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Criolo apresenta em Florianópolis show de Convoque Seu Buda

02 de maio de 2015 2

_26B6279                                                                                                                                     Fotos Diórgenes Pandini (Agência RBS)

O rapper Criolo passou por Florianópolis na noite de sexta-feira, com o show da turnê de seu terceiro álbum, Convoque Seu Buda, lançado em novembro do ano passado e que ainda não tinha passado por Santa Catarina. O show ocorreu no Lagoa Iate Clube (Lic), em Florianópolis, mesmo lugar da última apresentação (setembro de 2014) do rapper paulista em SC.

Em entrevista ao Anexo, Criolo fala do novo disco, dos Racionais, faz uma declaração de amor aos palcos e lembra o show do ano passado no LIC

Em uma hora e meia de puro espetáculo, Criolo mostrou-se ainda melhor. Um show bem resolvido, com um ótimo aparato de iluminação, construído a partir de Convoque Seu Buda, mas mesclando de maneira certeira hinos de Nó na Orelha(álbum de 2011 que o consagrou), como Não Existe Amor em SP e Subirusdoistiozin. Sons cantados em coro por um público apaixonado por seu ídolo, que chegava a gritar: “Criolo, Criolo, Criolo”, no intervalo entre uma música e outra. Aliás rapazes, as belas meninas – tinha mesmo muitas mulheres bonitas no show – e casais de namorado mostraram que são uma legião de fãs fiéis: também levaram no gogó as novas músicas do terceiro álbum – destaque para a explosão com Convoque Seu Buda, música que abriu o show. Cartão de Visita transformou o LIC num perfeito bailinho black. Côsa Linda.

Talvez a experiência, talvez a proximidade de Ivete Sangalo (o cantor viaja o Brasil ao lado da experiente musa baiana no Projeto Nívea Viva, que homenageia Tim Maia) tenham tornado Criolo ainda mais profissional. Ele está mais à vontade nas conversas, brincadeiras e interação com o público. Mantém seus momentos de transe, de showman – em que se entrega à musicalidade da sua superbanda, orquestrada pelos produtores Daniel Ganjaman, Marcelo Cabral e DJ DanDan - este eterno parceiro de Criolo, ainda nos tempos de Criolo Doido, antes de Nós na Orelha.

Segue com o tom profético de suas apresentações e discursos, proclamando “mais amor sempre” , evocando a “energia do universo” e lembrando que “todo mundo tem um lado bom”. É, sem dúvida, um cara de palco – capaz de colocar uma multidão para dançar, cantar e celebrar com ele (se você ainda não foi a um show de Criolo, meu amigo, sério, você está marcando). Mas está mais objetivo,, finalizando bem cada som e chamando o coro do público na hora certa.

Ficou a sensação de que o LIC, e sua vibe salão de formatura, é pouco estruturado para receber um artista no nível de Criolo. Ainda assim quem foi acordou neste sábado de alma lavada.

 

Festival Internacional de Vinho e Jazz abre com pianista que tocou com Jimi Hendrix

08 de janeiro de 2015 0
David Bennett Coen foi a grande atração da primeira noite  (Marco Favero/Agência RBS)

David Bennett Coen foi a grande atração da primeira noite (Cleir Machado/Divulgação)

O Festival Internacional de Vinho e Jazz prossegue hoje, em Florianópolis, com shows da Grão Cia de Dança, Bruna Martini, Brass Groove Brasil, Alex Sipiagin, Luiz Gustavo Zago e Hiske Oosterwijk. Em sua primeira noite, na última quarta-feira (7), a maior atração foi David Bennett Cohen. O pianista nova-iorquino integrou a banda Country Joe & The Fish na década de 1960 e participou de trabalhos de grandes artistas, como Jimi Hendrix, Johnny Winter e Mick Taylor.

Leia mais sobre o Festival

Com um currículo desses, Cohen subiu ao palco da pousada Ocenomare, no Rio Vermelho, com o jogo já ganho. Mas quem conquistou mesmo o público que lotou o espaço, com capacidade para 500 pessoas, foi o guitarrista do trio que o acompanhava. Dave “Doc” French solou, cantou, assoviou e brincou com a plateia, convocando todos para se levantar e dançar. Pedido feito, pedido aceito – ainda mais se levarmos em conta a oferta de 100 rótulos de tintos, brancos, rosés e espumantes provenientes de 20 países, com 10 degustações a módicos R$ 20.

