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Posts na categoria "Música Eletrônica"

Dimitri Vegas & Like Mike promovem folia sem culpa e sem vergonha no Devassa On Stage

17 de fevereiro de 2015 1
(Fotos Leo Cardoso/Agência RBS)

Dupla de irmãos belgas foi recebida como grande atração pop (Fotos Leo Cardoso/Agência RBS)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

Tem coisas que só a eletrônica faz por você. Uma delas é transformar dois anônimos da periferia do planeta musical em atração com apelo internacional. Foi o que aconteceu nesta segunda-feira (16) no Devassa On Stage, em Florianópolis. Os donos da noite eram os belgas Dimitri Vegas & Like Mike. Os dois irmãos poderiam circular pela pista que não seriam reconhecidos. Mas causaram uma mobilização digna das maiores estrelas do pop.

Ou melhor, imobilização. A fila até o local, em Jurerê Internacional, chegava a 12 quilômetros e não era vencida em menos de duas horas. Para entrar, outra fila. Lá dentro, estava tão socado que, para se mexer, só seguindo o fluxo. Nada disso impediu o público de receber Dimitri Vegas & Like Mike com disposição sobrando para encharcar as roupas brancas sugeridas pelo dress code da festa – pedido atendido pela maioria das pessoas.

Confira a galeria de fotos da apresentação de Dimitri Vegas & Like Mike

Confira a cobertura completa do Carnaval em SC no blog Partiu Carnaval

Quando a dupla assumiu as picapes, às 3h45 de terça, os foliões imaculados já haviam virado baladeiros profissionais graças à vodca com energético. Dimitri pegou o microfone e, em português impecável, soltou um “putaquiopariu!” – o primeiro dos clichês que mandaria ao longo do set (veja lista abaixo). Estava dada a largada para 70 minutos de hedonismo sem culpa, sem juízo e sem vergonha. Qualquer excesso, é Carnaval, lembra?

O som de Dimitri Vegas & Like Mike é rotulada de electro house e big room house. Para o leigo, é “tecneira” – e das mais comerciais. Ou acessíveis: a dupla orgulha-se de ter 5,6 milhões de curtidas no Facebook, 1,5 milhão de seguidores no Twitter e 100 milhões de visualizações no YouTube. Se as redes sociais são parâmetro de sucesso, Florianópolis presenciou um fenômeno que viralizou mais do que seus criadores imaginariam.

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Troféu simpatia
Em nome do carisma, Dimitri Vegas & Like Mike recorreram a alguns velhos truques do showbusiness:

- “Make some noise!” e “Are you fucking ready?” (diversas vezes)
- Pausas dramáticas antes de largar as batidas
- Contagens regressivas
- Aceleradas crescentes
- Explosões de gelo seco

Observações finais
No caso de ser obrigado a dançar, um homem jamais pode esquecer destas duas regras:

- Não rebolar mais do que uma mulher.
- Não subir em algum lugar mais alto (exemplo: sofá de camarote).

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David Guetta ensandece 13 mil pessoas em show em Florianópolis

03 de janeiro de 2015 8
Público de 13 mil pessoas vibrou com show de David Guetta

Público de 13 mil pessoas vibrou com show de David Guetta, em Florianópolis

Por Erich Casagrande
Fotos de Marco Favero

Assim que o relógio marcou 2 horas da manhã, David Guetta caminhou cercado de seguranças em direção ao palco da Arena One, no Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Luzes apagadas e apenas o som histérico de 13 mil pessoas que o aguardavam para o primeiro grande show de 2015. Em seguida, os coloridos neons no palco denunciaram a presença de Guetta em frente a mesa de som.

A plateia delirou com as primeiras batidas mais agressivas do som. O nome do artista se desenhou ao fundo do palco e o volume aumentou, aumentou. Aumentou. O ritmo da música invadiu o ambiente e o íntimo do público. Luzes por todos o lados de todas as direções, a euforia se realizava: todos pulavam, dançavam e cantavam em uma orgia de música, luzes e ritmo.

