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Posts de dezembro 2014

O enigmático Deadmau5 e sua passagem por Florianópolos

31 de dezembro de 2014 1

 

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Não, o trânsito não atrapalhou. A casa lotou. Mas a sensação é de que o público chegou espaçadamente. Até umas 23h30min, chegaram os locais, manezinhos e agregados da Grande Floripa, sábios de que numa terça de verão, entre o Natal e o Ano Novo, alcançar o estacionamento do Devassa On Stage e parar o carro logo ali nas primeiras vagas, perto das cancelas, é para os fortes.

Os turistas foram chegando depois, de modo que a 1h, quando pontualmente Deadmau5 subiu ao palco, a pista do Devassa On Stage estava lotada.

Semana tem ainda David Guetta, Hardwell, Nervo e Bob Sinclair em SC

Fernando e Sorocaba agitaram o Cafe de La Musique

O cara é enigmático.  O adereço de mouse, a iluminação sombria, os beats pesados logo no primeiro minuto. Tudo cria um clima de mistério e endeusamento em torno de Deadmau5. O público delira e o reverencia.

A estratégia de marketing do atual número 16 do mundo é bem-sucedida. Deadmau5 quase não mostra o rosto. Quando tira a máscara de rato, a iluminação fica praticamente nula e ele ainda usa um boné. Simplesmente não dá pra ver seu rosto. O DJ também não  costuma conceder entrevistas, faz poucas apresentações e evita grandes festivais. Foi inflexível sobre o horário de subir ao palco.O Dj local Zabot foi avisado cinco minutos antes da 1h que deveria deixar o palco. Uma hora ainda tocava, quando a equipe de produção entrou no palco e começou a tirar a mesa do DJ para trazer a de Deadmau5. 

 

O produtor musical canadense, nascido Joel Thomas Zimmerman, aposta na vertente electro e progressive house. O set foca no seu álbum de 2014, While, que contém os singles Avaritia e Seeya.

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Deadmau5 tocou por exatas uma hora e trinta minutos. Mandou bem, mas não foi explosivo. Na maior parte da apresentação, não acelerou. E o público por vezes pediu: vai, Deadmau5. Mas não. Ele ficou numa monotonia meditativa, que deu sono em certo momento, a ponto do público se entreter com um drone que voou sobre as pessoas, registrando imagens do Devassa lotado.

Mas Life is a Loop entrou às 2h30min e, aí sim, a noite ferveu. Depois de Floripa, Deadmau5 voou até Balneário Camboriú e se apresentou na mesma noite no Music Park de lá.

 

Badalada festa Pré-Réveillon Prainha Xanahi é embargada meia hora antes de começar

30 de dezembro de 2014 4

Acontece nas melhores famílias. E nas festas mais chiques, tradicionais e badaladas. Quem chegava por terra ao evento de Pré-Réveillon Prainha Xanahi, em Governador Celso Ramos, estranhava o exagero de quatro viaturas da Polícia Militar estacionadas em frente à entrada. Sete policiais que estavam por acaso na cidade (alguns vieram do Oeste do Estado para fazer um curso na Capital) foram chamados para ajudar no embargo da festa. Às 22h30 de segunda (29), meia hora antes do horário previsto, a PM fechou as portas alegando que o evento não tinha alvará da prefeitura e do Corpo de Bombeiros. A negociação durou quatro horas e somente às 2h30 da madrugada, quando a maior parte do público já havia dispersado, foi oficializado o cancelamento.

Festa foi cancelada oficialmente às 2h30 da madrugada. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Festa foi cancelada oficialmente às 2h30 da madrugada. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

História de novela. Ou primeiro fiasco da temporada. O Pré-Réveillon Prainha Xanahi ocorre há oito anos na bucólica Prainha, próxima à Armação da Piedade, a cerca de 40 km de Florianópolis. Exatamente por isso a consternação do público habitué diante da falta de documentos e licenças necessárias.

