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Posts de fevereiro 2015

Primeiro concerto da Camerata Florianópolis em 2015 lota a Catedral de fiéis da música clássica

27 de fevereiro de 2015 0

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

O maestro Jeferson Della Rocca já perdeu a conta de quantas vezes a Camerata Florianópolis tocou na Catedral Metropolitana, no Centro da Capital. Mas, quando ele deu uma espiadinha pela porta à esquerda do altar e olhou para a nave da igreja, se espantou:

– Meu Deus, quanta gente!

Os bancos, as cadeiras extras colocadas nos corredores, os corredores, os degraus até Nossa Senhora do Desterro e Santa Catarina de Alexandria abençoando todo mundo na noite desta sexta (27): o templo estava lotado de fiéis da orquestra (no chute visual, entre 400 a 500 pessoas) ansiosos para assistir ao seu primeiro concerto do ano.

– Nunca vi assim tão cheia – disse Della Rocca, os olhos brilhando.

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Para esse reencontro com o público, a Camerata veio com 19 instrumentos, sendo 10 violinos, quatro violas (uma espécie de violino maiorzinho), quatro violoncelos e um contrabaixo. Um a um, os músicos foram tomando seus assentos, dispostos ao redor do regente, que entrou logo em seguida.

A um movimento de suas mãos, irromperam aqueles acordes familiares. Pã, pã-pã, pã-pã-pã-pã-pã-pããã… O nome é complicado, porém não tem quem não reconheça Eine Kleine Nachtmusik, de Mozart. A música foi escrita em 1787, sob encomenda, enquanto o compositor trabalhava no segundo ato de Don Giovanni.

O que era para ser um job qualquer – daí o nome genérico, “uma serenatinha” em alemão – tornou-se um hit da música clássica. E, como no pop, nada como um clássico para conquistar a plateia, tão absorta nos movimentos da obra (alegro, andante, alegreto, alegro) que nem notou que assim se passaram 20  e poucos minutos.


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O programa continuou com a participação da cravista Adriana Jarvis e, depois, do flautista Christian Faig. Devido ao forte calor, a cada música Della Rocca enxugava o suor da testa e a violinista Iva Giracca repassava a afinação com os músicos. Ela é a spalla, o primeiro violino de uma orquestra, à esquerda do maestro. Depois dele, é o posto mais importante. Iva está na função na Camerata há quatro anos.

– Como aqui está muito quente, as cordas podem desafinar mais facilmente. Então a gente está sempre dando uma última conferida para garantir – ela explicou mais tarde.

Ao final, quase dois minutos de aplausos de pé fizeram com que Della Rocca chamasse Faig de volta para um “bis” não previsto. Só que o flauta já estava guardada lá fora. Então, a Ária na Quarta Corda, de Bach, foi solada por Faig no assovio mesmo. E a noite, que havia começado com Della Rocca sendo surpreendido, acabava com a Camerata surpreendendo.

Parabéns, maestro. A gente estava com saudade.

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PROGRAMA

– Eine Kleine Nachtmusik (Mozart)

– Concerto para Duas Violas e Orquestra (Tenemann)
Solo: Mariana Barardi e Fausto Koethe

– Concerto para Flauta e Orquestra La Notte (Vivaldi)
Solo: Christian Faig

– Concerto para Dois Violoncelos e Orquestra em Sol Menor (Vivaldi)
Solo: Ernesto Guimarães Medolla e Rafael Buratto

– [BIS] Ária na Quarta Corda (Bach)
Solo: Christian Faig

MÚSICOS

PRIMEIROS VIOLINOS Iva Giracca (spalla), Elias Vicente Souza, Mario Marçal, Franciely Beckert, Gilson João Becker

SEGUNDOS VIOLINOS Victor Gabriel Alves, Talita Limas da Silva, Débora Bohn, Liz Maria de Mello Oliveira, Bruno Jacomel

