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Posts na categoria "cultura"

Saiba como foi a inauguração do Café Matisse, no CIC, em Florianópolis

03 de março de 2015 2

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Cris Vieira, editora Anexo
cristina.vieira@diario.com.br

“Bem melhor do que um balcão com um vigilante para nos receber”. A observação do jornalista cultural Fifo Lima combinada a de outra colega, Adriana Krauss – “Não é o Matisse de antes, que era mais underground. Não é um bar. É outra proposta, uma cafeteria”  - arremata com precisão a atmosfera em torno do novo Café Matisse, inaugurado na noite de segunda-feira, no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis.

Saiba mais sobre a concessão

Obras do novo café começaram há um mês

Sobre a polêmica em torno da manutenção do nome – nas redes sociais, teve quem criticou a adoção de Matisse, já que remete o público a uma vivência que o novo café não irá recuperar -, Nadiesca Casarin, sócia-proprietária do Café, disse que depois de verificar que não havia registros em cartório do nome e de observar que Matisse era uma nomenclatura consolidada, optou-se por ele.

- Não é o mesmo Matisse. Mas é um café, é no CIC, tem ligação com cultura, pode receber uma noite de autógrafos ou uma atração cultural, ou seja, a gente quis resgatar uma história importante da cidade. Mais adiante temos a proposta de ter um bar e um palco – comentou Nadiesca.

Pouco depois, Filipe Mello, secretário de Cultura, Esporte e Turismo, confidenciou que está sendo estudado montar um palco logo atrás do bar, na rampa de acesso ao Teatro Ademir Rosa, para receber pequenos shows em dias que não tenha espetáculo no teatro.

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Acomodada onde ficava o “balcão de vigilantes”, no hall do CIC, a cafeteria vai funcionar a partir das 10h, com confortáveis 40 lugares (poltronas e mesas) e um aconchegante e longilíneo sofá de couro. No cardápio, poucos e bons: tapioca, crepes, carta de vinhos com rótulos da nossa serra e também franceses, espanhóis, argentinos e chilenos, além de cerveja Baden Baden (entre outras) e um bom número de opções de café. Atenção, amantes de doce, tem expresso com nutella! Os preços não são salgados, com um cafezinho custando a partir de R$ 3 e crepes em torno de vinte e poucos reais.

A “inauguração” poderia ter sido mais descolada, afinal é só um café num espaço cultural, mas teve um tom de cerimônia com discurso de Filipe, de Maria Teresinha Debatin, presidente da Fundação Catarinense de Cultura, e de Michel Becker, um dos sócios da Celeste Alimentos, empresa que venceu a licitação para instalação do novo Matisse. Não podemos ignorar, porém, que o bravo Luiz Zago arrebentando no piano, ali na entrada do CIC, foi uma escolha acertada e cool.

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No discurso, Filipe e Maria Teresinha ressaltaram que aquele era o pontapé inicial para um 2015 intenso na cultura. Um bom primeiro passo, de fato, é o Estado liderar o estreitamento do diálogo entre agentes culturais, poder público e empresariado interessado no setor para a convergência de ideias e ações que fomentem a cultura catarinense. Chamou atenção a pouca presença de agentes culturais na cerimônia.

Ter um café no CIC é bom. Dá vida ao lugar, que anda por demais às moscas, e este ano receberá eventos internacionais como a Bienal de Design e a exposição de Miró. Pode mesmo ser um espaço de encontro para boas e novas ideias à cultura. Por que não adotar o novo espaço, se apropriar do CIC e fazer valer o título de Centro Integrado de Cultura?

Palhaçada Boa no Ri Catarina

02 de novembro de 2014 0

Se foto e texto tivessem som, você leitor estaria ouvindo agora gargalhadas. Mas daquelas de tirar o fôlego, das que fazem rolar de um lado ao outro no chão, em risos agudos e sinceros.  Na abertura  do Festival Internacional de Palhaços Ri Catarina, Carolino e Teotônio, palhaços do coletivo paulista Lume Teatro, protagonizaram cenas ridículas, delicadas e de doce ternura no espetáculo Cravo, Lírio e  Rosa.

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Foi pouco mais de uma hora e meio de espetáculo, sem falas, mas rico em expressão facial e gestos. Cravo, Lírio e Rosa já está há 19 anos no repertório do grupo. A história não é inédita: dois patetas que chegam com suas malas. Dentro delas objetos simples que abrem portas para um universo ingênuo e lúdico dos dois palhaços.

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Programação completa do Ri Catarina
Circo da Dona Bilica é um dos espaços culturais mais importantes de Florianópolis

A performance foi construída a partir da interação clássica entre dois palhaços (quem lembra da famosa dupla do cinema O Gordo e o Magro?). Apesar de não ter texto, a relação humana entre os dois e a plateia é a matéria prima, em jogos de cena e gags talvez até batidos, mas de certa forma executados com maestria e originalidade. Os dois palhaços se opõem e ao mesmo tempo se complementam: um é mais tímido, ingênuo e o outro é exibido e mandão.

