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Um português no Psicodália

09 de março de 2015 1

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De 13 a 18 de Fevereiro, ocorreu um festival em Rio Negrinho. A minha paixão por criação de vídeos, boa música e boas vivências, agregada à generosidade da organização, garantiram a minha presença neste evento de seis dias: o Psicodália, já com várias edições anterioremente realizadas.

Palavras ficarão com certeza àquem do que foi este evento, mas posso tentar transmitir uma ideia: imaginem uma fazenda muito espaçosa, rodeada de uma natureza maravilhosa com lagoa e cachoeira. Agora, acrescentem a isso uma panóplia de músicos extraordinários, interessantes oficinas ao longo de todos os dias e ainda várias actividades espalhadas por todo o recinto; ainda não estariam perto do que este festival representa!

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Para além de tentar cultivar uma consciência mais ecológica e sustentável, não só por sensibilização geral de todos, mas também posta em prática pelos “banheiros secos” (sem desperdício da nossa preciosa água), compostagem da maioria dos orgânicos e ainda separação de resíduos, o Psicodália é ainda mais que isso. São os sorrisos sinceros das pessoas com que se cruza, são as interessantes trocas de ideias com desconhecidos, são as espontâneas rodas de música presentes ao longo de todo o festival, é o acampar e (provavelmente) ser abençoado pela chuva, é o pisar da lama até passar a gostar dela e dançar até o corpo pedir descanso!

Concluindo, um festival desta dimensão não só proporciona shows espectaculares, com vários artistas de renome, como nos marca a todos de uma maneira ou de outra, pelas suas boas vibrações, espírito de união e entreajuda, e uma consciencialização para o planeta terra, procurando deixar a menor pegada possível nesta vida, em harmonia com a nossa mãe natureza.

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Rui Barreto
Portugal, fevereiro de 2015

Luan Santana leva fãs à histeria no P12, em Florianópolis

10 de janeiro de 2015 1

Emerson Gasperin
emersongster@gmail.com

Com uma hora e meia de atraso, às 20h30, o som de três badaladas de sino ribombou anunciando o início do show de Luan Santana neste sábado (9), no P12, em Florianópolis. Em seguida, uma voz saudou: “Bem-vindo a um novo mundo, onde todos os seus desejos vão se realizar”. Foi a deixa para os — ou melhor, as — fãs que abarrotavam o local, com capacidade para 4 mil pessoas, entrassem em um estado de histeria que duraria pelos próximos 90 minutos.

Confira galeria de fotos do show de Luan Santana no P12, em Florianópolis

O artista chegou à casa às 17h50, vindo de Camboriú, onde havia se apresentado na noite anterior. Como o camarim do P12 fica ao lado do palco, com acesso separado do público apenas por uma grade de ferro, garotas se acotovelavam em volta na esperança de conseguir um contato mais próximo com o ídolo. Lá dentro, Luan recebeu duas vencedoras da promoção feita por uma rádio local – uma delas deu uma aliança para ele – e atendeu o Anexo com exclusividade.

Este será seu primeiro show no P12, mas você já esteve aqui no final de 2012, para assistir a Bob Sinclair. O que você lembra daquele dia?
Luan Santana Sim, eu vim somente uma vez aqui, de férias. É uma casa exemplar, que promove eventos incríveis. O que a gente sente aqui é muito diferente, na beira da praia, o clima é muito gostoso.

Você já tocou em alguma pool party como a de hoje?
LS – Nunca, é a primeira vez. Primeira vez no P12, primeira vez nesse tipo de festa e…

E mais não disse nem lhe foi perguntado: o produtor interrompeu a brevíssima conversa sob o pretexto de que o patrão precisava descansar. Não deu tempo nem de ver que papo é esse de “show intimista” que ele vem propagando em entrevistas. Talvez nem fosse o caso, pois o que Luan Santana considera intimista é maior e mais bem-produzido do que a maioria dos seus colegas do meio artístico, como demonstraria no palco.

Com completo domínio de cena, Luan fez todas as mulheres presentes se sentirem a personagem de Nega, namorou em um sofá vermelho em Donzela e ensaiou a dancinha de Lepo Lepo com duas fãs. Mais para o final, lembrou o início de carreira: “Quando comecei em Campo Grande, uns oito anos atrás, não tinha nada disso. Eram só eu e o violão. As coisas começaram a mudar com isso” – e emendou Meteoro da Paixão (confira set list completo abaixo).

Hoje, rotulá-lo de sertanejo universitário não reflete a realidade. Luan é um ícone pop que, além do estilo com que se consagrou, lança mão de vinhetas de música eletrônica entre as músicas e, ao vivo, recheia suas composições com batidas de axé e exibe em um telão depoimentos que vão de Zezé di Camargo ao pianista clássico João Carlos Martins. Também não faz mais sentido chamá-lo pelo nome de seu primeiro hit. Meteoros passam.

Set list

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O detalhe

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Os motivos que decoram o piano são de Romero Britto.  Segundo a produção do cantor, o artista plástico mandou a pintura especialmente para Luan envelopar o instrumento.

Evolução do público

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Camarim Luan Santana (10 pessoas)

Bebidas – 36 garrafas de água mineral, 6 latas de Coca Zero, 24 latas de refrigerantes variados, 4 litros de chá natural light, 4 litros de suco Del Valle light (abacaxi, laranja, manga e pêssego), 4 garrafinhas de suco Queensberry (frutas amarelas), 4 litros de água de coco, 1 litro de uísque Johnnie Walker Black Label, 1 litro de vodka Ciroc, 12 latas de cerveja, 2 garrafas de champagne Chandon, 24 latas de Red Bull, 12 latas de energético TNT (maçã verde), 6 garrafas (200ml) de iogurte de frutas light, 6 garrafas de Gatorade, 2 litros Amazoo Açaí, 1 garrafa térmica com água.

Comidas - Porção de espaguete integral (ao sugo/sem carne), porção de arroz integral, porções de carne bovina (alcatra/contrafilé/picanha), porção de filé de frango ou peixe (salmão/pintado/dourado), porção de omelete (sem sal/gordura), porção de batata doce ou mandioquinha ou mandioca (cozida), prato grande de salada de tomate, rúcula, beterraba, cenoura, alface e palmito, 2 cestas de frutas da estação (maçã, pera, banana, uva, ameixa, morando, melão inteiro, 2 pacotes de pão de forma Wickbold integral de uva passa e canela, 500g de queijo minas light (fatiado), 500g de blanquet de peru light (fatiado), temperos (4 limões, sal, azeite de oliva, frasco de pimenta tipo Tabasco original), copo de requeijão light, pote 500g de queijo cottage, pote de manteiga c/sal, pacote de castanha de caju, pacote de uva passa, caixa de bombom Lacta, Garoto ou Nestlé, 10 barras de cereal light s/chocolate.

Quem foi

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Kelly Cristina Hurtig (E), 20 anos, de Biguaçu, e Bárbara Brum Guedes Prates, 17, de Florianópolis, foram as primeiras a chegar ao P12. Às 22h da noite anterior, as duas já estavam estacionadas na porta da casa. Passaram a noite em um carro, fizeram as necessidades “onde deu” e entraram assim que abriram os portões.  “Pelo Luan, tudo vale a pena”, disse Bárbara, que já assistiu a nove shows do cantor e é tão fã que tatuou o nome dele na nuca (abaixo).

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Murilo Silva, empresário (E), empresário, 39 anos, levou a filha, Isadora Carminati, 13 anos, acompanhado pela sobrinha Sabrina Bernardes,  servidora pública, 34, e pelo marido dela, Eduardo Bernardes, empresário, 35. “Eu que botei pilha para eles virem”, contou a adolescente. Foi a primeira vez da família de Florianópolis no P12.

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Ruy Guarita, 16 anos, de São Paulo, não se identifica como fã de Luan Santana. “Eu vim mesmo foi para ver as mulheres”, admitiu. “Mas o show foi bem agradável”, completou. Ficou só na visão, mesmo.

Bruna Marquezine e Daniel Rocha curtem Réveillon em Jurerê Internacional

01 de janeiro de 2015 11
Bruna Marquezine cobre o rosto para não ser fotografada no Café de la Musique. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Bruna Marquezine cobre o rosto para não ser fotografada no Café de la Musique. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Por Carol Macário

O Réveillon de Jurerê Internacional já não é todo o glamour de outros tempos, quando reunia celebridades internacionais ou astros de Hollywood, mas ainda converge alguma sofisticação, ricos, famosos brasileiros (e aspirantes à fama!) que celebram a virada de ano com banho de champanhe de R$ 3 mil a garrafa. O balneário chique do Norte da Ilha sediou três dos eventos mais refinados na região nas badaladas casas Café de la Musique, Taikô e P12.

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Como já era esperado, a atriz Bruna Marquezine, hóspede no bairro, curtiu a festa no Café de la Musique. Preferiu ficar confinada num camarote apertado do que circular pela festa. Pouco antes da meia-noite saiu para assistir à queima de fogos e pular sete ondas. Voltou em seguida, de cabeça baixa e sem sorrir, acompanhada de amigas. Sem deixar escorrer nem uma gota de simpatia tapou o rosto para não ser fotografada. Ah, sim! Mulherada, o modelo Marlon Teixeira não estava com ela. Mas, de acordo com o site Ego, Marlon e Bruna se encontraram depois da festa e ficaram juntos, em Jurerê.

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O ator Daniel Rocha (intérprete de João Lucas, filho do Comendador na novela Império, da TV Globo), ao contrário, distribuiu abraços para as moças mais afoitas, sorriu para selfies forçadas com fãs e curtiu o Réveillon dançando.

_ É a quarta vez que passo o Ano Novo em Florianópolis, eu adoro! Nem sempre dá tempo para curtir a cidade além das festas porque não tenho muitas folgas _ disse ele.

No mesmo camarote dos globais estavam outros famosos: a modelo Fernanda Motta, habitué da casa, a top model Alessandra Ambrósio, empresários paulistas, o medalhista olímpico de natação Thiago Pereira. Kleber Bambam (ex-Big Brother Brasil), os atores Caique Brito, Theodoro Cochrane (ator e filho de Marília Gabriela) e Lui Mendes – este frequentador assíduo das festas de Florianópolis – também deram o ar da graça, além da penca de modelos, gringos e ricaços de outros estados.

Das badaladas festas de réveillon de Jurerê, a do Café de la Musique foi a mais sofisticada, num clima de muito brilho, champanhe e salto alto. Os camarotes eram divididos em bangalôs, mesas e piscinas (quadrados num degrau abaixo do piso com bancos e mesas). Cada um já vinha com três espumantes e duas vodkas (o valor total dessas bebidas é de aproximadamente R$ 9 mil).

Todo o refinamento, no entanto, não deu conta de blindar o calor e o suor. O espaço ficou superlotado e o deslocamento entre um lado e outro era praticamente impossível.

Festa dentro e fora dos beach clubs

O Taikô, beach club de Jurerê pioneiro em fazer festas badaladas de Réveillon (o primeiro foi há 13 anos), promoveu um evento mais descontraído e bem menos pomposo. Bem menos, apesar de ser o único do bairro a oferecer a marca de champanhe francesa Veuve Clicquot no open bar (imagine que na festa tinha até um “champanhe truck”). Não tinha atores globais ou muito famosos entre os convidados e pagantes. O público era bem mais diversificado e muitas mulheres arriscaram até uma rasteirinha em vez de saltos altíssimos e brilho.

 

Réveillon no Taikô. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Réveillon no Taikô. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Faltando uma hora para a virada, ingressos masculinos ainda podiam ser comprados por R$ 2 mil cada.

Por que vale a pena o investimento?

_ É simplesmente o melhor Réveillon do Brasil. não dá para explicar, tem a ver com o astral da cidade, a energia das pessoas _ respondeu o administrador paulista Alexandre Cardoso, 31 anos, já levemente embalado pelo álcool do champanhe.

Mas além da festa do lado de dentro do beach club, a celebração ocorreu também do lado de fora, tanto no estacionamento como na beira da praia. Na areia, aliás, a comemoração foi profissional, apesar de não oficial. Exatamente do outro lado do gradil que separava o universo dos ricos, bem em frente ao Taikô, grupos de amigos e famílias montaram barracas. Algumas tinham até balões e tochas. Dois mundos aproveitando o mesmo céu, a mesma lua, a mesma música, só que pagando preços um tanto diferentes.

No estacionamento, moradores da Capital animados estacionaram seus carros populares ao lado dos importados, abriram o porta molas e curtiram música popular brasileira, bem alto, contrariando a lógica da música eletrônica.

Foi a balada com maior número de beijo na boca por metro quadrado.

Balada forte no P12

O parador de praia P12 foi de longe o que promoveu a balada mais forte e eclética. Reinou, claro, a música eletrônica, e em duas cabines diferentes: uma dedicada à vertente underground do gênero e outra ao mainstream.  Foi a festa menos entediante: além de música, comida e bebida à vontade,  malabaristas faziam acrobacias em tecidos pendurados no teto e performances no meio das pistas.

Réveillon no P12. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Réveillon no P12. Foto: Marco Favero / Agência RBS

Por volta das 2h da madrugada os festeiros mais fracos já estavam dormindo nos sofás, de boca aberta.  Mas a maioria ainda tinha pique para ir até o amanhecer e a multidão de solteiros estava bem disposta a sair do zero a zero.

Menos mal que ano novo comece assim: com a alegria dos festeiros e a paixão à primeira vista das paqueras de balada.