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Posts de novembro 2014

Chuva, amigos e muita arte

26 de novembro de 2014 0

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O joinvilense que não se incomoda com a chuva não poderia ser recebido diferente em sua terra natal. A inauguração do Instituto Internacional Juarez Machado, ontem, foi cercada por amigos de infância, artistas, admiradores da arte e pela tradicional garoa joinvilense. A abertura oficial da sede da entidade e da mostra “A Bicicleta na Vida e na Obra de Juarez Machado” lotou o galpão de exposições e a área coberta instalada provisoriamente no jardim. Juarez deixou claro que queria aproveitar o momento ao lado das pessoas queridas e preferiu não dar entrevistas, mas posou para fotos, selfies e fez questão de conversar com todos, sempre muito simpático. foto3
Ao lado da namorada, Melina Mosimann, do irmão Edson Busch e da filha Thessia, o artista discursou brevemente para agradecer a presença de todos e explicar a intenção do instituto, que, para ele, deve ser entendido como um espaço provocador. Ao final, dois alunos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil também presentearam Juarez como uma fotografia.

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Juarez com o prefeito de Joinville, Udo Dohler

O instituto começa a atender ao público a partir de hoje, no número 994 da rua Lages, bairro América. A exposição “A Bicicleta na Vida e na Obra de Juarez Machado” ficará em cartaz até 28 de fevereiro, sempre de terça a sábado, das 10 às 19 horas; e domingos, das 15 às 19 horas. Os ingressos custam R$ 5, e quem chegar a pé ou de bicicleta não paga.

Rock N Camerata supera a fronteira entre o rock e a música clássica

25 de novembro de 2014 1
Foto: Marco Fávero / Agência RBS

Foto: Marco Fávero / Agência RBS

Esqueça a ideia de um músico clássico apático ao que toca. Na apresentação Rock N Camerata, que ocorreu nesta segunda-feira e com reprise hoje em Florianópolis, o envolvimento é tanto que gera até performance ao melhor estilo do rock.

Com uma plateia lotada – a maior que já presenciei no Teatro Ademir Rosa – , a Camerata Florianópolis considera até mesmo adiar o tradicional concerto de fim de ano para o dia 15 de dezembro para conseguir fazer duas apresentações extras, nos dias 03 e 04 de dezembro. Ainda nada confirmado, mas é uma chama de esperança para quem não conseguiu comprar ingresso. Acompanhe as novidades pelo facebook da camerata.

O Rock N Camerata começou com a cantata Carmina Burana, em que foi possível ver toda a potência dos instrumentos de corda da camerata, entre violinos, violas, violoncelos e contrabaixo acústico. Dali já dava para sentir que a noite prometia.

Foto: Marco Fávero / Agência RBS

Foto: Marco Fávero / Agência RBS

A começar pela performance de arrepiar da versátil cantora Carla Domingues, que vai do rock ao canto lírico em alguns segundos. Ela começou a noite cantando Rita Lee, emocionou ao interpretar Love of My Life, do Queen, ao som de violinos apaixonados, mas seu ponto alto foi no bis, quando arrebatou ao cantar A Rainha da Noite, de Mozart, no meio de I Can’t Get No (Satisfaction) – lembra da versão de Cássia Eller?

Outro músico que foi uma surpresa boa e divertida foi Daniel Galvão. Como eu não sabia quem ele era, quando eu vi esse músico largar o violoncelo para cantar, achei estranho. Mais estranho ainda porque ele arrasou em Black Dog, do Led Zeppelin. E quando eu digo arrasou é no estilo “por que eu não vi isso antes?!”.

Foto: Marco Fávero / Agência RBS

Foto: Marco Fávero / Agência RBS

Carla e Daniel fazem parte de um mesmo grupo de rock chamado Enarmonika, que mistura a música erudita com (tchan-tchan-tchan-tchan) heavy metal! Eles tocaram ontem a música Flesh, faixa integrante do novo EP da banda, que tem ainda Iva Giracca, Vitor Sabag e Gabriel Porto na formação. E lembra que eu disse que Daniel era uma surpresa? Então, dá para acreditar que, além de tocar violoncelo e incorporar Robert Plant, ele faz a voz gutural do heavy metal? Pois é, faz!

