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David Guetta ensandece 13 mil pessoas em show em Florianópolis

03 de janeiro de 2015 8
Público de 13 mil pessoas vibrou com show de David Guetta

Público de 13 mil pessoas vibrou com show de David Guetta, em Florianópolis

Por Erich Casagrande
Fotos de Marco Favero

Assim que o relógio marcou 2 horas da manhã, David Guetta caminhou cercado de seguranças em direção ao palco da Arena One, no Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Luzes apagadas e apenas o som histérico de 13 mil pessoas que o aguardavam para o primeiro grande show de 2015. Em seguida, os coloridos neons no palco denunciaram a presença de Guetta em frente a mesa de som.

A plateia delirou com as primeiras batidas mais agressivas do som. O nome do artista se desenhou ao fundo do palco e o volume aumentou, aumentou. Aumentou. O ritmo da música invadiu o ambiente e o íntimo do público. Luzes por todos o lados de todas as direções, a euforia se realizava: todos pulavam, dançavam e cantavam em uma orgia de música, luzes e ritmo.

E não para! David Guetta reverbera a galera em Florianópolis #floripa #vera2015 #davidguetta #guetta #show Um vídeo publicado por Diário Catarinense (@diariocatarinense) em

Pelas duas horas seguintes o músico francês comandou a noite com clássicos como “Love is Gone“, “Play Hard”, “Turn me On”, “Titanium” e composições mais recentes como “Shot Me Down” e “Dangerous”. Durante o show, Guetta transformou os momentos calmos em instantes de expectativas e as “viradas” das músicas em desabafo. Ele erguia os braças e batia palmas, o público seguia.

—  Let me see your fucking hands! — e todos erguiam os braços em “Ain’t A Party Without Me”.  

Ninguém ficou de fora e com ele a festa continuou. O som reverberou no público que pode assistir uma perfeita sintonia de efeitos visuais com luzes e holofotes, Ora eram explosões de papeis dourados e prateados, ora era gelo-seco, ora serpentinas coloridas que desabavam sobre o público, efeitos sempre recebidos com um gostoso pulso de espanto.

> Veja como foram as festas de Reveillon em Jurerê Internacional e na Praia do Rosa  

Acabou. Por duas horas David Guetta agitou a galera em Florianópolis #davidguetta #floripa #vera2015 Um vídeo publicado por Diário Catarinense (@diariocatarinense) em

Entre Pista Comum, Pista Vip e camarotes, todos os lugares estavam cheios. Mas a área vip ainda permitia mais conforto sem deixar de ter o “calor” de estar perto do palco e em meio a galera. Na pista comum, a distância do músico era o ponto negativo, mas era impossível não se manter contagiado pelo som. Já os dois setores de camarotes eram os lugares mais cheios. Os únicos lotados. Entre aqueles que pagaram caro ou ganharam convites “especiais” para usufruir do setor, havia pouco espaço e muito calor. O cantor Latino e o ex-bbb Caetano Zonaro – o primeiro a ser eliminado – do primeiro Big Brother Brasil, estavam entre os habitantes dos camarotes.

David Guetta, que tocou para um público encantado com o poder da música, deixou o palco com braços erguidos e mandando beijos ao som que ele implantou nas 13 mil pessoas que acompanharam o show. No silêncio da música, aplausos e berros de euforia de quem dançou, pulou, cantou e se entregou por duas horas às luzes e ao ritmo.

O enigmático Deadmau5 e sua passagem por Florianópolos

31 de dezembro de 2014 1

 

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Não, o trânsito não atrapalhou. A casa lotou. Mas a sensação é de que o público chegou espaçadamente. Até umas 23h30min, chegaram os locais, manezinhos e agregados da Grande Floripa, sábios de que numa terça de verão, entre o Natal e o Ano Novo, alcançar o estacionamento do Devassa On Stage e parar o carro logo ali nas primeiras vagas, perto das cancelas, é para os fortes.

Os turistas foram chegando depois, de modo que a 1h, quando pontualmente Deadmau5 subiu ao palco, a pista do Devassa On Stage estava lotada.

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Fernando e Sorocaba agitaram o Cafe de La Musique

O cara é enigmático.  O adereço de mouse, a iluminação sombria, os beats pesados logo no primeiro minuto. Tudo cria um clima de mistério e endeusamento em torno de Deadmau5. O público delira e o reverencia.