E não para! David Guetta reverbera a galera em Florianópolis #floripa #vera2015 #davidguetta #guetta #show Um vídeo publicado por Diário Catarinense (@diariocatarinense) em

Pelas duas horas seguintes o músico francês comandou a noite com clássicos como “Love is Gone“, “Play Hard”, “Turn me On”, “Titanium” e composições mais recentes como “Shot Me Down” e “Dangerous”. Durante o show, Guetta transformou os momentos calmos em instantes de expectativas e as “viradas” das músicas em desabafo. Ele erguia os braças e batia palmas, o público seguia.

—  Let me see your fucking hands! — e todos erguiam os braços em “Ain’t A Party Without Me”.  

Ninguém ficou de fora e com ele a festa continuou. O som reverberou no público que pode assistir uma perfeita sintonia de efeitos visuais com luzes e holofotes, Ora eram explosões de papeis dourados e prateados, ora era gelo-seco, ora serpentinas coloridas que desabavam sobre o público, efeitos sempre recebidos com um gostoso pulso de espanto.

> Veja como foram as festas de Reveillon em Jurerê Internacional e na Praia do Rosa  

Acabou. Por duas horas David Guetta agitou a galera em Florianópolis #davidguetta #floripa #vera2015 Um vídeo publicado por Diário Catarinense (@diariocatarinense) em

Entre Pista Comum, Pista Vip e camarotes, todos os lugares estavam cheios. Mas a área vip ainda permitia mais conforto sem deixar de ter o “calor” de estar perto do palco e em meio a galera. Na pista comum, a distância do músico era o ponto negativo, mas era impossível não se manter contagiado pelo som. Já os dois setores de camarotes eram os lugares mais cheios. Os únicos lotados. Entre aqueles que pagaram caro ou ganharam convites “especiais” para usufruir do setor, havia pouco espaço e muito calor. O cantor Latino e o ex-bbb Caetano Zonaro – o primeiro a ser eliminado – do primeiro Big Brother Brasil, estavam entre os habitantes dos camarotes.

David Guetta, que tocou para um público encantado com o poder da música, deixou o palco com braços erguidos e mandando beijos ao som que ele implantou nas 13 mil pessoas que acompanharam o show. No silêncio da música, aplausos e berros de euforia de quem dançou, pulou, cantou e se entregou por duas horas às luzes e ao ritmo.

Bruna Marquezine e Daniel Rocha curtem Réveillon em Jurerê Internacional

01 de janeiro de 2015 11
Bruna Marquezine cobre o rosto para não ser fotografada no Café de la Musique. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Bruna Marquezine cobre o rosto para não ser fotografada no Café de la Musique. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Por Carol Macário

O Réveillon de Jurerê Internacional já não é todo o glamour de outros tempos, quando reunia celebridades internacionais ou astros de Hollywood, mas ainda converge alguma sofisticação, ricos, famosos brasileiros (e aspirantes à fama!) que celebram a virada de ano com banho de champanhe de R$ 3 mil a garrafa. O balneário chique do Norte da Ilha sediou três dos eventos mais refinados na região nas badaladas casas Café de la Musique, Taikô e P12.

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Como já era esperado, a atriz Bruna Marquezine, hóspede no bairro, curtiu a festa no Café de la Musique. Preferiu ficar confinada num camarote apertado do que circular pela festa. Pouco antes da meia-noite saiu para assistir à queima de fogos e pular sete ondas. Voltou em seguida, de cabeça baixa e sem sorrir, acompanhada de amigas. Sem deixar escorrer nem uma gota de simpatia tapou o rosto para não ser fotografada. Ah, sim! Mulherada, o modelo Marlon Teixeira não estava com ela. Mas, de acordo com o site Ego, Marlon e Bruna se encontraram depois da festa e ficaram juntos, em Jurerê.

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O ator Daniel Rocha (intérprete de João Lucas, filho do Comendador na novela Império, da TV Globo), ao contrário, distribuiu abraços para as moças mais afoitas, sorriu para selfies forçadas com fãs e curtiu o Réveillon dançando.

