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Dieta Mediterrânea é o tema deste sábado no Anonymus Gourmet

25 de outubro de 2012 1

Neste sábado, dia 27, o Anonymus prepara duas receitas inspiradas na dieta da longevidade: Torta da Horta e Salada Mediterrânea, dois pratos que levam ingredientes naturais frescos. Garantia de muita cor e sabor em qualquer refeição.

Fotos: Divulgação/RBS TV

A Torta da Horta leva batatas, ovos e espinafre. Fácil de fazer, não precisa de batedeira ou liquidificador.
A Salada Mediterrânea combina sabores e cores: tomates, anchovas e aspargos compõem um prato único para o almoço em dias quentes.
Não perca!

Confira os ingredientes desta receita na nossa página oficial clicando aqui.

PROGRAMA ANONYMUS GOURMET
CARDÁPIO: Torta da horta e salada mediterrânea
QUANDO: Sábado, 27 de outubro, às 8h30
ONDE: na RBS TV

A joia mais cobiçada

21 de setembro de 2012 0

Winston Churchill acreditava que o champanhe deveria ser valorizado acima de todas as bebidas. E a marca Pol-Roger, tradicional fornecedora da família real inglesa, acima de todos as outras. “Champagne transmite uma sensação de alegria”, ele dizia. “Os nervos ficam em alerta, a imaginação  é agitada e o juízo se torna mais ágil.” Churchill gostava de repetir as palavras de Napoleão: “Não posso viver sem champanhe. Na vitória, eu mereço. Na derrota, eu preciso.”

Foto: Divulgação

Churchill tinha sido um cliente fiel da marca desde 1908. Mas a amizade com a família Pol-Roger somente começou em 1944, num entardecer ensolarado, quando ele chegou à Embaixada britânica de Paris, na condição de primeiro ministro, para a Festa do Armistício. Foi então apresentado a uma mulher inesperada: a deslumbrante Odette, esposa de Jacques Pol-Roger, desportista notável e diretor da empresa familiar produtora daquelas garrafas esplêndidas da festa. O primeiro ministro, que tinha uma admiração romântica pela França, foi cativado pela elegância e a beleza de Madame Pol-Roger e a ela ergueu um brinde com o excepcional Pol-Roger 1928, um vintage encorpado servido na embaixada.

Desde aquele brinde, Odette Pol-Roger tornou-se a maior paixão da vida de Winston Churchill. Cabelo dourado, corpo esguio e olhos de um estranho azul acinzentado, Odette foi reconhecida como uma das mais lindas mulheres de Paris, e mereceu ser fotografada pelo gênio Cecil Beaton. Casou muito jovem, adotou o sobrenome Pol-Roger, e passou a viver com o marido Jacques perto das videiras de Epernay. Depois da Festa do Armistício, todos os anos, no aniversário de Churchill, Odette enviava de presente uma caixa do soberbo champanhe daquele primeiro brinde, o Pol Roger 1928, até 1953, quando acabaram os estoques.

Ela nasceu Odette Wallace, filha do general Georges Wallace, que lutou com distinção no exército francês durante a Primeira Grande Guerra. Era bisneta do colecionador de arte e filantropo Sir Richard Wallace, que dedicou a vida à “Wallace Collection”, seu tesouro inigualável de obras de arte. Ao conhecer Odette e suas duas irmãs, também belíssimas, Winston Churchill teria comentado que elas, sim, é que constituiam a verdadeira “Wallace Collection”. E seu olho arguto fixou-se na jóia mais cobiçada da coleção: Odette.

Garrafas memoráveis

14 de setembro de 2012 0

Foto: Divulgação

Na mais fabulosa degustação jamais realizada no mundo, para usar a frase de perplexidade da revista francesa Gault-Millaut, o cozinheiro belga Pierre Wynants, na euforia dos anos 80, reuniu 12 privilegiados durante três dias para beber uma coleção do prestigioso vinho Château d’Yquem, safras entre 1867 e 1980, acompanhando  inesqueciveis almoços e jantares. Château d’Yquem é produzido na região francesa de Sauternes, nas propriedades da família Lur-Saluces, que ali se estabeleceu há mais de duzentos anos. A área de cultivo ocupa os mesmos 180 hectares de dois séculos atrás e, desde então, não apenas a qualidade rigorosamente superior foi mantida: o formato da garrafa e o rótulo do Château d’Yquem de 1867 permaneceram idênticos até o vinho de 1980, o mais jovem que foi submetido à degustação.

