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Feliz 2012, ano eleitoral e bissexto

31 de dezembro de 2011 0

O Blog do Azevedo entre em férias neste mês de janeiro. Por isso, deseja a todos um excelente 2012. 

E, já que o nosso assunto principal é política, aguardamos um novo ano de muita negociação, tratativas e, por que não, puxadas de tapetes na definição das candidaturas nos municípios. Até fevereiro e obrigado pela audiência nos últimos 12 meses.

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A íntegra da entrevista de Ideli Salvatti

31 de dezembro de 2011 0

O saldo positivo de projetos do Palácio do Planalto aprovados pelo Congresso Nacional rendeu elogios da presidente Dilma Rousseff à ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, que termina o ano como o principal nome da articulação do governo federal com o parlamento.

Ideli conseguiu eliminar, ao mesmo tempo, as dúvidas que levantaram sobre o seu desempenho à frente da pasta e uma série de supostas acusações que não se confirmaram. Antes de viajar em férias por 15 dias, quando visitará a Turquia e a Rússia, a ministra fez um balanço das atividades à coluna. Acompanhe a íntegra da entrevista exclusiva.

Blog do Azevedo - No mesmo ano, ministra da Pesca e articuladora política do governo, foi uma mudança brusca?
Ideli Salvatti _
Na realidade aumentou, e muito, a responsabilidade. Pela oportunidade que me foi dada pela presidenta de estar ali no centro nervoso da decisão quase que cotidiana nos despachos, que, ao longo da semana, temos a oportunidade de estar acompanhando. A gente brincou que o núcleo duro virou o núcleo doce. Da Gleisi (Hoffmann), da Helena Chagas, do Gilberto Carvalho, que também é uma figura extremamente tranquila, quase uma monge tibetano. Então, eu acho que esta é uma mudança do dia para a noite. Você sai de uma função onde você tinha uma questão específica, um foco, para vir para o centro das decisões do conjunto do governo.

Como funciona o núcleo doce?
Ideli _
Houve o redesenho que foi uma mudança significativa no entorno da presidenta. Nós tínhamos, antes, um modelo mais centralizado em cima do (Antonio) Palocci e que, depois, da entradas minha e da Gleisi, junto com o Gilberto,  conseguimos, apesar de estarmos os três participando do conjunto das decisões, mas temos entre nós muito claramente definidas as tarefas. A minha tarefa é a relação institucional com Congresso Nacional, governadores e prefeitos. A tarefa do Gilberto é a relação com a sociedade: movimentos sociais, igrejas, tudo que tem dinamismo na sociedade. E a Gleisi no trabalho da coordenação mesmo de governo, de articuladora dos projetos, dos programas, do controle da máquina, cobrança e monitoramento. A partir do momento que a gente conseguiu estabelecer esta definição de tarefas, uma das coisas que foi visível é de que também sem qualquer tipo de disputa. Temos uma harmonia de relação.

Passar de parlamentar para o Executivo, representa o quê?
Ideli _
Cada situação tem os seus desafios e suas dificuldades. É muito difícil você fazer comparações com situações tão diferenciadas. As pessoas que me conheciam na minha atividade de parlamentar estranhavam e diziam: Não vai dar conta, porque se comportava dessa ou daquela maneira. Mas você tem a sua atuação dependendo do espaço e do desafio que você tem a vencer. Eu tenho muita clareza que a minha atuação como sindicalista foi muito diferente da minha atuação parlamentar. E a minha atuação de parlamentar muito diferente da minha atuação de executiva.

Dá para comparar, neste primeiro ano, as diferenças nos estilos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff?
Ideli _
Eu não vivi no cotidiano o governo do presidente Lula. Estava posição de liderança, numa posição de governabilidade, mas eu não estava no cotidiano. Eu vou dizer mais o que as pessoas que passaram ou as que estão nos dois, como o Guido Mantega, Paulo Bernardo, afirmam. Tem um diferencial que é o fato da presidente Dilma conhecer a estrutura, a dinâmica, o funcionamento dos programas com a profundidade que o presidente Lula não tinha, que tinha uma linha mais de orientação, de dar diretrizes, delegar e fazer as coisas acontecerem. A presidenta Dilma, como ficou oito anos no governo, muitos deles na Casa Civil, não há área em que ela não conheça na minúcia. Ela delega sabendo monitorar muito bem dentro de seu perfil executivo, gerencial.

