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Posts de janeiro 2015

Show do Sublime with Rome leva juventude desencanada ao P12, em Florianópolis

31 de janeiro de 2015 0
Rome Ramirez cantou hits de quando ainda não fazia parte da banda (Marco Favero/Agência RBS)

Rome Ramirez cantou hits de quando ainda não fazia parte da banda (Marco Favero/Agência RBS)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

Sublime with Rome neste sábado (31) no P12, em Florianópolis, foi o show certo no lugar certo na hora certa. Um grupo nascido na Califórnia e crescido com uma maresia litorânea em que predominam ska e reggae. Tocando no verão em um beach club de uma ilha famosa pelas suas praias. Mas o mundo anda tão virado que não deixou de ser surpreendente ver a juventude em um dos locais mais badalados da cidade por causa desse tipo de apelo.

Veja galeria de fotos do show

Porque a atração era uma banda cujo sucesso mais recente tem quase 20 anos e seu estilo ocupa, se muito, um cantinho modesto entre os prediletos da mocidade contemporânea. Não para os 2,5 mil presentes, um pessoal no astral “rock, surfe e brotos” – com o rock sendo uma designação comum para um monte de gêneros que compunham o pop, o surfe dividindo praticantes com o skate e os brotos ignorando quem as chamasse assim.

O set dos DJs escalados para a abertura já dava um indício de que seria uma jornada atípica. Tim Martell e Nou Menon, da Scratch Academy de Nova York, mesclaram ritmos jamaicanos, rap clássico e grunge como se estivessem na década de 90. O calendário continuou estacionado no final do século passado com a entrada do Sublime with Rome às 20h20 e seu repertório do tempo em que era liderado pelo falecido Brad Nowell e atendia apenas por Sublime.

O público conhecia e cantou junto não apenas os hits (a maioria do terceiro disco, homônimo, com o qual a banda estourou em 1996), como também as pérolas selecionadas dos dois anteriores (veja set list abaixo).  Rolou até rodinha de pogo nas partes hardcore, embora a levada dominante estimulasse a formação de outros agrupamentos circulares, reunidos em torno de citações como a de Legalize it (Peter Tosh) no meio de Scarlet Begonias.

Santeria decretou o fim do barato, às 22h. Como diria a versão da Tribo de Jah (que, por sinal, se apresentava no Riozinho), “foi uma onda que passou”. Hora de voltar à realidade. No dia seguinte, a casa recebe o Jota Quest.

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Set list
Date Rape | Smoke Two Joints | Wrong Way | 40oz. to Freedom | Don’t Push | Garden Grove | Right Back | New Thrash | Greatest Hits | Skankin to the Beat | Doin’ Time | Ebbin | Early Man | Lovers Rock | April 29th 1992 (Miami) | Slow Ride | Take it or Leave it | Scarlet Begonias | Badfish/Let’s Go Get Stoned BIS Panic | What I Got | Santeria

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Detalhe
Bob Marley é o ídolo de Rome Ramirez. O rei do reggae aparece em uma tatuagem no seu braço e em uma foto na sua guitarra.

No camarim
48 garrafas (500ml) de água mineral sem gás | 24 garrafas (500ml) de água mineral Fiji ou Perrier | 48 latas de cerveja Dos Equis ou Corona | 12 latas de cerveja tipo pale ale | 8 limões | 6 latas de cerveja Heineken | 4 garrafas de Gatorade verde | 4 latas de energético Ecco | 4 latas de energético Ecco Zero | 2 latas de água tônica | 3 latas de água de coco | 2 pacotes de bala Mentos | 2 pacotes de chiclete Trident | Garrafa de tequila Patron | Garrafa de uísque Jackie Daniels | Galão de suco de laranja | Saco grande de batatas Ruffles | Saco grande de Doritos | Saco de nachos ou tortillas | Pacote de biscoito recheado de morango | Pote de molho de pimenta | Pote de queijo cheddar | Pote de feijão mexicano | Pacote de amendoim M&M | Frutas (maças, bananas, peras e laranjas) | Tábua de frios | Cartela de analgésico Advil | Caixa de vitamina Energil-C

Kesha satisfaz o público bancando a estrela que não é com show superproduzido em Florianópolis

31 de janeiro de 2015 1
Cantora caprichou na produção para vir a Capital

Cantora caprichou na produção que trouxe à Capital (Fotos Marco Favero/Agência RBS)


Emerson Gasperin

emersongster@gmail.com

O público estava muito a fim de se divertir com Kesha na sexta (30), em Florianópolis. A vontade era tanta que o pessoal vibrava até com o gelo seco sendo testado no palco do Devassa On Stage. Clima de festa, com o DJ mandando forte nos hits radiofônicos. Com essa predisposição toda, a cantora teria que ser mequetrefe demais para frustrar expectativas mais relacionadas à noite em si do que ao próprio show. Não foi. Fez o que dela se esperava, todo mundo registrou no espertofone e estamos conversados.

