Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Italianas fazem calendário inspirado no cinema

28 de dezembro de 2011 0

Pra quem gosta de vôlei, cinema e mulheres bem produzidas, aí vai uma boa clicada: o calendário inspirado em Hollywood que as meninas do Bergamo, da Itália, protagonizaram.

Clique aqui para ver as imagens.

Marcílio Dias vai fomentar o vôlei em Itajaí

27 de dezembro de 2011 0

Notícia de investimento no vôlei é sempre bem-vinda, não? Esta vem de Itajaí:

Cílio e Itajaí Pró-Vôlei assinam carta de intenção de colaboração

Com o objetivo de fomentar o esporte olímpico da região, foi assinada na tarde desta terça-feira (27) nas dependências do Estádio Dr. Hercílio Luz uma carta de intenção de colaboração
mútua entre o Clube Náutico Marcílio Dias e o Instituto Itajaí Pró-Vôlei.

Segundo Abelardo Lunardelli, presidente do Marinheiro, não tem como não olhar com mais atenção para algumas modalidades que estão em evidência por conta de competições de nível mundial que irão acontecer no Brasil. “Em decorrência das Olimpíadas de 2016, certamente ficarão legados estruturais como ginásios, além disto, queremos que o Marcílio Dias colabore com outras modalidades esportivas, principalmente as olímpicas”, disse.

Para José Hiran Lamim, coordenador do Itajaí Pró-Vôlei, a princípio será uma parceria institucional, com o uniforme do vôlei sustentando o escudo do Marcílio Dias, coordenadores,
diretores e atletas com acesso ao clube em dias de jogos, desde que devidamente uniformizados e projeção que as duas entidades podem proporcionar colaborativamente. Com o amadurecimento da parceria, futuramente será pensado em termos de negócios.

“Compreendemos que tanto o Marinheiro como o Itajaí Pró-Vôlei podem agregar valor às suas marcas e cremos que as duas entidades estão dando um passo importante em termos de futuro. Esta parceria veio no momento certo”, ressaltou Lamim.

De acordo com Lunardelli, o retorno mais imediato que o Itajaí Pró-Vôlei terá será o nome do Marcílio Dias, bem como a torcida apaixonada do Marinheiro que certamente prestigiará a
modalidade. Em segundo plano, quando o clube tiver o Centro de Treinamento, as modalidades
parceiras também usarão as dependências do CT. “É um sonho, mas um dia o Cílio terá seu local próprio de treino”, concluiu.

Será que fechamos o ano sem invictos na Superliga?

27 de dezembro de 2011 0

Estava aqui pensando (e os torcedores do Vôlei Futuro que me desculpem) que seria lindo pra Superliga se o Campinas derrubasse o último invicto justamente no jogo que fecha o ano, nesta sexta-feira. Eu não lembro de uma competição em que todo mundo tenha perdido pelo menos uma vez já nas cinco primeiras rodadas! Lógico, não é um resultado específico que vai desfazer a impressão que já está no ar, a de que esta é a Superliga mais equilibrada (e nivelada por cima) dos últimos tempos! Agora, que seria bonito, seria! E um prêmio pro Campinas, que vem fazendo ótimas partidas.
Outro time que encheu os olhos neste início de Superliga foi o São Bernardo. Garotada tá incomodando os grandes. Grandes atuações do oposto e central Renan, maior pontuador da Superliga até aqui, com 90 pontos; média de 18 pontos por partida não é pra qualquer um. Em ano olímpico, com uma Liga Mundial no meio do caminho pra servir de laboratório, tenho a impressão de que o Bernardinho pode pensar duas vezes antes de fechar o grupo, hein! Um cara com a altura dele (2m17cm), canhoto, versátil, é um reserva de luxo, pra entrar em momentos específicos do jogo.
Por falar em maiores pontuadores, vejo duas surpresas na lista dos top 10. Até o sétimo lugar, tudo nos conformes, com os opostos dominando a relação e ótima presença dos gringos. Depois do Renan, vem o Wallace (84 pontos), do Sesi, e o argetino Pereyra (77), do Montes Claros. Com a mesma pontuação aparece o ponta João Paulo Tavares, que vem liderando o ataque da Cimed neste início de competição. Outro ponteiro, o cubano Camejo (69 pontos), que é quase um oposto, pela qualidade de ataque, aparece em quinto lugar, dois pontos à frente do seu companheiro de equipe, o oposto Lorena. O tcheco Filip Rejlek (66), do Minas, é o sétimo. E aí vêm as duas surpresas. Um central aparece na oitava posição: Lucão, que tem dado as cartas no RJX, com seus 66 pontos marcados; 15 deles no bloqueio. E em nono, o garoto Sérgio Félix, ponteiro de 21 anos, criado no Minas e que agora defende o Volta Redonda. Quem fecha o top 10 é o Wallace, o oposto do Sada, que em outros carnavais estaria na liderança desta lista, ou perto dela.
Nas listas individuais, o João Paulo Tavares aparece como o atacante mais eficiente. Lucão é o melhor bloqueador, e o central Éder, da Cimed, é o mais efetivo no saque. Mas tem mais um jogo pra fechar estas primeiras rodadas e as estetísticas podem mudar. Depois de Vôlei Futuro x Campinas, eu posto aqui a lista atualizada pra gente conferir.