A estratégia de marketing do atual número 16 do mundo é bem-sucedida. Deadmau5 quase não mostra o rosto. Quando tira a máscara de rato, a iluminação fica praticamente nula e ele ainda usa um boné. Simplesmente não dá pra ver seu rosto. O DJ também não  costuma conceder entrevistas, faz poucas apresentações e evita grandes festivais. Foi inflexível sobre o horário de subir ao palco.O Dj local Zabot foi avisado cinco minutos antes da 1h que deveria deixar o palco. Uma hora ainda tocava, quando a equipe de produção entrou no palco e começou a tirar a mesa do DJ para trazer a de Deadmau5. 

 

O produtor musical canadense, nascido Joel Thomas Zimmerman, aposta na vertente electro e progressive house. O set foca no seu álbum de 2014, While, que contém os singles Avaritia e Seeya.

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Deadmau5 tocou por exatas uma hora e trinta minutos. Mandou bem, mas não foi explosivo. Na maior parte da apresentação, não acelerou. E o público por vezes pediu: vai, Deadmau5. Mas não. Ele ficou numa monotonia meditativa, que deu sono em certo momento, a ponto do público se entreter com um drone que voou sobre as pessoas, registrando imagens do Devassa lotado.

Mas Life is a Loop entrou às 2h30min e, aí sim, a noite ferveu. Depois de Floripa, Deadmau5 voou até Balneário Camboriú e se apresentou na mesma noite no Music Park de lá.

 

Deep Purple em Floripa: noite de devoção ao rock

15 de novembro de 2014 2
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Fotos Charles Guerra, Agência RBS

 

Rafael Martini
Colunista do Blog Visor 
Em tempos de Demi Lovato, Miley Cyrus e One Direction, os dinos do Deep Purple mostraram que ainda têm lenha para queimar. Tudo bem que já não é aquela fogueira toda dos anos 60/70, mas ainda dá para aquecer os corações dos velhos roqueiros.

E foi o que se viu no Devassa On Stage, sexta à noite. Mas engana-se quem imagina um público formado só por tiozinhos carecas, barrigudinhos e com camiseta preta cheirando a naftalina.

Clique aqui para ver vídeo de Smoke on the Water

Entre os milhares que lotaram a casa, tinha também muito cabeludo, gatas no style meia arrastão e maquiagem pesada (era noite de rock, bebê) e até algumas crianças, encarando a sagrada iniciação ao heavy da melhor qualidade.

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E os  caras do Deep Purple não decepcionaram. Porque estamos falando de quem já vendeu mais de 100 milhões de discos (se você não sabe o que é vinil vai no Google) e formam a santíssima trindade do metal ao lado de Led Zeppelin e Black Sabbath.

A cada grande hit, levaram a galera ao êxtase: abriram com Highway Star. Ao longo de uma hora e meia, mandaram ver com Strange Kind of Woman, Perfect Strangers, Lazy, Hush e Black Night. O ápice, claro, foi com Smoke on the Water, simplesmente o riff de guitarra mais popular do rock e que a geração MTV conhece pelo bom gosto musical da dupla Beavis and Butthead.

Foi uma noite para doses de rock puro e sem gelo, em que só os iniciados conseguiram compreender a importância da passagem deles por em Floripa.

E à galerinha que eventualmente possa torcer o nariz para uma banda do século passado, beijinho no ombro. Afinal, assistir a um show do Deep Purple é como curso de datilografia ou digitação, como preferirem, sempre conta no currículo.

Era uma vez...

20 de setembro de 2014 0

Uma concha e uma escumadeira não serão mais as mesmas depois de Histórias de um Ninho de Mafagafos, espetáculo de contação de histórias da Cia Mafagafos. Junte a esses utensílios um cabide, uma pá, uma vassoura e uma caneca, e eis Maneco Caneco Chapéu de Funil. Claro, adicione imaginação e então se tem uma boa história. Em cartaz neste sábado e domingo no Circo da Dona da Bilica, em Florianópolis, a peça traz uma seleção de histórias tradicionais animadas com músicas e interação com o público.

