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Posts com a tag "chocolate"

Uma boa companhia merece um belo jantar

15 de junho de 2013 6

Que tal uma Costelinha de Forno acompanhada de Purê de Batata Doce com Laranja para celebrar esta semana romântica em bela companhia? Tudo fica ainda melhor se acompanhamento for a Delícia Gelada de Chocolate para a sobremesa. Gostou? Veja a receita completa na página oficial do programa:

Sortilégios da cozinha - J. A. Pinheiro Machado

31 de maio de 2013 0

Da série “filmes e livros que não envelhecem”. Revi esses dias, com o mesmo prazer de 15 anos atrás, Como água para chocolate, uma reflexão filosófica, digamos assim, sobre a gastronomia. A ideia geral é a exaltação dos sentidos, transformada numa história sedutora: o livro de Laura Esquivel superou a marca dos dois milhões de exemplares, e o filme, cujo roteiro ela escreveu sem trair nem o cinema e nem a literatura, teve platéias repletas e emocionadas em mais de vinte países. Tantos anos depois, resistiu ao tempo.

A história resiste e continua cativante porque funciona. Primeiro, funciona como celebração da cozinha, elevada a território mágico. Cozinhar não é um dever aborrecido a ser executado por uma dona-de-casa exausta e sem esperança, ou por empregadas contrafeitas, ou por alguém com pressa descongelando qualquer coisa num microondas. O bom desempenho na cozinha carrega, para Tita, o impulso de uma vocação e a urgência de um destino. “Amor”, segundo ela, era o seu maior segredo culinário.

Quando o mundo parecia desabar, Tita emergia de cada um de seus naufrágios agarrada à solidez do velho fogão a lenha, que governava como se fosse o timão que não pode ser abandonado numa tempestade. E se salvava da desesperança com o alento dos sortilégios que sabia retirar daquelas panelas gastas. Esses sortilégios, na forma de sabores às vezes insuspeitados, não eram resultados matemáticos de receitas bem executadas. As receitas, numa cozinha, são por certo indispensáveis como uma bússola em alto mar. Mas, receitas e bússolas se tornam instrumentos sem serventia se não houver, para decifrá-las, timoneiros como Tita, de rumos inabaláveis.

A história de Laura Esquivel também funciona como uma metáfora às vezes empolgante, às vezes dolorosa, sobre a supremacia dos sentidos. O paladar, o olfato e a atração sensual são amáveis fatalidades à espera.

A diferença de Tita é que ela se rende aos apetites e fatalidades. Como água para chocolate é um hino a essas saborosas rendições: seja nas cenas quase lúbricas em que os convidados se deliciam voluptuosamente à mesa, ou no esplêndido momento em que Tita, apesar da vida reconstruída por um afetuoso e paciente companheiro de conveniência, surpreende a platéia e “trai” o noivo, vivendo num instante irresistível a paixão da vida inteira. É desconcertante perceber que os impulsos sensuais reinam esmagadores sobre as certezas organizadas de nossa razão, feitas de acordos, resignações e desistências sem consolo.

Foto: Anna Magal - Divulgação/Creative Commons

Conheça a beleza e o sabor marcante dos doces russos

19 de abril de 2013 1

Não entendemos uma palavra se quer em russo, mas a certeza que os doces de lá são um dos melhores, isso podemos afirmar. Mestres em montar tortas e bolos com nozes, doce de leite e mel – o último, alimento base dos confeiteiros da terra do Dostoiévski –, os russos dão dicas para uma boa sobremesa de deixar qualquer um torcendo por uma viagem ao país.

E quem passou uma longa temportada na gigante Rússia foi a jornalista Carmel Mostardeiro, que compartilhou conosco aqui no blog suas observações e experiências gastronômicas por lá:

“O que eu comia todos os dias eram os mais variados tipos de biscoitos amanteigados com chá. Minha avó hospedeira também fazia uma torta (aquelas baixinhas, com base de massa podre) com frutinhas que ela colhia no quintal (aquelas tipo 'berry' que só tem por lá, vermelhinhas, bem pequenas e azedinhas).

Outra delícia comum por lá é um doce industrializado chamado 'serok', que quer dizer, mais ou menos, queijinho. É um doce comprido que leva um tipo de cream cheese e cobertura de chocolate, com opções variadas de recheios: doce de leite, morango...

