Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Florianópolis"

Racionais em Floripa: confira uma galeria de fotos do show na madrugada deste sábado

08 de agosto de 2015 0

O relógio já marcava 2h45min desta sábado, quando os Racionais MC´s subiram ao palco do Music Park, em Jurerê, Florianópolis, para  o primeiro show em Santa Catarina da turnê de 25 anos dos ícones do rap nacional.

Uma massa de fãs apaixonados esperava ansiosa para cantar junto os hinos de Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue, Kl Jay, acompanhados do restante da família Racionais (os rappers nunca sobem ao palco sozinho)

O fotógrafo do DC Marco Favero fotografou o grupo durante as três primeiras músicas – período autorizado pela produção. Confira detalhes dos caras em ação em Florianópolis:

O fotógrafo Diorgenes Pandini também registrou o show e a galera curtindo os Racionais. Confira:

Jurerê Jazz: Baile cubano do Buena Vista Social Club faz poltronas do CIC tornarem-se inúteis

19 de maio de 2015 8
MAF_0052-web

Aguaje, Barbarito e Papi Oviedo (sentados): nostalgia sem espaço para a tristeza (fotos: Marco Fávero/Agência RBS)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

Principal atração da quinta edição do Jurerê Jazz, o Buena Vista Social Club encerrou o festival com um show que só não transformou o Teatro do CIC em um salão de baile cubano porque as cadeiras impediram. Ao contrário de um certo clima melancólico que permeia mesmo as músicas mais ligeiras de seu único disco de estúdio (gravado em 1987), ao vivo o grupo emana uma vibração que acaba contagiando inclusive os momentos mais intimistas da apresentação em Florianópolis.

O frisson que a orquestra provoca pôde ser sentido já na abertura, com o palco ocupado somente pelo jovem pianista Rolando Luna executando Como Siento Yo. O tema, lento e instrumental, aumentou a expectativa para a entrada dos señores. Jesus “Aguaje” Ramos, 64 anos, trombone de vara, regendo o espetáculo. Gilberto “Papi” Oviedo,78, guitarra, e Barbarito Torres, 59, alaúde, sentadinhos. Manuel “Guajiro” Mirabal, 82, trumpete, engrossando o naipe de metais. Que figuras!

MAF_0072-web

Completado por três percussionistas (timbaus, congas e bongô), dois trompetistas, um baixista e os vocalistas Carlos Calunga e Idania Valdés, esse time levou a primeira parte do show portando-se, como era de se esperar, mais como uma banda tributo ao Buena Vista Social Club. Orlando “Cachaíto” Lopez (1933-2009), Ibrahim Ferrer (1927-2005) e Manuel Galbán (1931-2011) foram lembrados em vídeo enquanto Tumbao, Bruca Manigua e Marieta Lute evitavam que a saudade se transformasse em tristeza.

A situação muda quando aparece Omara Portuondo (com os fotógrafos proibidos de trabalhar). Aos 84 anos, “a mais bonita, a mais sexy”, conforme saudada por Ramos, locomove-se com dificuldade – até se esquecer de sua condição e virar dona do negócio. A grande dama da música cubana botou para quebrar.Em No Me Llores e Quizas Quizas Quizas, puxou palmas, levantou Papi para solar, insinuou passinhos de dança, pediu para o povo ficar de pé. Em Veinte Años e Besame Mucho, descansou soltando o vozeirão ao piano de Rolando.

MAF_0159 web

Omara deixou o palco para um dos maiores hits do grupo, Chan Chan, exibir imagens de Compay Segundo (1907-2003). Alguém estende uma bandeira de Cuba na beirada do palco. Antes do coxinha que pagou 450 paus pensar em protestar contra a “invasão comunista”, El Quarto de Tula recorda Pío Levya (1917-2006) e ameaça fechar a noite. No bis, com Omara novamente, Dos Gardenias e Candela reforçam a inutilidade das poltronas. Calunga e Barbarito ainda desviam do caminho do camarim para autografar a bandeira.

Tanto faz que ficou faltando Rubén González (1919-2003) no rol dos homenageados – segundo o setlist, o pianista seria invocado na primeira música (não rolou). Ou que, dos 14 em cena, apenas Barbarito, Mirabal e Omara restaram da formação original. Dizem que esta será a última turnê dos cubanos. Quem viu, viu; quem não viu, babau. Mas a despedida periga ser adiada: eles nem haviam se apresentado em Florianópolis e mais dois shows foram anunciadas pela organização do Jurerê Jazz para dezembro. Que isso se confirme sem mais ninguém no telão.

