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Racionais em Floripa: confira uma galeria de fotos do show na madrugada deste sábado

08 de agosto de 2015 0

O relógio já marcava 2h45min desta sábado, quando os Racionais MC´s subiram ao palco do Music Park, em Jurerê, Florianópolis, para  o primeiro show em Santa Catarina da turnê de 25 anos dos ícones do rap nacional.

Uma massa de fãs apaixonados esperava ansiosa para cantar junto os hinos de Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue, Kl Jay, acompanhados do restante da família Racionais (os rappers nunca sobem ao palco sozinho)

O fotógrafo do DC Marco Favero fotografou o grupo durante as três primeiras músicas – período autorizado pela produção. Confira detalhes dos caras em ação em Florianópolis:

O fotógrafo Diorgenes Pandini também registrou o show e a galera curtindo os Racionais. Confira:

Racionais MC's em Florianópolis: cada vez mais Preto Zica do que Negro Drama

08 de agosto de 2015 5
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“Nas ruas da sul eles me chamam Brown/ Maldito, vagabundo, mente criminal” (Fotos Marco Fávero/Agência RBS)

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

O bagulho continua louco, a parada podia ser mais forte e o processo foi lento, mas depois que bateu passou rapidinho. O show dos Racionais MC’s marcado para a noite de sexta (7) em Florianópolis começou no sábado, quase seis horas após a abertura do Devassa on Stage. Em 75 minutos a partir do single Mil Faces de um Homem Leal (Marighella), a banda deu seu trabalho por concluído.

Confira uma galeria de fotos do show

O público que lotava a casa ainda alimentou a expectativa de que Vida Loka (Parte 2), anunciada como a saideira, fosse somente a deixa para o bis. Apenas quando ficou claro que seria aquilo mesmo a rapaziada procurou as saídas, lá pelas quatro da manhã, dividida em relação ao que havia acabado de presenciar.

Edi Rock: “Quem de alma nua atua na sua mente/ Faz você achar que o azar é só mero presente”

Satisfeita por ter visto o maior nome do rap nacional ao vivo, mandando clássicos dos 25 anos de carreira como Negro Drama, Jesus Chorou ou Da Ponte pra Cá. Todas são do álbum duplo Nada Como um Dia Após o Outro Dia, de 2002, e tiveram suas letras cantadas verso a verso (e são muitos) pela plateia.

E frustrada com a brevidade do show, refletindo a curta duração do disco que dominou o set list, Cores e Valores. Apesar de – ou por – elevar a estética racional a outro patamar, com mais camadas de significados do que o simples papo reto, o trabalho lançado no ano passado não está sendo digerido facilmente pelos fãs.

Pelo menos, não pelos locais. Petardos com a força de Preto Zica, Você me Deve e Quanto Vale o Show perderam-se em meio à indiferença e a torcida para que a seguinte trouxesse outro hino conhecido. O som também não ajudou, uma maçaroca que tornava os vocais ininteligíveis e embolava todas as nuanças das bases.

Nas músicas mais antigas isso era contornado pelo coro da racinha. Nas novas, comprometeu, aumentando o desinteresse – principalmente nas partes comandadas pelos quatro rappers (Helião e Lino Crizz entre eles) que acompanham o grupo. É que o pessoal pagou e esperou para ouvir Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e o DJ KL Jay, não eles nem os quatro DJs extras na bancada.

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Juntando com o gari mascarado (acima) que chacoalhou o tempo inteiro no palco, tinha momentos que eram 13 integrantes em cena a diluir o que já estava disperso. Os Racionais, tão zelosos de sua imagem de rua, pareciam aqueles artistas que ao crescer enchem o palco com backing vocais, naipe de metais, tecladeira e dançarinos.

A tendência é o lance se tornar cada vez mais produzido, “profissional”. O grupo montou produtora própria, a Boogie Naipe. O logotipo da empresa ocupou o telão do cenário durante a abertura com Lurdez da Luz e Karol Conka. Na medida do possível, as duas driblaram a impaciência reinante com rimas sob uma perspectiva feminina e batidões.

A marca foi trocada para a grande atração da noite. Quando restaram só os DJs e nada de Brown, Rock e Blue voltarem, a caveira que a substituiu permanecia lá no fundo, testemunhando a reação geral.