A terceira voz que esteve no palco foi a de Rodrigo “Gnomo” Matos, que começou cantando November Rain, dos Guns N Roses, acompanhado do piano de Alberto Heller. Mas seu ponto alto foi a interpretação de No More Tears, do Ozzy Osbourne, com direito a figurino especial.

A noite acabou só depois de três bis e de uma foto com a plateia. Vale lembrar que a do ano passado virou o cartaz de divulgação desta edição.

Escute a playlist com o programa selecionado para o Rock N Camerata:

E essa é a faixa Flesh, da Enarmonika:

Formação

Vocalistas: Carla Domingues, Daniel Galvão e Rodrigo “Gnomo” Matos

Brasil Papaya Instrumental
Guitarras: Eduardo Pimentel e Renato Pimentel
Baixo Elétrico: Baba Junior
Bateria: Alex Paulista

Camerata Florianópolis

Maestro: Jeferson Della Rocca

Primeiros Violinos: Iva Giracca (spalla), Elias Vicente Souza, Mario Marçal, Franciely Beckert, Gilson João Becker

Segundos Violinos: Victor Gabriel Alves, Talita Limas da Silva, Débora Bohn, Liz Maria de Mello Oliveira, Bruno Jacomel

Violas: Mariana Barardi, Fernanda Buratto, Natasha Sieczkowska, Fausto Kothe

Violoncelos: Ernesto Guimarães Medolla, Raphael Buratto, Daniel Galvão, Alessandra de Carvalho Giglio

Contrabaixo: Gabriel Bohn

Percussão: Marcio Bicaco

Violino Elétrico: Iva Giracca

Piano e arranjos: Alberto Heller

Em três dias de festa, Folianópolis reúne milhares de foliões na Passarela do Samba

23 de novembro de 2014 0

 

Foto: Marco Favero

Tinha gente do país inteiro curtindo a micareta mais bonita do Brasil

Na nona edição do Folianópolis, mais de 40 mil foliões fizeram a festa ao som dos maiores nomes do axé nacional. As três noite foram de muita animação, música, dança e pegação. E como diria Dodô, atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu. Pra provar que a galera tava muito viva e bem disposta, por sinal, acompanharam cada música, cada chamado dos comandantes do trios sem perder o pique.

No primeiro dia de festa, a catarinense Diana dias fez as honras da casa e abriu trabalhos. O público ainda estava chegando ao evento, por volta das 22h, mas Diana botou pra quebrar no trio Treme Terra. A cantora levou com ela a ex-The Voice Bruna Góes pra dar uma palhinha. Thiago Abravanel também estava lá e cantou quatro músicas, que inclusive fazem parte do repertório do seu show, com Diana.

Em seguida, foi a vez de Tomate entrar em cena, seguido por Saulo Fernandes. Os gritos de “lindo” que as meninas soltavam pareciam não ser suficientes. Talvez por isso, algumas fizeram questão de escrever suas declarações no próprio trio. Sim, quem tava ali no meio da multidão podia conferir os recadinhos para os cantores.

No segundo dia, a chuva ameaçou, mas não estragou a festa. E enquanto alguns ainda estavam no tradicional “esquenta”, no estacionamento do centrosul, a Timbalada entrou na Passarela do Samba fazendo tudo tremer com sua batida inigualável. As pinturas que eles exibiam estavam também reproduzidas nos fãs, que fizeram questão de se caracterizar pra mostrar por quem estavam lá. Claudia Leitte, linda e loira, foi recepcionada pelos músicos baianos, que saíram de cena para a entrada triunfal da “Negalora”. Em mais de três horas de show, Claudinha cantou seus novos e já consagrados sucessos, fazendo os micareteiros agitarem mais ainda.

