Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Destaquinho"

Jurerê Jazz: A família inteira se divertiu de graça com o Blue Etílicos no Jurerê Open Shopping

10 de maio de 2015 1
blues etílicos, open shopping_Foto- Bruno Ropelato__MG_5043

Todo mundo sentadinho para curtir a banda carioca (Fotos: Bruno Ropelato, Divulgação)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

O delta do Mississippi está a quase 9 mil quilômetros de distância, uísque nem pensar e my baby ficou em casa. Os clichês do blues não fizeram falta para umas 500 pessoas curtirem o Blues Etílicos neste sábado (9/5) no Jurerê Open Shopping, em Florianópolis. Rio por rio, o Papaquara passa ali pertinho (e tem a praia a duas quadras), todos os bares do calçadão vendiam cerveja e a família inteira se divertiu com o show gratuito da banda carioca na quinta edição do festival Jurerê Jazz.

Com 30 anos de estrada no lombo, o Blues Etílicos comportou-se de acordo com a ocasião: como se estivesse em happy hour. Afinal, eram apenas 19h. Com o gaitista Flávio Guimarães e o guitarrista Greg Wilson (EUA no passaporte, Rio de Janeiro no sotaque) revezando-se nos vocais, o quinteto sentiu-se à vontade para animar a plateia com músicas e histórias.

Confira entrevista com o gaitista, Flávio Guimarães

Quando anunciou Puro Malte entre um gole e outro de cerveja, Guimarães contou que a banda gosta tanto da gelada que já fabricou uma com seu nome para comercializar – “mas bebemos tudo” – e ensinou o refrão, uma ode às artesanais.Wilson (abaixo, à esq.) lembrou da primeira música do grupo a tocar na rádio, A Safra de 63, e explicou que todos haviam nascido naquele ano. No fundo, o baterista Pedro Strasser tirava sarro sinalizando que não.

blues etílicos, open shopping_Foto- Bruno Ropelato

A guitarra de Otávio Rocha (acima) ensaiou levar o povo ao transe emulando um berimbau (berimblues?) no toque de capoeira que precede Dente de Ouro. A presença da música brasileira no som da banda também incrementou a versão de Coração Cristalino, de Alceu Valença. Na saideira, Cerveja confirmou a impressão de que o show poderia ter sido mais agitado sem as fileiras de cadeiras à frente do palco.

Segundo Jean Mafra, da produção do festival, chegou a ser cogitada a hipótese de deixar todo mundo em pé, não somente quem ocupasse as laterais ou se acomodasse lá atrás. Mas a intenção ao dispor de lugar para sentar era exatamente atrair um público que, em outras circunstâncias, talvez não se empolgasse para vir. Pois não só veio, como voltou para casa ainda a tempo de pegar a novela.

Criolo apresenta em Florianópolis show de Convoque Seu Buda

02 de maio de 2015 2

_26B6279                                                                                                                                     Fotos Diórgenes Pandini (Agência RBS)

O rapper Criolo passou por Florianópolis na noite de sexta-feira, com o show da turnê de seu terceiro álbum, Convoque Seu Buda, lançado em novembro do ano passado e que ainda não tinha passado por Santa Catarina. O show ocorreu no Lagoa Iate Clube (Lic), em Florianópolis, mesmo lugar da última apresentação (setembro de 2014) do rapper paulista em SC.

Em entrevista ao Anexo, Criolo fala do novo disco, dos Racionais, faz uma declaração de amor aos palcos e lembra o show do ano passado no LIC

Em uma hora e meia de puro espetáculo, Criolo mostrou-se ainda melhor. Um show bem resolvido, com um ótimo aparato de iluminação, construído a partir de Convoque Seu Buda, mas mesclando de maneira certeira hinos de Nó na Orelha(álbum de 2011 que o consagrou), como Não Existe Amor em SP e Subirusdoistiozin. Sons cantados em coro por um público apaixonado por seu ídolo, que chegava a gritar: “Criolo, Criolo, Criolo”, no intervalo entre uma música e outra. Aliás rapazes, as belas meninas – tinha mesmo muitas mulheres bonitas no show – e casais de namorado mostraram que são uma legião de fãs fiéis: também levaram no gogó as novas músicas do terceiro álbum – destaque para a explosão com Convoque Seu Buda, música que abriu o show. Cartão de Visita transformou o LIC num perfeito bailinho black. Côsa Linda.