Vôlei Futuro vence o Montes Claros na abertura da quinta rodada da Superliga masculina de vôlei

22 de dezembro de 2011 0

Acabou há pouco o jogo que abriu a quinta rodada da Superliga masculina de vôlei, nesta quinta-feira. Vitória de 3 sets a 0 (22/25, 19/25 e 23/25) do Vôlei Futuro sobre o Montes Claros. Fiquei impressionado com o desempenho do Lorena, do Ricardinho e, principalmente, do cubano Camejo. O potencial físico dos jogadores de Cuba é algo realmente admirável. Talvez seja o time que está jogando um vôlei de melhor nível até agora no campeonato. Claro que os outros clubes ainda vão se ajustar, tem verdadeiras seleções à procura de entrosamento e de recuperação física, principalmente pela temporada desgastante da Seleção Brasileira.
Um deles é o RJX, que já mostrou evolução diante da Cimed, na quarta rodada. Brilhante atuação do ponteiro Felipe Chupita. Ganhou confiança a partir do segundo set, quando o Marlon colocou ele pra jogar no ataque, e não parou mais de fazer ponto.
No time de Floripa, a maior urgência é acertar a linha de passe. Foram muitos anos com uma linha de excelência, com os ponteiros Renato e Thiago Alves e o líbero Mário Júnior (que evoluiu tanto que chegou à Seleção Brasileira). Os caras se conheciam bem, estavam totalmente entrosados. É muito mais fácil passar quando você sabe exatamente o que esperar do companheiro do teu lado, como ele pensa, como ele se movimenta. São pequenos detalhes que fazem toda a diferença, e quem praticou qualquer esporte coletivo sabe disso. O fato é que esta linha foi desmanchada quando saíram Thiago Alves e Mário Júnior, há duas temporadas. A presença do Thales, líbero das categorias de base da Seleção, do Anderson (é, o oposto foi ponteiro em um bom número de jogos) e do próprio João Paulo ao lado do Renato não funcionou. Agora, tem o Badá, ainda aprendendo a ser líbero. Com o Giba machucado e de molho até fevereiro, pelo menos, o grande desafio do técnico Marcos Pacheco é fazer essa recepção funcionar.
O Sesi ainda vai ganhar consistência quando todos os titulares estiverem no mesmo nível de preparação física. Ainda é o favorito ao título, apesar de ter perdido no meio de semana para o São Bernardo. Aliás, como é bom ver a garotada do São Bernardo aprontando para cime de times favoritos!
E o Cruzeiro, que por pouco não tropeça no Londrina? Que coisa! Mas venceu e liderava até esta quinta-feira, quando o Vôlei Futuro reassumiu a ponta.
Nesta sexta-feira tem Cimed no Capoeirão, diante do Minas. Ótima oportunidade para conferir de perto este oposto tcheco, que tem feito uma boa competição.