Cenas hilárias, gargalhadas sinceras. O espetáculo que abriu o festival comprova a qualidade do Ri Catarina, que nesta quarta edição é realizado sem apoio do Governo do Estado – apesar de ter projeto aprovado para receber recursos do Funcultural. É um festival importante no Brasil por reunir mestres mundiais na arte da  palhaçaria, que vão apresentar até o próximo domingo as diferentes linguagens de palhaço.

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Público é quem patrocina

Em atitude louvável e corajosa, a Cia Pé de Vento Teatro, idealizadora  do evento, optou por realizar o Ri Catarina mesmo sem apoio público. Convidou o público a refletir sobre o valor da  arte e a pagar o preço que achar justo pelas apresentações. Na primeira noite o público aderiu à ideia e lotou o Circo da Dona Bilica, sede da Pé de Vento Teatro e do festival.

Na entrada, um painel trazia a seguinte mensagem: Você é patrocinador do Ri Catarina. Na abertura, o ator e  palhaço Pepe Nuñez fez uma fala emocionada em que ressaltou o carinho e a dedicação com as quais estão realizando o festival.

Neste domingo tem mais. Às 19h o grupo AtrapaTrupe, de Florianópolis, apresenta  o espetáculo Super Banda.

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CRÍTICA - Atreva-se uma comédia de mistério

27 de outubro de 2014 0

Por Priscila Andreza de Souza

A cena é esta: casa mal assombrada e pequenas pistas para descobrir o mistério. Acrescenta uma pitada de humor e temos a peça de comédia que mistura suspense e riso: “Atreva-se”. É nesse clima sombrio que a história se passa em uma mansão com divas e astros do cinema nas paredes que encanta e assusta. É com suspense que “Atreva-se” promove uma série de gargalhadas em Joinville.

Foto: Divulgação/ Agência RBS

Na peça nada é o que parece ser. Tem uma atmosfera explicitamente inspirada nos filmes noir, gênero usado no anos 20 que priorizava o contraste do preto e branco para enfatizar os mistérios dos personagens. O espetáculo dirigido por Jô Soares destaca a performance do grupo de atores que transitam pelo humor e pelo exagero. Os atores da peça são conhecidos do público por fazerem humor na internet e TV: Fabio Rabin, Mariana Santos, Júlia Rabello e Beatriz Morelli. Apesar do elenco formado por artistas ligados a projetos de humor, o espetáculo coloca a plateia em constante suspense.

O texto escrito por Maurício Guilherme faz referência a clássicos do cinema de diretores como Alfred Hitchcock. A cenografia, a iluminação, o cenário e o figurino não são apenas bonitos e construídos nos mínimos detalhes, mas são inteligentes na medida em que interagem com o texto e com as interpretações. No palco, tudo é preto, branco ou cinza, permitindo pensar que a intensão é fazer parecer que estamos assistindo a um filme em preto em branco. Estes se completam com o texto, quando o personagem pergunta:- Você vai com este casaco amarelo? (o detalhe é que no palco a atriz coloca um casaco preto). Fica claro para o público estar inserido em um filme em preto e branco.

A protagonista de “Atreva-se” é uma mansão construída no início do século 20 em algum lugar dos Estados Unidos. Os acontecimentos que a narrativa expõe se passam em três décadas diferentes: em 1929, em 1942 e em 1963. Dividido em quatro partes: A Mansão, O Medo, O Pacto e De Volta à Mansão. Em cada um deles, os personagens têm seus objetivos distintos e a tarefa do espectador é unir as peças.

Para ajudar o público a desvendar o mistério, a peça conta com uma personagem que aparece no início e entre as cenas para junto com o público tentar entender a história do casarão. A personagem é uma “Lanterninha” do cinema antigo e garante boas risadas enquanto o cenário é preparado para a mudança de cenário.

Na minha opinião, a peça mostra as emoções da condição humana, ampliada pela ótica exagerada da comédia. O texto ganha destaque para os nomes estrangeiros e afetados, de um outro país e de uma outra época. Procura também associar o mundo misterioso de um local desconhecido ao desconhecimento da mente humana.

O espetáculo é uma sátira àquelas obras de suspense que nunca se explicam direito. Os diálogos são inteligentes e afetados fazem referência aos antigos filmes dublados. As personalidades dos personagens junto com as reviravoltas a cada cena deixa claro a complexidade do lado escuro da alma humana temperados com o humor. Em um emaranhado de situações absurdas, o controle vai se desfazendo nas mãos das personagens e o impacto dos sustos vai tomando conta da lógica.