Bárbara Sweet entrou nas batalhas de rap para azedar o machismo dentro e fora dos palcos

17 de maio de 2015 0
A rapper mineira Barbara Sweet é doce, mas só enquanto não ataca o machismo (Foto: Barbara Sweet, Divulgação)

Sweet ganhou dos homens nas duas batalhas que participou na Ilha

A rapper Bárbara Sweet quebrou a banca e ganhou na batalha de rap (disputa de improvisação de rimas) que aconteceu neste sábado (17) na Udesc, durante a programação da II SAPo (Semana de Arte Popular). A mineira chegou em Florianópolis na quarta (14) e participou da tradicional Batalha da Alfândega – que acontece toda quinta-feira, no Centro -, onde também levou a melhor em cima de todos os homens com quem disputou.

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Post que a rapper fez depois de vencer a Batalha da Alfândega na quinta (14)

Nascida na capital mineira com o nome Bárbara Bretas Coelho, Sweet foi uma das primeiras a se se popularizar no “rap das minas“. Este movimento cresce cada vez mais, com as mulheres ocupando o ritmo tradicionalmente conhecido por seus expoentes masculinos, como Racionais MCs, Criolo e Emicida.

Saiba mais: show do Facção Central é cancelado em Florianópolis

A rapper, em para o Anexo Em Cartaz, contou um pouco como é ser mulher, feminista e ativa nesse cenário:

- O que a gente fez em Minas Gerais transformou muita coisa. A gente conectou as “muié” – explicou Bárbara Sweet, falando sobre as mulheres que hoje participam das batalhas de rap.

- É um espaço de empoderamento “sinistro” para mulher. Às vezes elas falam “Ah, eu fui na batalha e o cara me chamou de vadia, falou dos meus peitos, falou da minha bunda” e eu respondo “Mano, quantas vezes o cara já te chamou de vadia na rua? Quantas vezes o cara já falou dos seus peitos e da sua bunda na frente de uma obra? Aproveita que na batalha você tem um minuto e meio pra responder”.

No palco da II SAPo, a mineira de irreconhecíveis 29 anos e alcunha doce desvelou a amargura do machismo dos oponentes, todos homens. Como ela mesma diz, essa maioria masculina e machista é “coisa bem comum nesses espaços”.

- Na batalha a galera responde. Sabe por quê? Porque, na batalha, você quer ver o oprimido virar rei.

Floripa é o palco do último show de Nó Na Orelha, de Criolo

20 de setembro de 2014 0

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Floripa teve o privilégio de ser o último palco do show Nó na Orelha, de Criolo. Desde 2010, quando lançou este disco que mudou sua carreira, o rapper vem se apresentando Brasil afora com a turnê, intercalando também com shows em parceira com Emicida.

“A gente achou que tinha feito o último show do Nó na Orelha há um mês. Mas, olha aí, quis o destino que a cidade de vocês recebesse o último. Muito obrigada” disse o rapper logo no início do show, lembrando que em novembro sai o fresquinho disco novo do músico paulista.

A apresentação rolou no Lagoa Iate Clube, o LIC, na Lagoa da Conceição. E quando show deu aquela atrasadinha básica o público já começou a gritar em coro: Criolo, Criolo, Criolo, Criolo, o que nem sempre acontece – afinal às vezes ficamos ali esperando pacientemente.

Aqueles gritos deram o tom do que seria a apresentação: uma sintonia especial entre músicos e público, cantando junto quase que todas as músicas. E, mesmo depois do bis, a galera gritou: mais um, mais um, mais um.

Mas não teve!

Confira entrevista com Criolo durante passagem de som no LIC

Não é à toa que o rapper se distingue dos outros parceiros de seu gênero, apontado com uma boa nova da MPB – pena que descoberto só agora pelo grande público. Ele  já tem 20 anos de carreira. Criolo tem presença de palco como poucos, energia em doses estratosféricas, um maestro que direciona público e comanda músicos para uma festa em altas vibrações.

 

Ele também usa e abusa de outros recursos que não só o rap. Evoca Bob Marley num reggae delícia. Parte para o brega numa canção romântica e a galera vai junto. Solta os bichos no samba e todo mundo se joga. E, assim, perpassa por todas as canções de Nó Na Orelha e também toca os dois singles lançados recentemente no iTunes e que devem estar no disco novo, Duas de Cinco e Cóccix-ência.

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Em todo o show, está sempre transitando entre o amor e a agressividade. Seja na voz às vezes doce, às vezes gritada. Seja no Amor em SP ou em versos duros, reais, cruéis que escancaram desigualdade e preconceito.


Mas a solução é para ele o Amor. Assim pára o show e seu grande parceiro, tão atazanado quanto ele no palco, o dj Dan Dan pede para que o público se abrace – mesmo que o carinho seja no desconhecido ao lado. Criolo emenda desejando muita luz a todo mundo.

Há de se aplaudir também a produção do show: tranquilidade para chegar ao LIC, para entrar, para sair… para comprar bebidas. Banheiros limpos, enfim, tudo que a gente quer diante de um espetáculo tão especial.

Que venha novembro!

 

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Papo com Criolo após passagem de som no LIC

19 de setembro de 2014 1

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Eram quase 18h desta sexta e acontecia a passagem de som do show de Criolo, rapper que se apresenta esta noite no Lagoa Iate Clube em Floripa. Corremos pra lá para um breve papo com o músico e, sim, tinham alguns fãs  afoitos para tirar fotos com ele. Depois dos cliques, uma conversa de não mais que 10 minutos em que Criolo falou sobre eleições, disco novo e um pouco das sua história. A seguir os principais trechos.

 

Grajaú

“A gente mora onde a gente é feliz. Eu tenho um lugar perto da Cracolândia (em São Paulo), onde eu fico só porque é perto do meu trabalho. Mas eu sou feliz no Grajaú. Então é lá que eu moro.”

(Criolo é do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo)

 

Eleições

“É um momento histórico por serem duas mulheres (Marina e Dilma) na disputa e também pelas questões que levaram essas duas a chegarem na disputa. Essa conjectura é muito interessante de observar”

 

Novidades do disco novo

Não tem novidade. Um disco, independentemente de sonoridade, é aquilo que você está vivendo, suas experiência de vida, o que você está sentindo. O disco é parte de mim. Apenas isso.

(O disco novo sai em novembro)

 

Uma oportunidade

Você conhece a histórinha do Nó na Orelha? Eu tinha completado 20 anos de carreira e decidido que não ia mais cantar. Então aquele era um som dos 20 anos de carreira, mas não ia gravar. Um amigo produtor falou: tem uma coisa boa aqui. Vamos gravar. E olha o que aconteceu???? Uma única oportunidade mudou a minha vida e pode mudar a vida de muitas pessoas.

(Nó na Orelha é o segundo disco de estúdio de Criolo. Foi lançado em 2010 e mudou a carreira dele, tornando-o conhecido do grande público e super elogiado pela crítica. Depois do disco o músico passou a fazer shows pelo Brasil e engatou turnês internacionais)

 

Depois do sucesso, outra visão de mundo

Não. A minha visão de mundo é a mesma. Mesmo tenho outras experiências, tudo é experiência, o que seu sempre vivi no Grajaú também eram experiências. Então não mudou nada.

 

Educação

Imagina se as pessoas fossem criadas preservando suas individualidades? Você acha que elas iam se permitir serem catequisadas para apertar um botão? Hoje nós somos criados para trabalhar para alguém. O cara nasce, cresce, estuda para trabalhar para alguém. Direitos iguais em oportunidades na educação deve ser o caminho para as pessoas desenvolverem suas potencialidades.

 

Floripa

A vida é muito dura. Só conheci Floripa por fotos. Não tinha grana pra viajar. E agora só venho a trabalho, faço o show e viajo pela manhã. Não conheço a cidade.

 

Ah.. detalhe, ele usava um boné do Corinthians. Brinquei com ele por ser torcedora do São Paulo. Ao que ele retrucou: “Importante é que a gente gosta de futebol. Teremos um bom duelo domingo” (sobre o jogo do Brasileirão entre São Paulo e Corinthians

 

AGENDE-SE

Quando: sexta-feira, às 21h abertura dos portões. Criolo sobe ao palco meia-noite.

Onde: Lagoa Iate Clube – LIC (Rua Hipólito do Vale Pereira, 620, Lagoa da Conceição, Florianópolis)

Quanto: R$ 100 (1º lote) e R$ 70 (meia, 2º lote), à venda no site www.gorockbee.com

Informações: www.criolo.net / (48) 3207-8859