Então ajuda ser um governo de continuidade?
Ideli _
Ajuda muito. Aliás, a presidenta diz isso reiteradas vezes. Que ela não teria condições de avançar, inclusive produzir propostas de políticas públicas, no sentido de avanço, se ela não tivesse tido o acúmulo e a experiência que teve no governo. Isso fica claro no enfrentamento da crise econômica. A experiência do que foi o enfrentamento e os instrumentos que foram criados durante as crises de 2008 e 2009 têm sido preciosos para a presidenta. Os instrumentos não precisam ser criados por lei, a presidente encontra na prateleira e só pegar. Tanto que uma das coisas mais positivas, ao longo do ano de 2011, foi essa. A cada momento a crise ia se apresentando de uma forma e ela foi implementando.

Isso também colaborou na hora dos problemas com os ministros suspeitos de irregularidades?
Ideli _
Ela manteve uma posição extremamente coerente. A responsabilidade pelas explicações é do ministro. O ministro tem todo o apoio, mas deve prestar todos os esclarecimentos. Não tendo condições de fazê-lo, ela não titubeou.

Qual o momento mais difícil neste episódio que envolveu colegas de ministério?
Ideli _
Pra mim o momento difícil foi a história do PR (no Ministério dos Transportes), por ter sido o primeiro que eu enfrentei como ministra das Relações Institucionais. Eu estava chegando, readequando a Secretaria ao meu estilo a minha maneira de agir. Estávamos readequando o quarto andar (do Palácio do Planalto), como a gente chama, Casa Civil, Relações Institucionais e Secretaria Geral. Foi uma situação onde você estava arrumando a casa e fazendo um ajuste. Porque a bancada do PR é significativa na Câmara, quase 40 deputados federais, e uma bancada grande no Senado, são sete, oito, agora, pois um suplente assumiu. Se você não mantém a ponte com os parlamentares, dificulta.

E as denúncias que a envolviam? Quantas notas oficiais a senhora teve que divulgar?
Ideli _
Eu fiz todas as notas que foram necessárias. E fiz tudo com muita tranquilidade. Teve algumas denúncias que não tiveram a menor importância. Em todas eu tive absoluto apoio da presidenta. Em algumas reportagens a própria presidenta disse: "Não é nada. Não se incomode com isso. Vai trabalhar!"

Era difícil esperar todo o final de semana para saber qual seria a próxima denúncia?
Ideli _
Aliás, é algo que merece registro. Nós tivemos um ano de muita dificuldade internacional. Um ano onde qualquer cochilada, se demorasse uma semana para decidir qualquer ação, você teria consequências muito graves, e uma boa parte do tempo o governo se ocupava com coisas que, sob certos aspectos, têm relevância outras não têm. Mas, como diz a nossa presidenta, ossos do ofício. Aí aumenta a o aspecto positivo, pois apesar de uma situação internacional tão adversa, o Brasil termina o ano comemorando por estar entre as seis maiores economias do mundo, crescendo, gerando empregos e distribuindo renda. Com otimismo dentro do país e com uma presidenta que tem a maior avaliação positiva em um primeiro ano de mandato e dentro daquilo que lhe compete com um apoio congressual significativo.

O governo aprovou tudo o que quis no Congresso?
Ideli _
Praticamente tudo. Mesmo matérias que ficaram para o ano que vem, como o Fundo de Previdência, o Código Florestal, já ficou tudo redondinho, como data marcada para votar.

