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Com breve aparição de Medina, Virada Mágica se confirma como evento acima da média

01 de janeiro de 2015 1

Por Thiago Momm
thiagomomm@gmail.com

Gabriel Medina, grande nome confirmado da Virada Mágica ontem, na Praia do Rosa, em Imbituba, só foi visto pela reportagem à distância e de forma bruxuleante. Era ele, não era ele? Era, confirmou a organização do evento. Mas o campeão do WCT se resguardou em um camarote elevado à esquerda do palco onde tocaram os DJs da noite. Estava atrás de algumas camadas de festeiros e, durante duas baterias de espera do repórter, mal piscou lá atrás. Uma faixa o parabenizava pelo título. Alguns surfistas e medinetes dançavam próximos ao camarote, como que esperando uma onda que pudesse ser remada para levar ali em cima.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

A Virada Mágica, que acontece desde 2009, recebeu 4 mil pessoas e se confirmou como um evento acima da média. O deep house oscilou entre incisivo e harmônico toda a madrugada. O grave do som ressoava pelo cenário de 5 mil metros quadrados com qualidade. O staff, gentil, tinha de seguranças iluminando a breve trilha até a festa a funcionários do open bar com um bom humor sobrenatural. Apresentações circenses somaram bem à proposta. Mal havia fila para se comprar um temaki ou pegar bebidas. A vista panorâmica para a baía do Rosa mais o público bonito sem afetações cerejavam o bolo.

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Um porém foi o banheiro feminino. O masculino foi eficiente, devidamente preparado, mas o feminino ficou semi-anárquico, com grandes filas e manutenção falha. A chuva marcou presença grande parte da noite, mas sem transtornos, já que a festa estava concentrada em dois grandes espaços cobertos. Os banheiros ficavam ao ar livre, mas os momentos de aguaceiro não duraram muito. Em um deles, inclusive, alguns festeiros decidiram uudistoquizar dançando efusivos na grama. De resto, a chuva esteve de média para fraca, um regador disposto a aliviar o calor noturno.

 

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Faltava pouco para meia-noite e o repórter era dos poucos em volta de uma mesa de três metros abarrotada de frutas. 2015 chegou com garoa, contagem regressiva do público no meio da música eletrônica e sete uvas engolidas de uma vez só. Na areia do Rosa, a multidão não arredou pé. Milhares de cabeças podiam ser vistas a partir de um dos espaços da festa, separada da areia por uma área verde iluminada por holofotes.

As mulheres da Virada eram um capítulo à parte. Eram menos empoadas e douradas que a média de Jurerê Internacional e talvez somassem mais beleza que a de uma festa no litoral croata. Várias pareciam versões bronzeadas e de vestidos brancos praianos da Falbalá, a paixão de Obelix nos clássicos quadrinhos franceses de Uderzo e Doscinny.

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O repórter decidiu não cismar com contagens, mas se alguém buscasse uma síntese do que é a mulher linda e desanuviada da região de Garopaba e Imbituba encontraria, sem esforço, mais de uma centena.

— Tem alguns caras estilo surfista bem gatos, mas tem mais mulher bonita que homem — testemunhou uma universitária para o repórter.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

O clima era de beijo na boca sem excessos micareteiros. Quer dizer, sempre há um ou outro. Um cara segurava os ossos occipitais da menina enquanto cismava em colar lábio com lábio. Ela virou o rosto rápido algumas vezes mas, em vez de ficar indignada, sorriu e o abraçou. Eles repetiram esse estranho ritual de aproximação por um tempo. O repórter cansou da cena antes que eles tivessem avançado além de dois selinhos.

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Os homens obviamente tomavam mais a iniciativa, mas as mulheres entraram no ano-novo enfiando o pé com a rasteirinha na jaca. “Vou pegar e vazar”, disse uma menina a uma amiga na saída do banheiro, sobre um alvo potencial. O Geotunel que funcionou como palco principal estava cheio mas sem sufoco, perfeito para se deixar levar pela boa música, estendida até depois das 5h. O grande painel colorido manteve um “2015″ escrito no alto. Que ele venha com tantas boas festas assim.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Comentários (1)

  • bah diz: 2 de janeiro de 2015

    Thiago, parabéns pela reportagem e pela boa escrita do texto. Com tanta gente ruim escrevendo em blogues e jornais, vc demonstrou que tem conhecimento além da média.

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