leitores:

O que nos faz bons ou maus?

27 de agosto de 2014 0

O psicólogo canadense Paul Bloom fechou nesta quarta-feira as palestras do Fronteiras do Pensamento, em Florianópolis. Foram três dias de programação, que contou ainda com a presença de Mia Couto e Miguel Nicolelis. Em todos os dias, os palestrantes mostraram o caráter interdisciplinar do pensamento e Paul Bloom finalizou hoje falando principalmente sobre sua pesquisa com bebês, em que analisa como as crianças constroem seus princípios morais.

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Para Paul Bloom, desenvolvemos desde bebês nossos princípios morais. Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS

Para o canadense, a empatia instintiva pode ajudar a entender quais aspectos da nossa mente nos faz sentir empatia pelos outros. E, com isso, por que temos relutância em machucar os outros. Em um experimento pessoas eram questionadas se morariam no Kansas, nos Estados Unidos, e quanto cobrariam para se mudarem para lá. Num segundo momento, eram perguntadas se machucariam um gatinho e por quanto o fariam. As respostas surpreenderam os pesquisadores, porque no fim as pessoas fariam uma maldade com o gato pelo dobro do valor de se mudarem de Estado. Segundo explica Bloom, poderia ser qualquer situação relacionada com fazer mal a si ou a outros e todas elas mostrariam a mesma coisa: nós preferimos passar por dor a infligir dor a alguém.

As pesquisas realizadas com bebês são igualmente surpreendentes. Estudos comprovaram que as crianças com cerca de seis meses de idade já tem noções morais como bem e o mal e um senso rudimentar de justiça, mas de onde elas aprenderam esses princípios morais? O cientista canadense acredita que uma parte é aprendida pelos pais e familiares, porém uma parte também é herdada e inata à criança.

Prova disso é que ao analisarmos um princípio humano em adultos, vemos também vestígios desse princípio em crianças. É o caso da vontade de punir pessoas que cometeram atos moralmente recrimináveis – como o caso de Justine Secco, que escreveu no Twitter “Indo para África. Tomara que eu não pegue Aids. Estou brincando. Eu Sou branca”. Enquanto seu avião ainda estava voando, seu comentário viralizou na internet e familiares seus foram ameaçados. Os bebês não possuem muitos recursos, mas quando passaram por um experimento em que era possível recompensar e punir tanto um personagem de fantoche tido como vilão e outro tido como mocinho, elas puniam o vilão e recompensavam o mocinho.

Sobre as redes sociais, o pesquisador afirmou que até um ano atrás acreditava que elas poderiam fazer bem, diminuindo a solidão das pessoas. Porém, estudos recentes demonstraram que as redes sociais não atendem às necessidades sociais. Precisamos de contato físico para termos felicidade. Pessoas que passam muito tempo nas redes sociais são mais tristes, concluiu Bloom.

“A chave para a saúde psicológica não é buscar prazer, mas procurar coisas boas e duradouras”
Paul Bloom, Florianópolis, 27 de agosto de 2014

>> Veja a palestra “As origens do prazer”, de Paul Bloom, no TED:

Primeira edição do CineAnexo levou leitores para assistir Mercenários 3

27 de agosto de 2014 0

Rolou na noite de terça-feira a sessão de cinema promovida pelo Anexo, em parceria com o Clube do Assinante DC. Cerca de 190 leitores assistiram ao filme Mercenários 3 no Cinespaço Beiramar Shopping.

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Algumas pessoas que passaram por lá tiraram fotos mostrando que são fã da cultura catarinense.

No Face do anexo dá pra conferir algumas fotos
Mercenários 3 é a grande estreia da semana. Tem no elenco Sylvester Stalone e Arnold Schwarzenegger. Na trama, o grupo dos mercenários foi, anos atrás, fundado por Barney e Conrad Stonebanks. Entretanto, Conrad se tornou um comerciante de armas e, por causa de suas atividades ilegais, Barney foi obrigado a matá-lo. O que ele não sabia era que Conrad tinha sobrevivido.

