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Posts na categoria "pop"

Kesha satisfaz o público bancando a estrela que não é com show superproduzido em Florianópolis

31 de janeiro de 2015 1
Cantora caprichou na produção para vir a Capital

Cantora caprichou na produção que trouxe à Capital (Fotos Marco Favero/Agência RBS)


Emerson Gasperin

emersongster@gmail.com

O público estava muito a fim de se divertir com Kesha na sexta (30), em Florianópolis. A vontade era tanta que o pessoal vibrava até com o gelo seco sendo testado no palco do Devassa On Stage. Clima de festa, com o DJ mandando forte nos hits radiofônicos. Com essa predisposição toda, a cantora teria que ser mequetrefe demais para frustrar expectativas mais relacionadas à noite em si do que ao próprio show. Não foi. Fez o que dela se esperava, todo mundo registrou no espertofone e estamos conversados.

A atração principal deu as caras à 1h de sábado com Warrior para a casa (capacidade: 13 mil pessoas) ocupada pela metade. Tinha mais gente no camarote e na pista vip do que na pista comum. Somente na quinta música, Machine Gun Love, Kesha dirigiu-se à plateia. Disse “Florianópolis” em vez de “Floripa” e contou que aquela canção havia sido gravada para o disco Warrior, mas não entrou porque “alguém” fora contra. “Vou tocá-la hoje e f***-se esse cara!” Palavrões nunca decepcionam.

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A fala ao natural da americana no microfone também revelou que ou ela tem uma afinação excepcional ou abusou dos trechos vocais pré-gravados e do autotune. Por mais que dançasse, pulasse, arfasse, seu registro de voz não variava. Ninguém ligou para isso, mesmo porque era o visual que chamava a atenção. A produção caprichou, com trocas de figurino, vídeo, coreografias, papel picado, canhões de serpentina e, no centro, uma popstar limpa com cabelos loiros esvoaçantes.

Quando surgiu, em 2010, Kesha era uma alternativa bagaceira a britneys, gagas, kates e outras artistas brancas do pop adolescente. Agora, talvez resultado de sua temporada na clínica de reabilitação, parece querer ser como elas. Bancando a gatinha, ela sensualizou com um fã em Take it Off, foi ovacionada em Timber e encerrou às 2h20 com a autoestima lá em cima com Tik Tok. Do tempo da chinelagem, restou apenas a fantasia de pênis que rolou no bis, Die Young.

Akeshimento
Algumas músicas que rolaram antes do show:
Don’t Worry Child, Swedish House Mafia
Wiggle, Jason Derulo e Snoop Dogg
Umbrella, Rihanna
Show das Poderosas, Anitta
Summertime Sadness, Lana del Rey
Good Feeling, Avicii

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Setlist
Warrior | We R Who We R | Blow | Gold Trans AM | Machine Gun Love | Dirty Love | Take It Off | Backstabber | Party at a Rich Dude’s House | Animal | Blah Blah Blah | C’Mon | Timber | Your Love Is My Drug I Tik Tok | Die Young

No camarim
6 latas de Diet Coke | 4 garrafas (500ml) de água mineral em temperatura ambiente |  garrafas (500ml) de água mineral gelada | 2 latas de Red Bull sugarfree | Chaleira de água quente | sachês de chá verde e de camomila | Pote de mel orgânico | Rolinhos vegetarianos sem arroz e sem maionese | Bandeja de vegetais crus | Bandeja de vegetais cozidos no vapor ou de snacks de vegetais desidratados | 3 pedaços pequenos de salmão cozido | Frango assado | Pote de azeitonas | Potes pequenos de molho de pimenta, vinagre balsâmico, mostarda Dijon, mostarda convencional, ketchup, molho barbecue | Garrafa de tequila (Don Julio ou Patron) | Garrafa de vodka (Greygoose)

DJ Hardwell é o rei da Eletronic Dance Music e fez show empolgante no Arena One

04 de janeiro de 2015 2
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Magro, pálido e aparentemente tímido, o holandês Robbert van de Corput, 26 anos, é um improvável pop star quando se olha para ele fora dos palcos. À frente de uma cabine de som ele é outro: muito maior e carismático, um rei para a atual EDM, popular sigla para Eletronic Dance Music. É o empolgadíssimo DJ Hardwell, o melhor DJ do mundo – título conquistado pela segunda vez consecutiva e concedido pela conceituada publicação inglesa DJ Mag. No sábado (3) ele aterrissou em Santa Catarina e apresentou primeiro em Florianópolis e depois em Balneário Camboriú a turnê Go Hardwell or Go Home.