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Em nota na página oficial no Facebook, a organização postou às 3h30 da madrugada de terça que “foi surpreendida às 23h com uma intervenção da PM, que impediu o acesso do público, alegando irregularidades.” Ainda segundo a organização, a estrutura estava montada e todas as formalidades providenciadas, inclusive licença policial expedida pela Delegacia da Polícia Civil especializada em jogos e diversões, após analisar os documentos exigidos e entregues.

Público se divertiu enquanto aguardava a resposta da abertura ou não do evento. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Público se divertiu enquanto aguardava a resposta da abertura ou não do evento. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Durante quatro horas tentou-se reverter a situação por meio de explicações, apresentação de documentos e até um pedido de liminar no Plantão do Poder Judiciário. Em razão do horário não foi possível a decisão judicial.

De azul ou branco, dress code sugerido no convite (que indicava, aliás, as coordenadas para se chegar ao local pelo mar, para quem preferisse ir com a própria lancha), o público chegava aos montes pela rodovia SC-410. Grupos vieram de vans, de longe. Teve quem veio de Miami. Um casal de gringos norte-americanos pagou R$ 300 de táxi executivo para ir de Jurerê até a Prainha. Em vão.

_ Estou indignado. Trouxe toda essa galera. Por que nos outros anos foi liberado? Existe alguém por trás alimentando esse corte _ protestou o advogado paulista Henrique Ayres, 37 anos.

O dentista Paulo Freitas, 47 anos, veio de Portugal para curtir as festas badaladas do litoral catarinense. Estava paciente. Chegou à 1h da madrugada e esperou até quase 2h.

Depois de horas de espera, indignação. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Depois de horas de espera, indignação. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Apesar da espera, da frustração, da maquiagem já borrada pela chuva fina e do barro nos sapatos, dos muitos reais gastos no convite (preços a partir de R$ 150 para mulheres e R$ 200 para homens) o clima era até civilizado, à parte algumas moças mais afetadas que gritaram um e outro palavrão para os seguranças (nem tinham culpa, coitados). Teve música de celular, dancinha, até beijos apaixonados.

Segundo informações não oficiais, pelo menos 40 lanchas já estavam ancoradas em frente à praia, esperando a festa começar. Na lista de convidados VIPs estavam Neymar, Gabriel Medina, claro, o arroz-de-festa de Florianópolis Selton Mello e outros atores globais. A produção preferiu não confirmar nenhum nome, de qualquer forma ninguém chegou a ser visto.

Improviso para fugir da chuva. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Improviso para fugir da chuva. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

O lamentável da situação foi a polícia ter batido às portas do evento justamente meia hora antes de começar. Segundo boatos, a organização chegou a ir até à casa do prefeito de Governador Celso Ramos, que teria desligado o interfone. E lamentável também foi a organização da festa não ter sido honesta com o público e tê-lo feito esperar por horas.

Em nota a organização lamentou o ocorrido e afirmou que vai apurar as responsabilidades para então reembolsar clientes.

ATUALIZAÇÃO

No início da tarde desta terça-feira, a juíza Viviana Gazaniga Maia entrou em contato com o blog informando que ao contrário do que foi informando anteriormente, o pedido de liminar feito pelos donos da festa foi, sim, apreciado ainda na madrugada por ela, que estava de plantão. Contudo, o pedido foi indefirido pela alegação da juíza de que independente da importância do pedido “urgência não se confunde com açodamento e não permite que o direito de ação seja exercido de modo apressado e desprovido do cumprimento das exigências legais”.

Na visão da juíza, a casa onde a festa seria realizada em Governador Celso Ramos, mesmo se tratando de um propriedade privada, necessitava de um alvará do Corpo de Bombeiros. Na decisão fechada às 2h da manhã, Viviana afirma que os empresários alegaram que fizeram a solicitação de autorização, mas não foram atendidos. Porém, a juíza aponta que eles não conseguiram comprovar que fizeram o pedido com antecedência aos Bombeiros.

Gazaniga Maia fecha sua decisão afirmando que: “Não só pode como deve a Polícia Militar (…) fiscalizar o local, a fim de perquirir se atendidos os requisitos legais e, em caso negativo, cumpre-lhe impedir a realização das festividades, inclusive sob pena de, caso venha a ocorrer algum incidente oriundo da falta de cumprimento de exigências do Corpo de Bombeiros, vir a ser responsabilizada por omissão”.