Foto: Divulgação/ Agência RBS

As falas dos personagens provocam a reflexão de situações da vida como quando o cadeirante diz que uma vez que se tem o primeiro medo é impossível parar de sentir medo. Ou quando a Sara em um excesso de lucidez e loucura diz que quer ter controle sobre a vida dela sem que experiências externas interfiram como chegar atrasada devido ao trânsito, por exemplo. Ou ainda o comentário da futura proprietária do casarão comenta que tem a sensação de estar dentro um filme.

Quem é fã de cinema noir, tramas de mistérios e gosta de rir sobre a complexidade da existência humana a peça está mais do que indicada. “Atreva-se” é uma comédia de mistérios dessas imprevisíveis a cada gesto e um susto a cada risada.

O espetáculo “Atreva-se” iniciou a turnê pelo Sul do País no início de outubro passou por Florianópolis, Porto Alegre, Londrina e encerrou em Joinville, no último domingo.

Saiba como foi a segunda reunião de pauta aberta do Anexo

24 de outubro de 2014 2

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Encontro aconteceu no Espaço Fernando Beck na Fundação Badesc. (Fotos Giuliano Bianco, Agência RBS)

A segunda reunião de pauta aberta do Anexo, encontro em que a equipe do caderno recebe leitores e agentes culturais para discutir assuntos que devem virar reportagem, aconteceu no final da tarde de quarta-feira no aconchegante espaço Fernando Beck, na Fundação Badesc. Leitores e representantes de todas as áreas - cultura popular, música, teatro, literatura, artes plásticas e política cultural – enriqueceram demais o debate. A gente só tem a agradecer!


Primeiro encontro aconteceu no MASC

Joinville também teve um encontro
Boas sugestões de pauta surgiram na conversa, relacionadas ao patrimônio público, à literatura local e também à saudosa cultura popular que, reconhecemos, tem tido pouco espaço no Anexo. Também foi importante ouvir críticas como a necessidade da imprensa fomentar a política cultural pública e privada.

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Repórter Carol Macário fala sobre a falta de identidade da arquitetura de alguns pontos de Florianópolis, que não preserva a história e a cultura da ilha.
Da esquerda para a direita, a editora Tais Shigeoka, o colunista Emerson Gasperin, o leitor Valmiré Rocha dos Santos, Tatiana Cobbett (bailarina e compositora), Carol e a leitora Luciene Fontão

Abaixo reproduzimos o que mais nos chamou atenção no debate. Fica já o convite aos participantes que entrem ali na seção Comentários e deixem  suas percepções e, claro, a todo mundo que quiser deixar o seu recado. Mês que vem tem mais!
“Atualmente, eu me sensibilizo com a questão da perda de importância nas relações humanas e na troca de conhecimento. Então, apoio qualquer iniciativa que seja um esforço de ir contra esses dois movimentos. As reuniões de pauta do Anexo são esse momento de reflexão e o melhor: com uma classe artística pulsante. Não tem nada de impositivo, mas de vivências, olhares e percepções sobre a arte. Na primeira reunião, conversamos muito sobre processos do fazer jornalístico. Nesta segunda, o papel da crítica de arte ganhou força. Afinal, é esperado que os jornalistas sejam curadores, contextualizem e avaliem as manifestações artístico-culturais. O Anexo só cresce com essas trocas e fico realizada de poder testemunhar e fazer parte desse momento.” Layse Ventura, repórter

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Descontração, bate papo e descoberta de afinidades entre pessoas que não se conheciam também marcou o encontro

“O debate foi dos mais ricos, com uma boa reflexão sobre o jornalismo cultural. Me chamou atenção o papo sobre a falta de maturidade do mercado local e como o empresariado catarinense ainda não despertou para o marketing cultural, opinião que nós, da equipe do Anexo, partilhamos. Temos aí um desafio de envolver e ajudar a despertar nossa força empresarial para a importância de investir na cultura catarinense“, Cris Vieira, editora

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Da esquerda para a direita, Leticia Bombo (assessora de imprensa), a leitora de Joinville Gabriela Maria Carneiro de Loyola (que chamava atenção para a necessidade da iniciativa privada investir na cultura local), Dânia Degano (empresária), Cláudia Barbosa (cantora e jornalista),  Susana Bianchini (artista visual), Renato Turnes (diretor de teatro), professor Acyr de Oliveira e Luzair Martins (grupo Filhos da Terra)

 

“A reunião reforçou a importância da materialidade das produções culturais no jornal para os artistas, como forma de reconhecimento do trabalho feito no Estado, e promoveu também o encontro de pessoas interessadas na preservação da memória cultural catarinense. Foi possível perceber a pluralidade de vozes e interesses, o que reforçou ainda mais a difícil tarefa de estabelecer critérios para a publicação de matérias. O mais bacana foi perceber que a reunião virou motivo para celebração! Todos estavam felizes com a oportunidade do diálogo! Conseguimos estreitar ainda mais nosso canal de comunicação com nossos leitores, tirando dúvidas sobre nossos processos no jornal, e com certeza ganhamos mais fontes para nos munirem de informações sobre o cotidiano, dificuldades e produções locais na área da cultura! (Nanda Gobbi, editora)