Veja aqui mais informações do verão em Santa Catarina

Na Capital ele foi a segunda atração do projeto Arena One, que teve apresentação empolgante do DJ David Guetta na última sexta no antigo Parque Planeta, Norte da Ilha. Hardwell reuniu bem menos público que Guetta (13 mil pessoas na sexta), mas as 7 mil pessoas que prestigiaram o holandês eram com certeza bons conhecedores do gênero eletrônico. Impressionante o número de fãs do DJ em Florianópolis.

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Ele saiu de Recife ainda no final da tarde de sábado em um avião fretado e desembarcou em Florianópolis à 0h49 da madrugada. Do aeroporto até o Arena One ele seguiu num carro escoltado, e quando chegou, às 1h45 da madrugada, não transpareceu nenhum cansaço e até tirou fotos com duas fãs que o contataram previamente por email.

Exatamente às 2h, como previsto, assumiu a pick up. Até o mais duro coração em relação à EDM amolece com a honestidade da performance, o som pesado e cheio de vigor de Hardwell.

Na pista VIP as Hardwellnetes suspiravam: “Ah, ele é lindo!” “Nossa, ele é mesmo muito bom!”.

_ As músicas do set dele são boas, não repetem e ele não imita outros DJs _ diz a gaúcha Patricia Lampesi Santos, 28 anos, fã do holandês.

> Veja como foram as festas de Reveillon em Jurerê Internacional e na Praia do Rosa

As mãos de Hardwell são um detalhe importante na performance. É como um maestro: em todas as músicas ele gesticula muito, bate palmas, levanta os braços, pula, canta as letras. É como se olhasse nos olhos do público que, por sua vez, sente-se na obrigação de devolver a confiança com empolgação.

O set de Hardwell lembrou o de grandes festivais de música eletrônica, frenético, pesado, com pressão, e incluiu hits como Spaceman, Under Control e outros.

 

_ As músicas podem ser decoradas com facilidade e tem ainda o feeling dele. O Hardwell tem um estilo único _ opina outro fã, o paulista Luiz Carlos Correia de Oliveira, 23 anos.

Hardwell tocou extamente uma hora e meia e encerrou com um remix bem brasileiro, funkeado, que incluiu até vocais do funk Morro do Dendê, do MC Cidinho e Doca. Às 3h30 se despediu de Florianópolis e partiu direto para Camboriú, onde se apresentou no Green Valley para cerca de 12 mil pessoas.

Capital Inicial e uma legião de fãs adolescentes no Devassa On Stage, em Florianópolis

19 de outubro de 2014 0

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Fotos Leticia Bombo, divulgação

Somos carentes de bandas recentes e boas de pop rock. Alguém aí consegue citar uma que tenha cinco ou até 10 anos de história e que consiga ter mais do que um trio (tô sendo boazinha) de hits gravados na nossa memória? Dou-lhe uma, dou-lhe duas… Não há.

Assim seguimos fiéis ao louvável anos 1980, que nos presenteou com um bonde de Brasília cheio de energia e de revolução (óh, Renato Russo), outro punhado de Sampa e também do Rio Grande do Sul. Nos últimos dois meses, passaram por Floripa uma representativa turma daquela era: Ira!, Paralamas do Sucesso e, neste sábado, Capital Inicial. Assisti aos três shows. Entre Nasi, Hebert e Dinho Ouro Preto, posso dizer que o último é o que chegou mais em forma 30 anos depois de sucesso. Há quem não curta a sua voz, mas há de se reconhecer a potência dela.

Em entrevista ao Anexo, Dinho conta quais são as músicas que marcaram a sua vida.

Não tem como não olhar para Dinho e não ver um guri cinquentão: “valeu, galera” “Falô ou sacô, molecada” são frases ditas por ele a cada música. Um gorro preto na cabeça, um jeans lavado, um regata preta suada, que mostra o corpicho em forma. Pulos, muitos pulos. Ele é uma criança grande no palco. Tem vitalidade de poucos cinquetões e, assim, os adolescentes todos vão com ele.

