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Posts na categoria "artes visuais"

A sinfonia mecânica da instalação sonora "Máquina Orquestra"

30 de outubro de 2014 0

Por Lucila Vilela

Uma sinfonia mecânica composta por máquinas inventadas soa no espaço como música visual. Movido por um complexo sistema de construção, Máquina Orquestra resulta de um encontro entre os artistas visuais Roberto Freitas, Marcelo Comparini e a dupla O Grivo, composta por Nelson Soares e Marcos Moreira. As máquinas que compõem a instalação sonora foram construídas com precisão em um longo período de residência artística.

Fotos

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Com uma lógica científica, seguem uma espécie de partitura mecânica, elaborada com perfurações em bobinas de papel. Os sons emitidos por essas construções são controlados pelos artistas que improvisam durante a cena compondo uma música atmosférica, experimental e imprevisível.

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No palco, a orquestra se dilui em um emaranhado de fios que torna visível o aparato tecnológico. A disposição dos objetos no espaço dialoga com uma projeção que capta detalhes do mecanismo de funcionamento, acentuando o caráter visual da instalação. As máquinas sonoras ou instrumentos visuais manifestam-se em um híbrido de paisagem cênica. Na performance, os ruídos provocam uma oscilação entre a escuta e o olhar.

A pesquisa dos artistas vem de longa data. Roberto Freitas chama de “trapizongas” as engenhocas que elabora com fins artísticos, cinéticos e/ou sonoros. A operação que adota o artista lida com o dispêndio e a transformação de energia, no entanto suas “trapizongas” muitas vezes brutas e desajeitadas carregam forte dose de poesia: sutis imagens aparecem no meio de um complexo sistema de organização mecânica.

Seu interesse nas possibilidades sonoras se expandiu na parceria com o duo O Grivo, que investiga o uso de instrumentos não convencionais na construção de mecanismos sonoros compostos por meio de fontes acústicas e eletrônicas. Marcelo Comparini, além de uma notável produção em pintura, também trabalha com restauração de instrumentos musicais e desenvolve sólido interesse pela fusão entre imagem e som.

O projeto que une esses quatro artistas foi contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais -10ª edição, e segue seu caminho movido pelas máquinas orquestradas.

Lucila Vilela é artista plástica

Uma experiência de arte contemporânea no Duna Feira de Arte

06 de setembro de 2014 0

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Cheguei ao Duna Feira de Arte no meio da tarde, pouco antes de acabar a luz no Bairro Cacupé, no Norte da Ilha – o que atrapalharia os trabalhos daquela galera afim de mostrar que Floripa não é só praia numa tarde de sábado.

Ainda não conhecia o evento que está na sexta edição e na segunda em 2014. Encontrei alguns conhecidos - a gente sempre encontra um conhecido em Floripa – e isso é por demais valioso nestes tempos de Lucy (a loucura veloz deste filme com Scarlett não sai da minha cabeça).

Esta edição foi dedicada à fotografia. Vinte artistas – a maioria catarinenses - expunham no Estúdio Brandão Fotografias trabalhos que tinham como base a fotografia. Alguns, fotos  genuínas e clássicas… Outros com colagem, intervenções, manipulações. Pura arte contemporânea.

Ainda influenciada por Lucy, encantei-me pelos trabalhos mais minimalistas, como o da catarinense Joana Amaranth. Desde 2010, ela cria a obra Registros. Fotografa com uma câmera digital imagens que lhe chamam atenção durante as viagens pelo mundo: pode ser a cidade de Antônio Carlos, logo ali, ou Berlim. Imprime-as em formato polaroid e escreve mensagens , com horários do dia.

- O objetivo é completar 24h. Não faço as fotos e escrevo a frase simultaneamente. Faço as fotos e depois de muito tempo vem a frase, às vezes pescada num filme ou em algo que ouvi - contou-me Joana.

“10:01 às vezes preciso de ar”

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Em formatos de imã, as polaroids custavam R$ 8 e faziam sucesso entra o público

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Os valores das obras cabiam em todos os bolsos. Telas de R$ 6 mil a fotos menores de R$ R$ 30.

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Caio César (tela das bananas lá ao fundo), Tiago Franco e Fernando Weber (organizadores do evento), Juliana Hoffmann, Paulo Gaiad são alguns dos artistas que participaram.

Depois do rolê, vem outra experiência sensorial. O barato do Duna são os complementos. Comidinhas deliciosas como panini acompanhado de saladas, muffins e rocamboles salgados, quichês, suco verde e drinks – muitos drinks diferentões – faziam a cabeça da ainda pouca gente que estava no local.

- Lota mesmo no final de tarde – disse-me Tiago.

O som é “música eletrônica para adultos“, uma definição que ouvi (e gostei) do Tiago. Os Djs Caetano, Konnin e Binho tocavam house e tech house.

Para finalizar o espaço da Ubber Store. A multimarcas chique da Av. Madre Benvenuta, no Santa Mônica, tem apostado em participar de eventos externos para levar suas peças estilosas para um público maior. Vale dar uma olhada nas camisetas da estilista Camila Salles. É a primeira vez que a Ubber compra a coleção da criadora de São Paulo. As camisetas são lindas demais!

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Duna não tem data para acontecer de novo. Vai rolar de novo, mas a feira acontece de maneira aleatória de acordo com a espotaneidade dos envolvidos no evento. Vale ficar de olho no Facebook. Os caras são bem ativos por lá.