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A Cia Mafagafos é formada pelos atores Alice Maciel e Sig Schaitel, que no palco dispensam produção grandiosa, com cenário e figurino caros. De cara limpa apresentam histórias genuínas, provando que simplicidade ainda é um bom caminho para brincar e crescer. É um espetáculo voltado para crianças, mas que no entanto não subestima a inteligência delas falando bobagens e com voz afetada. Por isso mesmo tanto bebês quanto adultos caíram na gargalhada com histórias como a dona barato no que queria encontrar um noivo, ou do bolo quentinho e fofinho que saiu rolando.

_ Eles instigam a gente brincar com coisas que não precisam gastar dinheiro. É preciso valorizar e incentivar as coisas genuínas e resgatar a simplicidade. Com tanta tecnologia, é bom ter espaço para as coisas simples _ diz Maria Seara, que estava na platéia com o filho Felipe José, de quatro anos.

O espetáculo terá mais uma apresentação neste domingo, às 17, no Circo da Dona Bilica (Rua Manuel Pedro Vieira, 601, Morro das Pedras, Florianópolis). Ingressos: R$ 20 \ R$ 10 (meia)

Uma experiência de arte contemporânea no Duna Feira de Arte

06 de setembro de 2014 0

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Cheguei ao Duna Feira de Arte no meio da tarde, pouco antes de acabar a luz no Bairro Cacupé, no Norte da Ilha – o que atrapalharia os trabalhos daquela galera afim de mostrar que Floripa não é só praia numa tarde de sábado.

Ainda não conhecia o evento que está na sexta edição e na segunda em 2014. Encontrei alguns conhecidos - a gente sempre encontra um conhecido em Floripa – e isso é por demais valioso nestes tempos de Lucy (a loucura veloz deste filme com Scarlett não sai da minha cabeça).

Esta edição foi dedicada à fotografia. Vinte artistas – a maioria catarinenses - expunham no Estúdio Brandão Fotografias trabalhos que tinham como base a fotografia. Alguns, fotos  genuínas e clássicas… Outros com colagem, intervenções, manipulações. Pura arte contemporânea.

Ainda influenciada por Lucy, encantei-me pelos trabalhos mais minimalistas, como o da catarinense Joana Amaranth. Desde 2010, ela cria a obra Registros. Fotografa com uma câmera digital imagens que lhe chamam atenção durante as viagens pelo mundo: pode ser a cidade de Antônio Carlos, logo ali, ou Berlim. Imprime-as em formato polaroid e escreve mensagens , com horários do dia.

- O objetivo é completar 24h. Não faço as fotos e escrevo a frase simultaneamente. Faço as fotos e depois de muito tempo vem a frase, às vezes pescada num filme ou em algo que ouvi - contou-me Joana.

“10:01 às vezes preciso de ar”

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Em formatos de imã, as polaroids custavam R$ 8 e faziam sucesso entra o público

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Os valores das obras cabiam em todos os bolsos. Telas de R$ 6 mil a fotos menores de R$ R$ 30.

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Caio César (tela das bananas lá ao fundo), Tiago Franco e Fernando Weber (organizadores do evento), Juliana Hoffmann, Paulo Gaiad são alguns dos artistas que participaram.

Depois do rolê, vem outra experiência sensorial. O barato do Duna são os complementos. Comidinhas deliciosas como panini acompanhado de saladas, muffins e rocamboles salgados, quichês, suco verde e drinks – muitos drinks diferentões – faziam a cabeça da ainda pouca gente que estava no local.

- Lota mesmo no final de tarde – disse-me Tiago.

O som é “música eletrônica para adultos“, uma definição que ouvi (e gostei) do Tiago. Os Djs Caetano, Konnin e Binho tocavam house e tech house.

Para finalizar o espaço da Ubber Store. A multimarcas chique da Av. Madre Benvenuta, no Santa Mônica, tem apostado em participar de eventos externos para levar suas peças estilosas para um público maior. Vale dar uma olhada nas camisetas da estilista Camila Salles. É a primeira vez que a Ubber compra a coleção da criadora de São Paulo. As camisetas são lindas demais!

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Duna não tem data para acontecer de novo. Vai rolar de novo, mas a feira acontece de maneira aleatória de acordo com a espotaneidade dos envolvidos no evento. Vale ficar de olho no Facebook. Os caras são bem ativos por lá.