Talvez a experiência, talvez a proximidade de Ivete Sangalo (o cantor viaja o Brasil ao lado da experiente musa baiana no Projeto Nívea Viva, que homenageia Tim Maia) tenham tornado Criolo ainda mais profissional. Ele está mais à vontade nas conversas, brincadeiras e interação com o público. Mantém seus momentos de transe, de showman – em que se entrega à musicalidade da sua superbanda, orquestrada pelos produtores Daniel Ganjaman, Marcelo Cabral e DJ DanDan - este eterno parceiro de Criolo, ainda nos tempos de Criolo Doido, antes de Nós na Orelha.

Segue com o tom profético de suas apresentações e discursos, proclamando “mais amor sempre” , evocando a “energia do universo” e lembrando que “todo mundo tem um lado bom”. É, sem dúvida, um cara de palco – capaz de colocar uma multidão para dançar, cantar e celebrar com ele (se você ainda não foi a um show de Criolo, meu amigo, sério, você está marcando). Mas está mais objetivo,, finalizando bem cada som e chamando o coro do público na hora certa.

Ficou a sensação de que o LIC, e sua vibe salão de formatura, é pouco estruturado para receber um artista no nível de Criolo. Ainda assim quem foi acordou neste sábado de alma lavada.

 

Na leveza do groove, o trio carioca Azymuth abre o Jurerê Jazz

30 de abril de 2015 0
O trio carioca Azymuth faz o show de abertura do Jurerê Jazz (Foto: Charles Guerra)

Banda fundiu bossa nova, samba e jazz no Teatro Pedro Ivo (Foto: Charles Guerra)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

A julgar pela abertura do Jurerê Jazz, na quarta-feira, a quinta edição do festival vai entrar para a história. O show que o Azymuth cometeu no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis, lembrou por que a música brasileira é reverenciada pelo mundo: por causa do ritmo, da harmonia e, no caso do trio carioca, da excelência em fundir estilos como bossa nova, samba e jazz para formar uma massa compacta de groove e leveza.

Confira 13 destaques do Jurerê Jazz

O trio Azymuth comemora 40 anos em festival de Florianópolis

O baterista – e “mestre de cerimônia” – Mamão alternava viradas de dar inveja a muito roqueiro com sutis intervenções em que o volume das batidas era modulado apenas com a força empregada nas baquetas. Ivan Malheiros, no baixo, conduzia o balanço com segurança, provocando solavancos propositais com slaps esparsos. E Kiko Continentino, integrado há apenas quatro meses, transformou os teclados em uma usina de timbres, honrando o legado do falecido José Roberto Bertrami.

A banda comemorou 40 anos de carreira com clássicos como Voo Sobre o Horizonte, Faça de Conta, Partido Alto, Meditação (de Tom Jobim) e, lógico, Linha do Horizonte, que fechou a noite com o público cantando junto. O Jurerê Jazz continua hoje, com as bandas Rivo Trio e Brass Groove Brasil de graça às 17h e às 19h no Jurerê Open Shopping.

Espetáculo "Incêndios" vale cada centavo investido

21 de março de 2015 1

inciendo
(Foto: Cristiano Estrela)

 

por Fabiano Moraes

“Há verdades que não podem ser ditas. Precisam ser descobertas.” Uma das tantas falas definitivas do texto escrito pelo libanês Wadji Mouawad, autor do espetáculo teatral Incêndios, encontra eco nas atuações do elenco capitaneado por Marieta Severo.

