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Posts na categoria "Joinville"

Chuva, amigos e muita arte

26 de novembro de 2014 0

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O joinvilense que não se incomoda com a chuva não poderia ser recebido diferente em sua terra natal. A inauguração do Instituto Internacional Juarez Machado, ontem, foi cercada por amigos de infância, artistas, admiradores da arte e pela tradicional garoa joinvilense. A abertura oficial da sede da entidade e da mostra “A Bicicleta na Vida e na Obra de Juarez Machado” lotou o galpão de exposições e a área coberta instalada provisoriamente no jardim. Juarez deixou claro que queria aproveitar o momento ao lado das pessoas queridas e preferiu não dar entrevistas, mas posou para fotos, selfies e fez questão de conversar com todos, sempre muito simpático. foto3
Ao lado da namorada, Melina Mosimann, do irmão Edson Busch e da filha Thessia, o artista discursou brevemente para agradecer a presença de todos e explicar a intenção do instituto, que, para ele, deve ser entendido como um espaço provocador. Ao final, dois alunos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil também presentearam Juarez como uma fotografia.

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Juarez com o prefeito de Joinville, Udo Dohler

O instituto começa a atender ao público a partir de hoje, no número 994 da rua Lages, bairro América. A exposição “A Bicicleta na Vida e na Obra de Juarez Machado” ficará em cartaz até 28 de fevereiro, sempre de terça a sábado, das 10 às 19 horas; e domingos, das 15 às 19 horas. Os ingressos custam R$ 5, e quem chegar a pé ou de bicicleta não paga.

CRÍTICA - Atreva-se uma comédia de mistério

27 de outubro de 2014 0

Por Priscila Andreza de Souza

A cena é esta: casa mal assombrada e pequenas pistas para descobrir o mistério. Acrescenta uma pitada de humor e temos a peça de comédia que mistura suspense e riso: “Atreva-se”. É nesse clima sombrio que a história se passa em uma mansão com divas e astros do cinema nas paredes que encanta e assusta. É com suspense que “Atreva-se” promove uma série de gargalhadas em Joinville.

Foto: Divulgação/ Agência RBS

Na peça nada é o que parece ser. Tem uma atmosfera explicitamente inspirada nos filmes noir, gênero usado no anos 20 que priorizava o contraste do preto e branco para enfatizar os mistérios dos personagens. O espetáculo dirigido por Jô Soares destaca a performance do grupo de atores que transitam pelo humor e pelo exagero. Os atores da peça são conhecidos do público por fazerem humor na internet e TV: Fabio Rabin, Mariana Santos, Júlia Rabello e Beatriz Morelli. Apesar do elenco formado por artistas ligados a projetos de humor, o espetáculo coloca a plateia em constante suspense.

O texto escrito por Maurício Guilherme faz referência a clássicos do cinema de diretores como Alfred Hitchcock. A cenografia, a iluminação, o cenário e o figurino não são apenas bonitos e construídos nos mínimos detalhes, mas são inteligentes na medida em que interagem com o texto e com as interpretações. No palco, tudo é preto, branco ou cinza, permitindo pensar que a intensão é fazer parecer que estamos assistindo a um filme em preto em branco. Estes se completam com o texto, quando o personagem pergunta:- Você vai com este casaco amarelo? (o detalhe é que no palco a atriz coloca um casaco preto). Fica claro para o público estar inserido em um filme em preto e branco.

A protagonista de “Atreva-se” é uma mansão construída no início do século 20 em algum lugar dos Estados Unidos. Os acontecimentos que a narrativa expõe se passam em três décadas diferentes: em 1929, em 1942 e em 1963. Dividido em quatro partes: A Mansão, O Medo, O Pacto e De Volta à Mansão. Em cada um deles, os personagens têm seus objetivos distintos e a tarefa do espectador é unir as peças.

