A Unifra retomou os cálculos da inflação na cidade, após um jejum de dois meses nas férias. Segundo o boletim divulgado, o Índice do Custo de Vida da cidade de Santa Maria (ICVSM) registrou, nos meses de janeiro e fevereiro de 2012, respectivamente +0,57% e +0,28%. Esse resultado indica que a inflação manteve uma trajetória de gradual freada. Já, quando considerado o acumulado, a variação nos dois primeiros meses no ano registra + 0,85%, enquanto que nos últimos dozes meses atinge +7,73%.
O grupo alimentação (alta de +0,03% em janeiro e +0,63% em fevereiro) apresentou a maior variação e o principal impacto no ICVSM. Diversos alimentos apresentaram queda de um mês para o outro, o que não foi suficiente para atenuar a alta do grupo. É o caso da cerveja fora de casa, item com o maior impacto para baixo no mês. Também merece destaque a queda da margarina (-9,1%), couve (-7,9%) e cenoura (-7,5%). Dos produtos alimentícios em alta, destacam-se a cebola (+29,2%), o salame (+9,2%) e o pão de centeio (+9,9%). A alta da cebola se deve a restrita oferta do Rio Grande do Sul durante o período da pesquisa, que teve o mercado abastecido por Santa Catarina. Com a diminuição da oferta gaúcha e as importações da Europa e Argentina se limitando a volumes pouco representativos, os preços pagos aos agricultores e no atacado reagiram e foram repassados para o varejo.
O grupo vestuário apresentou uma variação de +0,62%. Os itens responsáveis por esse resultado foram: agasalho (casaco e suéter) infantil (+9,2%), calça comprida homens (+9,1%) e roupa de cama (+7,2%). Enquanto as maiores baixas foram: tênis de criança (-8,4%), roupa de dormir mulher (+8,4%) e calça comprida infantil (+7,5%).
No grupo habitação (de +0,83% para +0,46%) pesou a alta do bom bril ou similar (+10,4%), tintas (+7,3%) e aparelhos sanitários (+ 4,9%). De outro lado, as maiores quedas foram registradas na aquisição de carpete (-16,9%), amaciante (-7%) e fósforo (-5,4%).
O grupo despesas pessoais também contribuiu positivamente para o valor do índice, com variação de +0,38%. Sendo os maiores aumentos observados nos preços da mensalidade de empregado doméstico (+3,6%) e no serviço de lavadeira e tinturaria (+3,6%). Por sua vez, entre os itens que apresentaram queda, encontram-se: diária de vigia (guarda noturno) (-3,4%) e o aluguel de DVD (CD) (-2%).
Na seqüência dos grupos que apresentaram maiores variações absolutas no ICVSM, o grupo saúde e cuidados pessoais mostrou uma variação de +0,34%. Os itens responsáveis por esse resultado, a saber: preservativo masculino (+10,9%), esmalte, base, acetona (+6,7%) e papel higiênico (+5,9%).
Dentre os grupos que apresentaram as maiores quedas no ICVSM, tem-se o grupo artigos de residência com queda de -1,37%, justifica-se pelos períodos de liquidações no mercado, como os itens: armário para cozinha (-7,7%) ar-condicionado (-7,6%), e colchão (-7,6%). No mesmo sentido, também foram registradas quedas no grupo comunicação (-0,93%), no preço do telefone residencial (interurbano) (-18,8%) e no preço de acesso à Internet (-8,0%).
O grupo educação variou negativamente em (-0,31%), em virtude do decréscimo observado no preço de álbum de fotografia (-8,5%) e na taxa de documentos escolares (histórico, diploma, etc.) (-7,4%). Já o grupo transporte variou negativamente (-0,07%) esse resultado deve-se a taxa reduzida de um mês para o outro sob a influência da menor variação de preços em itens importantes na despesa das famílias, entre eles a gasolina e etanol. As passagens de avião passaram de -9,3% para -5,2%. Sendo os maiores aumentos observados na aquisição de bicicleta (+5,4%) e bateria para automóveis (+5,1).
Com informações do Laboratório de Práticas Econômicas da Unifra