A montagem, que teve na noite desta sexta-feira a primeira das três apresentações – as outras duas serão no sábado, às 21h, e no domingo, às 20h -, lotou o Teatro do CIC, em Florianópolis, e trouxe da força dos atores (Felipe de Carolis, Keli Freitas, Marcio Vito, Kelzy Ecard, Flavio Tolezani, Isaac Bernat e Fabianna de Mello e Souza) o combustível para uma experimentação cênica que há muito não se via nos palcos catarinenses.

Os incêndios que dão nome à peça são parte da dolorosa história de Nawal (Marieta Severo) da infância à morte. Por meio de uma narrativa não linear, que perpassa Oriente Médio e Canadá, a plateia acompanha os segredos de uma família em meio a uma guerra civil que se arrastou entre os anos de 1975 e 1990, e chegou a ter 23 lados, 23 facções armadas defendendo suas crenças e territórios. Curiosamente, Wadji Mouawad não cita o Líbano no texto, o que só o aproxima da plateia, que fica à vontade para transpor o conflito e colocá-lo em qualquer lugar de sua geografia íntima.

Ao longo de duas horas, a atriz Marieta Severo e o elenco, conduzidos pelas mãos sempre talentosas do diretor Aderbal Freire-Filho (com quem tive o privilégio de conversar rapidamente antes do espetáculo), formam um mosaico existencial completo. Mesmo com todo o peso de uma dramaturgia conceitual, Incêndios mostra domínio dos recursos fundamentais do drama épico, numa impressionante demonstração de tragédia que o teatro ocidental só teve em sua origem grega.

Espetáculos com essas características são raros por aqui. Também por isso, Incêndios vale cada centavo investido.

Um português no Psicodália

09 de março de 2015 1

Psicofoto2
De 13 a 18 de Fevereiro, ocorreu um festival em Rio Negrinho. A minha paixão por criação de vídeos, boa música e boas vivências, agregada à generosidade da organização, garantiram a minha presença neste evento de seis dias: o Psicodália, já com várias edições anterioremente realizadas.

Palavras ficarão com certeza àquem do que foi este evento, mas posso tentar transmitir uma ideia: imaginem uma fazenda muito espaçosa, rodeada de uma natureza maravilhosa com lagoa e cachoeira. Agora, acrescentem a isso uma panóplia de músicos extraordinários, interessantes oficinas ao longo de todos os dias e ainda várias actividades espalhadas por todo o recinto; ainda não estariam perto do que este festival representa!

pSICOFOTO6
Para além de tentar cultivar uma consciência mais ecológica e sustentável, não só por sensibilização geral de todos, mas também posta em prática pelos “banheiros secos” (sem desperdício da nossa preciosa água), compostagem da maioria dos orgânicos e ainda separação de resíduos, o Psicodália é ainda mais que isso. São os sorrisos sinceros das pessoas com que se cruza, são as interessantes trocas de ideias com desconhecidos, são as espontâneas rodas de música presentes ao longo de todo o festival, é o acampar e (provavelmente) ser abençoado pela chuva, é o pisar da lama até passar a gostar dela e dançar até o corpo pedir descanso!

Concluindo, um festival desta dimensão não só proporciona shows espectaculares, com vários artistas de renome, como nos marca a todos de uma maneira ou de outra, pelas suas boas vibrações, espírito de união e entreajuda, e uma consciencialização para o planeta terra, procurando deixar a menor pegada possível nesta vida, em harmonia com a nossa mãe natureza.

Psicofoto1

Rui Barreto
Portugal, fevereiro de 2015

Primeiro show da The Flying Eyes no Brasil acontece em Florianópolis

07 de março de 2015 0

11042671_734926979958888_448449219461871407_n

O quarteto norte-americano tocou ontem, dia 6, para uma plateia com um pouco mais de 100 pessoas. O baixo público não mudou o fato de que, vindos direto da Argentina, a primeira apresentação deles no Brasil foi na capital catarinense. Tocando uma espécie de revival do som psicodélico da década de 60, a banda ainda faz mais seis shows pelo Brasil.

