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Posts com a tag "Anonymus Gourmet"

Anonymus lança Temporada de Inverno com programa de Sopas

29 de julho de 2014 0

O apresentador sobe a Serra e descobre as melhores receitas para desfrutar durantes os meses de frio do inverno gaúcho. Com receitas deliciosas, matérias especiais, atrações e convidados exclusivos. A família Anonymus Gourmet dá dicas de como vencer o frio com receitas de dar água na boca.

No primeiro programa do especial, Anonymus vai preparar três receitas deliciosas de sopas e cremes.

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PROGRAMA ANONYMUS GOURMET
CARDÁPIO: Sopas Cremosas
QUANDO: 2 de agosto, às 8h30
ONDE: na RBS TV

Entre alcovas e travessas de macarrão

25 de julho de 2014 0

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Numa tarde ensolarada deste verão italiano, quando estiver no vaporetto singrando lentamente as águas do Gran Canale de Veneza, observe na parede quase milenar do Palazzo Mocenigo a placa de mármore: “Aqui viveu Byron”. E como viveu! Nunca deixo de passar por ali, como devoto que reverencia um templo. Naquele prédio de pedras gastas que submerge lentamente junto com Veneza, o poeta escreveu, numa espécie de homenagem a si mesmo, o primeiro canto de “Don Juan”, um texto de sagacidade crítica e comovida compreensão humana. Foi na Itália, entre alcovas e travessas de macarrão, que se escreveram as páginas mais saborosas da obra prima de Lord Byron: sua própria vida. De Byron, há quem diga, com a sórdida inveja de que falava Thomaz Antônio Gonzaga, que sua vida é bem mais interessante do que sua obra.

A Itália foi, para ele, bem mais do que a pátria inglesa. Não por acaso, muitas italianas apaixonadas choraram na manhã ensolarada de 19 de abril de 1824 em que George Gordon Byron morreu, aos 36 anos, como herói da liberta­ção da Grécia. Anos antes dessa manhã trágica, o poeta aportara em Veneza de forma espetacular, numa noite de nevoeiro. Naquele barco que entrou lentamente pelo Gran Canale, todos viram na proa, como se fosse uma aparição, a silhueta negra e majestosa de um homem muito alto. Ninguém teve dúvidas sobre quem era. Precedido da crônica picante de sua biografia aventurosa, Lord Byron desembarcou com solenidade, elegantemente vestido, uma capa preta nos ombros que tremulava como uma bandei­ra na neblina. Mancava ligeiramente devido a um pequeno defeito no pé que se comprazia em exagerar. Entre as lindas venezianas que o espe­ravam no porto, estava a mais esplêndida de todas, Margarida Cogni, que se rendeu diante da visão assom­brosa, e não hesitou em trocar a serenidade do seu casamento com um bom e pacato padeiro da vizinha localidade de Mestre por aquela bandeira. Como informa a crônica da época, “ela aceitou ser governanta e amante do poeta”. Um desembarque digno da legenda de Lord Byron, que se comportou à altura: diante das circunstâncias, considerou que um quarto de hotel era pouco, e arrendou um palácio intei­ro, o belo Palazzo Mocenigo, para viver sua primeira paixão veneziana. Vinhos, macarrão e um grande amor… Byron chamava Margarida de “gentil tigresa” e as referências a ela ocupam a maior parte de suas “Cartas da Itália”. Além de Margarida, Lord Byron teve outras pai­xões devastadoras em Veneza.

Certa vez, visitando um conhecido que vendia tecidos, apaixonou-se por sua esposa, Marianna Segati. Para esquecê-la, reagiu como um homem de bem: recolheu-se ao mosteiro de São Lázaro e começou a estudar armênio. De lá, só saía para algumas reuniões literárias e artísticas em casa da bela Condessa Albrizzi, “a madame de Stael de Veneza” - com quem, aliás, nas longas viagens do Conde, também veio a manter uma discretíssima ligação.

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Saiba como preparar as duas receitas de assado do Anonymus

25 de julho de 2014 0

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Neste sábado (23), Anonymus preparou as receitas de Assado no Cobertor e Costela no Envelope, feitas de modos bem diferenciados. O resultado dos assados foram sensacionais! Veja o programa na página oficial e confira os ingredientes e o passo a passo das receitas.

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Assado no Cobertor e Costela no Envelope são as receitas deste sábado

23 de julho de 2014 0

Anonymus prepara duas carnes saborosas para você neste final de semana. Um incrível Assado no Cobertor e a surpreendente Costela no Envelope. Duas receitas fáceis de preparar e com um resultado único. Receitas para você surpreender os amigos nestes dias frios de inverno. Dois assados para quem não abre mão de uma boa carne. Não perca!