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Essa foi só a nossa primeira sessão de cinema. Mês que vem tem mais! A dinâmica é simples. A gente lança o convite no nosso site e nas paginas impressas do Anexo, no Diário Catarinense, e os primeiros leitores que mandam  email para anexo@diario.com.br, escrevendo no assunto CineAnexo, ganham um par de ingressos para assistir ao filme. Em geeral, um filme que estreou naquela semana.

Acompanhe e participe!

Confira mais eventos do Clube do Assinante

Cem bilhões de células na cabeça e um braço mecânico na mão

26 de agosto de 2014 0

Às vezes mais importante do que ter uma ideia genial na cabeça, é persistir com o desejo de transformá-la em realidade no mundo concreto. O neurocientista Miguel Nicolelis, que se apresentou nesta terça-feira, 26, em Florianópolis, demonstra bem isso na criação, e aperfeiçoamento, de uma interface humano-máquina. Na segunda noite do evento Fronteiras do Pensamento, ele falou não apenas sobre suas pesquisas, o emprenho de seus pesquisadores, mas também sobre o poder transformador da ciência – mesmo em lugares com realidades socioeconômicas tão precárias.

Miguel Nicolelis mostra o funcionamento de sua pesquisa

Miguel Nicolelis mostra o funcionamento de sua pesquisa. Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS

Inovação em pesquisa 

Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, neurologia era tida, na sua época de faculdade, como a melhor especialidade em diagnosticar pacientes, porém não havia tecnologia o suficiente para prosseguir do diagnóstico ao tratamento. Seu mentor, o professor César Timo-Iaria, influenciou em como ele percebe e se relaciona com a ciência. Não à toa, Miguel não acredita em patente e pratica uma ciência aplicada que permita que pessoas e outros pesquisadores tenham acesso a ela sem pagar nada por isso.

A pesquisa de Nicolelis partiu da identificação de um padrão de sinais elétricos emitidos antes da execução de uma ação por um primata. Com esses dados, sua equipe começou a identificar a existência de sinais que correspondiam ao movimento de um braço, por exemplo. Depois da correlação entre sinal e movimento, eles conseguiram criar, em 2003, um mecanismo capaz de ler esses impulsos cerebrais de um primata e executar a ação em milésimos de segundos.

Neste vídeo é possível verificar como foi feito o mecanismo:

Mais tarde foi possível não só executar a ação, como também dar um feedback ao cérebro com sensações, como dobrar o cotovelo ou o joelho, disponibilizando a sensação de executar essa ação. Quanto mais atividades neurais eles conseguiam registrar simultaneamente, mais desenvolvidas eram as respostas. Para pessoas normais essas tarefas já estão assimiladas e automatizadas, então, não parece grande avanço. Mas sua pesquisa foca, entre outras coisas, em como disponibilizar esses recursos para pessoas paraplégicas.

Em 2007, sua pesquisa conseguiu mudar novamente de patamar. Pela primeira vez um primata, nos Estados Unidos, conseguiu mover com seu pensamento um robô, no Japão. Bastava ele andar ou pensar em andar, que os sinais eram decodificados digitalmente e o robô executava a ação. Detalhe que nos casos em que o macaco optava por andar, a transmissão para o robô conseguia ser feita com mais velocidade. Assim, o robô se movia antes mesmo do que o próprio macaco – cerca de 20 milissegundos de antecedência.

O auge de sua pesquisa foi a criação de um exoesqueleto em parceria com pesquisadores do projeto Walk Again, que reúne 156 cientistas de 25 países. Foram oito voluntários que experimentaram a sensação de andar novamente com ajuda de um mecanismo. A pesquisa ficou mundialmente famosa depois que Juliano Pinto, paraplégico, deu o pontapé inicial da Copa do Mundo, na Arena Corinthians, o Itaquerão, em 12 de junho.