_ É a quarta vez que passo o Ano Novo em Florianópolis, eu adoro! Nem sempre dá tempo para curtir a cidade além das festas porque não tenho muitas folgas _ disse ele.

No mesmo camarote dos globais estavam outros famosos: a modelo Fernanda Motta, habitué da casa, a top model Alessandra Ambrósio, empresários paulistas, o medalhista olímpico de natação Thiago Pereira. Kleber Bambam (ex-Big Brother Brasil), os atores Caique Brito, Theodoro Cochrane (ator e filho de Marília Gabriela) e Lui Mendes – este frequentador assíduo das festas de Florianópolis – também deram o ar da graça, além da penca de modelos, gringos e ricaços de outros estados.

Das badaladas festas de réveillon de Jurerê, a do Café de la Musique foi a mais sofisticada, num clima de muito brilho, champanhe e salto alto. Os camarotes eram divididos em bangalôs, mesas e piscinas (quadrados num degrau abaixo do piso com bancos e mesas). Cada um já vinha com três espumantes e duas vodkas (o valor total dessas bebidas é de aproximadamente R$ 9 mil).

Todo o refinamento, no entanto, não deu conta de blindar o calor e o suor. O espaço ficou superlotado e o deslocamento entre um lado e outro era praticamente impossível.

Festa dentro e fora dos beach clubs

O Taikô, beach club de Jurerê pioneiro em fazer festas badaladas de Réveillon (o primeiro foi há 13 anos), promoveu um evento mais descontraído e bem menos pomposo. Bem menos, apesar de ser o único do bairro a oferecer a marca de champanhe francesa Veuve Clicquot no open bar (imagine que na festa tinha até um “champanhe truck”). Não tinha atores globais ou muito famosos entre os convidados e pagantes. O público era bem mais diversificado e muitas mulheres arriscaram até uma rasteirinha em vez de saltos altíssimos e brilho.

 

Réveillon no Taikô. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Réveillon no Taikô. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Faltando uma hora para a virada, ingressos masculinos ainda podiam ser comprados por R$ 2 mil cada.

Por que vale a pena o investimento?

_ É simplesmente o melhor Réveillon do Brasil. não dá para explicar, tem a ver com o astral da cidade, a energia das pessoas _ respondeu o administrador paulista Alexandre Cardoso, 31 anos, já levemente embalado pelo álcool do champanhe.

Mas além da festa do lado de dentro do beach club, a celebração ocorreu também do lado de fora, tanto no estacionamento como na beira da praia. Na areia, aliás, a comemoração foi profissional, apesar de não oficial. Exatamente do outro lado do gradil que separava o universo dos ricos, bem em frente ao Taikô, grupos de amigos e famílias montaram barracas. Algumas tinham até balões e tochas. Dois mundos aproveitando o mesmo céu, a mesma lua, a mesma música, só que pagando preços um tanto diferentes.

No estacionamento, moradores da Capital animados estacionaram seus carros populares ao lado dos importados, abriram o porta molas e curtiram música popular brasileira, bem alto, contrariando a lógica da música eletrônica.

Foi a balada com maior número de beijo na boca por metro quadrado.

Balada forte no P12

O parador de praia P12 foi de longe o que promoveu a balada mais forte e eclética. Reinou, claro, a música eletrônica, e em duas cabines diferentes: uma dedicada à vertente underground do gênero e outra ao mainstream.  Foi a festa menos entediante: além de música, comida e bebida à vontade,  malabaristas faziam acrobacias em tecidos pendurados no teto e performances no meio das pistas.

Réveillon no P12. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Réveillon no P12. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Por volta das 2h da madrugada os festeiros mais fracos já estavam dormindo nos sofás, de boca aberta.  Mas a maioria ainda tinha pique para ir até o amanhecer e a multidão de solteiros estava bem disposta a sair do zero a zero.

Menos mal que ano novo comece assim: com a alegria dos festeiros e a paixão à primeira vista das paqueras de balada.

