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Posts na categoria "Devassa on Stage"

O enigmático Deadmau5 e sua passagem por Florianópolos

31 de dezembro de 2014 1

 

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Não, o trânsito não atrapalhou. A casa lotou. Mas a sensação é de que o público chegou espaçadamente. Até umas 23h30min, chegaram os locais, manezinhos e agregados da Grande Floripa, sábios de que numa terça de verão, entre o Natal e o Ano Novo, alcançar o estacionamento do Devassa On Stage e parar o carro logo ali nas primeiras vagas, perto das cancelas, é para os fortes.

Os turistas foram chegando depois, de modo que a 1h, quando pontualmente Deadmau5 subiu ao palco, a pista do Devassa On Stage estava lotada.

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O cara é enigmático.  O adereço de mouse, a iluminação sombria, os beats pesados logo no primeiro minuto. Tudo cria um clima de mistério e endeusamento em torno de Deadmau5. O público delira e o reverencia.

A estratégia de marketing do atual número 16 do mundo é bem-sucedida. Deadmau5 quase não mostra o rosto. Quando tira a máscara de rato, a iluminação fica praticamente nula e ele ainda usa um boné. Simplesmente não dá pra ver seu rosto. O DJ também não  costuma conceder entrevistas, faz poucas apresentações e evita grandes festivais. Foi inflexível sobre o horário de subir ao palco.O Dj local Zabot foi avisado cinco minutos antes da 1h que deveria deixar o palco. Uma hora ainda tocava, quando a equipe de produção entrou no palco e começou a tirar a mesa do DJ para trazer a de Deadmau5. 

 

O produtor musical canadense, nascido Joel Thomas Zimmerman, aposta na vertente electro e progressive house. O set foca no seu álbum de 2014, While, que contém os singles Avaritia e Seeya.

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Deadmau5 tocou por exatas uma hora e trinta minutos. Mandou bem, mas não foi explosivo. Na maior parte da apresentação, não acelerou. E o público por vezes pediu: vai, Deadmau5. Mas não. Ele ficou numa monotonia meditativa, que deu sono em certo momento, a ponto do público se entreter com um drone que voou sobre as pessoas, registrando imagens do Devassa lotado.

Mas Life is a Loop entrou às 2h30min e, aí sim, a noite ferveu. Depois de Floripa, Deadmau5 voou até Balneário Camboriú e se apresentou na mesma noite no Music Park de lá.

 

Deep Purple em Floripa: noite de devoção ao rock

15 de novembro de 2014 2
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Fotos Charles Guerra, Agência RBS

 

Rafael Martini
Colunista do Blog Visor 
Em tempos de Demi Lovato, Miley Cyrus e One Direction, os dinos do Deep Purple mostraram que ainda têm lenha para queimar. Tudo bem que já não é aquela fogueira toda dos anos 60/70, mas ainda dá para aquecer os corações dos velhos roqueiros.

E foi o que se viu no Devassa On Stage, sexta à noite. Mas engana-se quem imagina um público formado só por tiozinhos carecas, barrigudinhos e com camiseta preta cheirando a naftalina.

Clique aqui para ver vídeo de Smoke on the Water

Entre os milhares que lotaram a casa, tinha também muito cabeludo, gatas no style meia arrastão e maquiagem pesada (era noite de rock, bebê) e até algumas crianças, encarando a sagrada iniciação ao heavy da melhor qualidade.

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E os  caras do Deep Purple não decepcionaram. Porque estamos falando de quem já vendeu mais de 100 milhões de discos (se você não sabe o que é vinil vai no Google) e formam a santíssima trindade do metal ao lado de Led Zeppelin e Black Sabbath.

A cada grande hit, levaram a galera ao êxtase: abriram com Highway Star. Ao longo de uma hora e meia, mandaram ver com Strange Kind of Woman, Perfect Strangers, Lazy, Hush e Black Night. O ápice, claro, foi com Smoke on the Water, simplesmente o riff de guitarra mais popular do rock e que a geração MTV conhece pelo bom gosto musical da dupla Beavis and Butthead.

Foi uma noite para doses de rock puro e sem gelo, em que só os iniciados conseguiram compreender a importância da passagem deles por em Floripa.

E à galerinha que eventualmente possa torcer o nariz para uma banda do século passado, beijinho no ombro. Afinal, assistir a um show do Deep Purple é como curso de datilografia ou digitação, como preferirem, sempre conta no currículo.