Análise da Liga Mundial 2012

19 de dezembro de 2011 0

A Liga Mundial de 2012, que acabou de ser definida, se transforma em um torneio preparatório em ano de Olimpíada. Na última vez em que isso aconteceu, o campeão faturou também o ouro olímpico. Foram os Estados Unidos, que interromperam a série de conquistas do Brasil em 2008 e faturaram o ouro também em Pequim. Foi o início da instabilidade da hegemonia brasileira no cenário internacional.
O mesmo aconteceu com o Brasil em 2004, quando venceu as duas competições. Aliás, a única equipe que não confirmou as duas taças no mesmo ano foi a Itália, que nunca levou o ouro olímpico. Era favorita em 1992, em Barcelona, mas caiu nas quartas de final (perdeu para a Holanda, tomando um 15/2 no quarto set – naquela época todos os sets terminavam em 15 e só marcava ponto quem sacava; quem recebia apenas recebia a “vantagem” de ir pro saque – e perdendo o tie-break) e o Brasil levou o ouro. Em 1996, aquele ótimo time da Holanda de Blangé/Schuil; Van der Goor/Posthuma; Görtzen/Zwerver venceu a Liga Mundial e a Olimpíada de Atlanta. Em 2000, a Itália novamente levou o caneco na Liga e amarelou nos Jogos Olímpicos. Perdeu na semifinal pra futura campeã, a então Iugoslávia, que era praticamente o time da Sérvia, que tá aí nos incomodando até hoje. Mas aquele campeão olímpico era um timaço que vale recordar: Nicola Grbic/Miljkovic; Mester/Geric; Vlad Grbic/Vujevic.
Pela escassez de datas, a competição vai mudar. Achei interessa ne o novo formato. Na verdade, a quantidade de viagens é a mesma (3) e a quantidade de jogos por viagem aumenta (de 2 pra 3); o que diminui são os jogos em casa (6 pra 3). Tem o lado bom: como torneio, é mais interessante; e tem o lado ruim: ao invés de 3 cidades brasileiras receberam jogos de altíssimo nível, o que sempre ajuda a estimular o esporte naqueles lugares, apenas uma cidade terá o privilégio.

Agora, a formação das chaves. O Grupo da Morte é o A, com Rússia, atual campeã, Sérvia, Cuba e Japão. Só um classifica, no máximo dois (o segundo melhor colocado entre todas as chaves também entra na fase final). Ou seja, uma potência já tá fora das finais na Bulgária. Os classificados búlgaros caíram no grupo mais fraco, o D, com Alemanha, Portugal e Argentina. Grande chance pro time do Weber entrar mais uma vez pras finais. O Grupo C é enjoadinho também, com Itália, Estados Unidos, França e Coreia do Sul.
O B, do Brasil, é “chato”, mas dá pra projetar uma boa participação diante de Polônia, Canadá e Finlândia.

Polônia – assim como nós está classificada para as Olimpíadas e vai ser o nosso grande adversário nesta fase. Tem um time-base que joga junto há muito tempo, vinha crescendo nas mãos do argentino Castellani e agora parece que deslanchou sob o comando do italiano Andrea Anastasi, sempre bem assessorado pelo Gardini, central daquele fantástico time italiano dos anos 1990, de Lucchetta, Tofoli, Cantagalli e Zorzi, um dos melhores jogadores que eu já vi atuar. Tem o ex-ponteiro e agora oposto Bartman jogando muito; o jovem ponta Kurek, de apenas 23 anos, é outro atacante por excelência; tem o experiente ponta Winiarski, que voltou à seleção em ótima fase; tem centrais altos e bons bloqueadores, o Nowakowski e o gigante Mozdzonek, e aidna apareceu esse Czarnowski na última Copa do Mundo; o líbero Ignaczak também é bom, tem o levantador Zygadlo, que destronou o eterno titular Zagumny. Enfim, um time de respeito.