O enigmático Deadmau5 e sua passagem por Florianópolos

31 de dezembro de 2014 1

 

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Não, o trânsito não atrapalhou. A casa lotou. Mas a sensação é de que o público chegou espaçadamente. Até umas 23h30min, chegaram os locais, manezinhos e agregados da Grande Floripa, sábios de que numa terça de verão, entre o Natal e o Ano Novo, alcançar o estacionamento do Devassa On Stage e parar o carro logo ali nas primeiras vagas, perto das cancelas, é para os fortes.

Os turistas foram chegando depois, de modo que a 1h, quando pontualmente Deadmau5 subiu ao palco, a pista do Devassa On Stage estava lotada.

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Fernando e Sorocaba agitaram o Cafe de La Musique

O cara é enigmático.  O adereço de mouse, a iluminação sombria, os beats pesados logo no primeiro minuto. Tudo cria um clima de mistério e endeusamento em torno de Deadmau5. O público delira e o reverencia.

A estratégia de marketing do atual número 16 do mundo é bem-sucedida. Deadmau5 quase não mostra o rosto. Quando tira a máscara de rato, a iluminação fica praticamente nula e ele ainda usa um boné. Simplesmente não dá pra ver seu rosto. O DJ também não  costuma conceder entrevistas, faz poucas apresentações e evita grandes festivais. Foi inflexível sobre o horário de subir ao palco.O Dj local Zabot foi avisado cinco minutos antes da 1h que deveria deixar o palco. Uma hora ainda tocava, quando a equipe de produção entrou no palco e começou a tirar a mesa do DJ para trazer a de Deadmau5. 

 

O produtor musical canadense, nascido Joel Thomas Zimmerman, aposta na vertente electro e progressive house. O set foca no seu álbum de 2014, While, que contém os singles Avaritia e Seeya.

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Deadmau5 tocou por exatas uma hora e trinta minutos. Mandou bem, mas não foi explosivo. Na maior parte da apresentação, não acelerou. E o público por vezes pediu: vai, Deadmau5. Mas não. Ele ficou numa monotonia meditativa, que deu sono em certo momento, a ponto do público se entreter com um drone que voou sobre as pessoas, registrando imagens do Devassa lotado.

Mas Life is a Loop entrou às 2h30min e, aí sim, a noite ferveu. Depois de Floripa, Deadmau5 voou até Balneário Camboriú e se apresentou na mesma noite no Music Park de lá.

 

Badalada festa Pré-Réveillon Prainha Xanahi é embargada meia hora antes de começar

30 de dezembro de 2014 4

Acontece nas melhores famílias. E nas festas mais chiques, tradicionais e badaladas. Quem chegava por terra ao evento de Pré-Réveillon Prainha Xanahi, em Governador Celso Ramos, estranhava o exagero de quatro viaturas da Polícia Militar estacionadas em frente à entrada. Sete policiais que estavam por acaso na cidade (alguns vieram do Oeste do Estado para fazer um curso na Capital) foram chamados para ajudar no embargo da festa. Às 22h30 de segunda (29), meia hora antes do horário previsto, a PM fechou as portas alegando que o evento não tinha alvará da prefeitura e do Corpo de Bombeiros. A negociação durou quatro horas e somente às 2h30 da madrugada, quando a maior parte do público já havia dispersado, foi oficializado o cancelamento.

Festa foi cancelada oficialmente às 2h30 da madrugada. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Festa foi cancelada oficialmente às 2h30 da madrugada. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

História de novela. Ou primeiro fiasco da temporada. O Pré-Réveillon Prainha Xanahi ocorre há oito anos na bucólica Prainha, próxima à Armação da Piedade, a cerca de 40 km de Florianópolis. Exatamente por isso a consternação do público habitué diante da falta de documentos e licenças necessárias.

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Em nota na página oficial no Facebook, a organização postou às 3h30 da madrugada de terça que “foi surpreendida às 23h com uma intervenção da PM, que impediu o acesso do público, alegando irregularidades.” Ainda segundo a organização, a estrutura estava montada e todas as formalidades providenciadas, inclusive licença policial expedida pela Delegacia da Polícia Civil especializada em jogos e diversões, após analisar os documentos exigidos e entregues.