Bárbara Sweet entrou nas batalhas de rap para azedar o machismo dentro e fora dos palcos

17 de maio de 2015 0
A rapper mineira Barbara Sweet é doce, mas só enquanto não ataca o machismo (Foto: Barbara Sweet, Divulgação)

Sweet ganhou dos homens nas duas batalhas que participou na Ilha

A rapper Bárbara Sweet quebrou a banca e ganhou na batalha de rap (disputa de improvisação de rimas) que aconteceu neste sábado (17) na Udesc, durante a programação da II SAPo (Semana de Arte Popular). A mineira chegou em Florianópolis na quarta (14) e participou da tradicional Batalha da Alfândega – que acontece toda quinta-feira, no Centro -, onde também levou a melhor em cima de todos os homens com quem disputou.

batalha sweet

Post que a rapper fez depois de vencer a Batalha da Alfândega na quinta (14)

Nascida na capital mineira com o nome Bárbara Bretas Coelho, Sweet foi uma das primeiras a se se popularizar no “rap das minas“. Este movimento cresce cada vez mais, com as mulheres ocupando o ritmo tradicionalmente conhecido por seus expoentes masculinos, como Racionais MCs, Criolo e Emicida.

Saiba mais: show do Facção Central é cancelado em Florianópolis

A rapper, em para o Anexo Em Cartaz, contou um pouco como é ser mulher, feminista e ativa nesse cenário:

- O que a gente fez em Minas Gerais transformou muita coisa. A gente conectou as “muié” – explicou Bárbara Sweet, falando sobre as mulheres que hoje participam das batalhas de rap.

- É um espaço de empoderamento “sinistro” para mulher. Às vezes elas falam “Ah, eu fui na batalha e o cara me chamou de vadia, falou dos meus peitos, falou da minha bunda” e eu respondo “Mano, quantas vezes o cara já te chamou de vadia na rua? Quantas vezes o cara já falou dos seus peitos e da sua bunda na frente de uma obra? Aproveita que na batalha você tem um minuto e meio pra responder”.

No palco da II SAPo, a mineira de irreconhecíveis 29 anos e alcunha doce desvelou a amargura do machismo dos oponentes, todos homens. Como ela mesma diz, essa maioria masculina e machista é “coisa bem comum nesses espaços”.

- Na batalha a galera responde. Sabe por quê? Porque, na batalha, você quer ver o oprimido virar rei.

Jurerê Jazz: A família inteira se divertiu de graça com o Blue Etílicos no Jurerê Open Shopping

10 de maio de 2015 1
blues etílicos, open shopping_Foto- Bruno Ropelato__MG_5043

Todo mundo sentadinho para curtir a banda carioca (Fotos: Bruno Ropelato, Divulgação)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

O delta do Mississippi está a quase 9 mil quilômetros de distância, uísque nem pensar e my baby ficou em casa. Os clichês do blues não fizeram falta para umas 500 pessoas curtirem o Blues Etílicos neste sábado (9/5) no Jurerê Open Shopping, em Florianópolis. Rio por rio, o Papaquara passa ali pertinho (e tem a praia a duas quadras), todos os bares do calçadão vendiam cerveja e a família inteira se divertiu com o show gratuito da banda carioca na quinta edição do festival Jurerê Jazz.

Com 30 anos de estrada no lombo, o Blues Etílicos comportou-se de acordo com a ocasião: como se estivesse em happy hour. Afinal, eram apenas 19h. Com o gaitista Flávio Guimarães e o guitarrista Greg Wilson (EUA no passaporte, Rio de Janeiro no sotaque) revezando-se nos vocais, o quinteto sentiu-se à vontade para animar a plateia com músicas e histórias.

Confira entrevista com o gaitista, Flávio Guimarães

Quando anunciou Puro Malte entre um gole e outro de cerveja, Guimarães contou que a banda gosta tanto da gelada que já fabricou uma com seu nome para comercializar – “mas bebemos tudo” – e ensinou o refrão, uma ode às artesanais.Wilson (abaixo, à esq.) lembrou da primeira música do grupo a tocar na rádio, A Safra de 63, e explicou que todos haviam nascido naquele ano. No fundo, o baterista Pedro Strasser tirava sarro sinalizando que não.

blues etílicos, open shopping_Foto- Bruno Ropelato

A guitarra de Otávio Rocha (acima) ensaiou levar o povo ao transe emulando um berimbau (berimblues?) no toque de capoeira que precede Dente de Ouro. A presença da música brasileira no som da banda também incrementou a versão de Coração Cristalino, de Alceu Valença. Na saideira, Cerveja confirmou a impressão de que o show poderia ter sido mais agitado sem as fileiras de cadeiras à frente do palco.

Segundo Jean Mafra, da produção do festival, chegou a ser cogitada a hipótese de deixar todo mundo em pé, não somente quem ocupasse as laterais ou se acomodasse lá atrás. Mas a intenção ao dispor de lugar para sentar era exatamente atrair um público que, em outras circunstâncias, talvez não se empolgasse para vir. Pois não só veio, como voltou para casa ainda a tempo de pegar a novela.

Criolo apresenta em Florianópolis show de Convoque Seu Buda

02 de maio de 2015 2

_26B6279                                                                                                                                     Fotos Diórgenes Pandini (Agência RBS)

O rapper Criolo passou por Florianópolis na noite de sexta-feira, com o show da turnê de seu terceiro álbum, Convoque Seu Buda, lançado em novembro do ano passado e que ainda não tinha passado por Santa Catarina. O show ocorreu no Lagoa Iate Clube (Lic), em Florianópolis, mesmo lugar da última apresentação (setembro de 2014) do rapper paulista em SC.

Em entrevista ao Anexo, Criolo fala do novo disco, dos Racionais, faz uma declaração de amor aos palcos e lembra o show do ano passado no LIC

Em uma hora e meia de puro espetáculo, Criolo mostrou-se ainda melhor. Um show bem resolvido, com um ótimo aparato de iluminação, construído a partir de Convoque Seu Buda, mas mesclando de maneira certeira hinos de Nó na Orelha(álbum de 2011 que o consagrou), como Não Existe Amor em SP e Subirusdoistiozin. Sons cantados em coro por um público apaixonado por seu ídolo, que chegava a gritar: “Criolo, Criolo, Criolo”, no intervalo entre uma música e outra. Aliás rapazes, as belas meninas – tinha mesmo muitas mulheres bonitas no show – e casais de namorado mostraram que são uma legião de fãs fiéis: também levaram no gogó as novas músicas do terceiro álbum – destaque para a explosão com Convoque Seu Buda, música que abriu o show. Cartão de Visita transformou o LIC num perfeito bailinho black. Côsa Linda.

Talvez a experiência, talvez a proximidade de Ivete Sangalo (o cantor viaja o Brasil ao lado da experiente musa baiana no Projeto Nívea Viva, que homenageia Tim Maia) tenham tornado Criolo ainda mais profissional. Ele está mais à vontade nas conversas, brincadeiras e interação com o público. Mantém seus momentos de transe, de showman – em que se entrega à musicalidade da sua superbanda, orquestrada pelos produtores Daniel Ganjaman, Marcelo Cabral e DJ DanDan - este eterno parceiro de Criolo, ainda nos tempos de Criolo Doido, antes de Nós na Orelha.

Segue com o tom profético de suas apresentações e discursos, proclamando “mais amor sempre” , evocando a “energia do universo” e lembrando que “todo mundo tem um lado bom”. É, sem dúvida, um cara de palco – capaz de colocar uma multidão para dançar, cantar e celebrar com ele (se você ainda não foi a um show de Criolo, meu amigo, sério, você está marcando). Mas está mais objetivo,, finalizando bem cada som e chamando o coro do público na hora certa.

Ficou a sensação de que o LIC, e sua vibe salão de formatura, é pouco estruturado para receber um artista no nível de Criolo. Ainda assim quem foi acordou neste sábado de alma lavada.

 

Festival Internacional de Vinho e Jazz abre com pianista que tocou com Jimi Hendrix

08 de janeiro de 2015 0
David Bennett Coen foi a grande atração da primeira noite  (Marco Favero/Agência RBS)

David Bennett Coen foi a grande atração da primeira noite (Cleir Machado/Divulgação)

O Festival Internacional de Vinho e Jazz prossegue hoje, em Florianópolis, com shows da Grão Cia de Dança, Bruna Martini, Brass Groove Brasil, Alex Sipiagin, Luiz Gustavo Zago e Hiske Oosterwijk. Em sua primeira noite, na última quarta-feira (7), a maior atração foi David Bennett Cohen. O pianista nova-iorquino integrou a banda Country Joe & The Fish na década de 1960 e participou de trabalhos de grandes artistas, como Jimi Hendrix, Johnny Winter e Mick Taylor.

Leia mais sobre o Festival

Com um currículo desses, Cohen subiu ao palco da pousada Ocenomare, no Rio Vermelho, com o jogo já ganho. Mas quem conquistou mesmo o público que lotou o espaço, com capacidade para 500 pessoas, foi o guitarrista do trio que o acompanhava. Dave “Doc” French solou, cantou, assoviou e brincou com a plateia, convocando todos para se levantar e dançar. Pedido feito, pedido aceito – ainda mais se levarmos em conta a oferta de 100 rótulos de tintos, brancos, rosés e espumantes provenientes de 20 países, com 10 degustações a módicos R$ 20.

Trupe Toe surpreendeu o público com sapateado (Marco Favero/Agência RBS)

Trupe Toe surpreendeu o público com sapateado (Marco Favero/Agência RBS)

A noite começou com os nativos da Cia Trupe Toe, que sapatearam ao som de composições autorais e clássicos da MPB como Upa Neguinho. Na sequência, o também florianopolitano Trio Ponteio mostrou uma mistura de milonga, chacarera, tango, baião e outros ritmos regionais. O grupo divide dois integrantes com o quarteto Brasil Papaya, que o sucedeu com incursões no rock, preparando o terreno para o blues de Cohen.

Trio Ponteio misturou ritmos regionais, como milonga e baião (Marco Favero/Agência RBS)

Trio Ponteio misturou ritmos regionais, como milonga e baião (Marco Favero/Agência RBS)

Após a agitada apresentação do pianista, o clima ficou mais sossegado, na batida da bossa nova do brasiliense radicado na Capital catarinense Gustavo Messina. O carioca Trio da Paz fechou a programação deixando para quem estava lá a vontade de voltar nas noites seguintes. O festival vai até domingo e ainda terá shows do percussionista nascido em Trinidad Othello Molineaux, da cantora carioca Maucha Adnet e do chileno Jorge Díaz Trio, entre as 30 atrações programadas.

O quê: 1º Festival Internacional de Vinho e Jazz
Quando: 7 a 11 de janeiro, a partir das 18h
Onde: Pousada Oceanomare (Rod. João Gualberto Soares, 5.158, Rio Vermelho, Florianópolis)
Quanto: R$ 110 / R$ 55 (meia-entrada e sócios Clube do Assinante DC), R$ 143 (com jantar) e R$ 330 (pacote para os cinco dias sem jantar). Há também pacotes com hospedagem. Degustação de vinhos: R$ 30 (15 degustações) e R$ 20 (10 degustações). Ingressos à venda no local e nos sites Blueticket e Ingresso Rápido

Informações: (48) 3269-7200 / festivaldevinhoejazz.com.br

DJ Hardwell é o rei da Eletronic Dance Music e fez show empolgante no Arena One

04 de janeiro de 2015 2
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Magro, pálido e aparentemente tímido, o holandês Robbert van de Corput, 26 anos, é um improvável pop star quando se olha para ele fora dos palcos. À frente de uma cabine de som ele é outro: muito maior e carismático, um rei para a atual EDM, popular sigla para Eletronic Dance Music. É o empolgadíssimo DJ Hardwell, o melhor DJ do mundo – título conquistado pela segunda vez consecutiva e concedido pela conceituada publicação inglesa DJ Mag. No sábado (3) ele aterrissou em Santa Catarina e apresentou primeiro em Florianópolis e depois em Balneário Camboriú a turnê Go Hardwell or Go Home.

Veja aqui mais informações do verão em Santa Catarina

Na Capital ele foi a segunda atração do projeto Arena One, que teve apresentação empolgante do DJ David Guetta na última sexta no antigo Parque Planeta, Norte da Ilha. Hardwell reuniu bem menos público que Guetta (13 mil pessoas na sexta), mas as 7 mil pessoas que prestigiaram o holandês eram com certeza bons conhecedores do gênero eletrônico. Impressionante o número de fãs do DJ em Florianópolis.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Ele saiu de Recife ainda no final da tarde de sábado em um avião fretado e desembarcou em Florianópolis à 0h49 da madrugada. Do aeroporto até o Arena One ele seguiu num carro escoltado, e quando chegou, às 1h45 da madrugada, não transpareceu nenhum cansaço e até tirou fotos com duas fãs que o contataram previamente por email.