A atração principal deu as caras à 1h de sábado com Warrior para a casa (capacidade: 13 mil pessoas) ocupada pela metade. Tinha mais gente no camarote e na pista vip do que na pista comum. Somente na quinta música, Machine Gun Love, Kesha dirigiu-se à plateia. Disse “Florianópolis” em vez de “Floripa” e contou que aquela canção havia sido gravada para o disco Warrior, mas não entrou porque “alguém” fora contra. “Vou tocá-la hoje e f***-se esse cara!” Palavrões nunca decepcionam.

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A fala ao natural da americana no microfone também revelou que ou ela tem uma afinação excepcional ou abusou dos trechos vocais pré-gravados e do autotune. Por mais que dançasse, pulasse, arfasse, seu registro de voz não variava. Ninguém ligou para isso, mesmo porque era o visual que chamava a atenção. A produção caprichou, com trocas de figurino, vídeo, coreografias, papel picado, canhões de serpentina e, no centro, uma popstar limpa com cabelos loiros esvoaçantes.

Quando surgiu, em 2010, Kesha era uma alternativa bagaceira a britneys, gagas, kates e outras artistas brancas do pop adolescente. Agora, talvez resultado de sua temporada na clínica de reabilitação, parece querer ser como elas. Bancando a gatinha, ela sensualizou com um fã em Take it Off, foi ovacionada em Timber e encerrou às 2h20 com a autoestima lá em cima com Tik Tok. Do tempo da chinelagem, restou apenas a fantasia de pênis que rolou no bis, Die Young.

Akeshimento
Algumas músicas que rolaram antes do show:
Don’t Worry Child, Swedish House Mafia
Wiggle, Jason Derulo e Snoop Dogg
Umbrella, Rihanna
Show das Poderosas, Anitta
Summertime Sadness, Lana del Rey
Good Feeling, Avicii

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Setlist
Warrior | We R Who We R | Blow | Gold Trans AM | Machine Gun Love | Dirty Love | Take It Off | Backstabber | Party at a Rich Dude’s House | Animal | Blah Blah Blah | C’Mon | Timber | Your Love Is My Drug I Tik Tok | Die Young

No camarim
6 latas de Diet Coke | 4 garrafas (500ml) de água mineral em temperatura ambiente |  garrafas (500ml) de água mineral gelada | 2 latas de Red Bull sugarfree | Chaleira de água quente | sachês de chá verde e de camomila | Pote de mel orgânico | Rolinhos vegetarianos sem arroz e sem maionese | Bandeja de vegetais crus | Bandeja de vegetais cozidos no vapor ou de snacks de vegetais desidratados | 3 pedaços pequenos de salmão cozido | Frango assado | Pote de azeitonas | Potes pequenos de molho de pimenta, vinagre balsâmico, mostarda Dijon, mostarda convencional, ketchup, molho barbecue | Garrafa de tequila (Don Julio ou Patron) | Garrafa de vodka (Greygoose)

Scar lotada na abertura do 10º Femusc

19 de janeiro de 2015 0

Não faltou público e muito menos emoção na primeira apresentação do 10º Festival de Música de Santa Catarina, em Jaraguá do Sul. O concerto levou 800 pessoas ao teatro para assistir a 50 instrumentistas latino-americanos, que deram um verdadeiro show acompanhando estrelas como Céline Imbert, cantora lírica.

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Orquestra sinfônica formada por participantes da América Latina

Por Chayenne Cardoso

A expectativa com a noite era forte.  Minha primeira vez no Festival de Música de Santa Catarina foi uma mistura de emoção com um pouco de desapontamento. Os primeiros acordes foram do quarteto de cordas na execução do Hino Nacional. Conseguiram deixar a canção mais linda do que costuma ser.

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Soprano Céline Imbert trouxe canções brasileiras para o palco

O grande espetáculo começou quando o maestro Alex Klein entrou no palco para reger O Guarany de Carlos Gomes, a música mais esperada por mim. Mas o vídeo institucional passado junto com a música abafou o som do clássico brasileiro. Em contrapartida, a magnitude do violão erudito de Mario Ulloa fez a plateia vibrar com Adagio do “Concierto de Aranjuez”. E o canto lírico com músicas em português me encantou. A voz de Céline Imbert foi única e marcante.

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Violonista Mario Ulloa interpretou “Concierto de Aranjuez”

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Diretor artístico do evento, Alex Klein foi o maestro da noite



Luan Santana leva fãs à histeria no P12, em Florianópolis

10 de janeiro de 2015 1

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

Com uma hora e meia de atraso, às 20h30, o som de três badaladas de sino ribombou anunciando o início do show de Luan Santana neste sábado (9), no P12, em Florianópolis. Em seguida, uma voz saudou: “Bem-vindo a um novo mundo, onde todos os seus desejos vão se realizar”. Foi a deixa para os — ou melhor, as — fãs que abarrotavam o local, com capacidade para 4 mil pessoas, entrassem em um estado de histeria que duraria pelos próximos 90 minutos.