Público se divertiu enquanto aguardava a resposta da abertura ou não do evento. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Público se divertiu enquanto aguardava a resposta da abertura ou não do evento. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Durante quatro horas tentou-se reverter a situação por meio de explicações, apresentação de documentos e até um pedido de liminar no Plantão do Poder Judiciário. Em razão do horário não foi possível a decisão judicial.

De azul ou branco, dress code sugerido no convite (que indicava, aliás, as coordenadas para se chegar ao local pelo mar, para quem preferisse ir com a própria lancha), o público chegava aos montes pela rodovia SC-410. Grupos vieram de vans, de longe. Teve quem veio de Miami. Um casal de gringos norte-americanos pagou R$ 300 de táxi executivo para ir de Jurerê até a Prainha. Em vão.

_ Estou indignado. Trouxe toda essa galera. Por que nos outros anos foi liberado? Existe alguém por trás alimentando esse corte _ protestou o advogado paulista Henrique Ayres, 37 anos.

O dentista Paulo Freitas, 47 anos, veio de Portugal para curtir as festas badaladas do litoral catarinense. Estava paciente. Chegou à 1h da madrugada e esperou até quase 2h.

Depois de horas de espera, indignação. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Depois de horas de espera, indignação. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Apesar da espera, da frustração, da maquiagem já borrada pela chuva fina e do barro nos sapatos, dos muitos reais gastos no convite (preços a partir de R$ 150 para mulheres e R$ 200 para homens) o clima era até civilizado, à parte algumas moças mais afetadas que gritaram um e outro palavrão para os seguranças (nem tinham culpa, coitados). Teve música de celular, dancinha, até beijos apaixonados.

Segundo informações não oficiais, pelo menos 40 lanchas já estavam ancoradas em frente à praia, esperando a festa começar. Na lista de convidados VIPs estavam Neymar, Gabriel Medina, claro, o arroz-de-festa de Florianópolis Selton Mello e outros atores globais. A produção preferiu não confirmar nenhum nome, de qualquer forma ninguém chegou a ser visto.

Improviso para fugir da chuva. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

Improviso para fugir da chuva. Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS

O lamentável da situação foi a polícia ter batido às portas do evento justamente meia hora antes de começar. Segundo boatos, a organização chegou a ir até à casa do prefeito de Governador Celso Ramos, que teria desligado o interfone. E lamentável também foi a organização da festa não ter sido honesta com o público e tê-lo feito esperar por horas.

Em nota a organização lamentou o ocorrido e afirmou que vai apurar as responsabilidades para então reembolsar clientes.

ATUALIZAÇÃO

No início da tarde desta terça-feira, a juíza Viviana Gazaniga Maia entrou em contato com o blog informando que ao contrário do que foi informando anteriormente, o pedido de liminar feito pelos donos da festa foi, sim, apreciado ainda na madrugada por ela, que estava de plantão. Contudo, o pedido foi indefirido pela alegação da juíza de que independente da importância do pedido “urgência não se confunde com açodamento e não permite que o direito de ação seja exercido de modo apressado e desprovido do cumprimento das exigências legais”.

Na visão da juíza, a casa onde a festa seria realizada em Governador Celso Ramos, mesmo se tratando de um propriedade privada, necessitava de um alvará do Corpo de Bombeiros. Na decisão fechada às 2h da manhã, Viviana afirma que os empresários alegaram que fizeram a solicitação de autorização, mas não foram atendidos. Porém, a juíza aponta que eles não conseguiram comprovar que fizeram o pedido com antecedência aos Bombeiros.

Gazaniga Maia fecha sua decisão afirmando que: “Não só pode como deve a Polícia Militar (…) fiscalizar o local, a fim de perquirir se atendidos os requisitos legais e, em caso negativo, cumpre-lhe impedir a realização das festividades, inclusive sob pena de, caso venha a ocorrer algum incidente oriundo da falta de cumprimento de exigências do Corpo de Bombeiros, vir a ser responsabilizada por omissão”.