Com isso, para que qualquer outra festa seja realizada no espaço na Prainha, em Governador Celso Ramos, é necessário que os donos da festa apresentem o alvará do Corpo de Bombeiros.

 

 

Alessandra Ambrosio fala sobre sua festa na Milk

29 de dezembro de 2014 0

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Antes de receber seus convidados para uma balada na Milk, neste domingo à noite, a supermodel Alessandra Ambrosio jantou com um seleto grupo de amigos no Donna, em Jurerê Internacional.

Cercada por modelos, angels, amigos e fãs, Alessandra estava à vontade. Bebericou drink, petiscou e posou para muitas fotos. Muitas.

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Quem acompanhava tudo de longe era seu marido, Jamie Mazur, pai dos dois filhos da top, Anja e Noah.

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Com a top Fernanda Motta

Aproveitamos para fazer quase um ensaio fotográfico dela e a amiga, também modelo, Fernanda Motta, e fazer umas perguntas entre uma pose e outra. Confira o bate-papo com a modelo:

Você será hostess de uma festa hoje. Como é a balada ideal para você?
A balada ideal é em um lugar legal, em Floripa, meu lugar favorito, com meus amigos e um som legal.

Você não vai atacar de DJ nesta festa. Mas se fosse o que a gente ouviria em seu set?
Eu adoro rock, mas hoje a noite é do Sunnery James, que eu adoro ouvir.

Sobre o Ano Novo, já tem resoluções para 2015?
Eu tenho uma marca, a ale by alessandra. A minha meta é trabalhar mais a marca e ter mais tempo para curtir a minha família.

 

Fernando e Sorocaba: sertanejo invade o Cafe de la Musique

29 de dezembro de 2014 2
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Fotos Léo Cardoso / Agência RBS


Já passava de 21h quando Fernando e Sorocaba subiram ao palco do Cafe de La Musique, em Jurerê Internacional, neste domingo. Estava lotado e era impossível de se locomover ali dentro.

O contraste de ver uma dupla sertaneja – mesmo que seja a de maior sucesso na arrecadação de direitos autorais – no beach club impressiona. Mas a maioria, principalmente as mulheres, sabem de cor as letras, que falam sobre zoeira, pegação e arrependimento.

A estrutura de som do palco foi montada em menos de 1h30. E tanto Fernando quanto Sorocaba aproveitaram e extrapolaram o pequeno espaço que tinham pra se apresentar. Na realidade, Sorocaba aproveita umas músicas para tirar selfie com fãs.

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No setlist, os hits Deixa Falar, As Minas Pira, É Tenso, A Cor do Pecado e O que cê Vai Fazer. O show durou cerca de 1h30min e estava difícil de respirar de tão quente lá dentro. A chuva que caía do lado de fora não desanimava quem estava dentro do beach club, que já combinavam qual era a próxima balada da noite.

 

Villa Mix Festival encerra o ano em Balneário Camboriú

28 de dezembro de 2014 0

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Baladas do estilo universitário, romantismo melodioso e hits carregados de energia. Quem gosta de música sertaneja se esbaldou neste sábado com a última edição do ano do Villa Mix Festival, que ocorreu no Music Park em Balneário Camboriú. Mais de 12 mil pessoas lotaram o complexo.

Israel Novaes, que estava programado para encerar o evento tocou primeiro, quando o público ainda fazia o reconhecimento do local. Humberto e Ronaldo subiram ao palco em seguida. O sertanejo universitário com seus sucessos sobre amores de uma noite, agitos e bebedeiras dominaram essa primeira parte fazendo o público dançar sem parar.

A parceria com a casa noturna Shed emprestou meninas lindas de vestidos curtos circulando por todos os ambientes. As mulheres se dividiram entre as que arrasaram no salto alto e as que optaram pelas confortáveis rasteirinhas ou o salto Anabela. Tudo sem perder a elegância das blusas de voil e costas de fora.