Confira galeria de fotos do show de Luan Santana no P12, em Florianópolis

O artista chegou à casa às 17h50, vindo de Camboriú, onde havia se apresentado na noite anterior. Como o camarim do P12 fica ao lado do palco, com acesso separado do público apenas por uma grade de ferro, garotas se acotovelavam em volta na esperança de conseguir um contato mais próximo com o ídolo. Lá dentro, Luan recebeu duas vencedoras da promoção feita por uma rádio local – uma delas deu uma aliança para ele – e atendeu o Anexo com exclusividade.

Este será seu primeiro show no P12, mas você já esteve aqui no final de 2012, para assistir a Bob Sinclair. O que você lembra daquele dia?
Luan Santana Sim, eu vim somente uma vez aqui, de férias. É uma casa exemplar, que promove eventos incríveis. O que a gente sente aqui é muito diferente, na beira da praia, o clima é muito gostoso.

Você já tocou em alguma pool party como a de hoje?
LS – Nunca, é a primeira vez. Primeira vez no P12, primeira vez nesse tipo de festa e…

E mais não disse nem lhe foi perguntado: o produtor interrompeu a brevíssima conversa sob o pretexto de que o patrão precisava descansar. Não deu tempo nem de ver que papo é esse de “show intimista” que ele vem propagando em entrevistas. Talvez nem fosse o caso, pois o que Luan Santana considera intimista é maior e mais bem-produzido do que a maioria dos seus colegas do meio artístico, como demonstraria no palco.

Com completo domínio de cena, Luan fez todas as mulheres presentes se sentirem a personagem de Nega, namorou em um sofá vermelho em Donzela e ensaiou a dancinha de Lepo Lepo com duas fãs. Mais para o final, lembrou o início de carreira: “Quando comecei em Campo Grande, uns oito anos atrás, não tinha nada disso. Eram só eu e o violão. As coisas começaram a mudar com isso” – e emendou Meteoro da Paixão (confira set list completo abaixo).

Hoje, rotulá-lo de sertanejo universitário não reflete a realidade. Luan é um ícone pop que, além do estilo com que se consagrou, lança mão de vinhetas de música eletrônica entre as músicas e, ao vivo, recheia suas composições com batidas de axé e exibe em um telão depoimentos que vão de Zezé di Camargo ao pianista clássico João Carlos Martins. Também não faz mais sentido chamá-lo pelo nome de seu primeiro hit. Meteoros passam.

Set list

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O detalhe

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Os motivos que decoram o piano são de Romero Britto.  Segundo a produção do cantor, o artista plástico mandou a pintura especialmente para Luan envelopar o instrumento.

Evolução do público

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Camarim Luan Santana (10 pessoas)

Bebidas – 36 garrafas de água mineral, 6 latas de Coca Zero, 24 latas de refrigerantes variados, 4 litros de chá natural light, 4 litros de suco Del Valle light (abacaxi, laranja, manga e pêssego), 4 garrafinhas de suco Queensberry (frutas amarelas), 4 litros de água de coco, 1 litro de uísque Johnnie Walker Black Label, 1 litro de vodka Ciroc, 12 latas de cerveja, 2 garrafas de champagne Chandon, 24 latas de Red Bull, 12 latas de energético TNT (maçã verde), 6 garrafas (200ml) de iogurte de frutas light, 6 garrafas de Gatorade, 2 litros Amazoo Açaí, 1 garrafa térmica com água.

Comidas - Porção de espaguete integral (ao sugo/sem carne), porção de arroz integral, porções de carne bovina (alcatra/contrafilé/picanha), porção de filé de frango ou peixe (salmão/pintado/dourado), porção de omelete (sem sal/gordura), porção de batata doce ou mandioquinha ou mandioca (cozida), prato grande de salada de tomate, rúcula, beterraba, cenoura, alface e palmito, 2 cestas de frutas da estação (maçã, pera, banana, uva, ameixa, morando, melão inteiro, 2 pacotes de pão de forma Wickbold integral de uva passa e canela, 500g de queijo minas light (fatiado), 500g de blanquet de peru light (fatiado), temperos (4 limões, sal, azeite de oliva, frasco de pimenta tipo Tabasco original), copo de requeijão light, pote 500g de queijo cottage, pote de manteiga c/sal, pacote de castanha de caju, pacote de uva passa, caixa de bombom Lacta, Garoto ou Nestlé, 10 barras de cereal light s/chocolate.

Quem foi

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Kelly Cristina Hurtig (E), 20 anos, de Biguaçu, e Bárbara Brum Guedes Prates, 17, de Florianópolis, foram as primeiras a chegar ao P12. Às 22h da noite anterior, as duas já estavam estacionadas na porta da casa. Passaram a noite em um carro, fizeram as necessidades “onde deu” e entraram assim que abriram os portões.  “Pelo Luan, tudo vale a pena”, disse Bárbara, que já assistiu a nove shows do cantor e é tão fã que tatuou o nome dele na nuca (abaixo).