Trupe Toe surpreendeu o público com sapateado (Marco Favero/Agência RBS)

Trupe Toe surpreendeu o público com sapateado (Marco Favero/Agência RBS)

A noite começou com os nativos da Cia Trupe Toe, que sapatearam ao som de composições autorais e clássicos da MPB como Upa Neguinho. Na sequência, o também florianopolitano Trio Ponteio mostrou uma mistura de milonga, chacarera, tango, baião e outros ritmos regionais. O grupo divide dois integrantes com o quarteto Brasil Papaya, que o sucedeu com incursões no rock, preparando o terreno para o blues de Cohen.

Trio Ponteio misturou ritmos regionais, como milonga e baião (Marco Favero/Agência RBS)

Trio Ponteio misturou ritmos regionais, como milonga e baião (Marco Favero/Agência RBS)

Após a agitada apresentação do pianista, o clima ficou mais sossegado, na batida da bossa nova do brasiliense radicado na Capital catarinense Gustavo Messina. O carioca Trio da Paz fechou a programação deixando para quem estava lá a vontade de voltar nas noites seguintes. O festival vai até domingo e ainda terá shows do percussionista nascido em Trinidad Othello Molineaux, da cantora carioca Maucha Adnet e do chileno Jorge Díaz Trio, entre as 30 atrações programadas.

O quê: 1º Festival Internacional de Vinho e Jazz
Quando: 7 a 11 de janeiro, a partir das 18h
Onde: Pousada Oceanomare (Rod. João Gualberto Soares, 5.158, Rio Vermelho, Florianópolis)
Quanto: R$ 110 / R$ 55 (meia-entrada e sócios Clube do Assinante DC), R$ 143 (com jantar) e R$ 330 (pacote para os cinco dias sem jantar). Há também pacotes com hospedagem. Degustação de vinhos: R$ 30 (15 degustações) e R$ 20 (10 degustações). Ingressos à venda no local e nos sites Blueticket e Ingresso Rápido

Informações: (48) 3269-7200 / festivaldevinhoejazz.com.br

Floripa é o palco do último show de Nó Na Orelha, de Criolo

20 de setembro de 2014 0

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Floripa teve o privilégio de ser o último palco do show Nó na Orelha, de Criolo. Desde 2010, quando lançou este disco que mudou sua carreira, o rapper vem se apresentando Brasil afora com a turnê, intercalando também com shows em parceira com Emicida.

“A gente achou que tinha feito o último show do Nó na Orelha há um mês. Mas, olha aí, quis o destino que a cidade de vocês recebesse o último. Muito obrigada” disse o rapper logo no início do show, lembrando que em novembro sai o fresquinho disco novo do músico paulista.

A apresentação rolou no Lagoa Iate Clube, o LIC, na Lagoa da Conceição. E quando show deu aquela atrasadinha básica o público já começou a gritar em coro: Criolo, Criolo, Criolo, Criolo, o que nem sempre acontece – afinal às vezes ficamos ali esperando pacientemente.

Aqueles gritos deram o tom do que seria a apresentação: uma sintonia especial entre músicos e público, cantando junto quase que todas as músicas. E, mesmo depois do bis, a galera gritou: mais um, mais um, mais um.

Mas não teve!

Confira entrevista com Criolo durante passagem de som no LIC

Não é à toa que o rapper se distingue dos outros parceiros de seu gênero, apontado com uma boa nova da MPB – pena que descoberto só agora pelo grande público. Ele  já tem 20 anos de carreira. Criolo tem presença de palco como poucos, energia em doses estratosféricas, um maestro que direciona público e comanda músicos para uma festa em altas vibrações.

 

Ele também usa e abusa de outros recursos que não só o rap. Evoca Bob Marley num reggae delícia. Parte para o brega numa canção romântica e a galera vai junto. Solta os bichos no samba e todo mundo se joga. E, assim, perpassa por todas as canções de Nó Na Orelha e também toca os dois singles lançados recentemente no iTunes e que devem estar no disco novo, Duas de Cinco e Cóccix-ência.