Finlândia – Um time que já nos deu trabalho, com os irmãos Oivanen e o ótimo levantador Esko. Se bobear, pode nos roubar pontos.

Canadá – Uma incógnita. Não disputava a liga desde 2007. Vai receber a primeira rodada do grupo. Imagino que não faça nada além de figuração. Tem que tomar cuidado com Gavin Schmitt, que marcou 30 pontos na vitória sobre Porto Rico, no qualifying, quando os canadenses carimbaram a vaga. Exímio atacante e ótimo sacador.

Análise da rodada 3 da Superliga feminina de vôlei

18 de dezembro de 2011 0

São Caetano 3×0 Sesi (26/24, 25/23 e 25/19)
Opa, de cara uma surpresa. Sesi vinha fazendo um bom início de temporada, vencendo até o supercampeão Unilever, e de repente, tropeçou. Os números indicam uma atuação homogênea do time da casa. Venceu pela força do conjunto, o que é a coisa mais linda de se ver num esporte coletivo. No sesi, destaque mais uma vez pra Sassá, com seus 18 pontos, e pra Jessica, eleita a melhor bloqueadora da rodada.

Mackenzie 0×3 Unilever (22/25, 21/25, 21/25)
Normal. Time de Bernardinho vai engrenando aos poucos. Grande atuação da central Juciely, com 17 pontos, sendo 6 de bloqueio. fantástico desempenho.

Rio do Sul 0×3 Osasco (20/25, 17/25 e 13/25)
Pelo jeito, a cidade catarinense pôde acompanhar uma exibição de gala do time do Osasco. Nada menos do que três quesitos na lista de melhores da rodada fora para as paulistas: a Fabíola no levantamento e a líbero Camila Brait na recepção e no desempenho na posição. Show também da Adenízia, com seus 14 pontos, a maior pontuadora da partida.

São Bernardo 0×3 Vôlei Futuro (24/26, 22/25 e 25/27)
Esse pelo jeito foi um jogão. Equilíbrio, dois sets terminados acima do placar mínimo e vitória das visitantes. Walewska voltou bem ao Brasil, hein: 14 pontos neste jogo, maior pontuadora da partida. E pra variar, Fernanda Garay detonou no jogo e foi eleita a melhor jogadora da rodada, com três estatísticas invejáveis: segunda no bloqueio, segunda no saque e terceira na recepção.

Praia Clube 3×1 Pinheiros (25/20, 18/25, 25/20 e 25/18)
Grande vitória da equipe mineira. A ponta Elis, 23 aninhos, comandou o time da casa, com 19 pontos (maior pontuação da rodada, ao lado da cubana Herrera, do Minas). Destaque também para a Juliana Carrijo, melhor defesa da rodada.

Macaé 0×3 Minas (13/25, 16/25 e 20/25)
O Minas atropelou as cariocas! Show das duas cubanas: a oposta Daymi foi eleita a melhor atacante da rodada, com seus 12 pontos, todos de ataque, e a ponta Herrera foi a maior pontuadora do jogo, com 19. Ao Macaé, o consolo de ter a melhor sacadora, Vivi.

Análise da rodada 3 da superliga masculina de vôlei

18 de dezembro de 2011 0

UFJF 0×3 Sesi (18/25, 20/25 e 18/25)
Resultado normal. Campeão Sesi vai atropelando os adversários e liderando o campeonato. Ainda deu pra dar um descanso pro Murilo. Os destaques do jogo foram o central Sidão, considerado o melhor bloqueador, e o levantador Sandro, o melhor jogador da rodada.