Os rapazes fizeram a linha básica com camisas slin. Os mais ousados, no entanto, investiram nas estampas xadrez e até no estilo “matero” ou cowboy. Chapéus estilo country, calças justas e cintos com fivelas com mais de cinco centímetros de largura.

_ Ainda é uma novidade aqui em Santa Catarina, mas as meninas gostam _ garante Eduardo Grizzo, que trouxe a onda do interior de São Paulo e disseminou entre os amigos paranaenses.

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Os convidados da noite Bruno e Marrone subiram ao palco principal às 20h4 fazendo todos cantarem com Primeiros erros do Capital Inicial e Só pro meu prazer de Cazuza. O coro prosseguiu com a história de amor e traição de Vidro fumê, sucesso da dupla carregado de dramaticidade.

Mais aguardada da noite, a dupla Jorge e Mateus surgiu pouco antes das 23h. Embalaram o público com músicas como O que é que tem e Calma, partindo para o ritmo animado de Flor, que levantou a multidão. O encerramento ficou por conta do alto astral de A hora é agora, sucesso do DVD gravado em Jurerê Internacional.

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Famosos marcaram presença para a apresentação de Cristiano Araújo que subiu ao palco em seguida. Neymar Santos, pai do jogador de futebol, chegou junto com o jogador Dentinho e a esposa Danielle Souza, a Mulher Samambia, além do humorista Ceará e a esposa Mirella Santos.

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A quantidade de pessoas que tentava chegar ao Music Park congestionou a BR-101 em ambos os sentidos nas proximidades. O tráfego também ficou tumultuado na marginal e na rua que dá acesso ao local, especialmente após o show de Jorge e Matheus. Dentro da casa as filas dos caixas e dos bares eram uma verdadeira saga, mas o público bem-humorado não permitiu que isso atrapalhasse.

Conheça a Milk, a nova casa noturna de luxo de Jurerê Internacional

27 de dezembro de 2014 5
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Fotos Diorgenes Pandini / Agência RBS

Uma nova casa noturna em Jurerê Internacional já promete agradar os baladeiros nesta temporada de verão. É a Milk, que inaugurou nesta sexta-feira chuvosa, em Florianópolis, e fez fila de carros de luxo para entrar no club.

Ela foi idealizada pelo Grupo Novo Brasil (responsável também pela Cash Exclusive, P12 e Donna), Roger Rodrigues (sócio do Cafe de La Musique) e Augusto Cruz Neto (sócio-presidente da agência Mood, responsável por campanhas de sucesso, como a da Devassa).

– Toda marca se concretiza com experiências. O sonho de todas é materializar o discurso. Quando se faz um club, tem de se pensar em qual experiência deve se materializar na marca – explica Augusto Neto.

O nome surgiu após um brainstorm com palavras que tivessem quatro ou cinco letras (como Nike e Apple) e relação com o mundo. Augusto, então, analisava questões de força da marca e possibilidades de desdobramento em produto. Milk passou nos critérios – e tinha uma letra k, o que ajudava na sonoridade.

Com capacidade para 500 pessoas, a casa vai abrir todos os dias, exceto no Réveillon, até o dia 4 de janeiro. Depois abrirá às sextas-feiras e sábados até o fim da temporada. Durante o ano, o objetivo é fazer grandes festas temáticas para receber um público que frequenta a Ilha em outras estações, que já é considerada pelos jet setters como a Ibiza da América Latina.

O dress code da balada é basicamente vestido curto e preferencialmente preto, com paetês, rendas e decotes. Para os meninos, a regra é ficar no básico: jeans e camisa social.

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Quem assinou a decoração foi a Taty Irie. Com uma paleta que passa pelo branco, preto e prata, as referências vão do universo do leite – como esculturas com referências ao líquido e fotos de modelos embebidas – ao luxo, como troféus de Fórmula 1, quadros e a mais famosa dama dos carros, a estatueta presente nos carros da marca-desejo Rolls-Royce, conhecida como Espírito do Êxtase.