 

 

Comparado com festas universitárias ao som de DJs e “artistas de MP3″, o show do The Flying Eyes parecia a escolha mais atraente para começar o último fim de semana de férias. Não foi o que acharam os estudantes da UFSC, maioria do público na vida noturna próxima à universidade. A primeira grande festa no campus, por exemplo, tinha mais de 3mil confirmados no evento do facebook, e provavelmente ajudou a esvaziar o Célula Showcase.

 

 

Não desanimou quem pagou pra ver (na hora, o ingresso custava R$ 35) os quatro caras de Baltimore, costa leste dos EUA. A banda também não se desanimou, com o guitarrista Adam Bufano e o bateirista Elias Schutzman se retorcendo atrás de seus instrumentos, tocando solos que, tirando as diferença de proporção, satisfaziam até os fãs de Jimi Hendrix e Tony Williams.

 

10408779_734928443292075_5132454042566142807_n

Adam Bufano parecendo o Jack White na primeira cena de It Might Get Loud

 

Talvez toda essa disposição esteja relacionada com o tom malicioso do vocalista Will Kelly, quando disse “I love your beaches!”(“Eu amo as suas praias!”), fazendo um trocadilho com “beaches” e “bitches” (prostitutas). Talvez fosse porque era a primeira vez que tocavam no Brasil, no meio de uma turnê latino americana que começou na capital da Argentina, Buenos Aires, e termina em Volta Redonda,  Rio de Janeiro. O fato é que, quem deixou de ir, cuspiu pra trás a chance de começar bem o semestre.

 

Will Kelly cuspindo pro alto a cerveja que acabou de ganhar

Will Kelly cuspindo pro alto a cerveja que acabou de ganhar

 

Fotos: Marco Favero, Agência RBS

 

Luciano Martins recebe público para bate-papo na abertura de exposição sobre seus 15 anos de carreira

05 de março de 2015 2

Depois de muitas horas debruçada sobre o catálogo da exposição comemorativa dos 15 anos de carreira de Luciano Martins, eu percebi que aquelas figuras não tinham sobrancelhas. Na realidade, com exceção de três personagens, nenhum deles as tem. As exceções, em um universo de cerca de 50 quadros, são Frida Kahlo, Michael Jackson e Judas (na releitura da Santa Ceia, de Leonardo da Vinci). Lógico que ao encontrar o artista, antes mesmo do bate-papo com o público, foi a primeira coisa que lhe perguntei. Afinal, por quê?

A resposta de Luciano não poderia ser outra, senão a busca pela simplicidade. Ele percebeu ao pintar que era melhor retirar o excesso: nariz, dentes, sobrancelha e até os dedos – repare que em seus quadros as pessoas têm apenas três dedos nas mãos. As três exceções se explicam naturalmente. Na Frida Kahlo, obviamente, deveria ser pintada uma longa; no M.J. foi para acentuar seus traços femininos; e no Judas trouxe expressão e diferenciação dos demais discípulos (tão semelhantes). Fora da exposição, outras personalidades que receberam um nariz foi John Lennon e Luciano Huck.

Paulo Amaral e Luciano Martins

Paulo Amaral e Luciano Martins. Foto: Layse Ventura

 

Paulo Amaral, ex-diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) e convidado para receber o público nesta quinta-feira, aprofundou essas características do trabalho de Luciano no bate-papo realizado à tarde. Segundo ele, a maior preocupação dos artistas atualmente é a necessidade de fazer uma obra que tenha de ser interpretada e compreendida. No entanto, ele avalia que tanto a arte hermética, quanto a arte simples tem sua importância e particularidade, e ambas podem ser densas, principalmente quando consideramos o contexto em que vivemos de distanciamento e esquecimento das coisas simples da vida.