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PROGRAMA ANONYMUS GOURMET
CARDÁPIO: Assado e Costela
QUANDO: 26 de julho, às 8h30
ONDE: na RBS TV

Veja duas receitas de Pão Recheado preparados pelo Anonymus e Alarico

19 de julho de 2014 0

Na companhia de Alarico, Anonymus comemorou o Dia do Amigo. A dupla preparou a receita de Pão Recheado com presunto e queijo e outra versão com goiabada. Confira o programa completo na página oficial.

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No Dia do Amigo, Anonymus e Alarico se reúnem e preparam Pão Recheado

17 de julho de 2014 0

 Neste sábado (19), Anonymus Gourmet convida Alarico para celebrar o Dia do Amigo e preparar duas receitas de Pão Recheado. A primeira leva queijo e presunto, enquanto a segunda é recheada com goiabada.

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PROGRAMA ANONYMUS GOURMET
CARDÁPIO: Pão Recheado
QUANDO: 19 de julho, às 8h15
ONDE: na RBS TV

 

Introdução à salada de alface

11 de julho de 2014 0

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“Como eu deveria começar? Tem alguma sugestão?”

“Seria extremamente complicado… Humm… Começaria com uma salada de alface!”

Não me contive: “Salada de alface, complicado?!

“Extremamente. Talvez seja um dos pratos mais difíceis de preparar, meu caro.”

Ironizei: “Deve ser complicado mesmo… Afinal, você gastou quase mil páginas na sua ‘Introdução à salada de alface’. Acho incrível alguém gastar tanto papel para tema tão…”

“Você ia dizer ‘tema tão pobre’, não é?”

“Nãããoo… Eu diria.., tão simples!

“Se você tivesse lido meus modestos apontamentos sobre a salada de alface, saberia que as folhas, depois de cuidadosamente separadas, devem ser lavadas em água corrente (o ideal seria água mineral, mas…), durante dez minutos…”

Ele colocou uma garrafa de armagnac sobre a mesa, com dois copos adequados. Serviu duas doses e continuou: “Depois de lavadas, as folhas devem ser secas uma por uma, com guardanapos de linho. Esses guardanapos devem ter sido previamente lavados com sabão de coco, ou sabão neutro (detergentes contaminarão as folhas!), secos e passados a ferro, sem goma para que fiquem macios e depois não machuquem as folhas. Seque folha por folha. Lavadas e secas, as folhas de alface devem ser colocadas num prato de cerâmica ou barro. Nunca de prata nem de alumínio, por favor! Jamais leve as folhas de volta à geladeira. Quinze minutos antes de servir, tempere-as. Nunca antes. Jamais leve as folhas de alface sem temperar para a mesa. Dar ‘liberdade’ aos convidados de temperar a salada é dividir o Poder, admitir coautoria no jantar.”

“Mas… é simples temperar! Azeite, vinagre, limão, sal e pimenta…”

Ele se exasperou: “Há uma ordem rígida para os temperos: primeiro o sal, depois a pimenta (se inverter a ordem, a pimenta, mais fininha e, digamos assim, mais persuasiva, toma conta e não deixa o sal exercer seu discreto domínio). Deixe-os ficar um pouco. Prossiga depois com gotas de limão OU vinagre. Insisto: um OU outro. Como se dizia antigamente: nunca convide os dois para a mesma festa. Por fim, azeite de oliva, preferencialmente originário de uma dessa nações que estão no ramo há mil anos: França, Itália, Espanha, Portugal, Grécia… Apenas um fio de azeite espalhado por tudo, que deverá ter mais o efeito de uma chancela, de um discreto acabamento… Um brilho dourado ‘a ter por sobre’ — aconselharia o Padre Vieira.”

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Deus e o Diabo numa garrafa

25 de junho de 2014 0

O vinho em excesso pode ser veneno, da mesma forma que comida e remédio em excesso. Mas, as qualidades do vinho, consumido moderadamente, são reconhecidas hoje pela maioria das autoridades médicas. O problema é estabelecer com precisão o que seja o consumo “moderado” do vinho. A regra francesa de “une bouteille par chaque” (uma garrafa para cada um) talvez seja um certo exagero no almoço. De qualquer forma, bem além dessa divergência sobre quantidade, as opiniões favoráveis ao vinho são variadas e expressivas.

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“Na arte da mesa, o vinho tem o primeiro posto” — escreveu Raymond  Dumay, autor francês que dedicou a vida e centenas de páginas ao que ele chamava de mágica do vinho. — “Não se trata de uma preferência, mas de um fato. É fácil encontrar os produtos necessários à preparação de um prato, mas é impossível fabricar na hora uma grande garrafa. Assim, é razoável que toda a refeição se organize em função do vinho que dispomos.”