Já no sábado, depois que Diana Dias fez novamente sua passagem pela Nego Quirido, o furacão baiano, Ivete Sangalo, veio com tudo, fazendo a galera dançar na avenida. Esta foi a primeira apresentação de Veveta depois que ela recebeu o Grammy, na última quinta-feira, o prêmio de melhor álbum pop, com Ivete Sangalo 20 anos. A baiana foi outra que dividiu o microfone com Thiago Abravanel.

Depois de Ivete se apresentar, Durval Lelys veio, sem o Asa de Águia, fazer sua participação na micareta. E o encerramento do evento ficou por conta do Psirico, que, mesmo já quase amanhecendo, fez todo mundo dançar o Lepo Lepo, fechando o Folianópolis 2014 com chave de ouro!

“Não queria mais só os homens em frente ao palco, gritando ‘gostosa!’”

22 de novembro de 2014 5

Em entrevista ao Anexo, Valesca Popozuda contou como se tornou musa para as mulheres, com suas músicas em tom feminista, além de falar um pouco do último clipe, Eu Sou a Diva que Você Quer Copiar. O show da musa do funk carioca nesta sexta-feira, na Life Club Floripa, teve um repertório que foi do funk a interpretações de hits de Tim Maia, Rita Lee, Wando, Xuxa e até de Armandinho. A primeira festa noturna do festival universitário Comunica Beach também teve apresentações da banda Kaduká e do DJ Gugaf.

 

Valesca Popozuda dançando como uma diva. Foto Marco Favero - Agência RBS

Valesca Popozuda mostrando como ser diva. Foto: Marco Favero / Agência RBS

 

A diva, a musa, a funkeira, a Beyoncé Brasileira. Valesca Popozuda pode ser apresentada de várias formas, mas uma que mais vem se destacando é como “a feminista”. Com músicas que rompem a moral da mulher pudica, a cantora mostra o lado feminino, que também quer “ir pro baile” e pegar quem quiser, sem ser julgada por isso.

 

Com uma festa open bar, o número de casais se pegando não foi pouco. Foto: Marco Favero, Agência RBS

Festa open bar e open pegação. Foto: Marco Favero, Agência RBS

 

Valesca disse que, quando ainda era da Gaiola das Popozudas, a maioria do seu público era masculino.

- Eu não queria mais 100% de homens em frente ao palco, gritando “gostosa! –  disse ela, ao explicar que as músicas Late que Eu tô Passando e Agora Eu Sou Solteira serviram para se aproximar das mulheres.

 

Tanto se aproximou, que agora elas a chamam de “diva”, como foi o caso de Ellen Berezoschi, mestranda de Letras da UFSC que foi curtir o show. Com essa aproximação, vieram também as “recalcadas”, para quem a Valesca mandou o recado com o novo clipe e título do novo álbum, Eu Sou a Diva que Você Quer Copiar, que ela comenta no vídeo:

 

 

Durante o show, a musa do funk carioca se mostrou eclética, cantando músicas populares como Não Quero Dinheiro, de Tim Maia; Erva Venenosa, de Rita Lee; Robocop Gay, dos Mamonas Assassinas; Superfantástico, da Turma do Balão Mágico; e Ilariê, da Xuxa. A plateia foi ao delírio quando Valesca começou cantar o sucesso de Armandinho, Folha de Bananeira.

O público dançou sem parar, tanto nas músicas da Valesca, quanto nas de outros autores. Foto: Marco Favero, Agência RBS

Público ensandecido durante as músicas . Foto: Marco Favero, Agência RBS

Antes de tocar Traz a Bebida que Pisca, a produção jogou anéis luminosos do palco. Foto: Marco Favero, Agência RBS

Anéis luminosos distribuídos antes da música Traz a Bebida que Pisca. Foto: Marco Favero, Agência RBS

 

Além de Valesca Popozuda, a primeira noite do festival, realizada pela Agência PHE, também teve o som do DJ Gugaf e da banda Kaduká, que fez o ritual clássico do festival, o “Abre o Corredor”. Com todos gritando “Abre o corredor, abre o corredor, corredor, corredor…”, o público se divide em dois grupos que, ao começar a música, avançam no corredor e se chocam, em uma massa insana de pessoas gritando e jogando as bebidas do copo para o alto.