Para dar conta de seu acervo, brevemente exposto no Espaço Lindolf Bell, no CIC, Luciano planeja reunir algumas de suas duas mil obras em um livro. Outro projeto do artista é diversificar suas atividades com as crianças que recebe em seu ateliê e galeria, na Lagoa da Conceição:

- O mérito é todo dos professores. Eu tenho esse compromisso de responder, seja criança, seja adulto. Quando eu falo sobre ‘verdade’, eu falo sobre isso: eu pinto com minha verdade. Eu não tenho didática, mas eu recebo de coração aberto. O meu trabalho pode ser porta de entrada para as crianças para as artes, porque tem uma linguagem que se aproxima delas. Por isso, penso que é um momento de abrir uma escola – revelou.

O secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, Filipe Mello, estava no evento e deu seu apoio para a criação de um centro de ensino, onde Luciano ensinaria artes plásticas às crianças.

IMG_3273

Público tirou dúvidas com artista. Foto: Layse Ventura

DJ Hardwell é o rei da Eletronic Dance Music e fez show empolgante no Arena One

04 de janeiro de 2015 2
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Magro, pálido e aparentemente tímido, o holandês Robbert van de Corput, 26 anos, é um improvável pop star quando se olha para ele fora dos palcos. À frente de uma cabine de som ele é outro: muito maior e carismático, um rei para a atual EDM, popular sigla para Eletronic Dance Music. É o empolgadíssimo DJ Hardwell, o melhor DJ do mundo – título conquistado pela segunda vez consecutiva e concedido pela conceituada publicação inglesa DJ Mag. No sábado (3) ele aterrissou em Santa Catarina e apresentou primeiro em Florianópolis e depois em Balneário Camboriú a turnê Go Hardwell or Go Home.

Veja aqui mais informações do verão em Santa Catarina

Na Capital ele foi a segunda atração do projeto Arena One, que teve apresentação empolgante do DJ David Guetta na última sexta no antigo Parque Planeta, Norte da Ilha. Hardwell reuniu bem menos público que Guetta (13 mil pessoas na sexta), mas as 7 mil pessoas que prestigiaram o holandês eram com certeza bons conhecedores do gênero eletrônico. Impressionante o número de fãs do DJ em Florianópolis.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Ele saiu de Recife ainda no final da tarde de sábado em um avião fretado e desembarcou em Florianópolis à 0h49 da madrugada. Do aeroporto até o Arena One ele seguiu num carro escoltado, e quando chegou, às 1h45 da madrugada, não transpareceu nenhum cansaço e até tirou fotos com duas fãs que o contataram previamente por email.

Exatamente às 2h, como previsto, assumiu a pick up. Até o mais duro coração em relação à EDM amolece com a honestidade da performance, o som pesado e cheio de vigor de Hardwell.

Na pista VIP as Hardwellnetes suspiravam: “Ah, ele é lindo!” “Nossa, ele é mesmo muito bom!”.

_ As músicas do set dele são boas, não repetem e ele não imita outros DJs _ diz a gaúcha Patricia Lampesi Santos, 28 anos, fã do holandês.

> Veja como foram as festas de Reveillon em Jurerê Internacional e na Praia do Rosa

As mãos de Hardwell são um detalhe importante na performance. É como um maestro: em todas as músicas ele gesticula muito, bate palmas, levanta os braços, pula, canta as letras. É como se olhasse nos olhos do público que, por sua vez, sente-se na obrigação de devolver a confiança com empolgação.

O set de Hardwell lembrou o de grandes festivais de música eletrônica, frenético, pesado, com pressão, e incluiu hits como Spaceman, Under Control e outros.

 

_ As músicas podem ser decoradas com facilidade e tem ainda o feeling dele. O Hardwell tem um estilo único _ opina outro fã, o paulista Luiz Carlos Correia de Oliveira, 23 anos.

Hardwell tocou extamente uma hora e meia e encerrou com um remix bem brasileiro, funkeado, que incluiu até vocais do funk Morro do Dendê, do MC Cidinho e Doca. Às 3h30 se despediu de Florianópolis e partiu direto para Camboriú, onde se apresentou no Green Valley para cerca de 12 mil pessoas.

