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Capital Inicial e uma legião de fãs adolescentes no Devassa On Stage, em Florianópolis

19 de outubro de 2014 0

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Fotos Leticia Bombo, divulgação

Somos carentes de bandas recentes e boas de pop rock. Alguém aí consegue citar uma que tenha cinco ou até 10 anos de história e que consiga ter mais do que um trio (tô sendo boazinha) de hits gravados na nossa memória? Dou-lhe uma, dou-lhe duas… Não há.

Assim seguimos fiéis ao louvável anos 1980, que nos presenteou com um bonde de Brasília cheio de energia e de revolução (óh, Renato Russo), outro punhado de Sampa e também do Rio Grande do Sul. Nos últimos dois meses, passaram por Floripa uma representativa turma daquela era: Ira!, Paralamas do Sucesso e, neste sábado, Capital Inicial. Assisti aos três shows. Entre Nasi, Hebert e Dinho Ouro Preto, posso dizer que o último é o que chegou mais em forma 30 anos depois de sucesso. Há quem não curta a sua voz, mas há de se reconhecer a potência dela.

Em entrevista ao Anexo, Dinho conta quais são as músicas que marcaram a sua vida.

Não tem como não olhar para Dinho e não ver um guri cinquentão: “valeu, galera” “Falô ou sacô, molecada” são frases ditas por ele a cada música. Um gorro preto na cabeça, um jeans lavado, um regata preta suada, que mostra o corpicho em forma. Pulos, muitos pulos. Ele é uma criança grande no palco. Tem vitalidade de poucos cinquetões e, assim, os adolescentes todos vão com ele.

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Quato mil pessoas lotaram o Devassa On Stage, em Floripa, naquela sábado.
Pode pôr aí: mais da metade com menos de 25 anos. E essa gurizada sabia todas as músicas do Capital. Impressionante como todo mundo cantou junto uma série sem fim de músicas. Independência foi uma delas.


Olhos Vermelhos

Em certo momento, Dinho disse que tentou não ser piegas ao compor uma música (não consigo me lembrar qual era. Desculpe.) que falava de otimismo.
Dinho, querido, não tenho como você não ser piegas, clichê… Isso faz parte de ser Capital Inicial. Não? Então pensa nisso:

“Agora pra sempre. Vou Embora mas eu nunca disse adeus”

“Parei de pensar e comecei a sentir”

“Procuramos independência. Acreditamos na distância entre nós”

“Aquele amor, a sua maneira, perdendo meu tempo a noite inteira” (essa tem videozinho)

“O mundo vai acabar. Ela só quer dançar” (essa também)

… Infinitas etcs. Mas eu sempre desconfiei do tradicional. Acho que nada se solidifica senão tiver uma verdade intrínseca. Clichês e pieguices são o tradicional caindo na lama de tão óbvio. Mas bate e é fácil de cantar. É por isso que os adolescentes são parceiros do brother Dinho.
Teve sim um momento mais “alto nível”, quando o Capital cantou Legião Urbana: Geração Coca-Cola, Que País é Esse e também Mulher de Fases, do Raimundos. O Devassa foi à loucura, delírio total.

Antes de cantar Que País é Esse, Dinho fez um discurso político lembrando o segundo turno das eleições e perguntou em quem a galera iria votar. A massa gritou Aécio. Quem falou Dilma foi vaiado sem cerimônia.

Foram pouco mais de duas horas de rock, entre 2h e 4h da madruga. Dinho lamentou ficar tanto tempo sem tocar em Floripa. Há três anos o Capital não chegava na Ilha. E terminou o show pedindo pra galera fazer uma pose para uma selfie coletiva ao Facebook do grupo.

Tinha como terminar de outro jeito?

 

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