VIOLAS Mariana Barardi, Fernanda Buratto, Natasha Sieczkowska, Fausto Kothe

VIOLONCELOS Ernesto Guimarães Medolla, Raphael Buratto, Daniel Galvão, Alessandra de Carvalho Giglio

CONTRABAIXO Kilder Danjas

CRAVO Adriana Jarvis

FLAUTA (e assovio) Christian Faig

MAESTRO Jeferson Della Rocca

Psicodália 2015: Lama, música e psicodelia no carnaval em SC

18 de fevereiro de 2015 4

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Texto:
Gabriel Rosa
Fotos: Diorgenes Pandini

Lama, lama, lama, lama. Por todo o lado. Na entrada da barraca, no caminho para a barraca, na frente do palco, embaixo das botas, dentro dos espaços fechados e para qualquer lugar que se olhasse. Um maluco sem camisa usando uma capa de chuva passeia na estradinha, tocando no triângulo uma batida genérica. É seguido por uma pequena plateia de 15 pessoas, algumas batem palmas e outras cantam qualquer coisa, pulando de Dominguinhos para Tim Maia e para Tom Zé.

Essa sempre foi a simplicidade mágica do Psicodália, um alívio no restrito cenário musical de Santa Catarina. Um megashow com milhares de pessoas ou uma roda de violão, qualquer coisa serve. Em 2015, a chuva constante diminuiu gravemente os ânimos, mas não impediu os mais empolgados de se enfiarem até a canela na lama para assistir Ian Anderson, Arnaldo Baptista, Baby do Brasil, Júpiter Maçã e Jards Macalé. O festival ocorreu em Rio Negrinho, no Norte de SC, e terminou nesta quarta-feira (18).

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São cinco dias seguidos em que o horário é medido pela luz do sol ou pela programação dos shows. De famílias com oito horas de sono por dia a malucos que só vão dormir no fim do festival, todo mundo sempre conseguiu encontrar seu espaço: oficinas, bandas de todo o país, música até quase amanhecer. Imersão é a expressão que melhor resume o Psicodália.

Um revival de um tempo onde ninguém se importava com a seriedade da vida, misturado a um tempo onde todo mundo se preocupa até com o destino de sua bituca de cigarro. Pode ser um hippie-chique sustentado pelos pais e frequentador de baladinhas na Lagoa da Conceição, um metaleiro cabeludo ou um vendedor de artesanato que mora numa comunidade hippie. Você pode ser sujo e autodestrutivo, mas se jogar lixo no chão, leva esporro do vizinho.

Será que eu vou virar bolor?

Camisetas dos Beatles, The Doors, Rolling Stones, Raul Seixas, Janis Joplin. Bottons e bandeiras com rostos e bandas de artistas mortos, aposentados ou convertidos. Meus heróis morreram de overdose, outros apenas envelheceram e viraram caretas. O Psicodália é aquele lugar onde pessoas avessas ao som do momento e aos rituais carnavalescos conseguiram usar o feriadão para ver de perto algumas das figuras que protagonizaram os momentos mais importantes da música brasileira recente, mesmo que estas já estejam mais para o lado de lá que para o de cá.

Uma multidão na faixa etária dos 20/30 se amontoando para um show de uma não-tão-Nova-assim-Baiana de 64 anos, pastora com requintes de Calypso e gritos de glória a deus – mas tocando músicas de um tempo em que maconha fazia parte do café da manhã, para satisfação da multidão.

Já Arnaldo Baptista, a pessoa mais feliz do Psicodália, encontrou o lugar perfeito para tocar do seu jeito de quem virou bolor, desvirou e agora é admirado por isso. A dificuldade do mutante em sincronizar voz, mão esquerda e mão direita é óbvia. Mas ninguém se importou. Todos o acolheram como merece, e foi a coisa mais bonita que vi em todo o festival: acabou o show, as pessoas pediram bis, ele voltou e tocou mais uma música. O nervosismo de um dos maiores gênios da história da psicodelia brasileira era evidente:

– Obrigado! Desculpa, viu? – e foi embora apressado, deixando a plateia com vergonha de pedir que ele voltasse mais uma vez.