“Resistimos a todos os modismos”, comentou na ocasião o Conde Alexandre Lur-Saluces, responsável pelo vinhedo, que participou da degustação com uma conduta surpreendentemente imparcial: embora se tratasse dos seus próprios vinhos, foi o mais rigoroso dos provadores, dando as notas mais severas. O maior destaque de todos foi uma garrafa de 1947, considerada “memorável” pelo júri de degustadores: conquistou 19,3 pontos num máximo de 20 pontos possíveis.  Uma garrafa de 1898 conquistou 18,2 sobre 20, o que o júri considerou “uma proeza”, pois em 1898 a primavera francesa foi excepcionalmente fria e pôs a perder parte da safra.  Comprovando que nem sempre o vinho mais velho é o melhor, uma garrafa de 1892 ganhou apenas 13,4 pontos em 20, com uma reprimenda do júri: “Yquem teve anos melhores do que este”. Château d’Yquem é um vinho branco ao qual o tempo confere uma cor âmbar característica. É licoroso, de bouquet pronunciado, algo frutado — e leve, apesar do teor alcoólico relativamente alto (chega a 13 graus). Algumas das garrafas mais antigas oferecidas ao júri de degustadores estavam cotadas em milhares de dólares pela casa de leilões Sotheby’s de Londres. O custo é elevado devido à alta seleção e ao processo de amadurecimento complexo, que inclui até o “apodrecimento” da baga por uma larva especial.  O aproveitamento real, isto é, o “rendimento” da uva colhida, é de uma cepa (um tronco de videira) para cada copo: “Impossível vender um vinho desses a preços democráticos”, desculpou-se o Conde Alexandre durante a degustação. “Acho que devemos aceitar as desculpas do Conde” — ponderou Anonymus Gourmet.

Um livro para degustação

03 de agosto de 2012 3

Albert Camus acreditava que certos livros extraordinários têm o encanto de banquetes: merecem ser saboreados com a companhia de um tinto de boa data. Essa boa idéia se aplica a uma grandiosa obra menor de Beckett.  Trinta e oito anos antes de receber, em 1969, o Prêmio Nobel da Literatura, Samuel Beckett escreveu uma série de ensaios (Dante, Bruno, Vico e Joyce), que culminaria com o texto que revela todo o esplendor de seu talento: Proust, ensaio que —aproveitando a metáfora de Camus— não é um texto para leitura, mas sim um prato para degustação. Anos atrás, descobri na prateleira de uma pequena livraria um exemplar resplandecente do Proust, na excelente tradução brasileira de Artur Nestrovski (L&PM, 1986), há muito esgotada.


Foto: Divulgação


Encontrei Nestrovski dois anos atrás em Lisboa: além de tradutor, é músico de sucesso, o que explica a afinação do texto traduzido. Estava no Martinho da Arcada, o bar de Fernando Pessoa e não tive tempo de dizer que abrir o pequeno volume da tradução do Proust foi como sentar à mesa de um banquete. Impressionante a sucessão de delícias daquelas linhas prodigiosas. Logo nas primeiras páginas, num ‘couvert’ inesperado e delicioso, Beckett surpreende com uma frase:  “O engenho do Tempo na ciência da aflição”. A ‘entrada’, que, exatamente como dizia Salvador Dali, faz nossas papilas estremecerem, é o mergulho na desolação de Swann, quando recebe de sua mulher Odette a notícia que Forcheville (amante de Odette e, depois da morte de Swann, seu marido) vai ao Egito, na Páscoa. “Na verdade, está me comunicando que ela vai com Forcheville ao Egito, na Páscoa”, traduz Swann, arrasado. Beckett recorda a dimensão, ¾ gigantesca para Swann, ¾ dessa pequena tragédia pessoal, com a delicadeza e a consistência de um vinho Bordeaux de linhagem respeitável. O paladar é provocado pelas alusões breves ao sabor da eterna madeleine embebida em chá, e pela inefável ‘omelette à Duval’ de Françoise, a imortal cozinheira do lar dos Proust. Mas há, sobretudo, aquela aproximação direta da literatura com a gastronomia, muito mais banal e prosaica, quando acreditamos que algum texto é “delicioso”, ou coisa parecida: a sensação física, que não deixa de ser meio proustiana, de agrado, de gosto bem-vindo, diante da leitura.