 

O emocionante reencontro do grupo Dr. Cipó no Festival Floripa Instrumental

22 de novembro de 2014 1

Dr. Cipó nunca começou, por isso nunca vai acabar. Há quase sete anos a histórica banda de música instrumental formada em Florianópolis existia apenas no espaço-tempo e na memória. Na última sexta eles se reencontraram num show emocionante, arrepiante e catártico na abertura do festival Floripa Instrumental, na Freguesia do Ribeirão da Ilha, na Capital. Parecia que tinham tocado pela última vez juntos ontem.

Foto: Pablo Corti / Divulgação

Foto: Pablo Corti / Divulgação

Guinha Ramires (violão), Bebê Kramer (acordeon), Endrigo Bettega (bateria), Ronaldo Saggiorato, o Gringo (contrabaixo), e Mário Conde (guitarra, violão tenor e bandola) se conheceram na Ilha nos anos 1990, quando a cena instrumental da cidade já fervia. Cada um de um lugar diferente, acharam na música o lugar comum deles e o lugar onde nenhum outro grupo brasileiro havia estado com tanta autenticidade.

Era música instrumental brasileira, mas nada do tradicional choro, bossa, samba. Era música do Sul, não tradicionalista, mas com um refinado sotaque sulista bem arranjado e harmonizado, com virtuosismo, cor, vida.

_ Eles são referência para o Sul do Brasil. E representam a Ilha de certa forma. Todos tiveram fase longa morando aqui. A banda tem uma força que representa a musica do Sul do país. E tecnicamente são todos músicos muito bons, de nível internacional _ comentou Felipe Coelho durante o show. Felipe é violonista e de uma geração pós-Dr. Cipó.

Igreja Nossa Senhora da Lapa, na praça do bairro, ainda mais charmosa com o festival

Igreja Nossa Senhora da Lapa, na praça do bairro, ainda mais charmosa com o festival

A Dr. Cipó é considerada por muitos um divisor de águas na música instrumental catarinense e até mesmo brasileira. Durante esse hiato sem tocarem juntos, os instrumentistas dedicaram-se a projetos paralelos pessoais e em cidades diferentes.

Embora mais maduros e experientes, o reencontro teve o mesmo astral dos outros tempos. Entusiasmo e admiração honesta entre os integrantes. Destaque para o virtuosismo de Endrigo Bettega na bateria. Enérgico e com o carisma e atitude de um roqueiro (quem sabe), deixou a apresentação ainda mais vibrante.

_ Não existe nenhum grupo assim no Brasil. Acho que nem no mundo. Eles tocam se olhando, com admiração um pelo outro _ disse o produtor musical Nani Lobo.

Na apresentação eles executaram músicas que marcaram a trajetória da banda, como Maresia e O Peixe. Arrancaram “wohoos”, palmas e pedidos de bis da plateia. O Ribeirão estava feliz, o vento na velocidade certa. Que bom que existe o Floripa Instrumental e tomara que o Dr. Cipó não demore mais tanto tempo a reunir.

Até os cachorros pararam para assistir

Até os cachorros pararam para assistir

Agende-se!

Neste sábado e domingo tem mais, confira a programação:

Sábado
21h: Trio Curupira (SP)
22h: Arnou de Melo Trio(SC)
23h: Jam Session

Domingo
17h:
 Banda da Lapa (SC)
18h: Roda com Arismar do Espírito Santo (SP), Rogério Caetano (RJ), Arthur Bonilla (RS), Nailor Proveta (SP), Geraldo Vargas e chorões da Ilha (SC)

Agende-se

O quê: Festival Floripa Instrumental
Quando: hoje e sábado, a partir das 21h, e domingo, a partir das 17h
Onde: Freguesia do Ribeirão, Ribeirão da Ilha, Florianópolis
Quanto: gratuito
Informações: facebook.com/FloripaInstrumental

 

 

Foto: Duda Hamilton / Divulgação

Foto: Duda Hamilton / Divulgação

De novo, não!