Com isso, para que qualquer outra festa seja realizada no espaço na Prainha, em Governador Celso Ramos, é necessário que os donos da festa apresentem o alvará do Corpo de Bombeiros.

 

 

Festival Happy Holi em São José foi uma experiência estética

07 de dezembro de 2014 1
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

 

O Happy Holi Festival das Cores é uma releitura do famoso e milenar festival indiano Holi, mas não lembra em absolutamente nada o original, a não ser pela brincadeira de jogar pó colorido. O evento ficou famoso em países europeus onde ganhou ares de festa rave.  Chegou ao Brasil não há muito tempo com edições em algumas capitais. Domingo foi a vez de São José, na Grande Florianópolis.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Misto de festa de música eletrônica (e outros gêneros!) com a proposta de celebrar a alegria, o Happy Holi agregou o impressionante número de 13 mil pessoas (segundo a assessoria do evento) na Avenida Beira-mar de São José, ao lado do Centro Multiuso. A maioria jovens adolescentes, que seguiu a regra de vestir branco e brincou na tarde de sol escaldante e temperatura que ultrapassou os 30°C.

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O evento foi uma experiência estética. Funcionou assim: cada ingresso deu direito a dois sacos de ZIM, pó feito à base de amido de milho e corante nas cores rosa, amarelo, azul e verde. Cada pacote extra custava R$ 5. Com o ZIM em mãos, era só perder o medo de se sujar e jogar pó para alto, nos amigos, em qualquer pessoa que passasse ao lado. A cada uma hora era feita uma contagem regressiva para as colorblasts, literalmente explosão de cores em que o público, sincronizado, jogava o pó para cima. Lindo. Mas depois de algumas repetições ficou cansativo.

Uma pena foram os DJs escalados, a maioria com sets repetitivos, músicas clichês e outros com uma gama tão grande de gêneros (Mamonas Assassinas e Racionais MCs no mesmo set?) em seus sets que causou um efeito de quase tontura. Outro ponto negativo foi a ausência de lixeiras e o chão ficou coberto de saquinhos vazios de ZIM e de garrafas de água.

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Foto: Marco Favero / Agência RBS

Holi, na Índia, celebra a vitória do bem contra o mal

Na Índia o Festival das Cores é antigo e remonta há muitos séculos antes de Cristo. O Holi é uma tradição hindu e ocorre geralmente entre fevereiro e março, em data próxima à chegada da primavera no hemisfério norte, em todo o país.  O significado mudou ao longo dos séculos, mas uma das lendas mais associadas é a do rei Hiranyakashyap. Vaidoso e temido, ele ficou furioso com seu filho, que optou por adorar uma outra entidade, o deus Vishnu. Por isso tentou matá-lo com a ajuda de sua terrível irmã Holika. O plano não deu certo e o deus Vishnu reconheceu a bondade do filho do rei. Por isso o festival festeja a vitória do bem contra o mal.

Outra lenda é a associada ao Holi é a de Krishna. Diz o mito que ele gostava brincar de colorir sua consorte Radha e a brincadeira acabou virando tradição.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Tapesh e Umek: cansaço convertido em sintonia com o público

16 de novembro de 2014 0

O alemão Tapesh desde a década de 80 respirava a essência da música eletrônica ouvindo muito kraftwerk e funk music quando frequentava o club de seu pai e, além destas influências, seu gosto musical acabou por rechear seus sets com baixos profundos, groove e um amplo background musical que há décadas fez fãs por todo o mundo. Toda essa influência contagiou também o público que marcou presença no palco Mystic do Dream Valley Festival. Não teve jeito: a espera pelo DJ foi tanta que o pessoal não se conteve. Todo mundo pulou e gritou enlouquecidamente quando Tapesh subiu ao palco.