Colecionei há tempos algumas reflexões variadas, a começar por um médico e sábio ilustre, o Dr. Louis Pasteur que certa vez, possivelmente entre amigos, em torno de uma boa garrafa, afirmou peremptoriamente: “Existe mais filosofia dentro de uma garrafa de vinho, do que em todos os livros.” No dia seguinte, o Dr. Pasteur deixaria, por escrito, uma reflexão mais sóbria, a partir de sua experiência médica: “O vinho pode ser considerado com boa razão a mais saudável e a mais higiênica das bebidas.

Sobre as virtudes do vinho como alimento e como dimensão mítica, outros nomes ilustres retiraram boas frases de uma garrafa. “Deus criou a água. Mas o homem fez o vinho” — escreveu  Victor Hugo, que passou dos 80 anos com todos os dentes e bebendo diariamente. “Vinho é poesia engarrafada”, reconheceu Robert Louis Stevenson, que preferia aguardente. Os italianos têm um provérbio que, com um toque de religiosidade, perdoa tudo “Um barril de vinho pode fazer mais milagres do que uma igreja cheia de santos.” Mas talvez ninguém tenha sintetizado melhor do que Charles Baudelaire o Deus e o Diabo que convivem numa garrafa: “No vinho, há o perigo de volúpias fulminantes. Mas não vamos esquecer o sol interior que o deus da videira desperta.” E nos deixou uma comparação fascinante: “O vinho se parece com um homem: não se saberá nunca de quantos atos sublimes ou perversidades monstruosas ele é capaz. Por isso, não sejamos mais cruéis com o vinho do que somos com nossos semelhantes. O justo é tratá-lo como um igual.”

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A trincheira da excelência

18 de junho de 2014 0

Neste fim de semana encerra-se mais uma bem sucedida edição da Fenadoce, a magnífica promoção que valoriza Pelotas, suas artes, seus doces e seu encanto. Nem tudo é Copa do Mundo. E de qualquer forma, em Pelotas é possível acompanhar os jogos pela TV. A Fenadoce é aquele desafio à serenidade: os doces de sempre — e muitas novidades. Por exemplo: um doce de feijão… E, acredite se quiser, é muito saboroso. E os sucessores da dona Zilda capricham mantendo a tradição e inovando: há alternativas com menor teor de açúcar, mas absolutamente saborosas.

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Além da festa do doce, a cidade vale a viagem. Numa época em que a fúria imobiliária derruba bairros inteiros por toda a parte, Pelotas resiste! É um exemplo de conservação do patrimônio histórico e de sua riqueza urbana, atitude que deve ser, além de honrosa, lucrativa. Quando estivemos lá com a equipe da TV, entre prédios cuidadosamente conservados e restaurados, vimos numa das praças centrais uma guia turística surpreender turistas estrangeiros, mostrando uma fonte magnífica trazida da Europa no Século 19… Perto dali brilha, o velho Mercado Público. Eu disse velho? Está totalmente restaurado, mas manteve o caráter: os trabalhos de recuperação deixaram aquele lindo prédio histórico, com funcionalidade para os novos tempos, sem perder a memória dos tempos em que foi construído.

São conhecidas as tradições centenárias de refinamento da cidade de Pelotas. No ano passado escrevi aqui sobre a surpresa de encontrar em Pelotas um restaurante de absoluta primeira classe, que brilharia em São Paulo, ou até mesmo em Paris ou Nova York: o restaurante Chu.

Como o poeta Paulo Mendes Campos, gosto de voltar aos lugares que fui feliz. Este ano, de volta à cidade, tive um sobressalto: será que o restaurante Chu ainda existe? Será que continua com a mesma qualidade? A boa notícia é que o Chu, de bem vinda novidade, ameaça se tornar uma instituição: da cozinha ao salão, a qualidade mantém-se resplandecente. Cada minúcia continua escrupulosamente cuidada. A Claudia e o Fernando estão vigilantes, defendendo aquele fronteira do bom gosto e da excelência.

Depois de cruzar a porta de entrada, foi bom rever a bela luminária Welcome Guest, de Kare Design, uma refinada e bem humorada recepção. Mais uma vez as demonstrações de competência e sofisticação se sucederam em ambientes deslumbrantes.  A cozinha consolidou sua posição de sólida trincheira da boa mesa. A melhor prova disso é que repeti o pedido do ano passado: o filé alto, mal passado, e o risoto de cogumelos. Com alegria reconheci o sabor, o estilo e o acabamento impecável de iguarias toscanas. Uma vez mais, garanto: voltaremos!

Confira as receitas favoritas do Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar

14 de junho de 2014 4

No clima da Copa do Mundo, Anonymus  preparou as receitas favoritas dos craques. O apresentador fez o Salmão à Parmegiana em homenagem ao argentino Messi. Lá de Portugal veio a inspiração do delicioso Bacalhau à Brás, para deixar o Cristiano Ronaldo de água na boca. E para completar, um Nhoque de Espinafre com Ricota para o Neymar. Assista ao programa na íntegra na página oficial.

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