Em 2014, por exemplo, o pernambucano Di Melo – que gravou apenas um disco em 1975, um dos melhores da black music nacional – se abalou ao encontrar tanta receptividade e tietagem num camping embarrado em Santa Catarina. Eu chutaria que jamais ele havia testemunhado um público tão feliz em tê-lo no palco. Chutaria também que ele não ficava tão feliz fazendo um show desde a década de 70, pois continua absolutamente fora da televisão e rádio.

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Esta é a principal marca do Psicodália: você assiste em SC o que jamais conseguiria sem viajar o Brasil inteiro. Já estive em shows de três Novos Baianos. Nos últimos anos vi o Sérgio Dias tocando sozinho, e com os Mutantes, e só o “Tudo foi feito pelo sol”. Casa das Máquinas, Sá & Guarabyra, Hermeto Pascoal, Yamandu Costa, Almir Sater, Wander Wildner, Made in Brazil e o Terço. Só o Alceu Valença eu perdi porque peguei no sono na hora errada.

É importante ressaltar que a grande maioria trata-se de bandas novas e em ascensão por todo o país, especialmente da região Sul. Trombone de Frutas, Charles Racional, Skrotes e O Terno são algumas das que mais me impressionam. Bandinha Di Dá Dó e Confraria da Costa são hors concours e sempre causam tamanha explosão na plateia que devem ser ouvidos até em Joinville. Mas os destaques são sempre as grandes e dinossáuricas celebridades:

This song was written in nineteen-seventy-two… in nineteen-seventy-four… nineteen-seventy-one… – explicava um grisalho e empolgado Ian Anderson antes de cada música para o maior público entre todas as atrações do evento.

Adeus, saloon!

O Psicodália 2015 foi o maior e mais organizado festival em que já estive, mas não posso dizer que que isso seja exatamente positivo. Pequenas alterações por todo o lado. Por exemplo: nunca havia visto um segurança (talvez eles sempre tenham existido e eu nunca tenha prestado atenção). Este ano, eram muitos os guardas privados fantasiados de Bope caminhando pelo local. Boina, cassetete, roupa preta. Era impossível confundi-los.


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Espaços antes livres agora são cercados. Portas fechadas, muita fila. Placas de “somente funcionários” e “proibido entrar” me chamaram a atenção, imediatamente me lembrei da única placa que vi no ano passado, de “proibido proibir”. O público cresce, é preciso criar mais regras.

– Me vê uma lata de cerveja por favor?

– Cara, aqui no restaurante só vendemos cerveja gourmet.

Em edições anteriores, passei noites e noites enfurnado naquele espaço de madeira batizado de saloon, ao lado do palco principal, dançando rodeado por outras pessoas que também não sabiam que horas eram até que já estivesse amanhecendo. Rodas de samba, reggae, bandinha alemã, rock and roll. Algumas de minhas melhores lembranças do Psicodália foram criadas dentro do saloon.

Aos marinheiros de primeira viagem: até ano passado, o Palco dos Guerreiros funcionava naquele espaço de madeira onde, em 2015, foi o restaurante. Muito melhor que o palco, era uma ilha quentinha e acolhedora no mar de lama em festivais chuvosos, como foi em 2013 e em 2015. Este ano, trocaram por um buffet de R$ 34 o quilo.

Os preços, por sinal, restringiram muito o público (que sempre foi bastante restrito). O passaporte médio aumentou muito em relação ao ano. As comidas também encareceram. Na verdade, tudo encareceu: R$ 4,20 numa lata de cerveja (comum, não gourmet. Essas estavam R$ 10, R$ 12) e R$ 8 numa fatia de pizza é preço de ambulante em festa de rua.

