Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Saudades"

Jair Rodrigues, acompanhado de um vaso de pimenta, relembra a parceria com Elis Regina

07 de maio de 2012 0

Aos 73 anos, Jair Rodrigues mostrou uma jovialidade impressionante durante a performance que encerrou a programação do palco 30 Anos Sem Elis – cantou, dançou, pulou, “viu gente morta”, se jogou para a galera e plantou bananeira (literalmente! Ficou de cabeça para baixo durante a execução de “Deixa Isso Pra Lá”).

 

Foto-Divulgação

 

O amigo de Elis Regina, com quem fazia o programa Dois Na Bossa, levou para outro nível a ideia de que uma pessoa que morre continua viva em espírito para todos que a amam. Chegou para cantar carregando um vaso de pimenta, em uma clara referência ao apelido de Pimentinha conferido à cantora. Depois, passou o resto do tempo, uma hora e 15 minutos de apresentação, se alternando entre mostrar as canções que “nós cantamos juntos em shows por esse mundo afora”, relembrar histórias ao lado da amiga que tinham a ver com o repertório escolhido e bater papo com uma Elis imaginária que ele puxou pelo braço para subir ao palco logo no começo da apresentação. A performance foi mais ou menos como uma aula de história da música brasileira que passeou por diversos subgêneros e bastidores dos festivais como o da TV Excelsior.

Um Jair com sorriso de orelha a orelha começou com o famoso pot-pourri que abre o disco gravado em parceria com a amiga, sendo que a faixa inclui trechos de “O Morro Não Tem Vez”, “Feio Não É Bonito”, “Samba do Carioca”, “Este Mundo É Meu”, “A Felicidade”, “Samba de Negro”, “Vou Andar por Aí”, “O Sol Nascerá (a Sorrir)”, “Diz que Fui por Aí”, “Acender as Velas” e “A Voz do Morro”. Das canções do disco, ainda fez parte “Arrastão”. O setlist passou por diversas músicas que integraram o repertório dele ou dela, em algum momento: “Tiro ao Álvaro”, “Romaria”, “Eu Sei que Vou te Amar”, “Disparada”, “Saudosa Maloca” são apenas algumas. Um trecho do Hino Nacional Brasileiro também foi entoado, com direito a Jair caçoando dos jogadores de futebol que “depois da primeira parte ficam só mascando chiclete. Coçam o saco, a bunda, mas ninguém canta mais nada”.

O público, que em média era mais velho, cantou junto quase sempre e se divertiu com a doçura de Jair ao bater papo e bajular a Elis Regina em espírito que “eles não estão vendo, mas eu estou”, garantiu o Cachorrão. O artista ainda disse para a amiga que “não tem ninguém ainda por aqui que cante como você cantou” e, já na despedida, pediu: “já faz trinta anos que se foi. Precisa voltar, viu, nega?”.

Freddie Mercury encontra Wolverine em página de história em quadrinhos

27 de abril de 2012 0

O io9, blog de ficção científica, desenterrou uma página de quadrinhos com Wolverine e Freddie Mercury, vocalista do Queen. A página foi desenhada por um artista desconhecido para a Marvel Comics, em algum momento dos anos noventa, e mostra o anti-herói dos X-Men rondando pela floresta apenas para tropeçar no vocalista do Queen, que permanece parado em uma pose confiante.

A única fala da página é proferida por Wolverine: “Freddy [sic] Mercury?”. Afinal, o que mais você diria se inesperadamente tropeçasse no vocalista do Queen alguns anos depois de sua morte? Além disso, obviamente, Wolverine deve estar se perguntando o que Mercury está fazendo em uma história em quadrinhos.

A página tem circulado há algum tempo. Ainda em 2010, o ex-funcionário da Marvel Comics, Steve Bunche, a compartilhou em seu blog dizendo que enquanto a arte estava abaixo do padrão da editora de quadrinhos de super-heróis, ele admirava a imaginação do artista.