Volta Redonda 2×3 RJX (25/23, 25/21, 16/25, 29/31, 18/20)
Olha o Volta Redonda dando mais um calor nos favoritos aí, hein, como fez diante do Cruzeiro (venceu um set) e do Sesi (perdeu dois dos sets após os 25 pontos básicos). Desta vez somou um pontinho ao vencer os dois primeiros sets. Acho que tem que fazer um trabalho de controle emocional na rapaziada pra vencer os sets mais extensos. O time acaba pecando naquele detalhe final que pode significar a derrota ou a vitória em um set – e nesse caso específico do jogo do final de semana, poderia significar a vitória na partida! Grande atuação do central Lucão, que marcou 22 pontos, quatro deles no saque, se transformando no melhor sacador e maior pontuador da rodada.

São Bernardo 0×3 Cruzeiro (21/25, 22/25 e 23/25)
Não esperava tanta facilidade por parte do time mineiro, ainda mais jogando no ABC Paulista, mas a vitória pode ser considerada um resultado normal. Pra variar, quem sobrou em quadra foi o oposto Wallace; 20 pontos em um jogo de três sets é uma barbaridade de pontos. Destaque também para o levantador William, o melhor defensor da rodada. Pelo jeito foi um jogo de bom volume no fundo de quadra, já que Felipe, do São Bernardo, foi eleito o melhor líbero.

Londrina 1×3 Vôlei Futuro (21/25, 18/25, 25/22 e 23/25)
Normal. Time paulista ia se encaminhando pra uma vitória tranquila, mas os paranaenses resolveram complicar as coisas nos dois sets finais. Não foi o suficiente pra vencer o time do Ricardinho, que mais uma vez botou a dupla Lorena/Camejo pra sentar a chinela na bola. Menção honrosa pra atuação do central Iallisson, com 10 pontos de ataque e 5 de bloqueio. Legal ver o jogador se recuperando e fazendo bons jogos após um ano complicado pra ele na Cimed, cheio de lesões. Torço muito pelo sucesso deste garoto.

Campinas 0×3 Minas (23/25, 22/25 e 20/25)
Atípico pelo “pneu” do time da casa, que vinha fazendo bonito até aqui, apesar das duas derrotas, porque foram dois tie-breaks. Desta vez, o time não andou. Um pontinho só do André Heller? Taí a explicação! A equipe deve ter sentido a falta de um desempenho mais consistente do seu líder. E no Minas, o oposto tcheco tá mostrando a que veio. Comandou o ataque, com 17 pontos.

Montes Claros 0×3 Cimed/SKY (18/25, 24/26 e 24/26)
Outro jogo em que eu não esperava um pneu. Se bem que nos dois últimos sets qualquer um poderia ter vencido. Ganhou quem teve os nervos no lugar. Ou, ganhou quem teve o melhor atacante da rodada, o ponta João Paulo Tavares, com 15 pontos. Que grande início de temporada do João Paulo. E é bom que continue assim, porque o Giba vai ficar no estaleiro por um bom tempo. A lesão na canela, como a Bruna já tinha antecipado, é mais séria do que se imaginava e ele fica pelo menos 45 dias de molho. No mínimo. A equipe do doutor Luis Fernando Funchal vai reavaliar o jogador após esse período, e pode ser que a lesão ainda não tenha sido totalmente recuperada. Aí, até entrar em forma fisicamente e ganhar ritmo de jogo… sei não, mas é bom pensar em contar com ele só nas finais.
Apesar da grande partida do João Paulo, quem mais marcou ponto no jogo foi o oposto Pereyra, com 17.