Tem também um pão-de-mel tradicional de uma cidade chamada Tula. Eu fui visitar a região e encontrei até mesmo um museu sobre como se faz o tal pão-de-mel.

Na casa em que morei na Rússia, a minha avó hospedeira deixava o leite qualhar para fazer ela mesma a 'smetana', algo entre requeijão, nata e cream cheese. Eles usam esse preparo para fazer doces também. Os russos adoram tortas!”

Veja os principais doces que não se pode deixar de provar:

Blinchiki: semelhante a um crepe doce, recheado com diversos tipos de frutas ou cremes, que se utiliza como sobremesa nas refeições. A massa é parecida com as nossas conhecidas panquecas.

Bolo de Leite de Pássaro: uma dos mais conhecidos doces de Moscou, depois de provado, você é capaz de voltar à Rússia só para experimentar de novo o sabor da maravilha. O doce alterna camadas de suflê e bolo, com glacê de chocolate por cima, para completar.

Chak-Chak: um doce trazido pelos povos turcos. Leva farinha de trigo e ovos crus, em diferentes formatos, normalmente em palitos curtos ou em bolinhas. Logo depois de pronto, um xarope quente à base de mel é misturado junto ao chak-chak.

Kiev: tem duas camadas de merengue com avelãs, chocolate e um creme de manteiga. Precisa de paciência ao lidar com os discos de suspiro, mas o resultado compensa.

Medovik: já perceberam como o mel é requisitado na culinária russa? Isso é em virtude de ser um dos meios de adocicar os alimentos antigamente, numa época em que o açúcar refinado era de difícil acesso, sem contar do sabor e a ajuda medicinal. Mais uma sobremesa de prestígio que leva o alimento é o Medovik: um bolo à base de mel com diversas camadas de biscoito, coberto com nozes e com recheio delicioso de caramelo. É um doce garantido na mesa em festividades na Rússia.

Rijik: neste bolo estão reunidos os clássicos dos doces russos: pão-de-ló de mel, creme de doce de leite e nozes. Não precisa dizer mais nada, né?

E já ouvir falar no doce Montanha-Russa? É uma adaptação de longa data que veio parar no Sul do Brasil e desde então não saiu mais do caderninho de receitas da avó. Veja como montar este pelo prato no programa de logo mais, às 18h30, na TVCOM!

Bolo da Páscoa é uma das delícias preparadas no Dia da Família

30 de março de 2013 3

Você assistiu ao programa com a mesa de Páscoa e ficou curioso para saber como é preparado o Bolo da Páscoa? Descubra todos os segredos dessa verdadeira delícia de Páscoa, confira na página oficial.

Bolo da Páscoa



Nossa paixão: Chocolate

21 de março de 2013 0

Sabemos que época de Páscoa é sinônimo de chocolate ao extremo, em casa, no supermercado, no trabalho... Mas ninguém enjoa. A delícia segue na paixão do brasileiro o ano todo e na nossa mesa também.

E não é que além do sabor irresistível o chocolate ainda consegue fazer bem se consumido em doses certas? Especialistas indicam ingerir 50g por dia para ter substâncias benéficas como diminuir o risco de doenças cárdicas, antienvelhecimento e agir também como antidepressivo.

Separamos algumas receitas para você preparar como sobremesa, ou quem sabe até como presente para alguém. Inspire-se nas gostosuras, sem medo:

Escondidinho de Chocolate:

Bombom de Morango:

Bolo Calda de Chocolate:

Torta Mole de Chocolate:

Brigadeiro de Colher com Frutas Vermelhas e Farofa de Pipoca:

Bomba de Sabor:

Delícias em pequenas porções

24 de outubro de 2012 0

Nesta quinta-feira, dia 25, o Anonymus apresenta uma receita especial para os amantes de doces: Escondidinho de Morango.

Foto: Divulgação

Uma sobremesa que combina o sabor de morangos frescos com todo o encanto do chocolate, para saborear em pequenas porções. Não perca!