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Quato mil pessoas lotaram o Devassa On Stage, em Floripa, naquela sábado.
Pode pôr aí: mais da metade com menos de 25 anos. E essa gurizada sabia todas as músicas do Capital. Impressionante como todo mundo cantou junto uma série sem fim de músicas. Independência foi uma delas.


Olhos Vermelhos

Em certo momento, Dinho disse que tentou não ser piegas ao compor uma música (não consigo me lembrar qual era. Desculpe.) que falava de otimismo.
Dinho, querido, não tenho como você não ser piegas, clichê… Isso faz parte de ser Capital Inicial. Não? Então pensa nisso:

“Agora pra sempre. Vou Embora mas eu nunca disse adeus”

“Parei de pensar e comecei a sentir”

“Procuramos independência. Acreditamos na distância entre nós”

“Aquele amor, a sua maneira, perdendo meu tempo a noite inteira” (essa tem videozinho)

“O mundo vai acabar. Ela só quer dançar” (essa também)

… Infinitas etcs. Mas eu sempre desconfiei do tradicional. Acho que nada se solidifica senão tiver uma verdade intrínseca. Clichês e pieguices são o tradicional caindo na lama de tão óbvio. Mas bate e é fácil de cantar. É por isso que os adolescentes são parceiros do brother Dinho.
Teve sim um momento mais “alto nível”, quando o Capital cantou Legião Urbana: Geração Coca-Cola, Que País é Esse e também Mulher de Fases, do Raimundos. O Devassa foi à loucura, delírio total.

Antes de cantar Que País é Esse, Dinho fez um discurso político lembrando o segundo turno das eleições e perguntou em quem a galera iria votar. A massa gritou Aécio. Quem falou Dilma foi vaiado sem cerimônia.

Foram pouco mais de duas horas de rock, entre 2h e 4h da madruga. Dinho lamentou ficar tanto tempo sem tocar em Floripa. Há três anos o Capital não chegava na Ilha. E terminou o show pedindo pra galera fazer uma pose para uma selfie coletiva ao Facebook do grupo.

Tinha como terminar de outro jeito?

 

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Paralamas do Sucesso fazem "a festa" no P12 em Florianópolis

24 de agosto de 2014 0

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(fotos David Collaço, divulgação)

Em vez das tradicionais gatinhas, a predominância de gatonas (e gatões). Mas ressalte-se “a predominância”, ou seja, a galerinha de 20 e poucos anos também estava lá, afinal, a atração é atemporal, uma banda que sabe cantar e compor para as pessoas independentemente da idade. Os Paralamas do Sucesso reuniram 2,5mil apaixonados por música na noite de sábado no parador P12, em Jurerê Internacional, em Florianópolis.

Em uma hora e 40 minutos de música, uma catarse coletiva de pura festa amistosa, divertida e, claro, nostálgica. Alegria que só. O show começou com Alagados e todo mundo já entendeu que era isso: vamos cantar a noite inteira.

Casais apaixonados, amigos de todas a idades, o coro foi a lógica da noite. Também pudera. Era uma pancada  atrás da outra: Meu Erro,Óculos, Você, Onde quer que eu vá, Marinheiro, Que país é esse. Como não cantar junto?

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João Barone, Bi Ribeiro e Hebert Vianna levavam a galera na tranquilidade, acostumados a tudo aquilo. A turnê é de 30 anos de carreira, e o telão é uma atração a parte no show. Perpassa as três décadas da banda, em fotos preto e branco, imagens de clipes e de momentos históricos dos Paralamas. Uma das boas sacadas é que cada sucesso cantado (ou seja todos) aparece no telão o nome da música e, na sequência, o ano de lançamento. Então a gente viajava por ali também: 1985 , 1987, 2005, 1997… Demais!

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Hebert é uma atração especial no palco. Cada vez que a iluminação foca nele, os aplausos aumentam, a comoção é maior. O momento em que faz um breve solo de guitarra é de admiração pura. O cara está ali, cantando, tocando, apesar da cadeira de rodas, apesar de tudo. Já é um mito da nossa música.

 

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Um show histórico. Para quem nunca viu os Paralamas no palco (como eu nunca tinha visto) fica a dica: não perca a próxima oportunidade.