Os melhores da rodada 2 da Superliga masculina de vôlei

16 de dezembro de 2011 0

MELHORES DA SEGUNDA RODADA DO TURNO

MELHOR JOGADOR – Maurício (Sada Cruzeiro) – primeiro na recepção, segundo no ataque e sexto no saque

MAIOR PONTUADOR – Franco (Medley/Campinas), com 26 pontos

MELHOR ATAQUE – Douglas Cordeiro (Sada Cruzeiro)

BLOQUEIO – Franco Paese (Medley/Campinas)

SAQUE – Tiago Wesz (Medley/Campinas)

DEFESA – Jonatas (Volta Redonda) e Filip Rejlek (Vivo/Minas)

LEVANTAMENTO – Marcelinho (Vivo/Minas)

RECEPÇÃO – Maurício (Sada Cruzeiro)

LÍBERO – Alan (RJX)

Em tempo: um oposto como melhor bloqueio? Um central como melhor ataque? Um oposto como melhor defesa? São outros tempos…

Em tempo (2): Marcelinho deve ter jogado muito pra ter tirado o “título” de melhor levantador da rodada do Rodriguinho, do Campinas, que fez um partidaço contra a Cimed.

Análise: rodada 2 da Superliga masculina de vôlei

16 de dezembro de 2011 1

Foi a rodada dos centrais. Em quase todos os jogos eles deram as cartas.
Outra coisa que chamou a atenção foram alguns placares, como 32/30 e 30/28 – cinco sets terminaram além do limite habitual de 25 ou 15 (tie-break)

Minas 3×0 Londrina (25/21, 25/21 e 25/16)
Normal. Com os ataques do garoto Lucarelli e o show de bloqueio do central Henrique, um jogador que me agrada muito, o Minas venceu fácil o Londrina. Tô achando estranha a ausência do cubano Dariel Cortina neste time paranaense. Tá inscrito, mas não tá jogando. Deve estar machucado. Se alguém souber aí, avisa a gente, por favor.

Vôlei Futuro 3×1 São Bernardo (22/25, 25/15, 25/23 e 25/17)
Apesar da boa vitória do time do ABC na estreia, dá pra dizer que foi um resultado normal. Com esta dupla Camejo (22 pontos) e Lorena (21) no ataque e o Ricardinho colocando eles pra jogar, o Vôlei Futuro vem quente pra esta temporada. Outro destaque: os seis pontos de bloqueio do central Maurício.

Sada Cruzeiro 3×0 UFJF (25/21, 25/21 e 25/22)
Normal. O Cruzeiro vem pra brigar pelo título e o novato time de Juiz de Fora vai soltar foguete se conquistar a classificação para as quartas de final. Mais um jogo em que os centrais se destacaram: Douglas Cordeiro, do Cruzeiro, foi o maior pontuador do jogo, com 13 pontos, seguido pelo adversário Jardel (11) e pelo colega Acácio (9). Isso que do trio só o Acácio marcou ponto no bloqueio, a função principal dos centrais. Douglas anotou 11 pontos de ataque, foi o melhor da partida nesse fundamento, e o desempenho do Jardel foi ajudado por três pontinhos de saque, o que não é nenhuma surpresa. O homem quando acerta a mão no saque, Deus nos acuda!

Volta Redonda 0×3 Sesi (28/30, 18/25 e 24/26)
Mais um daqueles jogos em que o placar engana. Foi fácil? Não. Dois sets decididos no detalhe, com pontuação superior aos 25 pontos tradicionais. O maior pontuador da partida foi do time da casa, o garoto Sérgio, ponteiro de 21 anos. E só pra variar um pouquinho, quem foi o principal atacante do Sesi? Um central: o catarinense Tiago Barth, com 11 pontos de ataque.

Montes Claros 3×1 RJX (25/17, 32/30, 24/26 e 25/21)
Partida bem disputada, para encerrar uma rodada de jogos equilibrados. Vi alguns trechos do jogo e fiquei impressionado com a atuação consistente do time mineiro. Mandou no jogo, o tempo todo. Isso que o RJX jogou completo, sem essa de poupar jogador de Seleção. O técnico Jorginho Schmidt é “bom barbaridade”, como o pessoal diz no Sul. O time mineiro está “tinindo”. Mais uma excelente atuação do oposto argentino Pereyra – aliás, os estrangeiros estão mandando muito bem neste início de temporada. O levantador Rivoli e os ponteiros Refatti e Léo Caldeira (que eu não conhecia; mais baixo, do estilo “jogueiro”, ótimo passse, sempre explorando o bloqueio no ataque) e o líbero Fábio (muito seguro, o que é uma característica essencial para um líbero) foram outros destaques do time mineiro.
No RJX, só Dante (19 pontos) e Lucão (16) fizeram uma partida à altura do time. Muitos erros bobos. Thiago Sens entrou no lugar do Chupita no segundo set e foi castigado no passe o jogo inteiro. Théo, que fez dois jogos bem aquém da sua capacidade, estava bem marcado pelo bloqueio do Montes Claros (que foi bastante eficiente nesta quinta-feira). Não sei se está cansado ou machucado, mas por enquanto não é o mesmo Théo que a gente conhece.