Isso muda – e muito – o tipo de público. A elitização de um evento como o Psicodália afasta aquele artista de rua molambento que vende CDs para pagar a viagem e aquela hippie que faz dreads para se sustentar, e essas são algumas das pessoas mais legais. Isso já ficou claro em 2015 e, caso continue nesse ritmo, tenho medo que o festival caia na armadilha de virar mais um Lollapalooza.

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Psicodália: o Carnaval mais psicodélico de Santa Catarina em fotos

18 de fevereiro de 2015 0

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Psicodália é um festival de música que ocorre no Estado desde 2006, durante o Carnaval. É uma opção alternativa à folia para quem curte rock n’ roll e seus derivados. Os seis dias de festa e acampamento, na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho, foram marcados por muita música progressiva, psicodélica e regionalista, além de rock rural e estilos como jazz, blues, MPB, soul e reggae.

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A chuva e a lama, apesar de terem desanimado algumas pessoas, não impediram que o maior festival de SC de música independente acontecesse intensamente com todas as suas cores e clima “woodstockiano”.

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As imagens são de autoria do fotógrafo Diorgenes Pandini, da Agência RBS, que tentou traduzir o que viveu em um ensaio de imersão durante o evento.

Dimitri Vegas & Like Mike promovem folia sem culpa e sem vergonha no Devassa On Stage

17 de fevereiro de 2015 1
(Fotos Leo Cardoso/Agência RBS)

Dupla de irmãos belgas foi recebida como grande atração pop (Fotos Leo Cardoso/Agência RBS)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

Tem coisas que só a eletrônica faz por você. Uma delas é transformar dois anônimos da periferia do planeta musical em atração com apelo internacional. Foi o que aconteceu nesta segunda-feira (16) no Devassa On Stage, em Florianópolis. Os donos da noite eram os belgas Dimitri Vegas & Like Mike. Os dois irmãos poderiam circular pela pista que não seriam reconhecidos. Mas causaram uma mobilização digna das maiores estrelas do pop.

Ou melhor, imobilização. A fila até o local, em Jurerê Internacional, chegava a 12 quilômetros e não era vencida em menos de duas horas. Para entrar, outra fila. Lá dentro, estava tão socado que, para se mexer, só seguindo o fluxo. Nada disso impediu o público de receber Dimitri Vegas & Like Mike com disposição sobrando para encharcar as roupas brancas sugeridas pelo dress code da festa – pedido atendido pela maioria das pessoas.

Confira a galeria de fotos da apresentação de Dimitri Vegas & Like Mike

Confira a cobertura completa do Carnaval em SC no blog Partiu Carnaval

Quando a dupla assumiu as picapes, às 3h45 de terça, os foliões imaculados já haviam virado baladeiros profissionais graças à vodca com energético. Dimitri pegou o microfone e, em português impecável, soltou um “putaquiopariu!” – o primeiro dos clichês que mandaria ao longo do set (veja lista abaixo). Estava dada a largada para 70 minutos de hedonismo sem culpa, sem juízo e sem vergonha. Qualquer excesso, é Carnaval, lembra?

O som de Dimitri Vegas & Like Mike é rotulada de electro house e big room house. Para o leigo, é “tecneira” – e das mais comerciais. Ou acessíveis: a dupla orgulha-se de ter 5,6 milhões de curtidas no Facebook, 1,5 milhão de seguidores no Twitter e 100 milhões de visualizações no YouTube. Se as redes sociais são parâmetro de sucesso, Florianópolis presenciou um fenômeno que viralizou mais do que seus criadores imaginariam.

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Troféu simpatia
Em nome do carisma, Dimitri Vegas & Like Mike recorreram a alguns velhos truques do showbusiness:

- “Make some noise!” e “Are you fucking ready?” (diversas vezes)
- Pausas dramáticas antes de largar as batidas
- Contagens regressivas
- Aceleradas crescentes
- Explosões de gelo seco

Observações finais
No caso de ser obrigado a dançar, um homem jamais pode esquecer destas duas regras:

- Não rebolar mais do que uma mulher.
- Não subir em algum lugar mais alto (exemplo: sofá de camarote).