“Sério, como pode alguém dar esse salto na lógica da narrativa que descreve a perseguição de Wolverine pela floresta para fazê-lo ficar cara a cara com Freddie Mercury sem razão aparente?”, escreveu Bunche. “Isso, caros leitores, é um sinal de verdadeira criatividade.”

Relembrando Elis Regina

19 de janeiro de 2012 0

Nascida em Porto Alegre, em 17 de março de 1945, Elis Regina Carvalho Costa foi apelidada pelo poeta Vinicius de Moraes de Pimentinha, em função do temperamento explosivo e por dizer tudo o que lhe vinha à cabeça. E essa garota de personalidade forte tornou-se uma das maiores – senão a maior – cantoras brasileiras de todos os tempos. De 1961 a 1980, ela gravou 18 álbuns de estúdio e seis ao vivo. Do casamento com o compositor, produtor e jornalista Ronaldo Bôscoli, veio o filho João Marcello Bôscoli. Já com o pianista e arranjador César Camargo Mariano, ela teve Maria Rita e Pedro Mariano. Elis se foi cedo, aos 36 anos, no dia 19 de janeiro de 1982, em São Paulo, devido a uma overdose de cocaína e bebida alcoólica.


João Marcello Bôscoli nasceu no Rio de Janeiro, em 1970, e hoje é um dos mais importantes empresários musicais do Brasil. Ele garante que herdou da mãe a entrega total e a crença no ofício. “Sobre o gosto pela música, ela manteve sua temporada de shows até o oitavo mês da minha gravidez. Então como poderia ser diferente?”, avalia. Para ele, a mãe é o Pelé do canto. “Precisamos de vários cantores combinados para, talvez, chegarmos perto do seu talento. É um acidente genético”, ele completa.

Do dia-a-dia com a mãe, João Marcello sente falta das atividades caseiras, como cozinhar, arrumar a casa, encapar os cadernos e ser levado por ela à escola. Para ilustrar a relação dos dois, ele conta: “Certa vez, ela estava com dor na coluna e veio dormir na minha cama. Me senti um super-herói, cuidando dela e fazendo carinho na sua cabeça”. Hoje, ele é pai de Arthur, nascido em agosto de 2011 e fruto do casamento com a apresentadora Eliana. João Marcello afirma que espera poder amá-lo e respeitá-lo como foi pela mãe, e também dar liberdade e limites claros, além do contato com a natureza.

Nascido em 1975, Pedro Mariano não teve um convívio tão intenso com Elis como João Marcello. “Minhas lembranças dela são, na verdade, uma grande mistura de imagens, que foram formadas ao longo do tempo por histórias a mim contadas. Tenho na minha memória flashes dela, mas nada muito claro, o que é muito frustrante”, comenta Pedro. “Gostaria muito de me sentar e lembrar essas histórias. Poder sentir saudade disso, mas na verdade isso não acontece. Já da artista, como todos, tenho várias imagens, mas que também acabam se misturando com coisas que vi em matérias de TV ou jornal.”

Com relação aos aprendizados, Pedro Mariano é taxativo: “Tudo o que faço aprendi com meu pai, que sempre teve o cuidado de dar crédito de muitas de suas atitudes a ela também. Eles viveram muitas coisas juntos profissionalmente. Suas histórias se mesclam. Às vezes, ele me diz que alguns traços de minha personalidade como músico são parecidos com os dela. Pode ser genética, ou pode ser que de tanto vê-lo trabalhar de perto eu possa ter absorvido traços comuns aos dois”.

Maria Rita, que em março fará, pela primeira vez, shows com o repertório eternizado pela mãe, não pôde falar à reportagem da Rolling Stone Brasil.