Exatamente às 2h, como previsto, assumiu a pick up. Até o mais duro coração em relação à EDM amolece com a honestidade da performance, o som pesado e cheio de vigor de Hardwell.

Na pista VIP as Hardwellnetes suspiravam: “Ah, ele é lindo!” “Nossa, ele é mesmo muito bom!”.

_ As músicas do set dele são boas, não repetem e ele não imita outros DJs _ diz a gaúcha Patricia Lampesi Santos, 28 anos, fã do holandês.

> Veja como foram as festas de Reveillon em Jurerê Internacional e na Praia do Rosa

As mãos de Hardwell são um detalhe importante na performance. É como um maestro: em todas as músicas ele gesticula muito, bate palmas, levanta os braços, pula, canta as letras. É como se olhasse nos olhos do público que, por sua vez, sente-se na obrigação de devolver a confiança com empolgação.

O set de Hardwell lembrou o de grandes festivais de música eletrônica, frenético, pesado, com pressão, e incluiu hits como Spaceman, Under Control e outros.

 

_ As músicas podem ser decoradas com facilidade e tem ainda o feeling dele. O Hardwell tem um estilo único _ opina outro fã, o paulista Luiz Carlos Correia de Oliveira, 23 anos.

Hardwell tocou extamente uma hora e meia e encerrou com um remix bem brasileiro, funkeado, que incluiu até vocais do funk Morro do Dendê, do MC Cidinho e Doca. Às 3h30 se despediu de Florianópolis e partiu direto para Camboriú, onde se apresentou no Green Valley para cerca de 12 mil pessoas.

Bixiga 70 mistura música afro, latina e brasileilra em Florianópolis

26 de outubro de 2014 1

A banda paulistana Bixiga 70 fez outro show nesta sexta-feira, 24, trazendo consigo toda a animação da música instrumental afro, latina e brasileira. O grupo, composto por 10 integrantes, tocou no Green Park Music Hall, perto da Praia Joaquina, em Florianópolis, pela segunda vez este ano. Além da superbanda, a festa de aniversário de três anos da produtora WhataFunk? também contou com a presença de KL Jay, DJ do grupo Racionais MC’s, e a Brass Groove Brasil, banda com referências no hip hop, jazz e blues.

Ariel Martini, Divulgação

Foto: Ariel Martini, Divulgação

O show, que tenta resgatar ritmos como funk, soul e afrobeat, contou com a mistura de ritmos africanos com dub, rock e a música de terreiro do Bixiga 70, que já esteve na Ilha em junho deste ano. Os paulistanos da Rua Treze de Maio, número 70, localizada no bairro Bexiga, em São Paulo, trajavam camisas florais e listradas, como se estivessem sido arrancados dos anos 70 e tocaram músicas do primeiro e segundo álbum, ambos sem título, e ainda tiveram que atender a três chamados do público, que pedia bis a cada vez que eles ameaçavam encerrar.

Tocando uma releitura de Deixa a Gira Girá – música de candomblé gravado pelos baianos Os Tincoãs -, o Bixiga 70 incendiou o Green Park com uma energia que reverberava nas danças de quem estava em frente ao palco. As pessoas esboçavam sorrisos, chegando a uma animação que transformou-se em uma espécie de ciranda, que tomou mais da metade do espaço da pista.

No fim da noite, KL Jay subiu no palco e trouxe um repertório que mistura pop e rap. Além de tocar, o DJ também tinha uma presença de palco que cativava o público. A cada transição de música ou efeito que produzia no som, ele mexia os braços e esboçava uma expressão como se estivesse em casa, ouvindo música e se espantasse com o que ouvia. Enfim, o espetáculo, que já garantia boa música, também teve uma boa encenação.

CRÍTICA - Um espetáculo onde a palavra não engole o ator, por Julianna Rosa de Souza

24 de outubro de 2014 0

Por Julianna Rosa de Souza

Faz algum tempo que tenho assistido na cena teatral a atores que são devorados pelo texto. Percebo que esse tipo de encenação, enquadrada numa concepção tradicional de teatro, acaba por fazer do ator um intérprete e reforça uma posição hegemônica do autor/dramaturgo. Como espectadora, me sinto enfadada ao ver o ator se debater contra o texto, como se cada palavra o sufocasse em uma métrica monocórdica.