“Eu senti a bola”, disse Juliano depois do chute para os pesquisadores. Para Nicolelis, o exoesqueleto ali não era mais uma tecnologia, mas parte do corpo de Juliano.

Ira! encerra passagem por SC com duas horas de rock no Espaço Floripa

25 de agosto de 2014 1

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(Fotos Alvarélio Kurossu, Agência RBS)

E o finde de sol e de revival anos 80 terminou com duas horas de rock and roll genuíno com o Ira! no Espaço Floripa (o nome que a Fields adota quando a atração não é sertaneja), em Florianópolis. No sábado, a cidade recebeu outro gigante daquela década, Os Paralamas do Sucesso.

“Vocês estão prontos para uma noite de rock?”, perguntou Nasi assim que subiu ao palco.

Simmmmmm. Todo mundo estava! E ali o público era de fãs fieis, quarentões em sua maioria,  gente com bolachões do Ira! na mão para tentar um autógrafo ao final do espetáculo.

Tarde Vazia ganhou o coro do público. A gente registrou em vídeo.

 

 

Sete anos sem subirem ao palco juntos. Os olhos fitavam sem fim  Edgar Scandurra e Nasi - lado a lado. E, na boa, a voz de Nasi nasceu para as guitarras de Escandurra. Duo perfeito.

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Mesmo que as fotos de divulgação do show tivessem mostrado ao longo da semana passada que Nasi ganhara uns quilinhos a mais,  os primeiros comentários do público foi esse mesmo: “nossa como ele engordou”, falavam entre si amigos de décadas que sempre curtiram os caras e há tanto tempo não os viam juntos. Normal.

Confira entrevista com Nasi

O show começou pouco mais de 21h. Os clássicos da banda vieram um atrás do outro. Edgar Scandurra está mais em forma do que nunca. Faz com que a gente pare por minutos – alheio ao auê ao redor – e fique ali, boca aberta, literalmente viajando em sua virtuosidade.

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Aliás ele também por vezes parece se desligar. Baixa cabeça e só quer arrebentar na guitarra. O público delira. Ele volta, olha para a plateia, conecta-se e recebe os aplausos. Sempre mais contido que o parceiro. Este, o oposto. Nasi é vibração e conexão puras. Passa o show inteiro de olho na plateia. Olha pra cima, pro lado, à frente procurando entender a reação, recebendo a vibe da galera.  Sorri, manda beijo, pede o canto em uníssono.

Claro que o público responde. Foi assim em Dia de Luta, Flores em Você, Envelheço na Cidade, Tarde Vazia, Eu quero Sempre Mais (essa a gente registrou em vídeo)

Edgar também é quem comando a banda, voltando-se ao novos parceiros Daniel Rocha (baixo), Evaristo Pádua (bateria) e Johnny Boy (teclados) para coordenar cada som.

E que som, que banda. Impecável!

Nasi encerrou a apresentação contando que foram 8 shows em 11 dias. Em Santa Catarina o Ira! passou por Joinville (sexta) e Blumenau (sábado):

“Agora vamos voltar pra casa. Mas vamos nos encontrar em breve. O Ira! voltou”

Paralamas do Sucesso fazem "a festa" no P12 em Florianópolis

24 de agosto de 2014 0

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(fotos David Collaço, divulgação)

Em vez das tradicionais gatinhas, a predominância de gatonas (e gatões). Mas ressalte-se “a predominância”, ou seja, a galerinha de 20 e poucos anos também estava lá, afinal, a atração é atemporal, uma banda que sabe cantar e compor para as pessoas independentemente da idade. Os Paralamas do Sucesso reuniram 2,5mil apaixonados por música na noite de sábado no parador P12, em Jurerê Internacional, em Florianópolis.

Em uma hora e 40 minutos de música, uma catarse coletiva de pura festa amistosa, divertida e, claro, nostálgica. Alegria que só. O show começou com Alagados e todo mundo já entendeu que era isso: vamos cantar a noite inteira.