Programa Anonymus Gourmet
CARDÁPIO: Escondidinho de Morango
QUANDO: Quinta-feira, 25 de outubro, às 20h
ONDE: na TVCOM

Receita: Delícia de chocolate

22 de agosto de 2012 3

Foto: Divulgação / RBS TV

Categoria: doces
Rendimento: 12 porções

Para a massa:

1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
Meia xícara de leite
4 colheres (sopa) de chocolate em pó
2 colheres (sopa) de manteiga derretida
1 colher (sopa) de fermento químico

Para a calda:

3 xícaras de água quente
1 xícara de açúcar
5 colheres (sopa) de chocolate em pó
Nozes carameladas
50g de nozes picadas
2 colheres (sopa) de açúcar

1- Prepare a massa batendo o açúcar com a manteiga derretida. Acrescente o leite, a farinha e o chocolate em pó misture bem. Por último, entra o fermento. Misture até formar uma massa homogênea. Reserve.

2- Para preparar a calda, coloque em um prato refratário que possa ir ao forno a água quente, o açúcar e o chocolate em pó. Misture.

3- Coloque a massa, aos poucos, em colheradas, na calda.

4- Leve ao forno previamente aquecido (200°) durante 30 minutos, em média.

5- Enquanto isso, prepare a nozes carameladas. Em uma frigideira, coloque as nozes e leve ao fogo alto. Vá mexendo as nozes até que elas fiquem torradas, poucos minutos é o necessário.

6- Agregue o açúcar e, mexendo sempre, deixe o açúcar derreter e caramelar as nozes.

7- Quando as nozes estiverem carameladas, tire-as da frigideira e coloque-as em um prato. Com a ajuda de dois garfos, vá separando os pedacinhos de nozes. Sirva a Delícia de Chocolate com sorvete de creme, frutas picadas e as nozes carameladas por cima.

Dica do Anonymus: Na massa, você pode usar 3 colheres de chocolate em pó e 1 de cacau em pó.

Receita: Torta Magnífica

15 de agosto de 2012 10

Foto: Divulgação / RBS TV

7 ovos
6 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de  farinha de trigo
6 colheres (sopa) de achocolatado
2 colheres (chá) de fermento químico em pó
3 latas de leite condensado
340g de chocolate ralado

1- Comece fazendo o recheio da torta. Leve as latas de leite condensado fechadas para uma panela de pressão. Cubra-as com água e leve para o fogo durante 50 minutos. Se preferir fazer em uma panela comum, cozinhe durante 90 minutos, contando a partir do momento que a água começar a ferver.
2- Enquanto isso, prepare a massa da torta. Separe as claras das gemas e bata as claras em neve na batedeira. Adicione uma a uma as colheres de açúcar.
3- Quando as claras estiverem bem firmes, acrescente as gemas, sempre batendo. Desligue a batedeira.
4- Peneire a farinha, o achocolatado e o fermento. Acrescente estes ingredientes, aos poucos, à mistura da batedeira. Mexa levemente com uma colher.
5- Coloque a massa em uma forma untada e enfarinhada e asse em forno brando por 40 minutos.
6- Quando a massa estiver morna, desenforme e parta a massa ao meio. Recheie com parte do leite condensado já cozido e parte do chocolate ralado.
7- O restante do leite condensado deverá cobrir o bolo. Por cima, polvilhe chocolate ralado. Está pronto!

A vitória do Tio Flávio

27 de julho de 2012 4

Foto: Divulgação

Nunca deixei de comer um só ovo, não desprezei um só chocolate, e jamais considerei a gordura como veneno! – disse Anonymus Gourmet num de seus raros momentos de vaidade. A bravata solene, obviamente, tem o tom de desabafo diante da sucessão de “anistias” concedidas pelas autoridades da saúde, primeiro em relação ao ovo, depois ao chocolate e, mais recentemente, acredite se quiser, em relação às sórdidas frituras – alimentos hoje tolerados. Sobre o ovo, precavidamente, quando mais acesa era a Inquisição, Anonymus continuou, em severa clandestinidade, a saborear seu infalível ovo quente matinal, os dois ovos estrelados do almoço e, eventualmente, acompanhando uma meia garrafa de Amarone no jantar, por que não uma boa omelete com cogumelos?

Mas, agora, a liberalização (a “abertura democrática da gastronomia”, diz Anonymus) radicalizou de vez. Numa manhã recente, ao abrir os jornais da Costa Leste dos EUA no tablet, Anonymus Gourmet teve um instante de dúvida: será que não exagerara no Gran Rosso da Villa Bari na véspera? Estava lá, em letras maiúsculas: “PIPOCA PODE SER MAIS SAUDÁVEL DO QUE FRUTAS E LEGUMES”.  Trocar uma fruta por uma porção de pipoca na hora do lanche pode ser uma opção não só saborosa, mas também mais saudável — dizia uma pesquisa da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, Estados Unidos.