Além de coletar referências em viagens internacionais, o trio de empresários pensou na sofisticação do hotel W – descolado, cool, moderno. A inspiração para o processo imersivo da construção veio da Disney, em que você não entra direto no brinquedo, fica embevecido com o universo de fantasias que acontece enquanto está esperando.

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No banheiro feminino, decorado com mármore branco, mulheres se juntam para discutir onde compraram suas roupas e posarem para uma selfie. De quebra, uma cabeleireira fica de prontidão para dar um retoque nas meninas.

No cardápio, as clássicas bebidas: vodca Belvedere, uísque Chivas e champanhe Dom Pérignon. Além disso, dois drinques à base de leite: Luxy Milk (vodca Belvedere + xarope de blueberry + blueberry fruit + gelo = R$35) e Special Milk (vodca Belvedere + licor de café + leite + gelo = R$35). Para comer, o restaurante japonês Koniko oferecia um menu de cones.

Quem abriu a programação de DJs foi Mauricio Micelli, que será residente da casa neste verão. Rico Mansur e Diego Moura completaram o line up de inauguração. Nas caixas, a preferência é por deep house.

Se ficou com vontade de conhecer, existem duas possibilidades. A primeira é comprar um ingresso no site da Ecco!Pass (R$ 100 o feminino e R$ 200 o masculino) ou reservar um dos 18 camarotes, disponíveis para a venda com a equipe formada por Bernardo Amorim e Cynthia Bolzan (dupla de blogueiros do Must Do) e Diego Lehmkuhl.

Mais informações sobre a casa, que neste domingo terá festa com a top model Alessandra Ambrósio como anfitriã, no site www.milkclub.com.br.

 

Teatro de Quinta - O Retorno

14 de dezembro de 2014 0
Irmã Frida

Irmã Frida

O Malaco da Costeira (meliante da Coxxxteira, não tem?) abriu a primeira noite do fim de semana de revival do Teatro de Quinta. Personagem do ator Igor Lima é hilário: uma releitura debochada daquele tipo manezinho da Ilha invocado. O humorístico, que em 2014 completou 10 anos de criação, não era apresentado desde 2011. Com grande parte do elenco na cidade, os atores decidiram se reencontrar para dois dias de apresentações no Teatro da Ubro e matar as saudades. Público ficou tão empolgado que os ingressos para as duas noites esgotaram e foi preciso uma sessão extra neste domingo.

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Seis personagens do Teatro de Quinta participam do retorno. Irmã Frida, personagem de Malcon Bauer, foi a segunda a apresentar seu número. Uma freira fofa que dá aulas de educação sexual. Há algum tempo Bauer não se apresentava com a Frida interagindo com a plateia. Deu sorte de um rapaz muito disposto entender o alemão enjambrado e que topou brincadeiras no palco.

Malaco da Costeira

Malaco da Costeira

Janeide, a faxineira interpretada por Grazi Meyer, voltou com a mesma língua afiada para escatologias. É uma personagem que mexe com questões politicamente incorretas e fez todo mundo gargalhar. A Lorelei, de Monica Siedler, é uma meiga (só que não!) tirolesa que desafia a morte. Personagem que pouco fala, mas muito grita, e faz graça com elementos simples.

Janeide

Janeide

A atendente de check in Heide voltou com inglês e espanhol ainda mais afiado. E crises de TPM supercômicas. Ela é a personagem da atriz Milena Moreaes, que viveu uma experiência real de trabalhar em companhia aérea e consegue trazer ironia fina para Heide. Cleosvaldo, o cobrador de ônibus  criado por André Silveira que chegou a integrar o programa de humor Zorra Total, da TV Globo, apresentou as piadas e os bons e péssimos momentos da vida de quem trabalha no transporte público.

Heide

Heide

O espetáculo teve pouco  mais de uma hora, com intervenções de cada personagem e dois números coletivos.

_ É tudo revival e alguns números foram adaptados _ disse Milena Moraes ao final da apresentação.

Embora cada um dos personagens do Teatro de Quinta não tenha deixado de existir com a extinção do humorístico e até integraram projetos individuais de cada integrante, os próprios atores admitem que para esse retorno a expectativa e o nervosismo foi bem grande.

1 - Cleosvaldo - ator André Silveira

Cleosvaldo

_ Acho que mais do que fazer um projeto para a volta do Teatro de Quinta, o mais legal é esse reencontro _ diz Igor Lima.

E há gerações diferentes de atores do elenco flutuante do projeto que nunca tinham se apresentado juntos, como André Silveira, do começo do humorístico, e Monica Siedler, que entrou depois.

Num ano em que a cena de humor ficou de lado diante de outros gêneros teatrais na cidade, a volta do Teatro de Quinta foi felizmente bem recebida. Uma possível volta do projeto não foi descartada. De toda maneira, vale a pena relembrar os bons tempos com as duas apresentações deste domingo.

Agende-se

O quê: Teatro de Quinta
Quando: domingo, às 19h e 21h (lotado)
Onde: Teatro da Ubro (Escadaria da Rua Pedro Soares, Centro, Florianópolis)
Quanto:  R$ 40 / R$ 20. Ingressos à venda no Portal Nós Vamos (www.nosvamos.com.br)

Lorelei

Lorelei

As cores de Eli Heil se apropriam do Masc, em Florianópolis

11 de dezembro de 2014 0

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Foram muitas selfies – muitas mesmo – de um público admirado e apaixonado pela obra dela. Eli Heil tirou todas as fotos, sempre atenciosa, sempre sorrindo e caminhando com a sua bengala por todos os corredores do Masc. A exposição Eli Heil 85 anos abriu na noite de quarta-feira, no Museu de Arte de Santa Catarina, no CIC. Lotou, como era esperado, de amantes de arte aficionados por conferir e reconhecer a obra de uma catarinenses reconhecida mundo afora.

“Explosão de cores e formas na obra de 60m da artista Eli Heil…. Inacreditável sua capacidade e intensidade de criação” comentou Simone Bobsin, a jornalista especializada em arquitetura e decoração.

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A mostra é a maior retrospectiva da artista de Palhoça, que acumula 52 anos de carreira. Estão expostas 180 obras, organizadas por décadas, passando pelos anos 1970, 1980, 1990 e 2000.

Leia mais sobre a exposição

As cores estão presentes em todas os corredores, independentemente das décadas, mas é interessante notar como os tons e a força das cores destoam de uma década pra outra. Na leva anos 90, há uma certa suavidade – pelo menos foi assim que sentiu esta leiga observadora. Nos anos 2000, o nu feminino e masculino fica mais evidente.

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Muitas das obras são inéditas para o público. Chamam atenção os painéis de grandes dimensões — dois de 22 metros e um de 32m de comprimento produzidos entre 2003 em 2008.

- Apesar de estar acostumada com exposições, fico emocionado. Tenho ficado muito em casa, então, é emocionante ver tanta gente, tanto carinho.

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A exposição fica até 22 de março em cartaz no Masc. Vale demais o passeio pelas cores de Eli.

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Agende-se
O quê: Exposição Eli Heil — 85 anos
Quando: hoje, às 19h30min (abertura). Visitação até 22 de março, de terça a sábado, das 10h às 20h30min. Domingos e feriados, das 10h às 19h30min
Onde: Museu de Arte de Santa Catarina (Av. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Informações: (48) 3664-2630 e (48) 3664-2631

Confira o que rolou na segunda reunião de pauta do Anexo em Joinville

08 de dezembro de 2014 0

O galpão de exposições do Museu de Arte de Joinville (MAJ), que atualmente recebe a mostra (Im)pressões, do videoartista Tirotti, foi o cenário escolhido pela equipe do Anexo de Joinville para receber artistas, produtores e assessores de imprensa para uma tarde de troca de ideias sobre a cultura local.

Encontro aconteceu na mostra Impressões

O encontro, realizado na última quinta-feira, dia 4, também teve o objetivo de aproximar ainda mais a reportagem, edição e os colunistas da comunidade. Esta é a segunda vez que a reunião de pauta aberta ocorre em Joinville.