Grandes parceiros

Outra presença marcante na vida de Elis Regina foi a do cantor Jair Rodrigues, que lembra que o primeiro encontro entre os dois aconteceu nos bastidores do programa de televisão Almoço com as Estrelas, de Airton Rodrigues e Lolita Rodrigues, na TV Tupi. “Eu estava começando a ter meus sucessos, como ‘Deixa Isso pra Lá’, e ela vinha dos festivais, com ‘Arrastão’. Éramos da mesma gravadora. A gente se encontrava na noite, mas foi no programa onde ficamos batendo papo mais à vontade. Ela disse que era minha fã e que gostaria que eu desse um autógrafo para ela, e eu sugeri trocarmos as gentilezas. A partir dali, nasceu uma grande amizade”, conta Rodrigues.

No próprio programa, Airton Rodrigues percebeu o grande entrosamento entre os dois e pediu para que um cantasse a música do outro. Dias depois, em 8 de abril de 1965, Jair Rodrigues foi participar de um show no Teatro Paramount, com produção de Walter Silva, o Pica-Pau, e Manoel Barenbein, e voltou a encontrar Elis. Foi ali que surgiu a ideia de eles ensaiarem o pout-pourri Dois na Bossa, que reunia canções de Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Zé Kéti, entre outros.

Juntos, Jair Rodrigues e Elis Regina gravaram três discos ao vivo, todos com o título Dois na Bossa, e comandaram o programa O Fino da Bossa, da TV Record, durante três anos. “Nós juntávamos a fome com a vontade de comer. Era uma alegria geral, total e irrestrita, tanto fora, como dentro do palco. Nós vivíamos num mar de rosas”, ele afirma. Depois que o programa saiu do ar, os dois cantores continuaram sempre se encontrando, tanto que Elis virou grande amiga da esposa de Jair, Clodine. Curiosamente, o primeiro filho do casal, Jairzinho, nasceu no mesmo dia da Pimentinha. “Eu tenho muita saudade dessa menina”, finaliza o cantor, que se sente feliz com o fato de que os filhos dele são muito amigos dos filhos de Elis.

Discos de Elis Regina ganham reedições ampliadas com material inédito

10 de janeiro de 2012 0

No dia 19 de janeiro completam-se 19 anos que o Brasil perdeu uma de suas maiores cantoras. Elis Regina será homenageada com o relançamento de dois álbuns, com o dobro das faixas do CD original.

 

Foto-Divulgação

“Transversal do Tempo” é um deles. O disco foi gravado ao vivo em abril de 1978, no teatro Ginástico, no Rio de Janeiro. O registro do show “Elis” foi lançado no mesmo ano com 12 canções. A versão a ser relançada terá 25 canções organizadas pelo pesquisador Rodrigo Faour e mixada pelo filho mais velho de Elis, João Marcello.

O outro disco também foi gravado ao vivo. Em “Montreux Jazz Festival”, Elis Regina se apresentou duas vezes, no mesmo dia, em um festival na Suíça. O LP foi lançado somente depois da morte da cantora, e continha nove músicas. Marcelo Fróes é o responsável pela reedição, que juntou todas as músicas apresentadas por Elis naquele dia. Na nova versão, o disco será chamado “Um Dia”.

Ainda para os fãs relembrarem os sucessos da cantora que marcou a história da música brasileira, a gravadora Universal Music vai lançar um box com a discografia completa, além de músicas inéditas.

15 anos depois: Will Smith reúne elenco de 'Um maluco no pedaço'

22 de dezembro de 2011 0

O elenco de “Um maluco no pedaço” (“The Fresh Prince of Bel Air”, em inglês) se reuniu, na semana passada, quinze anos após o fim da série.


A foto foi tirada durante um evento de caridade da instituição “Sweet Blackberry”, fundada por Karyn Parsons, a Hillary do seriado. “Começada a temporada de festas do jeito certo com uma reunião de ‘Fresh Prince of Bel Air’… Não há nada como passar o fim de ano em família”, escreveu Will na rede social.