A aprovação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) está incluída?
Ideli _
  A DRU eu considero milagre. Nós já devemos ter perto de 70 emendas constitucionais de 1988 para cá. Tenho a certeza absoluta: nenhuma delas tramitou no tempo que nós conseguimos tramitar a da DRU. Emendas de quatro meses passar na Câmara e no Senado, sem ferir nenhuma item do regimento. Como ameaçava e fizeram o recurso judicial, não quebramos o regimento, nem da Câmara nem do Senado. pela minha experiente de oito anos de Senado e oito anos de Assembleia Legislativa, aprovar uma emenda constitucional no Congresso sem mexer em uma quebra de regra regimental  é um verdadeiro milagre.

Foi a sua maior vitória na articulação com o Congresso?
Ideli _
Não tem a menor dúvida. Foi monitorada no cronômetro. Aí tivemos apoio das lideranças dos partidos. Todos entenderam o que era. E teve um momento, uma decisão difícil, que a atuação da presidenta foi decisiva. Na Câmara, havia uma pressão de parlamentares da base em fazer uma acordo para a oposição parar de obstruir, de prorrogar por apenas dois anos. E a presidenta disse não. Se a gente não tiver capacidade de convencer que, num momento como este, que não sabemos se a crise estará debelada em dois anos, não podemos estar nesta situação de novo neste prazo.

A DRU é um bom remédio contra a crise mundial?
Ideli _
É pelo que significa. Foi divulgado que o governo tem 20% para gastar onde quiser. Não é onde quiser. Porque o dinheiro que deixa de ficar vinculado tem que ser determinado no Orçamento onde será aplicado. É gastar com flexibilidade. No momento de crise será decidir: aumentar o investimento ou fazer equilíbrio fiscal. Mas sempre aprovado pelo Congresso.

A presidente Dilma aproveitará a eleição para mexer postos na reforma ministerial?
Ideli _
Olha, isso está na cabeça dela. Só na cabeça dela, pelo que eu sei. O que fará, quando fará, quanto mexerá, são posições dela. Eu acho que entre uma molhadinha de pé e outra na Bahia, deve estar meditando muito.

A notícia do câncer do presidente Lula abalou o governo?
Ideli _
Mexeu emocionalmente com todos nós. O que era de gente lacrimejando porque o Lula é uma paixão. Tanto que, em uma das últimas reuniões de coordenação, que nós fizemos com a presidenta, o vice (Michel Temer), vários ministros e nossos líderes, da Câmara e do Senado, aí a Dilma saiu para atender um telefonema na sala ao lado. Quando voltou, voltou marejada, foi quando o Lula recebeu aquela notícia de que a quimioterapia já tinha debelado 75% do câncer.

O Palácio do Planalto já definiu a prioridade para 2012?
Ideli _
Nós vamos ter dois debates no Congresso que teremos que fazer e equacionar. É a questão dos royalties do petróleo, que é o problema mais delicado porque da forma como está colocado o debate, se o recurso é do Brasil ou é dos estados produtores. Mas tudo isso tem a ver com o pacto federativo, a questão tributária. Tem a história do ICMS, do incentivo à importação. Tem a do Fundo de Participação dos Estados, que o STF já derrubou, só vigora até 2012. A partir de 2013 tem que existir uma nova fórmula de distribuir.

Então é o ano da sonhada reforma tributária?
Ideli _
A reforma tributária pode trespassar tudo isso. A presidente tem clareza que não faremos reforma tributária naquele conjunto amplo geral e irrestrito. Será fatiada. Já tivemos uma aprovação importantíssima, que foram as alterações nas micro e pequenas empresas, o empreendedor individual, que foi uma reforma de capilaridade e eficácia porque você tem a maior parte dos empregos gerados, das empresas existentes. E, na medida provisória do Brasil Maior, tem uma das coisas que considero fundamental para sustentar a reforma tributária que são as experiências que estão sendo feitas em alguns setores de redução da carga tributária na folha de pagamento. Foi feito em alguns setores, tem impacto significativo  na previdência se não for bem monitorado, mas acho que, ali, haverá avanços.