21 de novembro de 2014 5
Dudu Fileti cantou 'Every Breath You Take', do The Police

Dudu Fileti cantou ‘Every Breath You Take’, do The Police. Foto: TV Globo / Reprodução

Imagine um silêncio total, completo, absoluto. Um silêncio que apenas a incredulidade é capaz de produzir e que só consegue ser rompido pelo choro que sai em desespero quando se dá conta de que o pior realmente aconteceu. Foi assim que terminou a noite de ontem para a família e os amigos mais próximos de Dudu Fileti, que se reuniram para assistir ao primeiro programa ao vivo da terceira edição do The Voice Brasil e que precisaram consolar a inconsolável mulher dele, a também cantora Luana Laus.

Leia também:
Dudu Fileti é eliminado do The Voice Brasil na fase Tira-Teima

Depois de conferir todas as apresentações – o quarteto de Lulu Santos foi o último a subir ao palco –, não havia dúvidas: seria impossível que ele não passasse. Mas sabe como é o impossível, né? De vez em quando ele vem e, contra toda a lógica do universo, se instala.

Após cantar lindamente, o que só reafirmou a certeza de que desta vez daria, simplesmente não deu. De novo não deu. Pelo segundo ano o sonho terminou mais cedo. Agora, novamente, ele vai ter de lidar com uma sombra em sua vida chamada Lulu Santos.

Não falei com o Dudu ainda, mas com certeza ele está muito mais conformado do que qualquer um de nós, os 18 indignados reunidos na noite de ontem. Ele é um ser humano incrível, de uma humildade sem tamanho. Consigo visualizá-lo dizendo, com toda a sinceridade do mundo, que os candidatos selecionados mereceram. Talvez tenham merecido mesmo. Mas o fato é que quem não merecia ter ficado de fora era ele.

Mas ok… Jogo é jogo, e ele foi lá para jogar. Analisando friamente, faz sentido. Na votação do público, Dudu perdeu para uma dupla sertaneja, o gênero mais popular do Brasil. Na escolha do técnico, perdeu para um candidato cego, fator que aliado a sua inegável qualidade como cantor faz dele um personagem de imenso apelo para um programa de televisão.

Como armas, Dudu tinha voz, técnica e paixão. Juntou tudo isso e fez o que prometeu no vídeo da entrevista que me concedeu há duas semanas: confiante, cantou como se fosse o último dia de sua vida. Foi perfeito. Mas não é só perfeição o que se procura lá.

O que conforta e ao mesmo indigna todos que o conhecem é justamente isso: Dudu não poderia ter feito melhor. Pelo menos ele não vai precisar lidar com o peso de ter perdido porque não cantou bem ou porque os outros cantaram melhor. Perdeu porque não era o personagem ideal. Apenas isso.

Poderia ter sido diferente? Poderia! Ele poderia ter escolhido outro técnico, ficado em um time mais fraco e menos visado. Mas aí não seria o Dudu Fileti. Daqui a pouco ele chega em Floripa e vamos entender melhor o que aconteceu. E tristeza só hoje, porque a agenda segue. Amanhã tem show e Dudu estará no palco incrível como ele só.

Confira o vídeo exclusivo de Dudu Fileti para o Anexo:

*Por Tais Shigeoka, editora do caderno Anexo

Tapesh e Umek: cansaço convertido em sintonia com o público

16 de novembro de 2014 0

O alemão Tapesh desde a década de 80 respirava a essência da música eletrônica ouvindo muito kraftwerk e funk music quando frequentava o club de seu pai e, além destas influências, seu gosto musical acabou por rechear seus sets com baixos profundos, groove e um amplo background musical que há décadas fez fãs por todo o mundo. Toda essa influência contagiou também o público que marcou presença no palco Mystic do Dream Valley Festival. Não teve jeito: a espera pelo DJ foi tanta que o pessoal não se conteve. Todo mundo pulou e gritou enlouquecidamente quando Tapesh subiu ao palco.