Antigo admirador, juntamente com o Alarico, da inexcedível pipoca do Tio Flávio, Anonymus exultou com a novidade. Os estudiosos norte-americanos descobriram que a velha e boa pipoca tem mais polifenois — substâncias químicas antioxidantes — do que algumas frutas e legumes. Os antioxidantes são responsáveis por diminuir os indesejáveis radicais livres causadores do envelhecimento e de várias doenças como câncer e Alzheimer. Não por acaso, os alimentos que possuem essas substâncias são chamados de “funcionais”. Joe Vinson, autor da pesquisa e pioneiro na análise de componentes saudáveis no chocolate, nozes e de outros alimentos comuns, explicava que esses antioxidantes estão mais concentrados na pipoca pela sua pouca concentração de água, já que os polifenóis são diluídos em líquido. “A pipoca tem apenas 4% de água em média, enquanto os polifenois são diluídos nos 90% de água que compõe muitas frutas e verduras”. Na casquinha da pipoca estão os polifenois e as fibras em expressivas quantidades. Excitada com a descoberta, Miss Taylor queria o e-mail do Tio Flávio. “Pipoqueiro não tem e-mail. Tem pipoca”—esclareceu Anonymus.

A dieta do Seu Bibi

06 de julho de 2012 2

Quando vejo a recente anistia às gorduras, que agora são saudáveis, lembro que o ovo, o chocolate, o vinho, e até a inocente pipoca já estiveram nessa espécie de pátio da maldição, como se fossem venenos. A própria carne vermelha, que chegou a ser o veneno dos venenos, já foi anistiada. Hoje, como diz aquela nutricionista do Zorra Total, tudo pode. E de fato, parece que o equilíbrio leva a isso. É possível comer e beber de quase tudo, com a devida moderação. Dos tempos do degredo da carne vermelha, sempre gosto de recordar a saborosa e inesquecível história contada pelo médico e escritor Blau de Souza: “um caso comprovado de morte por causa da carne vermelha”. O personagem é seu Bibi Costa, “figura muito querida da comunidade lavrense”. Seu Bibi consumia carne diariamente desde as primeiras horas da madrugada, acompanhando café e chimarrão.  De nada adiantavam as advertências para que modificasse sua dieta.

“Vezes sem conta, o estudante de Medicina, e depois médico, Honor Teixeira da Costa, preocupou-se com a quantidade de carne gorda que ingeria seu pai. Deu-lhe muitos conselhos, asseverando que a carne vermelha terminaria por matá-lo. Com sabedoria, ouvia o filho, mas seus exames continuavam bons e ele a se sentir muito bem. Sobreviveu ao filho médico, tragicamente falecido, e à dona Doca, sua companheira por mais de sessenta anos. Desapareciam os amigos de antigamente, mortos a cada ano com os mais diversos achaques, mas vivia a velhice sem lamento... Sem perder a alegria, continuava comendo carne... Encontrava estímulo ao participar das atividades diárias e foi assim que resolveu ir para fora e carnear uma vaca. Enquanto a vaca era sangrada, o fogo esperava pela matambre. Seu Bibi instalou-se próximo do fogo e passou a comer nacos da porção mais gorda daquela carne obtida logo abaixo do couro. Os campeiros continuavam sua faina de bem carnear e iam pendurando a carne num galho de árvore, sem maiores cuidados. Ocorre que a vaca era gorda, a carne pesada, a árvore um umbu e o banco do seu Bibi estava colocado debaixo da árvore, na continuação do galho usado para pendurar a carne. A carneação ia terminando quando aconteceu um estalo surdo e se partiu o galho do umbu.”. A carcaça da vaca recém carneada, então, caiu por cima do seu Bibi, ferindo-o gravemente e, por fim, matando-o aos 95 anos de idade. Blau de Souza lembra a ironia perversa:“Sem faltar com o respeito, tenho certeza de que seu Bibi riria muito da maneira como morreu. De certa forma, por vias tortas e não menos diretas, seu Bibi veio a confirmar os vaticínios do seu filho médico: morreu por causa da carne”.