A eleição municipal irá interferir na agenda do Planalto?
Ideli _
Interfere por conta de que boa parte dos prefeitos candidatos à reeleição nos acionam. A perspectiva das alianças eleitorais no município elas seguem regras muito particulares, não as regras das alianças nacionais dos partidos. Partidos que nós temos boa relação no Congresso, nos ajudam, mas quando chegam na eleição, muitas vezes, o clima é de guerra total. Acho que nós vamos ter o primeiro semestre muito agitado por conta disso. Depois, entra no normal da eleição e arrefece.

E como vê o cenário para o PT catarinense?
Ideli _
O cenário de Santa Catarina considero em mutação, e não está tão claro nem delineado. Eu tive esta sensação no palanque da inauguração da SC-401. Parecia que tinha retrocedido uns 30 anos na política de Santa Catarina. Ou seja, a articulação e a proximidade, além do comando, muito parecidos com algo muito conservador que a gente já vivenciou. Aquele palanque da SC-401 tinha um visual de Arena. Isso pode ser só uma impressão, pode ser que sim, pode ser que não.

É a confirmação de que está difícil ser oposição no Estado e no país?
Ideli _
Ser oposição nunca é fácil. Por isso que eu não quero voltar a ser, tá. Mas o PT em Santa Catarina tem um desafio bastante grande. Acredito que a diretriz tirada pela direção nacional, e reafirmada pela executiva do partido, é absolutamente adequada. Temos aqui um trabalho de manter as prefeituras que a gente governa. Nós temos que recuperar prefeituras que já governamos. E onde a gente não tiver nem possibilidade de manter nem de recuperar a disputa tem que dar lugar a alianças dentro da base de relacionamento partidário, a partir do desenho nacional. Em 2012, a diretriz do PT é muito clara: fortalecimento do partido.

Seria a questão de Florianópolis?
Ideli _
Em Florianópolis, apesar dos nomes serem excelentes, mas eu acho que uma avaliação, bem pé no chão, nos obriga a ter uma política de alianças.

Qual seria a sua preferência?
Ideli _
Nós podemos tanto ir com o PC do B quanto com o PMDB. Não tem nenhum problema dentro da nossa política de alianças nacional. O PMDB tem o vice-presidente e tem sido nosso parceiro. E o PC do B é nosso aliado histórico, desde a primeira vez que a gente entrou em uma eleição. O nosso problema é saber o que é mais adequado. Para o PT da Capital, uma aliança com o PC do B unifica mais o partido. Eu também tenho dúvidas sobre a potencialidade de uma aliança. Há cinco ou seis meses, a candidatura do PMDB era um nome. Agora, em vez de consolidar dividiu. Eles estão disputando. Tem vários nomes. E, ainda, o prefeito, no discurso da SC-401, insinuou aliança com o PSD, quando o Cesar Souza Junior estava ao lado do Gean Loureiro. A gente não sabe o que o PMDB está afim de fazer.  

A senhora aprova esta ideia de prévia em janeiro?
Ideli _
Nem um pouco. Zero. Aliás, menos 13. Eu já disputei prévia e não consigo vislumbrar nada que uma boa conversa não possa fazer mais e com menos resultado negativo do que uma prévia.

É certo dizer que seu relacionamento é muito mais do que cordial com o governador Raimundo Colombo e com o senador Luiz Henrique?
Ideli _
Mantive durante o meu período de senadora um relacionamento muito ativo com o governo do Estado. O governador Raimundo Colombo é difícil de mostrar o que ele realmente pensa. Às vezes, acho que o governador tem uma comportamento de não se demonstrar. E a parceria que eu fazia como senadora com o ex-governador Luiz Henrique, e, depois, com o ex-governador Leonel Pavan, é a mesma que eu faço em termos de projetos do Estado com o governador Colombo.

A senhora vê Colombo e Luiz Henrique como aliados do Planalto?
Ideli _
Sim. O senador Luiz Henrique, por exemplo, foi um parceiraço no Código Florestal. Surpreendentemente parceiro. Tenho que confessar, eu fique muito assustada quando ele foi designado relator em três comissões. E foi maravilhoso. O trabalho dele, como o do relator Jorge Viana (PT-AC), fez com eu comunicasse e a presidente Dilma tenha cumprimentado os dois.