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Em todo o show, está sempre transitando entre o amor e a agressividade. Seja na voz às vezes doce, às vezes gritada. Seja no Amor em SP ou em versos duros, reais, cruéis que escancaram desigualdade e preconceito.


Mas a solução é para ele o Amor. Assim pára o show e seu grande parceiro, tão atazanado quanto ele no palco, o dj Dan Dan pede para que o público se abrace – mesmo que o carinho seja no desconhecido ao lado. Criolo emenda desejando muita luz a todo mundo.

Há de se aplaudir também a produção do show: tranquilidade para chegar ao LIC, para entrar, para sair… para comprar bebidas. Banheiros limpos, enfim, tudo que a gente quer diante de um espetáculo tão especial.

Que venha novembro!

 

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Papo com Criolo após passagem de som no LIC

19 de setembro de 2014 1

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Eram quase 18h desta sexta e acontecia a passagem de som do show de Criolo, rapper que se apresenta esta noite no Lagoa Iate Clube em Floripa. Corremos pra lá para um breve papo com o músico e, sim, tinham alguns fãs  afoitos para tirar fotos com ele. Depois dos cliques, uma conversa de não mais que 10 minutos em que Criolo falou sobre eleições, disco novo e um pouco das sua história. A seguir os principais trechos.

 

Grajaú

“A gente mora onde a gente é feliz. Eu tenho um lugar perto da Cracolândia (em São Paulo), onde eu fico só porque é perto do meu trabalho. Mas eu sou feliz no Grajaú. Então é lá que eu moro.”

(Criolo é do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo)

 

Eleições

“É um momento histórico por serem duas mulheres (Marina e Dilma) na disputa e também pelas questões que levaram essas duas a chegarem na disputa. Essa conjectura é muito interessante de observar”

 

Novidades do disco novo

Não tem novidade. Um disco, independentemente de sonoridade, é aquilo que você está vivendo, suas experiência de vida, o que você está sentindo. O disco é parte de mim. Apenas isso.

(O disco novo sai em novembro)

 

Uma oportunidade

Você conhece a histórinha do Nó na Orelha? Eu tinha completado 20 anos de carreira e decidido que não ia mais cantar. Então aquele era um som dos 20 anos de carreira, mas não ia gravar. Um amigo produtor falou: tem uma coisa boa aqui. Vamos gravar. E olha o que aconteceu???? Uma única oportunidade mudou a minha vida e pode mudar a vida de muitas pessoas.

(Nó na Orelha é o segundo disco de estúdio de Criolo. Foi lançado em 2010 e mudou a carreira dele, tornando-o conhecido do grande público e super elogiado pela crítica. Depois do disco o músico passou a fazer shows pelo Brasil e engatou turnês internacionais)

 

Depois do sucesso, outra visão de mundo

Não. A minha visão de mundo é a mesma. Mesmo tenho outras experiências, tudo é experiência, o que seu sempre vivi no Grajaú também eram experiências. Então não mudou nada.

 

Educação

Imagina se as pessoas fossem criadas preservando suas individualidades? Você acha que elas iam se permitir serem catequisadas para apertar um botão? Hoje nós somos criados para trabalhar para alguém. O cara nasce, cresce, estuda para trabalhar para alguém. Direitos iguais em oportunidades na educação deve ser o caminho para as pessoas desenvolverem suas potencialidades.

 

Floripa

A vida é muito dura. Só conheci Floripa por fotos. Não tinha grana pra viajar. E agora só venho a trabalho, faço o show e viajo pela manhã. Não conheço a cidade.

 

Ah.. detalhe, ele usava um boné do Corinthians. Brinquei com ele por ser torcedora do São Paulo. Ao que ele retrucou: “Importante é que a gente gosta de futebol. Teremos um bom duelo domingo” (sobre o jogo do Brasileirão entre São Paulo e Corinthians

 

AGENDE-SE

Quando: sexta-feira, às 21h abertura dos portões. Criolo sobe ao palco meia-noite.