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Seu estilo único, que fomentou uma vertente ousada de artistas que unem diversos tipos de sons sem medo, acabou por ganhar fãs como Loco Dice, Jamie Jones, DJ T and Anja Schneider, e por proporcionar à Tapesh parcerias com nomes como Amine Edge & Dance e Sharam Jey. As parcerias apareceram, é claro, na setlist. Os fãs, superentusiasmados, cantaram desde a primeira música com o alemão. Apesar do aspecto cansado, de quem viajou por muito tempo para tocar no Dream Valley, o DJ não decepcionou.

Umek, apesar de menos cansado e mais visivelmente empolgado para levantar a galera, não inovou no som. Assim como grande parte dos DJs do DVF deste ano, apostou nas mesmas batidas. Mas o público nem se importou. Com uma energia invejável, todo mundo recebeu de braços abertos o europeu indicado duas vezes ao

A vibe ficou dividida entre momentos de extrema agitação – principalmente quando a música era um dos sucessos estourados por Tapesh mundo afora – e calmaria, quando os DJs interagiam com o público e embarcava todos em uma viagem eletrônica. As batidas fortes e marcantes, porém, não deixaram brecha para muita tranquilidade. Todo mundo queria mesmo era dançar. Sozinhos, em par ou em grupo, os dreamers não ficaram parados.

 

Dimitri Vegas & Like Mike encerram terceira edição do Dream Valley Festival

16 de novembro de 2014 0
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Na terceira edição do Dream Valley Festival destacaram-se os duos – começando pelos catarinenses Elekfantz, que abriram o brilhante line up de sexta no Mystic Stage, passando pelos brasileiros Felguk e Jetlag e finalmente o som nervoso dos canadenses DVBBS. No sábado, para fechar com chave de ouro, os belgas Dimitri Vegas & Like Mike, atração das mais aguardadas do festival, assumiram as pick ups do Dream Stage somente às 6h20 do domingo – atraso de efeito dominó devido a um acidente na BR-101 que dificultou a chegada de alguns artistas ao parque Beto Carrero World no horário combinado.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Os irmãos belgas incendiaram a pista nos primeiros raios da manhã. Carisma e tracks contagiantes, reanimaram os dreamers que já estavam se entregando ao sono.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Se na sexta-feira o line up do Mystic Stage foi perfeito, no sábado o Dream Stage foi espetacular e com menos clichês se comparado à primeira noite. Começando pelos brasileiros do projeto Jetlag, passando por Dyro, DVBBS e finalizando com os três astros veteranos Fedde Le Grand, Kaskade e Dimitri Vegas & Like Mike.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Kaskade – cenas reais e vocais femininos

16 de novembro de 2014 0
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Penúltimo DJ da noite no palco principal do Dream Valley, o norte-americano Kaskade assumiu a cabine com a missão de ser tão empolgante ou mais que Fedde Le Grand, o holandês que segurou a energia nas alturas por quase duas horas. Veterano, ele economizou palavras, mas assim como seu antecessor apresentou um set original.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Apostou em vocais femininos e nada de clichês. Outro diferencial foi o visual nos painéis de led gigantes que emolduraram o palco. Em vez de criações digitais e abstratas, trouxe cenas reais de mulheres e flores.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

 

 

Foto: Marco Favero / Agência RBS

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Foto: Marco Favero / Agência RBS

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Foto: Marco Favero / Agência RBS

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Fedde Le Grand – por um set sem clichês

16 de novembro de 2014 0
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Mais um representante da escolar holandesa, Fedde Le Grand já é veterano e tem uma apurada e impecável técnica de discotecagem. Sua apresentação não teve nenhum furo no Dream Stage e, ao contrário dos artistas de sexta, quase não teve clichês e músicas repetidas. Bem mais econômico nas palavras – nada dos chavões “put your hands up” – ele ainda assim é carismático.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

O set do Le Grand abusou de sons graves, remixes  originais e música com conteúdo. Em alguns momentos parecia uma apresentação experimental mais comum na pista underground do Mystic Stage. Foram quase duas horas de apresentação empolgante e dançante.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

 

Foto: Marco Favero / Agência RBS

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