E agora?
Ideli _
Vou viajar por 15 dias e, literalmente, esfriar a cabeça. Hoje (quinta-feira), olhei a temperatura na Rússia e estava - 7ºC. Eu e o (Jeferson) Figueiredo começamos a viagem por Istambul (Turquia).  


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"Puxão de orelha" no encontro entre Colombo e Miriam Belchior

28 de dezembro de 2011 0

O governador Raimundo Colombo foi a Brasília, nesta quarta-feira, para apresentar o plano de contenção de cheias catarinense à ministra Miriam Belchior (Plenejamento) e acabou por levar um verdadeiro "puxão de orelha".

A ministra cobrou de Colombo o que já fez com outros governadores. Enquanto o catarinense fazia um pedido para que parte do plano de contenção de cheias fosse incluído no Programa de Aceleração do Crescimento, Miriam alertou sobre o atraso no uso de verbas do PAC.

Lembrou que dos R$ 396,6 milhões destinados ao saneamento, coisa que não é só deste ano, 21% ainda não foram empregados por falta de projetos. Colombo determinou que o secretário Acélio Casagrande (Articulação Nacional) será o contato entre o governo federal e o estadual para acelerar o uso desses investimentos.

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Juro Zero emprestou R$ 2,8 milhões em 45 dias

27 de dezembro de 2011 0

Balanço anunciado pelo Badesc, nesta terça-feira, confirma que, nos primeiros 45 dias, o programa Juro Zero emprestou R$ 2.845.735 a  1.028 empreendedores individuais catarinenses. Os números foram fechados no último dia 23 de dezembro.

O programa prevê a liberação de  um valor médio de R$ 2.768,22 para cada pessoa que se habilita. Segundo o presidente do Badesc, Nelson Santiago, a boa notícia é que, além do sucesso da medida, os recursos chegam a todas as regiões do Estado. O maior número de beneficiados está em Lages (78), Joinville (63), Blumenau (48), Chapecó (46) e Florianópolis (40).

Mas o programa, um parceria entre Badesc, Sebrae e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável, também registrou números significativos, entre as 10 cidades que mais procuraram os financiamentos, em Jaraguá do Sul, Rio do Sul, São José, Brusque, Criciúma e São Miguel do Oeste.   

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Dário foi bem em pesquisa do Ibope e não sabia

27 de dezembro de 2011 1

Se não fosse o engenheiro Valter Gallina, ex-secretário da Grande Florianópolis, o prefeito Dário Berger (PMDB) não saberia que se saiu bem em uma pesquisa do Ibope, encomendada pelo Grupo Bandeirantes, que avaliou os nove principais prefeitos de capitais brasileiras. Dário ficou com 56% no item aprovação (4º lugar) e com 37% (5º lugar), entre ótimo e bom, no quesito onde os entrevistados classificaram as administrações. A pesquisa foi divulgada na última sexta-feira.

O prefeito de maior aprovação, afirma o Ibope, foi Eduardo Paes (PMDB), do Rio de Janeiro, com 68%, seguido de Márcio Lacerda (PSB), de Belo Horizonte, com a mesma pontuação. Quanto ao conceito dado às administrações, Márcio obteve 54% _ entre ótimo e bom _, enquanto Luciano Ducci (PSB), de Curitiba, e Paes, do Rio, aparecem ambos com 46%. José Fortunati (PDT), de Porto Alegre,  obteve 40%. O Ibope ouviu 10.878 entrevistados nas principais capitais, entre 3 e 6 de dezembro.

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Lei catarinense sobre trânsito é questionada no STF

26 de dezembro de 2011 0

A Lei catarinense de 2006, que dispõe sobre a delegação que o Estado dá para o serviço de formação de condutores, por até 15 anos - por contrato ou por concessão -, é motivo de uma ação direta de inconstitucionalidade porposta pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no Supremo Tribunal Federal.

Gurgel considera que, em determinados dispositivos, a lei estadual fere matéria reservada, de forma exclusiva, à União. E também porque converte uma atividade econômica em serviço público.


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A entrevista completa de Esperidião Amin

24 de dezembro de 2011 0

O Blog passa a publicar a íntegra das entrevistas da edição (conjunta de sábado e) de domingo do Diário Catarinense. Sempre há algo interessante que não resiste à edição no espaço da página.

A primeira será a reportagem feita com o deputado federal e ex-governador Esperidião Amin. Confira.


Parlatório Esperidião Amin

O deputado federal e ex-governador Esperidião Amin manterá a postura crítica em relação ao apoio que a bancada do PP na Assembleia dá ao governo de Raimundo Colombo. Com um relacionamento cordial com o atual inquilino da Casa d'Agronômica, Amin mira no governo de continuidade, herdado do PMDB. Ele também comenta a volta ao Congresso Nacional, a turbulência pela qual a bancada federal pepista passou e as eleições de outubro de 2012.

O que mudou no Congresso desde a última vez que o senhor o frequentou?
Esperidião Amin _ Neste período histórico, a grande mudança foi que o PT chegou ao governo e ficou muito parecido com o Partido Progressista.

Como se nota esta mudança?
Amin _ Responsabilidade. O grande ponto de convergência é esse. Chegar ao governo significa testar os sonhos.

O momento turbulento na bancada do PP na Câmara atrapalhou a sigla?
Amin _ Não chegou a atrapalhar. Na última quarta-feira, foi o último café da manhã do ano. Casualmente coincidiu como meu aniversário. Na quarta anterior, dia do Santo Esperidião e do aniversário da presidente Dilma Rousseff, nós tivemos a eleição do líder. Fato comum para os partidos que estão acostumados, nós não. Foi a vitória da sensatez e da democracia. Elegemos, por unanimidade, o líder Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Nós harmonizamos as nossas diferenças. Elas continuam existindo, mas convivem.

Foi um amadurecimento?
Amin _ Não conversávamos, fazíamos a escolha do líder por lista. Mudamos isso em agosto (com foi substituído o então líder, o paranaense Nelson Meurer) e dissemos: é para mudar o método. Passamos a ter um diálogo mais frequente. E chegamos ao ápice entre 14 e 21 de dezembro. Tinha pouco deputado, mas não interessa. Representantes da ala vitoriosa e a da ala que teria sido derrotada, estavam convivendo harmoniosamente.

E o relacionamento com o deputado João Pizzolatti?
Amin _ O meu relacionamento com ele não mudou. Ele é que mudou. Foi um grande passo que ele deu nos ajudando no dia 14 a chegar neste estágio de harmonia na diferença. Você não tem conhecimento de uma notícia que eu tenha plantado criticando a postura dele. Agora, a recíproca eu não sei se é verdadeira. Mas não quero fazer contabilidade. Eu o chamei, durante a reunião, e disse: Você vai ter que ajudar. Vocês querem um documento de apoio ao ministro Mário Negromonte (Cidades), a Dilma tanto não gosta que peçam para sair, mas gosta menos ainda se pedir para ficar.

Por que o senhor tem sido a voz crítica ao apoio da bancada na Assembleia a Raimundo Colombo?
Amin _ Porque este apoio não pode ser um apoio crítico e restrito ao atual governo. Este apoio está inserido no contexto de virtualmente aceitar o que aconteceu nos oito anos em que nossa bancada exerceu um papel fulgurante de oposição. Então, isso é ruim.

Onde está a incoerência?
Amin _ Educação, nós criticávamos. Ao dar o apoio ao Raimundo nós temos que ter a atitude de apoiar a compressão de uma plano de carreira que nós fizemos. Isso é ou não é uma incoerência? Faz parte da política. O mesmo vale para a segurança e para a saúde. Então, perder a possibilidade de fazer esta crítica é uma coisa que o partido não pode fazer. Independente da relação. Vamos ser bem claros: o Raimundo Colombo tem uma relação cortês comigo, com a Angela, porque não é de hoje. Eu não quero falar mal do Luiz Henrique, mas é diametralmente diferente do relacionamento com o governo dele. Mas não é pessoalmente a mim, é em relação ao partido. Eu tenho chamado a atenção para distinguir, o que é muito difícil de distinguir. Por isso eu aceito esta expressão de ser a voz crítica.  

Existe um ponto de equilíbrio?
Amin _ Eu acho que nós temos que dar apoio ao Raimundo até para reduzir o poder de pressão do maior de todos os partidos de Santa Catarina, que é o PMDB. Que jamais aceitará este tipo de crítica. Esta aproximação é mais do que natural, e quem mais ganha com isso é o Estado por que liberta, um pouco, o governador. reduz o preço que ele paga, e não é pouco, por ser um governador de continuidade. Isso eu já disse para ele. Eu também já fui eleito como governador de situação.

E o cenário político em Florianópolis?
Amin _ Como em toda a eleição municipal, governo e oposição miram na cidade e na prefeitura. É muito complicado para o meu partido, ainda que a minha relação pessoal com o Gean Loureiro, que trabalhou no meu governo; com o Rodolfo Pinto da Luz, que trabalhou no meu governo, seja cordial até. É complicado apoiar o candidato da situação. Não é o Dário. O Dário não é candidato. Tudo indica, né. Com este TSE tudo é possível, basta ter uma consulta.

Então, como fica?
Amin _ Eu não sei se o PSD tem a mesma dificuldade de apoiar o atual governo. Por isto, estarmos com o PSD é perfeitamente possível. Desde que seja em um projeto de mudança. Pelo que eu percebo, estar com o PP é a prioridade do PSD de Florianópolis. Eu não vejo o nome mais comentado, o Cesar Souza Junior, ou o outro mais comentado, o do Paulinho Bornhausen, não estou escolhendo nomes. O Cesar Souza Junior se apresenta como candidato de oposição.

No projeto PP e PSD precisa ter a grife Amin na chapa?
Amin _ Não. Eu estou falando de partido. O condicional é muito mais para o PSD. Eu não vejo nenhuma dificuldade do PSD apoiar o Udo Döhler em Joinville e o PMDB apoiar o Cesar Souza Junior aqui. Só não sei se nas internas isso é fácil.

Existe um ponto fundamental nesta construção de candidatura?
Amin _ O que eu vejo é que esta candidatura de mudança não pode ser isolada. Tem que ser a candidatura de uma coligação forte. Harmoniosa, apesar das diferenças internas. E eu acho que não pode ter cinco candidaturas.

Então Angela e Esperidião Amin não estão no páreo?
Amin _ Não estou tirando nem botando ninguém. A eleição de 2010 mostrou a necessidade de haver coligações fortes. Mudou o conceito, não é quem larga na frente na pesquisa que chega. A Angela não foi bem na eleição do ano passado, mas fez o dobro dos votos dos candidatos a deputado. O Raimundo foi bem, mas fez 200 mil votos menos do que os deputados da sua coligação. O nome da Angela, pelo resultado da única pesquisa que se conhece publicamente, está em primeiro lugar. Então não pode ser desprezado. Aliás, desconsiderar esta manifestação é uma desconsideração com o povo.

O PP conversa com o PSDB?
Amin _ Isso está aberto. Resta saber se o PSDB se enxerga como continuidade ou oposição.

E com o PT?
Amin - Sim. Mas estar com o PSD é uma coisa que exclui a outra. O PT está nesta situação de fazer prévia. Depende da decisão que o PT tome. Se caminhar com uma candidatura e com uma proposta de oposição, tem que ser conversado com eles. Eu defendo que o número de candidaturas seja a menor possível, outra lição de 2010.  

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Merisio assina a redação final do orçamento do Estado

22 de dezembro de 2011 0

Uma semana depois de ser aprovado em plenário, o presidente da Assembleia assinou, nesta quinta-feira, a redação final do Orçamento do Estado para 2012. Havia divergência de R$ 20 milhões a mais entre os valores estabelecidos pela LDO e pelo PPA e o que constava no orçamento aprovado.

O deputado Gelson Merisio disse que obteve sinal verde do coordenador do orçamento no legislativo, o fiscal da Fazenda aposentado e ex-deputado Antônio Carlos Vieira, Vieirão. A mudança nos valores deve-se, segundo Merisio e o colega Gilmar Knaesel (PSDB) - relator da matéria -, às rubricas sobre emendas que constavam na lei de diretrizes e no plano plurianual e que foram atualizados na redação final. 

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Caramori fecha acordo com 14 partidos em Chapecó

22 de dezembro de 2011 0

O prefeito de Chapecó, José Caramori (PSD), anunciou que 14 partidos irão compor a aliança com o PSD para a candidatura dele à reeleição. A coletiva foi na manhã desta quinta-feira.

PDMB, PP e PSDB estão entre os aliados anunciados. Com a divulgação do acordo, o PT e o PC do B ficaram isolados. Na leitura do grupo de Caramori, os recentes ataques partidários em função do assassinato do vereador Marcelino Chiarello levaram à formação do grupo que apoiará o prefeito pessedista. 

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Sindicato dos servidores da Administração emite nota

21 de dezembro de 2011 3

Funcionários da Secretaria Estadual da Administração, do Iprev e da Procuradoria Geral do Estado ficaram sem a esperada reposição prometida pelo governo. Nesta quarta-feira, o sindicato que representa os servidores da Administração emitiu nota sobre o assunto. Leia na íntegra.

NOTA SERVIDORES DA SEA

Os servidores da Secretaria de Estado da Administração - SEA manifestam a sua decepção no tratamento dado a suas reivindicações salariais, tanto pelo Governo do Estado como por alguns Deputados Estaduais, no decorrer deste ano.

Como é de conhecimento público, os últimos governos adotaram como política salarial a concessão de gratificações e abonos distintos por categoria.

No ano de 2010 o Governo do Estado editou Medidas Provisórias que instituíram benefícios salariais a diversos órgãos do Estado. No entanto, os servidores da SEA não foram contemplados.

O Sindicato dos Analistas da Secretaria de Estado da Administração – SINDIASEA, em conjunto com a Associação dos Servidores da SEA – ASSEA,  buscou  juntamente com o Secretário de Estado da Administração a elaboração de um novo projeto de lei contemplando a categoria de servidores da SEA.

No mês de novembro do corrente, houve consenso do Grupo Gestor para o envio da matéria ao Legislativo. No entanto, para nossa surpresa, o projeto de lei não foi encaminhado, tendo como motivos a inviabilização e a indisposição dos Deputados em receber, apreciar e aprovar a matéria, o que nos causou estranheza, pois vários Deputados tinham manifestado o apoio à nossa causa.

Diante disso, retomamos as negociações com o Secretário Milton Martini, que apresentou proposta reduzindo o valor para 42% do pretendido e a previsão de que o pagamento seria feito em 3 (três) parcelas, que foi aceita pelos servidores e reiterado pelo Senhor Governador do Estado. Porém, novamente fomos surpreendidos pelo não encaminhamento.

Vale lembrar  que a Secretaria da Administração é responsável pela Gestão de Pessoas, Centro Administrativos (Prefeitura), Materiais e Serviços, Patrimonial, Governança Eletrônica, Plano de Saúde, Ouvidoria Geral, Sistema Integrado de Recursos Humanos, Imprensa Oficial e Editoração, Controle de frota, passagens, locação de mão de obra, aluguel de carros e vem economizando com ações de normatização aos cofres públicos no ano de 2011 que finda,  na telefonia fixa 64%, portal de Compras 21%,  Capacitação à distância 97%,  pregão eletrônico quase 1,5 milhões de reais em um único pregão, a previsão é 31,82% na utilização da nova modalidade e outras.

Desde 2006 não tivemos aumento salarial (zero por cento) e no ano de 2010 obtivemos, juntamente com os demais órgãos do quadro administrativo, a descompactação da tabela salarial no percentual de 1% (um por cento) integralizado em quatro parcelas.

Para o Governo do Estado, a imagem fica comprometida e nos coloca a suspeita da palavra empenhada.


 Mauro Souza da Cunha                                          

 Presidente do SINDIASEA                                             

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