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Murilo Silva, empresário (E), empresário, 39 anos, levou a filha, Isadora Carminati, 13 anos, acompanhado pela sobrinha Sabrina Bernardes,  servidora pública, 34, e pelo marido dela, Eduardo Bernardes, empresário, 35. “Eu que botei pilha para eles virem”, contou a adolescente. Foi a primeira vez da família de Florianópolis no P12.

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Ruy Guarita, 16 anos, de São Paulo, não se identifica como fã de Luan Santana. “Eu vim mesmo foi para ver as mulheres”, admitiu. “Mas o show foi bem agradável”, completou. Ficou só na visão, mesmo.

Festival Internacional de Vinho e Jazz abre com pianista que tocou com Jimi Hendrix

08 de janeiro de 2015 0
David Bennett Coen foi a grande atração da primeira noite  (Marco Favero/Agência RBS)

David Bennett Coen foi a grande atração da primeira noite (Cleir Machado/Divulgação)

O Festival Internacional de Vinho e Jazz prossegue hoje, em Florianópolis, com shows da Grão Cia de Dança, Bruna Martini, Brass Groove Brasil, Alex Sipiagin, Luiz Gustavo Zago e Hiske Oosterwijk. Em sua primeira noite, na última quarta-feira (7), a maior atração foi David Bennett Cohen. O pianista nova-iorquino integrou a banda Country Joe & The Fish na década de 1960 e participou de trabalhos de grandes artistas, como Jimi Hendrix, Johnny Winter e Mick Taylor.

Leia mais sobre o Festival

Com um currículo desses, Cohen subiu ao palco da pousada Ocenomare, no Rio Vermelho, com o jogo já ganho. Mas quem conquistou mesmo o público que lotou o espaço, com capacidade para 500 pessoas, foi o guitarrista do trio que o acompanhava. Dave “Doc” French solou, cantou, assoviou e brincou com a plateia, convocando todos para se levantar e dançar. Pedido feito, pedido aceito – ainda mais se levarmos em conta a oferta de 100 rótulos de tintos, brancos, rosés e espumantes provenientes de 20 países, com 10 degustações a módicos R$ 20.

Trupe Toe surpreendeu o público com sapateado (Marco Favero/Agência RBS)

Trupe Toe surpreendeu o público com sapateado (Marco Favero/Agência RBS)

A noite começou com os nativos da Cia Trupe Toe, que sapatearam ao som de composições autorais e clássicos da MPB como Upa Neguinho. Na sequência, o também florianopolitano Trio Ponteio mostrou uma mistura de milonga, chacarera, tango, baião e outros ritmos regionais. O grupo divide dois integrantes com o quarteto Brasil Papaya, que o sucedeu com incursões no rock, preparando o terreno para o blues de Cohen.

Trio Ponteio misturou ritmos regionais, como milonga e baião (Marco Favero/Agência RBS)

Trio Ponteio misturou ritmos regionais, como milonga e baião (Marco Favero/Agência RBS)

Após a agitada apresentação do pianista, o clima ficou mais sossegado, na batida da bossa nova do brasiliense radicado na Capital catarinense Gustavo Messina. O carioca Trio da Paz fechou a programação deixando para quem estava lá a vontade de voltar nas noites seguintes. O festival vai até domingo e ainda terá shows do percussionista nascido em Trinidad Othello Molineaux, da cantora carioca Maucha Adnet e do chileno Jorge Díaz Trio, entre as 30 atrações programadas.

O quê: 1º Festival Internacional de Vinho e Jazz
Quando: 7 a 11 de janeiro, a partir das 18h
Onde: Pousada Oceanomare (Rod. João Gualberto Soares, 5.158, Rio Vermelho, Florianópolis)
Quanto: R$ 110 / R$ 55 (meia-entrada e sócios Clube do Assinante DC), R$ 143 (com jantar) e R$ 330 (pacote para os cinco dias sem jantar). Há também pacotes com hospedagem. Degustação de vinhos: R$ 30 (15 degustações) e R$ 20 (10 degustações). Ingressos à venda no local e nos sites Blueticket e Ingresso Rápido

Informações: (48) 3269-7200 / festivaldevinhoejazz.com.br

Baile do Presidente lota P12 Parador, em Jurerê Internacional

05 de janeiro de 2015 1

Foto: Léo Cardoso

Por: Julia Ayres
julia.vieira@rbsonline.com.br

Uma festa que parece saída do imaginário de um menino que quer ser jogador de futebol. Assim é o Baile do Presidente, evento promovido por Ronaldinho Gaúcho e que entrou no calendário de verão do P12 Parador e de Florianópolis. Uma profusão de mulheres bonitas, jogadores, cantores e a nata da cidade se reuniram neste domingo no mesmo ambiente com José Cuervos, Absoluts e Johnnie Walkers que piscavam e se sobressaiam no mar de gente. Tudo isso ao som de funk, eletrônico e pop.