Onde: Lagoa Iate Clube – LIC (Rua Hipólito do Vale Pereira, 620, Lagoa da Conceição, Florianópolis)

Quanto: R$ 100 (1º lote) e R$ 70 (meia, 2º lote), à venda no site www.gorockbee.com

Informações: www.criolo.net / (48) 3207-8859

 

 

 

Soltinha no palco, Maria Rita é maturidade e autoconfiança, além de muito samba

05 de setembro de 2014 1

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Texto Laura Coutinho, editora do Donna. Foto Charles Guerra, Agência RBS

Maria Rita é luxúria, beleza e entrega. Os shows anteriores da intérprete já indicavam tais atributos, mas eles nunca estiveram tão evidentes quanto no show de Coração a Batucar, apresentado ontem para um Espaço Floripa lotado. Mais tarimbada, completamente solta, bailando com um vestido de paetê verde e rosa e cabelos soltos, Maria Rita domina o palco como ninguém.

“Eu não nasci no samba/Mas o samba nasceu em mim” foi assim, meio explicando sua relação com o estilo que Maria Rita abriu pontualmente o show. A música batizada de É Corpo, é Alma, é Religião foi de fato escrita para Maria Rita por Arlindo Cruz, Rogê e Arlindinho. Alternando canções do novo e sexto álbum Coração a Batucar com Samba Meu, o primeiro álbum dedicado ao samba da cantora, de 2007, Maria Rita fez um show pra dançar. Entre os bons momentos, a interpretação de Saco Cheio e No Meio do Salão. Resolvida, em Mainha me Ensinou, letra dela, Maria Rita canta: “Ainda me lembro com clareza, o que mainha me ensinou, a respeitar a natureza, pela fartura sobre a mesa, agradecer ao criador, sempre andar num bom caminho”.

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Na metade final, ela pede aos espectadores das cadeiras em frente ao palco que levantem e tudo vira Carnaval com Do Fundo do Nosso Quintal e Tá Perdoado, ambas de Arlindo Cruz.

Os críticos alegam que Coração a Batucar traz “sobras” de Samba Meu. Na verdade, para o ouvinte um pouco mais atento, o álbum tem momentos bem diferentes e mistura ao samba outros ritmos, como o jazz. Já no palco, acompanhada por ótimos músicos – destaque para Davi Moraes (marido de Maria Rita e filho de Moraes Moreira, na guitarra), Alberto Continentino (baixo) e Rannieri Oliveira (teclados), fica óbvia a maturidade e a autoconfiança do novo momento.

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Momento clichê: é, realmente, inevitável lembrar de Elis. O requebro dos quadris, os braços balançantes no ritmo da música e a sempre presente emoção. Indignada, irônica, fogosa ou faceira, todos os humores passam pela interpetração da artista, que faz o show parecer muitos mais do que um momento para apreciar acordes ou timbres. No quesito palco, Maria Rita não tem concorrentes.

Dica boa: Maria Rita segue em Santa Catarina.
Neste sábado às 20h, ela abre o Festival de Música de Itajaí

Confira destaques do festival

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Paralamas do Sucesso fazem "a festa" no P12 em Florianópolis

24 de agosto de 2014 0

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(fotos David Collaço, divulgação)

Em vez das tradicionais gatinhas, a predominância de gatonas (e gatões). Mas ressalte-se “a predominância”, ou seja, a galerinha de 20 e poucos anos também estava lá, afinal, a atração é atemporal, uma banda que sabe cantar e compor para as pessoas independentemente da idade. Os Paralamas do Sucesso reuniram 2,5mil apaixonados por música na noite de sábado no parador P12, em Jurerê Internacional, em Florianópolis.

Em uma hora e 40 minutos de música, uma catarse coletiva de pura festa amistosa, divertida e, claro, nostálgica. Alegria que só. O show começou com Alagados e todo mundo já entendeu que era isso: vamos cantar a noite inteira.

Casais apaixonados, amigos de todas a idades, o coro foi a lógica da noite. Também pudera. Era uma pancada  atrás da outra: Meu Erro,Óculos, Você, Onde quer que eu vá, Marinheiro, Que país é esse. Como não cantar junto?

