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O emocionante reencontro do grupo Dr. Cipó no Festival Floripa Instrumental

22 de novembro de 2014 1

Dr. Cipó nunca começou, por isso nunca vai acabar. Há quase sete anos a histórica banda de música instrumental formada em Florianópolis existia apenas no espaço-tempo e na memória. Na última sexta eles se reencontraram num show emocionante, arrepiante e catártico na abertura do festival Floripa Instrumental, na Freguesia do Ribeirão da Ilha, na Capital. Parecia que tinham tocado pela última vez juntos ontem.

Foto: Pablo Corti / Divulgação

Foto: Pablo Corti / Divulgação

Guinha Ramires (violão), Bebê Kramer (acordeon), Endrigo Bettega (bateria), Ronaldo Saggiorato, o Gringo (contrabaixo), e Mário Conde (guitarra, violão tenor e bandola) se conheceram na Ilha nos anos 1990, quando a cena instrumental da cidade já fervia. Cada um de um lugar diferente, acharam na música o lugar comum deles e o lugar onde nenhum outro grupo brasileiro havia estado com tanta autenticidade.

Era música instrumental brasileira, mas nada do tradicional choro, bossa, samba. Era música do Sul, não tradicionalista, mas com um refinado sotaque sulista bem arranjado e harmonizado, com virtuosismo, cor, vida.

_ Eles são referência para o Sul do Brasil. E representam a Ilha de certa forma. Todos tiveram fase longa morando aqui. A banda tem uma força que representa a musica do Sul do país. E tecnicamente são todos músicos muito bons, de nível internacional _ comentou Felipe Coelho durante o show. Felipe é violonista e de uma geração pós-Dr. Cipó.

Igreja Nossa Senhora da Lapa, na praça do bairro, ainda mais charmosa com o festival

Igreja Nossa Senhora da Lapa, na praça do bairro, ainda mais charmosa com o festival

A Dr. Cipó é considerada por muitos um divisor de águas na música instrumental catarinense e até mesmo brasileira. Durante esse hiato sem tocarem juntos, os instrumentistas dedicaram-se a projetos paralelos pessoais e em cidades diferentes.

Embora mais maduros e experientes, o reencontro teve o mesmo astral dos outros tempos. Entusiasmo e admiração honesta entre os integrantes. Destaque para o virtuosismo de Endrigo Bettega na bateria. Enérgico e com o carisma e atitude de um roqueiro (quem sabe), deixou a apresentação ainda mais vibrante.

_ Não existe nenhum grupo assim no Brasil. Acho que nem no mundo. Eles tocam se olhando, com admiração um pelo outro _ disse o produtor musical Nani Lobo.

Na apresentação eles executaram músicas que marcaram a trajetória da banda, como Maresia e O Peixe. Arrancaram “wohoos”, palmas e pedidos de bis da plateia. O Ribeirão estava feliz, o vento na velocidade certa. Que bom que existe o Floripa Instrumental e tomara que o Dr. Cipó não demore mais tanto tempo a reunir.

Até os cachorros pararam para assistir

Até os cachorros pararam para assistir

Agende-se!

Neste sábado e domingo tem mais, confira a programação:

Sábado
21h: Trio Curupira (SP)
22h: Arnou de Melo Trio(SC)
23h: Jam Session

Domingo
17h:
 Banda da Lapa (SC)
18h: Roda com Arismar do Espírito Santo (SP), Rogério Caetano (RJ), Arthur Bonilla (RS), Nailor Proveta (SP), Geraldo Vargas e chorões da Ilha (SC)

Agende-se

O quê: Festival Floripa Instrumental
Quando: hoje e sábado, a partir das 21h, e domingo, a partir das 17h
Onde: Freguesia do Ribeirão, Ribeirão da Ilha, Florianópolis
Quanto: gratuito
Informações: facebook.com/FloripaInstrumental

 

 

Foto: Duda Hamilton / Divulgação

Foto: Duda Hamilton / Divulgação