O Capitão América foi criado em 1940 por Joe Simon e Jack Kirby (isso mesmo, nada de Stan Lee) como propaganda de guerra. E, assim como Popeye fez muita criança comer espinafre, os quadrinhos do Capitão fizeram muitos jovens se alistarem para encarar as tropas alemãs. Não é por acaso que a primeira, e uma das mais conhecidas, capa dessa era clássica é, justamente, o Capitão dando um soco em Hitler

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A história original é bem próxima da que foi vista no filme “Capitão América: O Primeiro Vingador”. Steve Rogers é um patriota que beira o nível do ridículo e quer se alistar de qualquer jeito no exército americano, mesmo sendo raquítico, com bronquite e ter uma série de problemas congénitos. E, meu amigo, ser regeitado pelo exército várias vezes quando os EUA estão em guerra é sinal de que, talvez (e só talvez), você realmente não tenha sido feito para a coisa.
Apesar de todas as recusas, a insistência de Rogers acabou chamando atenção do programa militar que pretendia ‘melhorar’ os soldados americanos. Daí que ele acaba selecionado para ser o primeiro, e o último, a tomar o soro do supersoldado, que aumenta sua força, velocidade e resistência de maneira extraordinária. Assim começa sua campanha de guerra na Europa sitiada.
Os quadrinhos foram descontinuados quando a guerra acabou, mas só para a Marvel retomar o personagem em 64, dando a desculpa de que o Capitão esteve congelado por todos esses anos (os tecidos sobreviveram muito por conta do soro do supersoldado). Ele dividia a revista “Tales of Suspense” com outro futuro Vingador, o Homem de Ferro.