No Proust de Beckett, não é exagero perceber aromas e sabores que emergem da leitura. Como prato principal no impecável banquete que Beckett nos oferece, há uma reflexão exemplar sobre a excelência do texto: “Para Proust, a qualidade da linguagem é mais importante do que qualquer sistema ético ou estético”. Na verdade, é uma trapaça elegante: para ele, Beckett, é que é assim. O banquete se resume a menos de oitenta páginas, sempre iluminantes. É possível que o encantamento e a perplexidade do leitor se misturem numa indagação: o que ele quer dizer, afinal? O próprio Beckett responde: “Nada tenho a dizer. Mas somente eu sei como dizer isso”.

Fracassos culinários inesquecíveis

20 de julho de 2012 0

No livro 100 experiências gastronômicas para se ter antes de morrer, de Stephens Downes, há epifanias culinárias do tipo pepino-do-mar e lábios de tubarão em óleo de cenoura, arenque em óleo no Grand Colbert, casoulet de Castelnaudary, pombo de Pettavel, fava com alcachofra, mas também há lugar para o que o autor chama de “batatas fritas perfeitas” e para um prosaico e insólito ovo cozido, simplesmente um ovo cozido. Batatas e ovos ocupando dois preciosos postos entre uma centena das maiores delícias capazes de ser degustadas neste planeta. Vale a pena se demorar sobre esses dois itens selecionados com argúcia e graça pelo autor.

Foto: Divulgação



Começando pelos ovos: “O que os ovos cozidos estão fazendo entre pratos de preparo tão mais complicados?” — pergunta Downes, justificando a seguir: “Se você cozinhar um ovo corretamente, o resultado é divino”. As instruções para chegar à divindade, como sempre ocorre nas certezas confirmadas, foram retiradas de um manancial precioso: “um livro de culinária muito antigo, mas confiável”, que Downes não identifica, mas afirma ser sua bíblia pessoal para técnicas tradicionais. Esse evangelho de forno e fogão recomenda três alternativas possíveis: 1- colocar os ovos gentilmente em água fervente, e cozinhar em fogo baixo por dois a três minutos, retirando-os da água imediatamente; 2- colocar os ovos em água fervente com sal, cobrir a panela, tirá-la do fogo e deixar os ovos cozinhando abafados por quatro a cinco minutos; 3- ou colocar os ovos em água fria com fogo médio e retirá-los do fogo quando a água ferver. Além disso, existem duas preliminares intransponíveis: usar os ovos mais frescos que for possível e, antes da delicada operação de cocção, deixá-los à temperatura ambiente. Lembre-se que ovos retirados diretamente da geladeira para o calor do fogão estão na raiz de fracassos culinários inesquecíveis.

Sobre “batatas fritas perfeitas” Downes se demora em preciosos detalhes que podem ser sintetizados também em algumas providências básicas. As batatas devem ser descascadas momentos antes da fritura; o óleo deve estar quente a ponto de fumegar; a reutilização do óleo é limitada a poucas vezes; as batatas devem fritas uma vez rapidamente, retiradas do óleo para descansar e, então fritas pela segunda vez para finalização. Aí chega o momento definitivo da degustação, quando é fácil saber o que é uma batata frita perfeita: “A superfície da batata deve ser de um tom dourado moreno e extremamente crocante. Tão crocante, mas tão crocante, que você seja capaz de partir a batata como se ela fosse um graveto. Por dentro, a textura deve ser macia e cremosa. Se a batata for realmente magnífica, o seu interior dará a impressão de uma nuvem fofa.”

Bistrô do Anonymus – Schneider / Mahler

09 de julho de 2012 0

Em mais uma edição, o Bistrô do Anonymus acontece na Churrascaria Schneider, em Porto Alegre, onde aconteceu o lançamento da nova linha de espetos e acessórios para churrasco da Mahler.


Fotos: Franco Rodrigues


No programa, bate papo com nomes conhecidos da música do Rio Grande do Sul, como Cristiano Quevedo, Ângelo Franco, Fátima Gimenes e Enzo & Rodrigo. Não perca!

É nesta terça-feira, dia 10, às 20h na TVCOM!

A dieta do Seu Bibi

06 de julho de 2012 2

Quando vejo a recente anistia às gorduras, que agora são saudáveis, lembro que o ovo, o chocolate, o vinho, e até a inocente pipoca já estiveram nessa espécie de pátio da maldição, como se fossem venenos. A própria carne vermelha, que chegou a ser o veneno dos venenos, já foi anistiada. Hoje, como diz aquela nutricionista do Zorra Total, tudo pode. E de fato, parece que o equilíbrio leva a isso. É possível comer e beber de quase tudo, com a devida moderação. Dos tempos do degredo da carne vermelha, sempre gosto de recordar a saborosa e inesquecível história contada pelo médico e escritor Blau de Souza: “um caso comprovado de morte por causa da carne vermelha”. O personagem é seu Bibi Costa, “figura muito querida da comunidade lavrense”. Seu Bibi consumia carne diariamente desde as primeiras horas da madrugada, acompanhando café e chimarrão.  De nada adiantavam as advertências para que modificasse sua dieta.