Cimed/SKY 3×2 Campinas (25/17, 21/25, 16/25, 25/20 e 17/15)
A Bruna já contou pra gente como foi o jogo, então vou só dar uns pitacos extras pra não deixar o jogo em branco na análise da rodada. Quando cheguei no ginásio, depois do trabalho, a Cimed já tinha vencido o primeiro set e estava ganhando o segundo por 8/5, se não me engano. Pensei: “Xi, e eu que disse pro meu chefe que era jogo pra cinco sets… Ele me perguntou, preocupado com o horário de baixamento do jornal: É jogo pra quê, três sets, termina rapidinho? E eu, taxativo: De jeito nenhum!”… Mas ao chegar no ginásio, pensei que eu tinha errado totalmente de prognóstico e que a partida ia, sim, terminar rapidamente. Pra minha surpresa, a partir dali a Cimed não jogou nada. Deu um branco quase translúcido no time. Lembrei do que tinha acontecido na final dos Jasc – e conversando com o Dante Klaser, presidente da Federação Catarinense de Vôlei, a coisa foi feia mesmo, o apagão foi maiúsculo naquele jogo contra Blumenau, coisa que não acontecia em outras temporadas; é algo pra se analisar.
Passe ruim, distribuição ruim, ataque péssimo, bloqueio caçando borboleta, defesa assistindo ao jogo…. só o saque funcionava e o time dependia de bons saques (principalmente em cima do Lukianetz) pra se sustentar no marcador. Fiquei horrorizado com a atuação da equipe no segundo e no terceiro set. E com os semblantes dos jogadores. A Cimed sempre se notabilizou por ter um time guerreiro, que briga por todos os pontos, que não deixa o emocional cair. Naquele jogo, caiu. Caiu tanto que o Bruno chegou a perder o foco… Um cara que é dos primeiros a incentivar os companheiros, que não se abala, saiu tão irritado quando foi substituído que chutou o banco de reservas… foi lá pro fundo da quadra e nem o Giba, quando tentou se aproximar, conseguiu falar com ele… Bruno só fez um gesto do tipo “Agora, não!”.
Eu imagino como deve ser frustrante. Você volta da Seleção, onde há um ritmo de jogo, uma maneira de atuar, uma orientação tática específica com relação à distribuição de bola, e você volta pro seu time, sem muito tempo pra se readaptar, e ainda vê os atacantes falhando. Deve irritar mesmo. Mas é preciso manter a calma. Até porque, o reserva Murilo é muito bom, como a Bruna falou, está mais entrosado com o time e fez seu papel direitinho, comandando a reação a partir do quarto set. Eu até achei que deveria ter entrado antes no jogo.
O bom, para o torcedor da Cimed, é saber que, à exceção do João Paulo, que tem feito um ótimo início de Superliga, os outros todos vão melhorar ao longo do caminho. Especialmente o Rivaldo, que não é nem sombra, ainda, do virador de bola que comandava seus times no ataque e chegou com propriedade à Seleção Brasileira. Jogou todos os sets e marcou apenas oito pontos! É quase nada pra um oposto! Foi o pior pontuador entre os titulares.
No Campinas, excelentes atuações do levantador Rodriguinho e do central André Heller. Menções honrosas pros garotos Mão, que entrou na fogueira pra substituir o Zanutto e fez um partidaço, dando sustentação ao passe e se virando bem no ataque; e Franco, oposto que deixou o Bob no banco e foi o maior pontuador da partida, com 26 pontos. Um ótimo time, muito bem orientado e com uma disciplina tática elogiável. Levou um pontinho suado de Florianópolis. Só não vou dizer que foi merecido porque não concordo com este sistema novo de pontuação. Mas jogou pra ganhar e poderia tranquilamente ter vencido.

A vitória da Cimed/SKY sobre o Medley/Campinas

15 de dezembro de 2011 0


Estive ontem no jogo da Cimed/SKY contra o Medley/Campinas. O resultado, se alguém ainda não sabe, foi 3 a 2 para a Cimed. Gustavo e Giba não jogaram. Gustavo teve um torcicolo no dia do jogo e nem fardou. Giba está com uma lesão na canela. Foi poupado, ainda irá fazer mais alguns exames detalhados para ver a gravidade da lesão. Tem que ficar de olho, porque essa lesão aí não é tão simples. Vamos torcer que não seja nada mais sério e que logo, logo ele possa estar dando na bola.


Sobre o jogo, confesso que gostei, para uma apresentação ainda em início de competição. Foi disputado, equilibrado. O Campinas tem um time bem armado. O levantador Rodriguinho e o ponta Lukianetz fazem a diferença. Ontem, o técnico Cacá Bizzocchi teve uma baixa. Ainda no aquecimento, o ponta Bruno Zanuto se lesionou e ficou de fora. Uma perda importante para o sexteto paulista, já que Zanuto aparecia muito bem nas estatísticas. Dei uma espiada no site do Medley e parece que o Bruno sentiu uma fisgada na virilha.


Mas uma coisa me preocupou bastante: o passe da Cimed. No segundo e terceiro sets o Medley caçou o líbero Badá. E foram muitos erros. Não consegui contabilizar, mas a quantidade de ‘passe B’ (como se fala quando a bola não vai na mão do levantador) foi imensa. Vamos pensar, quando o time adversário procura o líbero para sacar, é complicado. Tanto que, nem Bruninho, nem Murilo, conseguiram trabalhar com os atacantes. João Paulo, que jogou muita bola e levou inclusive o troféu Viva Vôlei, também errou, e chegou a ser substituído por Thales, senão me engano.


Tirando a questão do passe, e falando de saque, que foi um ponto forte da Cimed na partida, Éder, João Paulo e Renato mandaram bem e engataram sequências importantíssimas, que valeram a recuperação no quarto set. Aliás, vale um elogio para o ponta Renato. É uma peça fundamental no esquema do Pacheco. Muito regular. Não se destaca individualmente como outros, mas a composição dele na equipe é demais.


Sobre os levantadores. O Pacheco resolveu escalar o Bruninho como titular aos 45 do segundo tempo. Bruninho vem de uma sequência de jogos pela Seleção Brasileira, apesar de não ter sido titular em todos os jogos. Mas o corpo sente e, essa é a hora que o cansaço aparece. Já dizia um técnico que admiro muito: na seleção não tem cansaço, não tem dor. Pacheco disse que precisava dar ritmo ao Bruninho com os demais jogadores. Principalmente porque os próximos jogos serão casca. Aliás, o que não vão faltar nessa Superliga são jogos cascas.

Bruninho fez um bom primeiro set, mas depois foi prejudicado também pelo passe do time que caiu demais. Murilo entrou, demorou um pouquinho a engrenar, mas depois, jogou bem. O passe também melhorou, é verdade. Murilo terminou o jogo em quadra e lembro dele ter usado muito as bolas de meio na finaleira do jogo. Éder e Felizardo atacaram pra caramba.


Agora, Bruninho tem um concorrente forte na mão nessa temporada. Claro, Bruninho é o capitão, é a cara do time da Cimed, mas Murilo é um ótimo levantador. Isso vai ser bom para todo mundo!