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Dupla californiana Capital Cities desfila a glória e o esplendor de seu único hit em Florianópolis

16 de fevereiro de 2015 1
Americanos encerraram o show em clima apotetótico (Fotos Alvarélio  Kurossu/Agência RBS)

Americanos encerraram o show em clima apoteótico (Fotos Alvarélio Kurossu/Agência RBS)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

Primeira e única atração a desfilar no Devassa On Stage neste domingo (15) de Carnaval em Florianópolis, o Capital Cities levou para o palco o tecnopop festivo que transformou suas mais loucas fantasias em realidade. Com o enredo Esplendor & Glória Graças a Um Hit e Nada Mais, os californianos conseguiram conquistar o público que lotou a casa ressabiado – tanto com a chuva quanto com a incógnita que representava o show. Mas a dupla defendeu as cores da comunidade de Los Angeles com tanta garra e paixão que encerrou a apresentação como favorita para subir ao Grupo Especial no ano que vem.

Confira o desempenho do Capital Cities em cada quesito:

Enredo
Ryan Merchant (vocais, guitarra) e Sebu Simonian (vocais, teclados) faziam jingles publicitários quando decidiram montar o Capital Cities. Estrearam como independentes e, de cara, acharam um bilhete premiado com o single Safe and Sound. Veio o disco por uma grande gravadora – puxado, adivinhe, pela regravação do grande sucesso. Além de escalar as paradas, a música acabou também sendo utilizada em diversos comerciais, dando à dupla muito mais fama e fortuna do que quando compunham trilhas especificamente com essa finalidade.

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As faixas do álbum In A Tidal Wave of Mistery (um dos versos de Safe and Sound), versões e remixes.

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Alegoria & Adereços
Sem megaprodução, um telão ao fundo projetava motivos similares à capa do disco, alternando com grafismos geométricos. A chuva de papel picado no final pode custar alguns décimos em originalidade, mas compensou em efeito cênico.

Confira a galeria de fotos do show do Capital Cities

Confira a cobertura completa do Carnaval em SC no blog Partiu Carnaval


Comissão de Frente
A presença de baterista, baixista e trompetista (?!) surpreendeu quem achava que ia ver somente dois caras com um monte de bases pré-gravadas.

Bateria
Apesar dos beats disparados do teclado, a mão firme de Channing Holmes nas baquetas tratava de deixar o som muito mais encorpado.

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Mestre-Sala & Porta-Bandeira
Como se aparecer com um trompete não fosse inusitado o bastante no contexto, Spencer Ludwig não se limitou a tocar. Ele pulou, dançou, atiçou – e ainda arrumou ar para o seu trabalho de sopro.

Fantasia
De camisa sambarilove, jeans, All Star, óculos wayfare e espessa barba, Sebu parecia um hipster litorâneo. Ryan, ao lado, contrastava com sapato, jeans skinny e jaqueta de couro, tudo preto.

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Harmonia
A banda mostrou entrosamento, com todos os integrantes cantando durante o show inteiro. Quem não cantava, interagia com o público, ensinando coreografias, batendo nas mãos da fila do gargarejo e até tirando selfies com celulares dos fãs.

Evolução
Após um começo meio morno, à 1h10 de segunda, o show engrenou com Kangaroo Court. As versões de Stayin’ Alive (Bee Gees) – que custou a ser reconhecida e, quando foi, não empolgou – e de Nothing Compares 2 U (Prince) quase comprometeram o andamento. Pacience Get Us Nowhere Fast, I Sold My Bed, But Not My Stereo e Safe and Sound encarregaram-se de restabelecer o ritmo.

Conjunto
Com apenas uma bala para queimar, o Capital Cities soube usar os 70 minutos a que tinha direito. Na primeira metade, alimentou a expectativa de que poderia tocar Safe and Sound a qualquer momento. Na segunda, armou um falso encerramento com ela – para, em seguida, voltar e terminar de verdade com o remix da mesma tirando a banda do chão.