O encontrou contou com a presença do artista e coordenador do MAJ, Marcos Rück; da maestrina e coordenadora da Orquestra da Cidade de Joinville, Fabrícia Piva; do músico Tiago Pereira; da empresária Gabriela de Loyola; do coordenador de projetos Germano Busch; das assessoras de imprensa Taísa Rodrigues e Sandra Moser; e da coordenadora executiva do Instituto Festival de Dança de Joinville, Karin Coletti.

A equipe completa do Anexo também participou do bate-papo: os colunistas Adri Buch e Rubens Herbst; a repórter Rafaela Mazzaro; e as as editoras Genara Rigotti e Cláudia Morriesen.

A necessidade de mais espaços voltados para apresentações culturais, sobretudo de um teatro municipal, a proteção do patrimônio edificado frente às mudanças previstas pela Lei do Ordenamento Territorial e a precariedade da Cidadela Cultural Antárctica foram alguns dos temas abordados na reunião. O aprofundamento de matérias hiperlocais também foi uma sugestão discutida no encontro. A conversa também serviu para que a equipe explicasse o modo de trabalho e foco de cobertura do caderno.

Em 2015, as reuniões de pauta aberta do Anexo serão bimestrais. Fique atento aos chamados, sempre publicados na página 3 do Anexo, e participe!

Festival Happy Holi em São José foi uma experiência estética

07 de dezembro de 2014 1
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

 

O Happy Holi Festival das Cores é uma releitura do famoso e milenar festival indiano Holi, mas não lembra em absolutamente nada o original, a não ser pela brincadeira de jogar pó colorido. O evento ficou famoso em países europeus onde ganhou ares de festa rave.  Chegou ao Brasil não há muito tempo com edições em algumas capitais. Domingo foi a vez de São José, na Grande Florianópolis.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Misto de festa de música eletrônica (e outros gêneros!) com a proposta de celebrar a alegria, o Happy Holi agregou o impressionante número de 13 mil pessoas (segundo a assessoria do evento) na Avenida Beira-mar de São José, ao lado do Centro Multiuso. A maioria jovens adolescentes, que seguiu a regra de vestir branco e brincou na tarde de sol escaldante e temperatura que ultrapassou os 30°C.

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O evento foi uma experiência estética. Funcionou assim: cada ingresso deu direito a dois sacos de ZIM, pó feito à base de amido de milho e corante nas cores rosa, amarelo, azul e verde. Cada pacote extra custava R$ 5. Com o ZIM em mãos, era só perder o medo de se sujar e jogar pó para alto, nos amigos, em qualquer pessoa que passasse ao lado. A cada uma hora era feita uma contagem regressiva para as colorblasts, literalmente explosão de cores em que o público, sincronizado, jogava o pó para cima. Lindo. Mas depois de algumas repetições ficou cansativo.

Uma pena foram os DJs escalados, a maioria com sets repetitivos, músicas clichês e outros com uma gama tão grande de gêneros (Mamonas Assassinas e Racionais MCs no mesmo set?) em seus sets que causou um efeito de quase tontura. Outro ponto negativo foi a ausência de lixeiras e o chão ficou coberto de saquinhos vazios de ZIM e de garrafas de água.

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Foto: Marco Favero / Agência RBS

Holi, na Índia, celebra a vitória do bem contra o mal

Na Índia o Festival das Cores é antigo e remonta há muitos séculos antes de Cristo. O Holi é uma tradição hindu e ocorre geralmente entre fevereiro e março, em data próxima à chegada da primavera no hemisfério norte, em todo o país.  O significado mudou ao longo dos séculos, mas uma das lendas mais associadas é a do rei Hiranyakashyap. Vaidoso e temido, ele ficou furioso com seu filho, que optou por adorar uma outra entidade, o deus Vishnu. Por isso tentou matá-lo com a ajuda de sua terrível irmã Holika. O plano não deu certo e o deus Vishnu reconheceu a bondade do filho do rei. Por isso o festival festeja a vitória do bem contra o mal.

Outra lenda é a associada ao Holi é a de Krishna. Diz o mito que ele gostava brincar de colorir sua consorte Radha e a brincadeira acabou virando tradição.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS