Foram divulgados nesta semana o índice que mede a inflação oficial no Brasil (IPCA) e também o Índice do Custo de Vida de Santa Maria (ICVSM), que não é oficial, mas dá uma boa ideia de como os preços evoluem na cidade. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em +5,84%. Já o ICVSM acumulou +5,66% no ano passado.
Com base nesses números, é possível fazer algumas reflexões:
- Os preços aceleraram mais no Brasil do que em Santa Maria. Isso combina com as notícias divulgadas ao longo do ano sobre os reflexos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros, entre outros produtos que foram beneficiados. A medida demorou bastante tempo até fazer efeito no país. Já em Santa Maria, na primeira semana já eram registradas vendas recordes.
- A nossa inflação poderia ter sido bem menor se não tivéssemos sofrido com o clima. A falta e depois o excesso de chuva colaboraram para a alta dos preços dos produtos que mais subiram por aqui: batata, tomate, cebola e mandioca.
- Entre os produtos e serviços considerados para compor o ICVSM, os que mais pesam são: habitação, alimentação e transporte. Com isso, já podemos esperar que a inflação de Santa Maria pelo menos alcance a nacional em 2013. Com a alta já anunciada nos combustíveis, os gastos com transporte devem aumentar consideravelmente.
Além dos motoristas, que vão dispender mais na gasolina, a passagem de ônibus deve vir de carona. E tem também a volta do IPI para os carros. Isso sem falar nos gastos com manutenção dos veículos, considerando as más condições das estradas na região. Na alimentação, é provável que, mesmo com boa produção agrícola, os preços não voltem a baixar, já que a crise na safra foi internacional. Só resta a habitação, que ainda vai receber incentivos do governo, pelo menos até 2014.
Tomara que todo o otimismo do nosso ministro da Fazenda vire realidade. Um dos caminhos é melhorar a infraestrutura, sobretudo de transportes, no país inteiro. Boas estradas _ e, quem dera, o retorno do uso sistemático da ferrovia _ diminuem os custos de todos. Bem que podiam começar pela duplicação da BR-287 e da ERS-509, né?