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João Barone, Bi Ribeiro e Hebert Vianna levavam a galera na tranquilidade, acostumados a tudo aquilo. A turnê é de 30 anos de carreira, e o telão é uma atração a parte no show. Perpassa as três décadas da banda, em fotos preto e branco, imagens de clipes e de momentos históricos dos Paralamas. Uma das boas sacadas é que cada sucesso cantado (ou seja todos) aparece no telão o nome da música e, na sequência, o ano de lançamento. Então a gente viajava por ali também: 1985 , 1987, 2005, 1997… Demais!

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Hebert é uma atração especial no palco. Cada vez que a iluminação foca nele, os aplausos aumentam, a comoção é maior. O momento em que faz um breve solo de guitarra é de admiração pura. O cara está ali, cantando, tocando, apesar da cadeira de rodas, apesar de tudo. Já é um mito da nossa música.

 

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Um show histórico. Para quem nunca viu os Paralamas no palco (como eu nunca tinha visto) fica a dica: não perca a próxima oportunidade.

Zeca Baleiro e Zélia Duncan flertam e encantam um CIC lotado com novo show

09 de agosto de 2014 1

Manja início de namoro? Tensão gostosa entre os enamorados, flerte, chamego, charme e sorrisos dispensados a cada segundo. Zeca Baleiro e Zélia Duncan, amigos e fãs um do trabalho do outro, encarnam este clima no show Zélia Duncan e Zeca Baleiro.

A dupla fez a quarta apresentação da turnê na noite gelada de sexta-feira no Teatro do CIC, em Florianópolis

- Quase não tá dando para tocar – falou Zeca, referindo-se às mãos frias.

Os ingressos para o show já tinham esgotado no meio da semana e, de fato, faltou vaga no estacionamento do CIC. Carros tiveram de ser parados sobre as calçadas.

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Pouco antes de a dupla entrar no palco, ouve-se o aviso para não usar flash em fotos e vídeos: “o flash incomoda as pessoas ao seu lado e atrapalha os artistas”.

Humm… um adendo interessante ao tradicional alerta de desligue celulares e câmeras, que de certa forma insinua o que vem pela frente: um show intimista, quieto, aconchegante. Às 21h20min, os artistas entram no palco. Banquinho, violões e as vozes graves inconfundíveis de Zélia e Zeca.

O repertório - diferente do que se espera - não desfila só pelos grandes sucessos dos Zs. Tem músicas novas compostas pelos dois e interpretações de canções de outros autores: “É claro que esse show tem uma parte autoral, mas também tiramos do baú canções que nós gostamos” explicou Zeca

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Nessa vibe, Zeca propôs a Zélia cantar Mulheres, de Martinho da Vila. E, no maior clima citado no início do texto, Zélia conta: “ele trouxe essa música. Disse que era para eu cantar. Eu vou cantar pra vc, Zeca” Então, Zélia inicia os primeiros versos:

“Já tive mulheres… Mas nenhuma delas me faz tão feliz como você me faz”, finaliza e aponta ao parceiro.

Risos, beijos na mão, abraços, flertes, declarações de carinho entre um e outro povoam a “missa”.

Logo no início, Zélia Duncan conta que esse show acontece por um único motivo que deveria ser aquele que nos move o tempo todo: “o querer, o prazer de fazer”, revela e explica que os dois apostaram no projeto pela única vontade de tocarem juntos.

Em cerca de uma hora e meia de apresentação, há os momentos em que Zélia e Zeca ficam sozinhos no palco. E aí um canta o sucesso do outro - destaque para Zeca cantando Nos Lençóis Desse Reggae, música que o fez ouvir Zélia pela primeira vez e o deixou “deveras impressionado”.

A parte final é dedicada a grande sucessos de um e outro. Catedral é cantada à capela e Babylon também. Mas é uma capela baixinha, respeitosa, sutil.

“Obrigada. Eu gosto desse show por que ele tem esse silêncio. E o silêncio é onde nasce a música”

Com seu bom humor, Zeca tira uma onda com Zélia depois da “filosofada” do silêncio. A gente também registrou em vídeo: