Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 13 abril 2012

Dia de café

13 de abril de 2012 0

Dia 14 de abril é o Dia Internacional do Café.
Este grão, que foi marco na história do Brasil, é mais um símbolo da boa mesa que é absolvido. O café, como se sabe, no passado já foi considerado uma espécie de droga tolerada, por causa de sua inocência tão familiar. Era um vilão simpático que, enquanto encantava o paladar, provocava agitação, dependência e fazia mal para o estômago.

Hoje a conversa mudou. A ciência começa a reconhecer os efeitos positivos de bom cafezinho. Já foi criada em São Paulo a Unidade de Pesquisa Café-Coração do Incor, num convênio com a Embrapa, para comprovar indícios de que o café faz bem para a saúde. Ainda não é considerado remédio, mas pesquisas revelam que o consumo regular do café, reduz o colesterol, evita doenças coronarianas, proporciona efeitos antidepressivos e até, veja só, ajuda a emagrecer.

A conseqüência desse status saudável é inevitável: café está na moda politicamente correta. Já existem até, assim como para o vinho, especialistas na arte de degustar o café.

Confira algumas receitas para comemorar o dia desta delícia:

Biscoitos de Café

200g de manteiga em temperatura ambiente
1 xícara de açúcar confeiteiro
1 pitada de sal
2 colheres (sopa) de café solúvel
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (cafezinho) de essência de baunilha
1 colher (sopa) de água
2 colheres (sopa) de farinha de trigo para peneirar a fôrma

1 – Bata na batedeira a manteiga picada, o açúcar e o sal. Tenha o cuidado de antes peneirar o açúcar com o sal. Deixe bater por 3 minutos até ficar um creme de manteiga.
2 – Peneire o café com a farinha de trigo. Acrescente na batedeira, ainda batendo, a mistura de café com farinha de trigo, aos poucos.
3 – Junte também na batedeira a essência e a água. Bata por 5 minutos ou até a massa ficar homogênea.
4 – Passe as 2 colheres de farinha de trigo pelo fundo da forma para enfarinhar bem. Com a ajuda de uma colher, pegue uma porção de massa. Com outra colher, retire-a e acomode a massa na fôrma. Faça quantas bolinas de massa desejar, dependendo do tamanho da fôrma. Lembre sempre de deixar um bom espaço entre elas porque, no forno, elas vão aumentar de tamanho.
5 – Leve ao forno preaquecido por 15 minutos. Retire, espere amoranar e retire-os da fôrma. Você pode arrumá-los em saquinhos enfeitados e ter um belo presente para quem você gosta. Ou então, prepare uma cobertura de chocolate branco (derretendo uma barra de chocolate branco em banho maria com um pouco de creme de leite) e cubra os biscoitos. Sirva com chá ou café. Uma delícia.

Bolo de Café

4 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento químico
4 ovos
1 xícara e meia de café preto passado e sem açúcar
4 colheres (sopa) de leite em pó
3 colheres (sopa) de margarina
2 xícaras de açúcar
manteiga e farinha para a fôrma
açúcar de confeiteiro para enfeitar

1 – Comece peneirando a farinha de trigo com o fermento. Reserve.
2 – Agora bata no liquidificador os ovos, o café passado, já morno, o leite em pó, a margarina e o açúcar.
3 – Junte a mistura do liquidificador à farinha com fermento. Mexa até obter uma massa homogênea.
4 – Unte e enfarinhe uma fôrma com cone no centro. Arrume a massa ali dentro e leve ao forno preaquecido, forno médio, por 45 minutos.
5 – Espere esfriar para desenformar e enfeite com açúcar de confeiteiro.

Dona Eva, Max e o Alarico

13 de abril de 2012 0


Fotos: Divulgação



Anonymus Gourmet elegeu seus heróis da Páscoa que passou: Dona Eva Sopher, a turma da Confeitaria Max e o Alarico. Não por acaso foram estrelas de participações do Anonymus na TV, durante a Semana Santa.

Dona Eva, que estrelou em grande estilo o Café TVCOM,  terá o crédito imorredouro de não ter deixado o Theatro São Pedro morrer, anos atrás, quando já se assanhavam gulosos partidários da demolição. Mas, faltaram no mínimo umas duas donas evas para salvar o prédio gêmeo do Theatro, onde ficava o Tribunal de Justiça antigo e que foi destruído para a construção do prédio modernoso que hoje atravanca a Praça da Matriz. Também faltou outra dona eva que impedisse outro crime: a destruição do encantador Auditório Araujo Viana, obra do Dr. Armando Boni, destruído para dar lugar ao prédio horroroso da Assembléia Legislativa. A vingança da Dona Eva será a concha acústica do Multipalco, inspirada no antigo Araujo Viana, de cara para a Assembléia, como uma advertência muda. Agora, às vésperas dos 90 anos de idade, Dona Eva está capitaneando a finalização do Multipalco, que transformará o São Pedro num dos maiores centros de artes cênicas do mundo. E virou estrela da TV, convocando todos nós a aderir a essa cruzada honrosa. É uma convocação irresistível.

A Carmen, junto à Eleonora e a uma turma de jovens, são dignas continuadoras da Confeitaria Max, uma obra iniciada em 1957 com a liderança de Max Eberhart. Em vez de adjetivos é possível definir de forma substantiva o sucesso do empreendimento: por sete anos consecutivos, a Max vem sendo escolhida como “o melhor chocolate de Porto Alegre” pelo juri da revista Veja. A primeira parte do nosso programa de TV da Páscoa, com toda justiça foi gravado exatamente na Max, num cenário de chocolates inexcedíveis.  Não deixa de ser fascinante e invejável o talento da equipe da Max. A opinião pública está dominada pelos magros profissionais, que contam calorias até do ar que respiram. Nesse ambiente hostil, vender chocolates de primeira classe há 55 anos é uma demonstração inequívoca de competência. Como diria Anonymus Gourmet, vivemos um tempo em que é preciso muito caráter para repetir a sobremesa. Resistiremos!


Foto: Divulgação



E o Alarico, o outro herói, brilhou com sua costumeira atuação, soberba, no programa de TV que celebrou o chocolate. Nesta Páscoa, aos 8 anos de idade, começou a ter suas primeiras dúvidas sobre o  coelhinho da Páscoa. Ficou claro para toda equipe que ele tinha refletido muito sobre o assunto, quando nos revelou certas desconfianças: “Não sei não se é verdade essa conversa do coelhinho trazer ovinhos de Páscoa…” Ficamos mudos diante do crente que perdeu a fé. Então, ele completou muito sério: “Mas, o Papai Noel eu tenho certeza que existe.”