“Vezes sem conta, o estudante de Medicina, e depois médico, Honor Teixeira da Costa, preocupou-se com a quantidade de carne gorda que ingeria seu pai. Deu-lhe muitos conselhos, asseverando que a carne vermelha terminaria por matá-lo. Com sabedoria, ouvia o filho, mas seus exames continuavam bons e ele a se sentir muito bem. Sobreviveu ao filho médico, tragicamente falecido, e à dona Doca, sua companheira por mais de sessenta anos. Desapareciam os amigos de antigamente, mortos a cada ano com os mais diversos achaques, mas vivia a velhice sem lamento… Sem perder a alegria, continuava comendo carne… Encontrava estímulo ao participar das atividades diárias e foi assim que resolveu ir para fora e carnear uma vaca. Enquanto a vaca era sangrada, o fogo esperava pela matambre. Seu Bibi instalou-se próximo do fogo e passou a comer nacos da porção mais gorda daquela carne obtida logo abaixo do couro. Os campeiros continuavam sua faina de bem carnear e iam pendurando a carne num galho de árvore, sem maiores cuidados. Ocorre que a vaca era gorda, a carne pesada, a árvore um umbu e o banco do seu Bibi estava colocado debaixo da árvore, na continuação do galho usado para pendurar a carne. A carneação ia terminando quando aconteceu um estalo surdo e se partiu o galho do umbu.”. A carcaça da vaca recém carneada, então, caiu por cima do seu Bibi, ferindo-o gravemente e, por fim, matando-o aos 95 anos de idade. Blau de Souza lembra a ironia perversa:“Sem faltar com o respeito, tenho certeza de que seu Bibi riria muito da maneira como morreu. De certa forma, por vias tortas e não menos diretas, seu Bibi veio a confirmar os vaticínios do seu filho médico: morreu por causa da carne”.

Bistrô do Anonymus – Salão Pense Imóveis

28 de junho de 2012 0

Um café da manhã na abertura do Salão Pense Imóveis: este é o cenário do Bistrô do Anonymus.

Um programa especial para quem está em busca da casa própria e procura as melhores dicas de quem entende do assunto. E ainda: você conhece a Casa do Futuro? O Anonymus mostra um projeto para quem gosta de tecnologia e quer uma morada aconchegante, inovadora e sustentável.

Não perca! É nesta sexta-feira, dia 29, às 20h na TVCOM!

Torta das frutas no Anonymus deste sábado

27 de junho de 2012 15

Sábado (30), é dia de sobremesa no Anonymus Gourmet.

Frutas que você tem em casa recheiam a Torta das Frutas, uma deliciosa receita para servir como sobremesa ou no chá da tarde. E a massa desta torta é surpreendente: você não vai precisar de batedeira ou liquidificador! Para completar, uma saborosa calda, que dá um toque todo especial. Não perca!

Fotos: Divulgação


Programa Anonymus Gourmet
CARDÁPIO: Torta das frutas
QUANDO: Sábado, 30 de junho, depois do Vida e Saúde
ONDE: na RBS TV

Set list do Peixe ligeiro

23 de junho de 2012 0


Foto: Divulgação


Para acompanhar esta deliciosa receita músicas de Giovanni Rota Rinaldi, mais conhecido como Nino Rota.

Um ilustre compositor italiano, célebre por suas composições executadas no cinema. E ficou conhecido por ter composto a música dos filmes de grandes cineastas como Federico Fellini, Luchino Visconti, Francis Ford Coppola e Franco Zeffirelli.

Entre as trilhas mais famosas, está a do filme A Doce Vida, de 1960, do gênero drama e dirigido pelo cineasta Federico Fellini. Normalmente citado como marco da transição de seus estilos, do neo-realismo para simbolismo, é considerado um clássico do cinema, e a obra-prima de Fellini. Também citado pela crítica especializada e por alguns cinéfilos como um dos melhores filmes de todos os tempos.

Fred Bongusto – Balliamo
Nino Rota – La Dolce Vita
Nino Rota – Marcia Festa
Nino Rota – Carla Bley Band / Otto e Mezzo
Nino Rota – Via Veneto
Nino Rota – Patricia
Nino Rota – La Dolce Vita Nella Villa Di Fregene