Foto: Espanca! / Divulgação

Foto: Espanca! / Divulgação

Em outras palavras, um ator a serviço do texto  torna-se refém do próprio texto.

Em Líquido Tátil, os atores parecem saber deste perigo e por isso saboreiam cada palavra. Sem temer a irreverência do texto e a direção do argentino Daniel Veronese, os atores se colocam nas fronteiras do real e da ficção e compartilham com o público as inquietações de uma suposta realidade da cena.

LEIA OUTRAS CRÍTICAS
Discriminação e anti-humor “A história do comunismo…”, por Elenira Vilela
Os Gigantes da Montanha, do Grupo Galpão, por Gláucia Grigolo
Programação completa do Festival Isnard Azevedo

Os três atores (Grace Passô, Gustavo Bones e Marcelo Castro) não se escondem por trás de cortinas e tampouco se colocam numa zona intocável e protegida pela quarta parede. O grupo ESPANCA! coloca em cheque a representação teatral, e para isso utiliza  a própria representação para questionar a instável separação: palco/plateia.

Líquido Tátil não é uma comédia leve – ao contrário, é uma encenação que “morde”  o espectador (como o cão que não aparece no palco, mas que está em cena a todo o tempo) e por isso foge da tradicional necessidade de celebração do herói/protagonista.

Sem dúvida, Líquido Tátil marcou a programação do Festival Isnard Azevedo, trouxe para Floripa o brilhantismo de Daniel Veronese e a sintonia/ritmo dos atores do grupo ESPANCA!

Enfim, um espetáculo que não se deixa engolir pelo texto.

 

Por Julianna Rosa de Souza, atriz e mestre em Teatro pela Udesc.

Rodada de Negócios para o Teatro de SC

23 de outubro de 2014 0

Por Jefferson Bittencourt

Na quarta-feira, 22 de outubro, foi realizado em Florianópolis, dentro da programação do Floripa Teatro, um evento de extrema importância para os grupos de teatro da cidade (e também de Santa Catarina): a Feira de Negócios Teatrais.

Foto: Dieve Oehme / Divulgação Integrantes do grupo Teatro Sim... Por Que Não?!!!

Foto: Dieve Oehme / Divulgação
Integrantes do grupo Teatro Sim… Por Que Não?!!!

Foram convidados curadores de Festivais de destaque no cenário teatral brasileiro, para formar uma banca, onde cada grupo da cidade poderia “defender’ seu trabalho, apresentando vídeos, fotos, material teórico etc. Uma oportunidade única para os grupos de mostrar suas novas criações (ou mesmo repertório) para pessoas importantes, que determinam, muitas vezes, o percurso de uma obra teatral e também o que o público brasileiro terá a oportunidade de ver.

Criado e executado pela própria organização do Festival (que leva, desde já meus cumprimentos e todos os méritos pela investida) este evento, por mais simples que possa parecer a quem não é do meio teatral, é de extrema importância para impulsionar o teatro feito em Florianópolis para outros centros.

Muitos grupos não conseguem chegar até esses curadores pois, como acontece na maioria das vezes, ou somente o material gráfico e vídeo enviado num processo de inscrição não mostra  toda a potência do trabalho (algo que uma simples conversa como essa já resolve de maneira muito prática), ou a imensa carga de trabalhos recebidos durante esses processos de inscrição, faz com que a análise fique prejudicada.

Assim, de maneira mais clara e objetiva, os curadores dos Festivais de Londrina (FILO), Porto Alegre em Cena e FITBH (Belo Horizonte) puderam analisar a consistente produção teatral feita por estas bandas, com cada grupo ‘vendendo seu peixe’, buscando levar a arte que se faz por aqui para públicos de outros Estados e regiões do país.

Este evento mostra a maturidade da organização do Festival que, além de toda a programação de apresentações para a cidade , se preocupou também com as perspectivas do teatro feito em Santa Catarina. E também mostra que, cada vez mais, os Festivais de Teatro no Brasil estão interligados, possibilitando aos grupos uma facilidade maior de circulação neste país de extensão continental.

Jefferson Bittencourt, diretor teatral