A opulência da festa já podia ser vista a quilômetros de distância do parador em Jurerê Internacional. Carrões enfileirados e flanelinhas abanando notas de 50 e 100 reais. Do lado de dentro, a ostentação continuava com os bonés-mimo de R$ 100, mas também dava lugar aos que queriam apenas dançar até tarde. Na pista, um punhado de animados já segurava um lugar desde cedo e mostrava para que veio: rasteirinhas no pé e roupas confortáveis para se esbaldar ao som de Naldo, MC K9 e Buchecha. Na ‘varanda’, os jogadores paravam a cada dois passos para selfies, cumprimentos e beijinhos no rosto de fãs. André Santos, do Flamengo, Dida, do Internacional, Julio Baptista, do Cruzeiro, eram alguns dos requisitados. Aqui, as rasteirinhas davam lugar aos saltos altos, roupa justa e muito músculo à mostra.

Foto: Léo Cardoso

Mesmo que os dois públicos parecessem quase antagônicos no início da festa, foi só MC K9 subir ao palco, às 20h, que eles se fundiram. A área da pista lotou de mãos para o alto e pequenos grupos que dançavam quase que enfeitiçados. O MC preferiu um repertório repleto de clássicos do funk: Malha funk, Bonde do Tigrão, Hoje eu quero trair e Louquinha, que levou o público ao delírio. A participação especial ficou a cargo do vencedor do primeiro BBB, Kleber Bambam, que deu uma palhinha com “Ela é top”.

Foto: Léo Cardoso

Mc K9 abriu os trabalhos do Funk no P12

Às 21h, foi a vez de Naldo colocar o público para dançar com funks, pop e hip-hop. O cantor pouco cantou músicas próprias, o que ele queria mesmo era empolgar o público e colocar todo mundo para pular. Mas claro, “Amor de Chocolate” foi a mais esperada e a mais reverenciada quando tocou. Aquelas características batidas iniciais foram o suficiente para que não sobrasse espaço na pista de dança e que o camarote lotasse de uma maneira impressionante.

Naldo Benny colocou todo mundo para dançar

Naldo Benny colocou todo mundo para dançar

E quem estava no camarote, aliás, foram os únicos que puderam ver outra presença ilustre da festa: o ‘papai’ MC Catra. Ele ficou os shows inteiros perto do palco tirando selfies e sorrindo simpático para todos que gritavam: “o papai chegou, o papai chegou”. Tudo devidamente registrado no Instagram do cantor de pagode Mumuzinho, um dos organizadores da festa.

A selfie de Cléber Bambam com Mr. Catra

A selfie de Cléber Bambam com Mr. Catra

"Uh, Papai Chegou!"

“Uh, Papai Chegou!”

Uma hora depois, o ritmo forte das batidas dos dois primeiros cantores foi substituído por um mais light, mais sutil. Buchecha fechou à noite do Baile do Presidente com uma setlist que mostrou um pouco de seus quase 20 anos de carreira. Os hits mais atuais como Conquista e Hot Dog dividiram espaço com “Fico assim sem você”.

Sempre simpático e receptivo, Bochecha recebeu a reportagem no camarim

Sempre simpático e receptivo, Bochecha recebeu a reportagem no camarim

Chegava ao fim uma das festas mais intensas de Florianópolis. Agora só restava aos frequentadores guardarem os bonés – sem aba reta – do Baile do Presidente e esperarem a próxima edição no ano que vem.

 

DJ Hardwell é o rei da Eletronic Dance Music e fez show empolgante no Arena One

04 de janeiro de 2015 2
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Magro, pálido e aparentemente tímido, o holandês Robbert van de Corput, 26 anos, é um improvável pop star quando se olha para ele fora dos palcos. À frente de uma cabine de som ele é outro: muito maior e carismático, um rei para a atual EDM, popular sigla para Eletronic Dance Music. É o empolgadíssimo DJ Hardwell, o melhor DJ do mundo – título conquistado pela segunda vez consecutiva e concedido pela conceituada publicação inglesa DJ Mag. No sábado (3) ele aterrissou em Santa Catarina e apresentou primeiro em Florianópolis e depois em Balneário Camboriú a turnê Go Hardwell or Go Home.

Veja aqui mais informações do verão em Santa Catarina

Na Capital ele foi a segunda atração do projeto Arena One, que teve apresentação empolgante do DJ David Guetta na última sexta no antigo Parque Planeta, Norte da Ilha. Hardwell reuniu bem menos público que Guetta (13 mil pessoas na sexta), mas as 7 mil pessoas que prestigiaram o holandês eram com certeza bons conhecedores do gênero eletrônico. Impressionante o número de fãs do DJ em Florianópolis.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Ele saiu de Recife ainda no final da tarde de sábado em um avião fretado e desembarcou em Florianópolis à 0h49 da madrugada. Do aeroporto até o Arena One ele seguiu num carro escoltado, e quando chegou, às 1h45 da madrugada, não transpareceu nenhum cansaço e até tirou fotos com duas fãs que o contataram previamente por email.