David Guetta ensandece 13 mil pessoas em show em Florianópolis

03 de janeiro de 2015 8
Público de 13 mil pessoas vibrou com show de David Guetta

Público de 13 mil pessoas vibrou com show de David Guetta, em Florianópolis

Por Erich Casagrande
Fotos de Marco Favero

Assim que o relógio marcou 2 horas da manhã, David Guetta caminhou cercado de seguranças em direção ao palco da Arena One, no Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Luzes apagadas e apenas o som histérico de 13 mil pessoas que o aguardavam para o primeiro grande show de 2015. Em seguida, os coloridos neons no palco denunciaram a presença de Guetta em frente a mesa de som.

A plateia delirou com as primeiras batidas mais agressivas do som. O nome do artista se desenhou ao fundo do palco e o volume aumentou, aumentou. Aumentou. O ritmo da música invadiu o ambiente e o íntimo do público. Luzes por todos o lados de todas as direções, a euforia se realizava: todos pulavam, dançavam e cantavam em uma orgia de música, luzes e ritmo.

E não para! David Guetta reverbera a galera em Florianópolis #floripa #vera2015 #davidguetta #guetta #show Um vídeo publicado por Diário Catarinense (@diariocatarinense) em

Pelas duas horas seguintes o músico francês comandou a noite com clássicos como “Love is Gone“, “Play Hard”, “Turn me On”, “Titanium” e composições mais recentes como “Shot Me Down” e “Dangerous”. Durante o show, Guetta transformou os momentos calmos em instantes de expectativas e as “viradas” das músicas em desabafo. Ele erguia os braças e batia palmas, o público seguia.

—  Let me see your fucking hands! — e todos erguiam os braços em “Ain’t A Party Without Me”.  

Ninguém ficou de fora e com ele a festa continuou. O som reverberou no público que pode assistir uma perfeita sintonia de efeitos visuais com luzes e holofotes, Ora eram explosões de papeis dourados e prateados, ora era gelo-seco, ora serpentinas coloridas que desabavam sobre o público, efeitos sempre recebidos com um gostoso pulso de espanto.

> Veja como foram as festas de Reveillon em Jurerê Internacional e na Praia do Rosa  

Acabou. Por duas horas David Guetta agitou a galera em Florianópolis #davidguetta #floripa #vera2015 Um vídeo publicado por Diário Catarinense (@diariocatarinense) em

Entre Pista Comum, Pista Vip e camarotes, todos os lugares estavam cheios. Mas a área vip ainda permitia mais conforto sem deixar de ter o “calor” de estar perto do palco e em meio a galera. Na pista comum, a distância do músico era o ponto negativo, mas era impossível não se manter contagiado pelo som. Já os dois setores de camarotes eram os lugares mais cheios. Os únicos lotados. Entre aqueles que pagaram caro ou ganharam convites “especiais” para usufruir do setor, havia pouco espaço e muito calor. O cantor Latino e o ex-bbb Caetano Zonaro – o primeiro a ser eliminado – do primeiro Big Brother Brasil, estavam entre os habitantes dos camarotes.

David Guetta, que tocou para um público encantado com o poder da música, deixou o palco com braços erguidos e mandando beijos ao som que ele implantou nas 13 mil pessoas que acompanharam o show. No silêncio da música, aplausos e berros de euforia de quem dançou, pulou, cantou e se entregou por duas horas às luzes e ao ritmo.