Para ajudar o público a desvendar o mistério, a peça conta com uma personagem que aparece no início e entre as cenas para junto com o público tentar entender a história do casarão. A personagem é uma “Lanterninha” do cinema antigo e garante boas risadas enquanto o cenário é preparado para a mudança de cenário.

Na minha opinião, a peça mostra as emoções da condição humana, ampliada pela ótica exagerada da comédia. O texto ganha destaque para os nomes estrangeiros e afetados, de um outro país e de uma outra época. Procura também associar o mundo misterioso de um local desconhecido ao desconhecimento da mente humana.

O espetáculo é uma sátira àquelas obras de suspense que nunca se explicam direito. Os diálogos são inteligentes e afetados fazem referência aos antigos filmes dublados. As personalidades dos personagens junto com as reviravoltas a cada cena deixa claro a complexidade do lado escuro da alma humana temperados com o humor. Em um emaranhado de situações absurdas, o controle vai se desfazendo nas mãos das personagens e o impacto dos sustos vai tomando conta da lógica.

Foto: Divulgação/ Agência RBS

As falas dos personagens provocam a reflexão de situações da vida como quando o cadeirante diz que uma vez que se tem o primeiro medo é impossível parar de sentir medo. Ou quando a Sara em um excesso de lucidez e loucura diz que quer ter controle sobre a vida dela sem que experiências externas interfiram como chegar atrasada devido ao trânsito, por exemplo. Ou ainda o comentário da futura proprietária do casarão comenta que tem a sensação de estar dentro um filme.

Quem é fã de cinema noir, tramas de mistérios e gosta de rir sobre a complexidade da existência humana a peça está mais do que indicada. “Atreva-se” é uma comédia de mistérios dessas imprevisíveis a cada gesto e um susto a cada risada.

O espetáculo “Atreva-se” iniciou a turnê pelo Sul do País no início de outubro passou por Florianópolis, Porto Alegre, Londrina e encerrou em Joinville, no último domingo.

Reunião aberta do Anexo em Joinville foi na Casa da Cultura

24 de setembro de 2014 2

A música que vinha das salas próximas acalmava o ambiente e deixou a conversa ainda mais tranquila. Foi neste tom que a equipe do Anexo realizou a primeira reunião de pauta aberta em Joinville, na manhã de segunda-feira, dia 22 de setembro. O lugar escolhido não poderia ser mais acertado: um dos auditórios da Casa da Cultura da cidade.

crédito: rafaela mazzaro
A ideia de reunir assessores de imprensa, produtores, artistas e leitores do Anexo, foi falar sobre ideias de pauta, mas, principalmente, saber como este público sentiu a mudança do caderno, que passou a ter uma pauta completamente integrada a partir do mês de agosto, e hoje atende três importantes regiões de produção cultural no Estado: Joinville, com “A Notícia”; Blumenau, com o “Jornal de Santa Catarina”; e Florianópolis, com o “Diário Catarinense”.

Falamos muito sobre o conceito do caderno neste novo momento. O produtor cultural Rodrigo Domingos lembrou que hoje, quando um assunto vira pauta do Anexo, acaba tendo uma abrangência muito maior, pois é publicado nos três jornais.

— Mais gente fica conhecendo nossas produções. É uma grande oportunidade – disse ele.

Simone Gehrke, que é cronista do Anexo, acredita que, com equilíbrio nas escolhas do conteúdo, todos os leitores vão se sentir contemplados no caderno.

crédito: rafaela mazzaro
As editoras Genara Rigotti e Cláudia Morriesen e a repórter Rafaela Mazzaro receberam muitas ideias e sugestões. Entre as sugestões, uma delas veio de várias vozes: dar mais visibilidade a agenda cultural da cidade, que já é produzida diariamente pela equipe do Anexo. Conforme os presentes, Joinville não tem um lugar de referência, que concentre todas as informações de agenda de um jeito fácil, prático e com credibilidade e a página do Anexo no AN.com.br pode se transformar neste espaço.