Exatamente às 2h, como previsto, assumiu a pick up. Até o mais duro coração em relação à EDM amolece com a honestidade da performance, o som pesado e cheio de vigor de Hardwell.

Na pista VIP as Hardwellnetes suspiravam: “Ah, ele é lindo!” “Nossa, ele é mesmo muito bom!”.

_ As músicas do set dele são boas, não repetem e ele não imita outros DJs _ diz a gaúcha Patricia Lampesi Santos, 28 anos, fã do holandês.

> Veja como foram as festas de Reveillon em Jurerê Internacional e na Praia do Rosa

As mãos de Hardwell são um detalhe importante na performance. É como um maestro: em todas as músicas ele gesticula muito, bate palmas, levanta os braços, pula, canta as letras. É como se olhasse nos olhos do público que, por sua vez, sente-se na obrigação de devolver a confiança com empolgação.

O set de Hardwell lembrou o de grandes festivais de música eletrônica, frenético, pesado, com pressão, e incluiu hits como Spaceman, Under Control e outros.

 

_ As músicas podem ser decoradas com facilidade e tem ainda o feeling dele. O Hardwell tem um estilo único _ opina outro fã, o paulista Luiz Carlos Correia de Oliveira, 23 anos.

Hardwell tocou extamente uma hora e meia e encerrou com um remix bem brasileiro, funkeado, que incluiu até vocais do funk Morro do Dendê, do MC Cidinho e Doca. Às 3h30 se despediu de Florianópolis e partiu direto para Camboriú, onde se apresentou no Green Valley para cerca de 12 mil pessoas.

David Guetta ensandece 13 mil pessoas em show em Florianópolis

03 de janeiro de 2015 8
Público de 13 mil pessoas vibrou com show de David Guetta

Público de 13 mil pessoas vibrou com show de David Guetta, em Florianópolis

Por Erich Casagrande
Fotos de Marco Favero

Assim que o relógio marcou 2 horas da manhã, David Guetta caminhou cercado de seguranças em direção ao palco da Arena One, no Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Luzes apagadas e apenas o som histérico de 13 mil pessoas que o aguardavam para o primeiro grande show de 2015. Em seguida, os coloridos neons no palco denunciaram a presença de Guetta em frente a mesa de som.

A plateia delirou com as primeiras batidas mais agressivas do som. O nome do artista se desenhou ao fundo do palco e o volume aumentou, aumentou. Aumentou. O ritmo da música invadiu o ambiente e o íntimo do público. Luzes por todos o lados de todas as direções, a euforia se realizava: todos pulavam, dançavam e cantavam em uma orgia de música, luzes e ritmo.

E não para! David Guetta reverbera a galera em Florianópolis #floripa #vera2015 #davidguetta #guetta #show Um vídeo publicado por Diário Catarinense (@diariocatarinense) em

Pelas duas horas seguintes o músico francês comandou a noite com clássicos como “Love is Gone“, “Play Hard”, “Turn me On”, “Titanium” e composições mais recentes como “Shot Me Down” e “Dangerous”. Durante o show, Guetta transformou os momentos calmos em instantes de expectativas e as “viradas” das músicas em desabafo. Ele erguia os braças e batia palmas, o público seguia.

—  Let me see your fucking hands! — e todos erguiam os braços em “Ain’t A Party Without Me”.  

Ninguém ficou de fora e com ele a festa continuou. O som reverberou no público que pode assistir uma perfeita sintonia de efeitos visuais com luzes e holofotes, Ora eram explosões de papeis dourados e prateados, ora era gelo-seco, ora serpentinas coloridas que desabavam sobre o público, efeitos sempre recebidos com um gostoso pulso de espanto.

> Veja como foram as festas de Reveillon em Jurerê Internacional e na Praia do Rosa  

Acabou. Por duas horas David Guetta agitou a galera em Florianópolis #davidguetta #floripa #vera2015 Um vídeo publicado por Diário Catarinense (@diariocatarinense) em

Entre Pista Comum, Pista Vip e camarotes, todos os lugares estavam cheios. Mas a área vip ainda permitia mais conforto sem deixar de ter o “calor” de estar perto do palco e em meio a galera. Na pista comum, a distância do músico era o ponto negativo, mas era impossível não se manter contagiado pelo som. Já os dois setores de camarotes eram os lugares mais cheios. Os únicos lotados. Entre aqueles que pagaram caro ou ganharam convites “especiais” para usufruir do setor, havia pouco espaço e muito calor. O cantor Latino e o ex-bbb Caetano Zonaro – o primeiro a ser eliminado – do primeiro Big Brother Brasil, estavam entre os habitantes dos camarotes.

David Guetta, que tocou para um público encantado com o poder da música, deixou o palco com braços erguidos e mandando beijos ao som que ele implantou nas 13 mil pessoas que acompanharam o show. No silêncio da música, aplausos e berros de euforia de quem dançou, pulou, cantou e se entregou por duas horas às luzes e ao ritmo.

Com breve aparição de Medina, Virada Mágica se confirma como evento acima da média

01 de janeiro de 2015 1

Por Thiago Momm
thiagomomm@gmail.com

Gabriel Medina, grande nome confirmado da Virada Mágica ontem, na Praia do Rosa, em Imbituba, só foi visto pela reportagem à distância e de forma bruxuleante. Era ele, não era ele? Era, confirmou a organização do evento. Mas o campeão do WCT se resguardou em um camarote elevado à esquerda do palco onde tocaram os DJs da noite. Estava atrás de algumas camadas de festeiros e, durante duas baterias de espera do repórter, mal piscou lá atrás. Uma faixa o parabenizava pelo título. Alguns surfistas e medinetes dançavam próximos ao camarote, como que esperando uma onda que pudesse ser remada para levar ali em cima.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

A Virada Mágica, que acontece desde 2009, recebeu 4 mil pessoas e se confirmou como um evento acima da média. O deep house oscilou entre incisivo e harmônico toda a madrugada. O grave do som ressoava pelo cenário de 5 mil metros quadrados com qualidade. O staff, gentil, tinha de seguranças iluminando a breve trilha até a festa a funcionários do open bar com um bom humor sobrenatural. Apresentações circenses somaram bem à proposta. Mal havia fila para se comprar um temaki ou pegar bebidas. A vista panorâmica para a baía do Rosa mais o público bonito sem afetações cerejavam o bolo.

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Um porém foi o banheiro feminino. O masculino foi eficiente, devidamente preparado, mas o feminino ficou semi-anárquico, com grandes filas e manutenção falha. A chuva marcou presença grande parte da noite, mas sem transtornos, já que a festa estava concentrada em dois grandes espaços cobertos. Os banheiros ficavam ao ar livre, mas os momentos de aguaceiro não duraram muito. Em um deles, inclusive, alguns festeiros decidiram uudistoquizar dançando efusivos na grama. De resto, a chuva esteve de média para fraca, um regador disposto a aliviar o calor noturno.

 

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Faltava pouco para meia-noite e o repórter era dos poucos em volta de uma mesa de três metros abarrotada de frutas. 2015 chegou com garoa, contagem regressiva do público no meio da música eletrônica e sete uvas engolidas de uma vez só. Na areia do Rosa, a multidão não arredou pé. Milhares de cabeças podiam ser vistas a partir de um dos espaços da festa, separada da areia por uma área verde iluminada por holofotes.

As mulheres da Virada eram um capítulo à parte. Eram menos empoadas e douradas que a média de Jurerê Internacional e talvez somassem mais beleza que a de uma festa no litoral croata. Várias pareciam versões bronzeadas e de vestidos brancos praianos da Falbalá, a paixão de Obelix nos clássicos quadrinhos franceses de Uderzo e Doscinny.

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O repórter decidiu não cismar com contagens, mas se alguém buscasse uma síntese do que é a mulher linda e desanuviada da região de Garopaba e Imbituba encontraria, sem esforço, mais de uma centena.

— Tem alguns caras estilo surfista bem gatos, mas tem mais mulher bonita que homem — testemunhou uma universitária para o repórter.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

O clima era de beijo na boca sem excessos micareteiros. Quer dizer, sempre há um ou outro. Um cara segurava os ossos occipitais da menina enquanto cismava em colar lábio com lábio. Ela virou o rosto rápido algumas vezes mas, em vez de ficar indignada, sorriu e o abraçou. Eles repetiram esse estranho ritual de aproximação por um tempo. O repórter cansou da cena antes que eles tivessem avançado além de dois selinhos.

Bruna Marquezine e Daniel Rocha passam a virada de ano em Jurerê Internacional

Os homens obviamente tomavam mais a iniciativa, mas as mulheres entraram no ano-novo enfiando o pé com a rasteirinha na jaca. “Vou pegar e vazar”, disse uma menina a uma amiga na saída do banheiro, sobre um alvo potencial. O Geotunel que funcionou como palco principal estava cheio mas sem sufoco, perfeito para se deixar levar pela boa música, estendida até depois das 5h. O grande painel colorido manteve um “2015″ escrito no alto. Que ele venha com tantas boas festas assim.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Bruna Marquezine e Daniel Rocha curtem Réveillon em Jurerê Internacional

01 de janeiro de 2015 11
Bruna Marquezine cobre o rosto para não ser fotografada no Café de la Musique. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Bruna Marquezine cobre o rosto para não ser fotografada no Café de la Musique. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Por Carol Macário

O Réveillon de Jurerê Internacional já não é todo o glamour de outros tempos, quando reunia celebridades internacionais ou astros de Hollywood, mas ainda converge alguma sofisticação, ricos, famosos brasileiros (e aspirantes à fama!) que celebram a virada de ano com banho de champanhe de R$ 3 mil a garrafa. O balneário chique do Norte da Ilha sediou três dos eventos mais refinados na região nas badaladas casas Café de la Musique, Taikô e P12.