Casais apaixonados, amigos de todas a idades, o coro foi a lógica da noite. Também pudera. Era uma pancada  atrás da outra: Meu Erro,Óculos, Você, Onde quer que eu vá, Marinheiro, Que país é esse. Como não cantar junto?

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João Barone, Bi Ribeiro e Hebert Vianna levavam a galera na tranquilidade, acostumados a tudo aquilo. A turnê é de 30 anos de carreira, e o telão é uma atração a parte no show. Perpassa as três décadas da banda, em fotos preto e branco, imagens de clipes e de momentos históricos dos Paralamas. Uma das boas sacadas é que cada sucesso cantado (ou seja todos) aparece no telão o nome da música e, na sequência, o ano de lançamento. Então a gente viajava por ali também: 1985 , 1987, 2005, 1997… Demais!

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Hebert é uma atração especial no palco. Cada vez que a iluminação foca nele, os aplausos aumentam, a comoção é maior. O momento em que faz um breve solo de guitarra é de admiração pura. O cara está ali, cantando, tocando, apesar da cadeira de rodas, apesar de tudo. Já é um mito da nossa música.

 

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Um show histórico. Para quem nunca viu os Paralamas no palco (como eu nunca tinha visto) fica a dica: não perca a próxima oportunidade.

Fim do hiato: “Daza”, o novo do Daza, está oficialmente na roda

24 de agosto de 2014 0

 

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Fotos e texto: Gabriel Rosa/Agência RBS

Gazu, o vocalista do Dazaranha, ganhou dois presentes de cima do palco do Square Music, em Florianópolis, na noite deste sábado.

Primeiro, o término oficial do maior hiato da carreira da banda florianopolitana, que já carrega significativos 22 anos de manezismo profissional e vagabundice confessa nas costas. Após sete anos sem nenhum trabalho, o novo “Daza” teve seu lançamento oficial neste fim de semana e representa um impacto significativo na trajetória da banda.

Segundo, um “parabéns pra você” coletivo em comemoração ao seu aniversário, também comemorado neste sábado, com direito inclusive à tietagem da esposa e da mãe.

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“Daza”, o quinto disco de estúdio do grupo tem 11 canções e leva a chancela de Carlos Trilha, produtor e instrumentista que tem no currículo discos de Renato Russo e Lobão, entre outros. O álbum conta com músicas inéditas intercaladas com faixas já apresentadas nos projetos individuais dos integrantes da banda.

O grupo trabalhava o álbum desde 2012, quando celebrou 20 anos de carreira. As faixas do “Daza” foram selecionadas entre pelo menos 50 composições jogadas na roda por todos os integrantes do grupo – resultado de sete anos de acúmulo criativo.

– Esse era um tempo que banda precisava. Para refletir, para amadurecer o som. Quando a banda evolui, não adianta gravar um disco por ano e só lançar porcaria. É preciso parar e pensar no que fazer – comenta Moriel da Costa, guitarra e vocal.

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Um disco novo, um trabalho árduo pela frente: embora grande parte das músicas novas tenha sido bem recebida pelo público na noite deste sábado, foi apenas nos hits mais conhecidos que o Dazaranha realmente conquistou o público “como nos velhos tempos”.

Agradar com trabalhos novos depois de 22 anos de carreira é uma missão difícil, mas o Dazaranha parece disposto a tentar.

– Quem gosta, esperou. E quem esperou, gostou do que ouviu – garante o vocalista Gazu.

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Dedé Santana: o eterno trapalhão no palco do Teatro Biriba em Blumenau

23 de agosto de 2014 0

A fila se formou às 19h de sábado, um jovem casal deu o ponta pé inicial na noite que prometia matar a saudade do eterno trapalhão Dedé Santana. Não demorou para que outros casais chegassem e de repente se viu uma multidão à espera do humorista que marcou gerações.

Fotos: Pamyle Brugnago/Agência RBS

Fotos: Pamyle Brugnago/Agência RBS

Dedé Santana também chegou cedo (antes mesmo das 19h) ao pátio do Norte Shopping, em Blumenau, onde o Teatro Biriba apresenta de quarta a domingo diversos espetáculos de humor. Ele não quis perder nenhum momento do contato com os amigos de longa data (Dedé conheceu Biribinha através de um colega em comum e eles trabalharam juntos no quadro Comando Maluco, antiga parceria com Beto Carrero) e relembrar os tempos de circo com os olhos cheios d’água.

Fotos: Pamyle Brugnago/Agência RBS

Quando o trapalhão subiu ao palco (o espetáculo estava marcado para às 20h30min) foi ovacionado pela plateia. Até Biribinha saiu do personagem e bateu palmas para aquele que o inspira até hoje. Depois disto, o talento de Dedé arrebatou os olhares de pequenos e de adultos. Entre boas risadas, lá sob o holofote não estava apenas Dedé Santana que interpretava ele mesmo. Entre uma fala e outra estava o Dedé, aquele da trupe que todos conhecem que ria das piadas do Didi, cuidava do  Mussum e estava sempre de olho em Zacarias.

Fotos: Pamyle Brugnago/Agência RBS

No sábado Dedé matou a saudade dos amigos, mas também fez muita criança que hoje já é grande se emocionar ao ver o mesmo trapalhão (um pouco mais velho e improvisando o texto da peça) no palco. A lembrança que todos levaram pra casa foi o mesmo jeito “criança” dele de ser: olhos brilhando e um grande sorriso no rosto!

Ira! em Joinville: saudosismo com novo fôlego

23 de agosto de 2014 1

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RUBENS HERBST, colunista do A Notícia

- O Ira! voltou, nós somos o Ira! – alertou Nasi ao final do show de sexta-feira (22), em Joinville, após apresentar os integrantes da banda pela segunda vez na noite. A ação é clara e expressa o desejo do vocalista de que o público entenda que, a partir de agora, este é o novo Ira!, sem Gaspa e André Jung.
Muito bem, mas o que se vê no palco é uma celebração à história da banda (que já passa das três décadas), festa que os fãs mais fiéis aproveitam muito mais. E na pista do teatro da Liga, o que mais se viu foram “veteranos” dos anos 80 e gente mais jovem que conheceu o grupo pelo Acústico MTV. Os dois públicos, é bom que se diga, abraçaram o comeback do Ira! com afinco.
No palco, o Ira! foi além do esforçado, mas sem aquele furor roqueiro tão alardeado. Assim, a aura saudosista foi mantida. Sem um novo álbum para divulgar, a banda se deu ao luxo de passear por boa parte de sua discografia, e aí tivemos a dimensão da quantidade de hits que ela guarda. Com a guitarra de Edgard Scandurra baixa e a voz de Nasi não em seus melhores dias, eles foram se sucedendo sem tempo para tomar fôlego. Prova do legado do AcústicoTarde Vazia e Eu Quero Sempre Mais foram momentos de catarse, mais até do que as emblemáticas Núcleo Base e Envelheço na Cidade.
A nova ABCD, com sua estrutura jovem-guardista, é só animada. Vieram as calmas Tolices e Mudança de Comportamento, do primeiro disco, de 1985, emendadas com Rubro Zorro, um contraste gritante com alma juvenil daquelas. Foi uma espécie de virada de chave no show. A guitarra de Scandurra passou a soar mais alta e a banda engatou uma quinta. O bis começou com as pouco empolgantes Girassol e Prisão das Ruas, e deslanchou com Bebendo Vinho e Nas Ruas, lembrança da época em que o Ira! era mod, jovem, angustiado, rebelde, porém terno.
Disso tudo, o que sobrou para o Ira! foi um catálogo de músicas maravilhosas e um público que identifica a banda com a sinceridade do rock e um período inesquecível da vida. Difícil, hoje, não olhar para Nasi e Scandurra sem olhos de menino. Se já não há mais a mesma empolgação, também há a certeza de que não existem mais bandas no Brasil como o Ira!.