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'Não conseguiríamos manter tudo apenas com os ingressos'. Bastidores do Circo Tihany

16 de março de 2015 0

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De baixo da lona vermelha do Tihany, não se escondem apenas o glamour de penas e cristais das roupas. Não tem ali apenas a emoção que os números de ilusionismo proporcionam ao público, mas tem uma grande empresa que precisa ser administrada. Com 130 funcionários, entre eles, 60 artistas e mais de 200 empregos indiretos em cada cidade que passa, o circo Thiany mantém uma grande estrutura.

Julio Castanhera é o gerente de produção do circo, por ele passa o planejamento das turnês, contratação e pagamento dos funcionários, e além de todos os trâmites burocráticos para a viagem de todos. Os artistas ficam em hotéis, apenas os diretores artísticos moram em trailers junto ao circo. ‘Hoje, certamente, não conseguiríamos manter tudo isso apenas com o valor dos ingressos’ destaca Castanhera que complementa dizendo que o que realmente viabiliza as viagens são os patrocínios conquistados com empresários locais sete meses antes da chegada do espetáculo.

Como os funcionários são contratados por meio de uma empresa americana, eles recebem em dólar. Por isso, o valor dos ingressos é calculado de acordo com a moeda norte-americana. Com o aumento histórico dos últimos dias, Castanhera decidiu estabelecer o valor de R$2,07 para o cálculo do valor das entradas. Se a valorização fosse repassada, os ingressos ficariam muito caros. ‘Tudo que pagamos aqui é em dólar, e algumas coisas em Euro’ afirma o gerente.

Inovação artística
O Tihany tem 60 anos e foi o primeiro circo a colocar um palco no lugar do picadeiro. As cadeiras estofadas, o ar-condicionado e a praça de alimentação própria são exemplos da reinvenção, da aproximação do circo com o teatro. A inspiração vem de Las Vegas, local em que a base do circo está instalada.

Richard Massone é diretor geral do Tihany e assumiu o compromisso de seguir com a obra do dono que deu nome ao circo. Ele fala sobre a necessidade do circo se reinventar e de administrar artisticamente toda a equipe.

Curiosidades e números

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Francis, chefe das costureiras e Sandra (ao centro) mineira que é o braço direito no atelier

Para o espetáculo AbraKdabra, são mais de 300 figurinos e 400 pares de sapatos. Durante a apresentação,  a equipe de costura, comandada pelo francês Francis Dermateau, fica de plantão para corrigir algum acidente no figurino. As roupas de encerramento das bailarinas custam R$ 14 mil cada uma. As penas vêm de Paris e vão para a África para tingimento, além de todos os cristais swarowski.

Na equipe de Francis está Sandra Garcia, uma mineira que está há 12 anos no Tihany. Ela conheceu o marido no circo em Minas Gerais, ‘fugiu’ com ele e estão juntos até hoje. Ele é o mágico substituto do Tihany, o filho dela de 14 anos ensaia com a equipe de acrobatas e a filha é modelo e mora em São Paulo.

Confira fotos dos bastidores:

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