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Como já era esperado, a atriz Bruna Marquezine, hóspede no bairro, curtiu a festa no Café de la Musique. Preferiu ficar confinada num camarote apertado do que circular pela festa. Pouco antes da meia-noite saiu para assistir à queima de fogos e pular sete ondas. Voltou em seguida, de cabeça baixa e sem sorrir, acompanhada de amigas. Sem deixar escorrer nem uma gota de simpatia tapou o rosto para não ser fotografada. Ah, sim! Mulherada, o modelo Marlon Teixeira não estava com ela. Mas, de acordo com o site Ego, Marlon e Bruna se encontraram depois da festa e ficaram juntos, em Jurerê.

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O ator Daniel Rocha (intérprete de João Lucas, filho do Comendador na novela Império, da TV Globo), ao contrário, distribuiu abraços para as moças mais afoitas, sorriu para selfies forçadas com fãs e curtiu o Réveillon dançando.

_ É a quarta vez que passo o Ano Novo em Florianópolis, eu adoro! Nem sempre dá tempo para curtir a cidade além das festas porque não tenho muitas folgas _ disse ele.

No mesmo camarote dos globais estavam outros famosos: a modelo Fernanda Motta, habitué da casa, a top model Alessandra Ambrósio, empresários paulistas, o medalhista olímpico de natação Thiago Pereira. Kleber Bambam (ex-Big Brother Brasil), os atores Caique Brito, Theodoro Cochrane (ator e filho de Marília Gabriela) e Lui Mendes – este frequentador assíduo das festas de Florianópolis – também deram o ar da graça, além da penca de modelos, gringos e ricaços de outros estados.

Das badaladas festas de réveillon de Jurerê, a do Café de la Musique foi a mais sofisticada, num clima de muito brilho, champanhe e salto alto. Os camarotes eram divididos em bangalôs, mesas e piscinas (quadrados num degrau abaixo do piso com bancos e mesas). Cada um já vinha com três espumantes e duas vodkas (o valor total dessas bebidas é de aproximadamente R$ 9 mil).

Todo o refinamento, no entanto, não deu conta de blindar o calor e o suor. O espaço ficou superlotado e o deslocamento entre um lado e outro era praticamente impossível.

Festa dentro e fora dos beach clubs

O Taikô, beach club de Jurerê pioneiro em fazer festas badaladas de Réveillon (o primeiro foi há 13 anos), promoveu um evento mais descontraído e bem menos pomposo. Bem menos, apesar de ser o único do bairro a oferecer a marca de champanhe francesa Veuve Clicquot no open bar (imagine que na festa tinha até um “champanhe truck”). Não tinha atores globais ou muito famosos entre os convidados e pagantes. O público era bem mais diversificado e muitas mulheres arriscaram até uma rasteirinha em vez de saltos altíssimos e brilho.

 

Réveillon no Taikô. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Réveillon no Taikô. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Faltando uma hora para a virada, ingressos masculinos ainda podiam ser comprados por R$ 2 mil cada.

Por que vale a pena o investimento?

_ É simplesmente o melhor Réveillon do Brasil. não dá para explicar, tem a ver com o astral da cidade, a energia das pessoas _ respondeu o administrador paulista Alexandre Cardoso, 31 anos, já levemente embalado pelo álcool do champanhe.

Mas além da festa do lado de dentro do beach club, a celebração ocorreu também do lado de fora, tanto no estacionamento como na beira da praia. Na areia, aliás, a comemoração foi profissional, apesar de não oficial. Exatamente do outro lado do gradil que separava o universo dos ricos, bem em frente ao Taikô, grupos de amigos e famílias montaram barracas. Algumas tinham até balões e tochas. Dois mundos aproveitando o mesmo céu, a mesma lua, a mesma música, só que pagando preços um tanto diferentes.

No estacionamento, moradores da Capital animados estacionaram seus carros populares ao lado dos importados, abriram o porta molas e curtiram música popular brasileira, bem alto, contrariando a lógica da música eletrônica.

Foi a balada com maior número de beijo na boca por metro quadrado.

Balada forte no P12

O parador de praia P12 foi de longe o que promoveu a balada mais forte e eclética. Reinou, claro, a música eletrônica, e em duas cabines diferentes: uma dedicada à vertente underground do gênero e outra ao mainstream.  Foi a festa menos entediante: além de música, comida e bebida à vontade,  malabaristas faziam acrobacias em tecidos pendurados no teto e performances no meio das pistas.

Réveillon no P12. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Réveillon no P12. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Por volta das 2h da madrugada os festeiros mais fracos já estavam dormindo nos sofás, de boca aberta.  Mas a maioria ainda tinha pique para ir até o amanhecer e a multidão de solteiros estava bem disposta a sair do zero a zero.

Menos mal que ano novo comece assim: com a alegria dos festeiros e a paixão à primeira vista das paqueras de balada.