Com breve aparição de Medina, Virada Mágica se confirma como evento acima da média

01 de janeiro de 2015 1

Por Thiago Momm
thiagomomm@gmail.com

Gabriel Medina, grande nome confirmado da Virada Mágica ontem, na Praia do Rosa, em Imbituba, só foi visto pela reportagem à distância e de forma bruxuleante. Era ele, não era ele? Era, confirmou a organização do evento. Mas o campeão do WCT se resguardou em um camarote elevado à esquerda do palco onde tocaram os DJs da noite. Estava atrás de algumas camadas de festeiros e, durante duas baterias de espera do repórter, mal piscou lá atrás. Uma faixa o parabenizava pelo título. Alguns surfistas e medinetes dançavam próximos ao camarote, como que esperando uma onda que pudesse ser remada para levar ali em cima.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

A Virada Mágica, que acontece desde 2009, recebeu 4 mil pessoas e se confirmou como um evento acima da média. O deep house oscilou entre incisivo e harmônico toda a madrugada. O grave do som ressoava pelo cenário de 5 mil metros quadrados com qualidade. O staff, gentil, tinha de seguranças iluminando a breve trilha até a festa a funcionários do open bar com um bom humor sobrenatural. Apresentações circenses somaram bem à proposta. Mal havia fila para se comprar um temaki ou pegar bebidas. A vista panorâmica para a baía do Rosa mais o público bonito sem afetações cerejavam o bolo.

Veja aqui mais informações do verão em Santa Catarina

Um porém foi o banheiro feminino. O masculino foi eficiente, devidamente preparado, mas o feminino ficou semi-anárquico, com grandes filas e manutenção falha. A chuva marcou presença grande parte da noite, mas sem transtornos, já que a festa estava concentrada em dois grandes espaços cobertos. Os banheiros ficavam ao ar livre, mas os momentos de aguaceiro não duraram muito. Em um deles, inclusive, alguns festeiros decidiram uudistoquizar dançando efusivos na grama. De resto, a chuva esteve de média para fraca, um regador disposto a aliviar o calor noturno.

 

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Faltava pouco para meia-noite e o repórter era dos poucos em volta de uma mesa de três metros abarrotada de frutas. 2015 chegou com garoa, contagem regressiva do público no meio da música eletrônica e sete uvas engolidas de uma vez só. Na areia do Rosa, a multidão não arredou pé. Milhares de cabeças podiam ser vistas a partir de um dos espaços da festa, separada da areia por uma área verde iluminada por holofotes.

As mulheres da Virada eram um capítulo à parte. Eram menos empoadas e douradas que a média de Jurerê Internacional e talvez somassem mais beleza que a de uma festa no litoral croata. Várias pareciam versões bronzeadas e de vestidos brancos praianos da Falbalá, a paixão de Obelix nos clássicos quadrinhos franceses de Uderzo e Doscinny.

Saiba como foi o réveillon das modelos em SC

O repórter decidiu não cismar com contagens, mas se alguém buscasse uma síntese do que é a mulher linda e desanuviada da região de Garopaba e Imbituba encontraria, sem esforço, mais de uma centena.

— Tem alguns caras estilo surfista bem gatos, mas tem mais mulher bonita que homem — testemunhou uma universitária para o repórter.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

O clima era de beijo na boca sem excessos micareteiros. Quer dizer, sempre há um ou outro. Um cara segurava os ossos occipitais da menina enquanto cismava em colar lábio com lábio. Ela virou o rosto rápido algumas vezes mas, em vez de ficar indignada, sorriu e o abraçou. Eles repetiram esse estranho ritual de aproximação por um tempo. O repórter cansou da cena antes que eles tivessem avançado além de dois selinhos.

Bruna Marquezine e Daniel Rocha passam a virada de ano em Jurerê Internacional

Os homens obviamente tomavam mais a iniciativa, mas as mulheres entraram no ano-novo enfiando o pé com a rasteirinha na jaca. “Vou pegar e vazar”, disse uma menina a uma amiga na saída do banheiro, sobre um alvo potencial. O Geotunel que funcionou como palco principal estava cheio mas sem sufoco, perfeito para se deixar levar pela boa música, estendida até depois das 5h. O grande painel colorido manteve um “2015″ escrito no alto. Que ele venha com tantas boas festas assim.

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm

Virada Mágica 2015 / Foto: Thiago Momm