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Das ondas às pistas: conheça a trajetória de uma ultramaratonista

26 de maio de 2013 4

Que tal aproveitar o domingo para conhecer uma pessoa que admiro muito no mundo da corrida? A jornalista Daniela Santarosa tem 36 anos, 18 deles dedicados às pistas.

Conheci ela na Redação da Zero Hora, era editora do Caderno Vida. Sabendo da experiência da Dani, eu fazia algumas paradas estratégicas na mesa dela para falar dos treinos e garimpar algumas dicas.

Ela venceu (sozinha) a Travessia Torres Tramandaí dois anos seguidos. Uma distância de 81.240 metros. Neste ano, superou o próprio recorde e terminou a prova em 7h48min. Em abril, ainda completou 100 quilômetros no meio da mata na Patagônia Run.

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A seguir, confira a entrevista com a jornalista Daniela Santarosa.

Quando tu começaste a correr?
Há cerca de 18 anos, para suprir um pouco da necessidade que tinha que fazer esportes ao ar livre. Gostava mesmo era de surfar, minha paixão desde os sete anos. Mas como o Guaíba não tem onda. Calçava os tênis e fazia o trajeto da minha casa até o Colégio Anchieta, onde estudava, e rodava na pista de atletismo até cansar. Foi aí que comecei a sentir os efeitos positivos da corrida e fiquei viciada!

Como foi tua aproximação com a corrida?
Na época, quase ninguém que eu conhecia disputava provas de rua. Me aproximei naturalmente, por ter uma relação forte e íntima com a vida esportiva. Desde os três anos, quando comecei a fazer ballet clássico, até hoje, não lembro de ter ficado um mês sem fazer uma atividade física intensa. Foi natação, patinação, bike, surfe, academia. Minha energia sempre foi para o esporte. Mas lembro que comecei a levar mais a sério quando, na primeira prova que disputei (rústica, 8km, em 1998), já tive um bom desempenho: fiquei em oitavo lugar, o que me deixou bem satisfeita e sinalizou de que eu poderia servir para a coisa.

Que cuidados tu tens antes de correr?
Calçar os tênis do lado certo (risos). Passo protetor solar no verão, mas no inverno procuro me certificar da temperatura e usar roupas adequadas. Mas não tenho frescura nenhuma, não.

Quais os benefícios que a corrida traz para ti?
Daria para escrever um livro a respeito! Sou uma apaixonada pelo esporte e digo que não existe um exercício tão eficaz para o condicionamento físico e também mental. Creio que, assim que vamos evoluindo, percebemos que as mudanças são muitas: mais disposição, energia, bom humor. e, claro, há os benefícios para a saúde. Você gasta bem menos em remédios. Claro, tudo isso depende de cada pessoa, mas no meu caso, não há, até o momento, um malefício.

E as provas, começaste logo em seguida?
Depois de algum tempo correndo sem objetivo, procurei provas para disputar. Acho elas muito boas para isso: deixarmos de correr sem um motivo forte para baixarmos tempo, aprimorarmos técnica.

E o pódio, quando veio?
Não lembro quando subi no pódio pela primeira vez. Sei que meu primeiro lugar foi numa meia maratona noturna (21km), com o tempo de 1’30”. Devem fazer uns seis ou sete anos.

Em que momento tu pensaste em correr longas distância?
Conversando com outros “loucos’. Fiz a Travessia Torres Tramandaí (TTT) em duplas há três anos, quando vencemos, eu e o Luciano D’Arriaga, meu parceirão de provas. Aí, fomos confabulando, um botando pilha no outro até que estreei em 2012 no solo e faturei o primeiro lugar. Aí, vi que era capaz, não sei se por uma propensão genética, pelo background de treinos ou um conjunto de fatores. Percorrer distâncias maiores é um exercício também mental, e acredito que está dentro da mente esse difeAs corencial. Porque chega em determinados momentos, você não tem mais perna, não tem mais energia. O que sobra é a gana de cruzar a linha de chegada. E quando você a cruza, não quer saber de outra coisa.

Na Patagônia, neste ano, quando percorri 100km na mata, saindo à meia-noite no escuro, com uma lanterna na cabeça e temperatura abaixo de zero, percebi que a coisa estava ficando séria. De 24 mulheres, só 13 chegaram. E só rata de montanha, ao contrário de mim, que tinha ZERO de experiência! Foi, sem dúvida, minha maior vitória ter completado a prova sem nenhuma lesão. Jamais vou esquecer do quanto sofri lá!

Qual o conselho que tu dá para quem está iniciando na corrida?
Pense em qual seu objetivo e vá em frente. Não precisa pensar que vai correr uma maratona no primeiro ano de treino. Saiba que é um trabalho de formiguinha, que você terá que ter determinação e disciplina. Para virar um corredor de verdade, há de se ter regularidade e estar com a saúde em dia. Por isso, a importância de procurar ajuda de que entende do assunto. Hoje, não faltam alternativas, algo que não existia há 15 anos. O importante é não ter medo de experimentar, não importa a idade. As recompensas são incomensuráveis!

Comentários (4)

  • Luciano D’Arriaga diz: 26 de maio de 2013

    Conheço esta guria muito bem, nosso exemplo de determinação e coragem.
    Parabéns pela matéria e principalmente para esta guerreira…Dani Santarosa!!!!

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