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“Abrir a pauta do Anexo foi um exercício interessante de compartilhar nosso dia-a-dia e desconstruir alguns mitos que eventualmente se relacionam ao jornal. Foi um encontro plural, com olhares múltiplos sobre a produção artística e cultural do Estado. A reunião reforçou também a urgência de avançarmos no aprofundamento do debate e da crítica em nossas reportagens. Carol Macário, repórter


Os participantes

Margaret Waterkemper (Fundação Badesc)
Emerson Gasperin (colunista do Anexo)
Thiago Momm (colunista do Anexo)
Letícia Bombo (assessora de imprensa)
Renato Turnes (diretor de teatro)
Gabriela Maria Carneiro de Loyola (artes plásticas)
Acyr Osmar de Oliveira (professor)
Luzair Lauro Martins (Grupo Folclórico Filhos da Terra)
Susana Bianchini (artista visual)
Fifo Lima (jornalista cultural)
Luciene Fontão (professora e escritora)
Cláudia Barbosa (cantora e jornalista cultural)
Tatiana Cobbett (bailarina, cantora e compositora)
Marina Tavares (produtora cultural)
Valmiré Rocha dos Santos (professor aposentado)
Giuliana Korzenowski (assessora de imprensa)
Laércio Luiz (artista plástico)
Dânia Degano (designer e empresária)
Julia Maris Latronico de Souza (assessora de imprensa)

CRÍTICA - Os Gigantes da Montanha, do Grupo Galpão. Por Gláucia Grigolo

22 de outubro de 2014 2

Por Gláucia Grigolo

Novamente Gabriel Villela une-se ao Grupo Galpão para mais um projeto ousado e encantador. A parceria teve início nos anos 1990, com a montagem de Romeu e Julieta (1992), que se tornou um marco no teatro brasileiro. Depois veio A Rua da Amargura (1994). Os Gigantes da Montanha,que estreou no ano passado, é o mais recente trabalho do grupo mineiro, que pelas mãos do diretor (também mineiro) traz à cena o texto do italiano Luigi Pirandello.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

A presença do grupo na programação do Festival Isnard Azevedo não é novidade. O público de Florianópolis já teve oportunidade de ver outros espetáculos em edições anteriores. Desta vez, os Gigantes estavam no palco do Teatro Ademir Rosa diante de uma plateia lotada e curiosa.

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“História do Comunismo Contada aos Doentes Mentais”, por Antônio Cunha
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“Subo para não esquecer o que de baixo já não consigo ver”, por Lau Santos

Fala-se de teatro fazendo teatro. Uma companhia teatral decadente chega a uma vila cheia de fantasmas e pessoas estranhas que vivem no mundo da utopia. É através da linguagem metateatral que o grupo conta a Fábula do Filho Trocado e outras histórias, embaladas por canções italianas muito bem executadas pelos próprios atores. Aliás, o rigoroso trabalho musical do grupo sempre é encantador, uma característica marcante na trajetória do Galpão.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

A Condessa Ilse, personagem principal, tem o desejo de que a Fábula seja encenada para o grande público. Como não há muita gente na Vila, o governador/mago Cotrone sugere que a peça seja feita para os gigantes da montanha. Mas alerta que o povo vizinho não é muito apreciador de arte. Sendo assim, a peça torna-se também metafórica e crítica: quem são os gigantes senão nós, o público que assiste a uma peça dentro da peça? Qual é o lugar do teatro no mundo e o que ele tem a dizer?

Pirandello deixou a obra inacabada, não escreveu o último ato. Em cena, os atores representam o final da peça apropriando-se de um gramelot (língua inventada), fazendo alusão ao que Pirandello teria contado ao filho Stefano sobre o final. E chamam a atenção sobre a importância que a arte e a poesia tem na vida das pessoas: precisamos dos poetas para dar coerência aos sonhos… O ser humano inventa verdades, mas não há sonho mais absurdo do que essa nossa realidade.

Em tempos de dura realidade na cena política e cultural brasileira, quem vai dar coerência aos nossos sonhos?

Ilha de Santa Catarina, 22 de outubro de 2014.

Gláucia Grigolo é atriz e produtora cultural (glaucia.grigolo@gmail.com)

Explosão de cores, texturas e expressões

O repórter fotográfico do Diário Catarinense Marco Favero registrou em fotos a apresentação dos Gigantes da Montanha no Teatro Ademir Rosa. Confira:

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

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Foto: Marco Favero / Agência RBS

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