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Seu estilo único, que fomentou uma vertente ousada de artistas que unem diversos tipos de sons sem medo, acabou por ganhar fãs como Loco Dice, Jamie Jones, DJ T and Anja Schneider, e por proporcionar à Tapesh parcerias com nomes como Amine Edge & Dance e Sharam Jey. As parcerias apareceram, é claro, na setlist. Os fãs, superentusiasmados, cantaram desde a primeira música com o alemão. Apesar do aspecto cansado, de quem viajou por muito tempo para tocar no Dream Valley, o DJ não decepcionou.

Umek, apesar de menos cansado e mais visivelmente empolgado para levantar a galera, não inovou no som. Assim como grande parte dos DJs do DVF deste ano, apostou nas mesmas batidas. Mas o público nem se importou. Com uma energia invejável, todo mundo recebeu de braços abertos o europeu indicado duas vezes ao

A vibe ficou dividida entre momentos de extrema agitação – principalmente quando a música era um dos sucessos estourados por Tapesh mundo afora – e calmaria, quando os DJs interagiam com o público e embarcava todos em uma viagem eletrônica. As batidas fortes e marcantes, porém, não deixaram brecha para muita tranquilidade. Todo mundo queria mesmo era dançar. Sozinhos, em par ou em grupo, os dreamers não ficaram parados.

 

Dimitri Vegas & Like Mike encerram terceira edição do Dream Valley Festival

16 de novembro de 2014 0
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Na terceira edição do Dream Valley Festival destacaram-se os duos – começando pelos catarinenses Elekfantz, que abriram o brilhante line up de sexta no Mystic Stage, passando pelos brasileiros Felguk e Jetlag e finalmente o som nervoso dos canadenses DVBBS. No sábado, para fechar com chave de ouro, os belgas Dimitri Vegas & Like Mike, atração das mais aguardadas do festival, assumiram as pick ups do Dream Stage somente às 6h20 do domingo – atraso de efeito dominó devido a um acidente na BR-101 que dificultou a chegada de alguns artistas ao parque Beto Carrero World no horário combinado.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Os irmãos belgas incendiaram a pista nos primeiros raios da manhã. Carisma e tracks contagiantes, reanimaram os dreamers que já estavam se entregando ao sono.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Se na sexta-feira o line up do Mystic Stage foi perfeito, no sábado o Dream Stage foi espetacular e com menos clichês se comparado à primeira noite. Começando pelos brasileiros do projeto Jetlag, passando por Dyro, DVBBS e finalizando com os três astros veteranos Fedde Le Grand, Kaskade e Dimitri Vegas & Like Mike.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Kaskade – cenas reais e vocais femininos

16 de novembro de 2014 0
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Penúltimo DJ da noite no palco principal do Dream Valley, o norte-americano Kaskade assumiu a cabine com a missão de ser tão empolgante ou mais que Fedde Le Grand, o holandês que segurou a energia nas alturas por quase duas horas. Veterano, ele economizou palavras, mas assim como seu antecessor apresentou um set original.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Apostou em vocais femininos e nada de clichês. Outro diferencial foi o visual nos painéis de led gigantes que emolduraram o palco. Em vez de criações digitais e abstratas, trouxe cenas reais de mulheres e flores.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

 

 

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

 

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Fedde Le Grand – por um set sem clichês

16 de novembro de 2014 0
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Mais um representante da escolar holandesa, Fedde Le Grand já é veterano e tem uma apurada e impecável técnica de discotecagem. Sua apresentação não teve nenhum furo no Dream Stage e, ao contrário dos artistas de sexta, quase não teve clichês e músicas repetidas. Bem mais econômico nas palavras – nada dos chavões “put your hands up” – ele ainda assim é carismático.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

O set do Le Grand abusou de sons graves, remixes  originais e música com conteúdo. Em alguns momentos parecia uma apresentação experimental mais comum na pista underground do Mystic Stage. Foram quase duas horas de apresentação empolgante e dançante.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

 

Foto: Marco Favero / Agência RBS

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