Outras sugestão pontual foi que o Anexo aposte mais em reportagens sobre temas que dizem respeito à políticas públicas de cultura, e com isso gere discussões mais aprofundadas.

As editoras também convidaram os presentes a se manifestarem mais e participarem do caderno (escrevendo grifos sobre assuntos que dominam e que integram a pauta) e do blog Anexo em Cartaz (escrevendo sobre eventos e espetáculos que foram e gostaram).

Arquivo Pessoal
Participaram do encontro o jornalista e assessor de imprensa Ronaldo Corrêa; o produtor e assessor de imprensa Rodrigo Domingos; a presidente do Instituto de Pesquisa da Arte Pelo Movimento Iraci Seefeldt; o produtor e bailarino Darling Quadros; a diretora executiva da Fundação Cultural de Joinville Dolores Tomaselli; a produtora cultural Mari Silveira; a jornalista, assessora de imprensa e cronista do Anexo, Ana Ribas; a jornalista, assessora de imprensa e cronista do Anexo, Simone Gehrke; as assessoras da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil Bruna Horvath e Albenize Bueno; a organizadora da Feira do Livro de Joinville Sueli Brandão; o historiador e coordenador do Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville, Dilney Cunha; o diretor do Museu do Sambaqui, Gerson Machado; a atriz do grupo Dionisos Teatro, Clarice Steil Siewert; e o artista plástico Luciano da Costa Pereira.

Os convidados agradeceram a abertura e proximidade da equipe do Anexo e nós agradecemos pela participação e confiança. Contem sempre com o Anexo!

Espetáculo sobre a vida de Maria Callas tem apresentações em Joinville e Jaraguá do Sul

05 de setembro de 2014 0

Foto: Divulgação

“A ópera se divide em antes e depois de Maria Callas. Antes, as pessoas ouviam ópera em casa, de olhos fechados. Depois que Callas surgiu, passaram a assistir as montagens e pagar altos valores para vê-la”. A descrição retirada do texto do espetáculo “Callas”, escrito por Fernando Duarte, resume a importância de uma das cantoras líricas mais famosas da história, que contagiou o público pela representação intensa de suas personagens.

A história do espetáculo se passa em 15 de setembro de 1977, em Paris, um dia antes da morte da cantora, aos 53 anos. Claudia Ohana é quem faz o papel de Callas e Cássio Reis vive o jornalista John Adams, com a direção de Marília Pêra. Amigo de Maria, John monta uma exposição sobre a vida e a carreira da diva lírica, e a recebe para fazê-la mergulhar nas lembranças mais marcantes de sua história.

Os dois personagens se encontram no local da exposição, onde estão os principais vestidos e joias usadas por Maria Callas em apresentações feitas durante sua carreira de mais de 30 anos. Nas paredes do cenário, projeções mostram imagens da cantora, de personagens importantes na vida dela, além de frases de Callas e manchetes de jornais a respeito da sua personalidade. Tudo isso com a sua voz potente como trilha sonora.

O diálogo entre os dois personagens gira em torno das histórias de Maria e a sua relação conturbada com a família, o marido Aristóteles Onassis e a música. É uma obra que busca mostrar a mulher intensa, de personalidade forte e que ganhou notoriedade com os passar das décadas por sua dedicação e amor pela música. O espetáculo faz o público sair do teatro com vontade de mergulhar ainda mais na vida da grande diva da ópera.

Quem não pôde comparecer ao Teatro Juarez Machado na noite de ontem, quando houve casa cheia, ainda terá a oportunidade de vê-lo. “Callas” continua em cartaz até sábado na região Norte de SC – hoje, às 20h30, tem nova apresentação em Joinville e amanhã, no mesmo horário, no Teatro da SCAR, em Jaraguá do Sul. Os ingressos custam R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada), à venda na bilheteria dos teatros.

Ouça algumas músicas de Maria Callas: