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Conheça os 10 benefícios da alimentação viva, que ajuda a emagrecer

08 de julho de 2013 17

Você já ouviu falar na alimentação viva? Trata-se de um estilo de vida que encara a alimentação, a vida e a natureza dentro de um contexto muito amplo.
Optar por esse tipo de alimentação, explica a nutricionista Juliana Rocha, não significa abdicar do prazer e encarar um conceito radical. Representa comer mais frutas e vegetais, e também saber a forma correta de se preparar esses alimentos. Dentro dessa filosofia, existem vários níveis de adeptos.

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Os níveis dos seguidores
- 100% crudivoros (que consomem alimentos 100% crus) e, que por esse motivo, devem ter um cuidado muito maior e mais amplo em relação à ingestão e absorção de nutrientes.
- Os que comem 70% dos alimentos crus e 30% cozidos, sendo veganos ou incluindo ovos e derivados de leite e até peixe.
- Aqueles que estão em transição e que incluem somente o habito de tomar suco verde e comer saladas cruas no almoço e jantar, por exemplo.

Juliana Rocha acaba de retornar dos Estados Unidos, onde se formou chef de cozinha e instrutora de raw food (alimentação viva). A seguir, confira as dicas (preciosas) da nutricionista.

ALIMENTAÇÃO VIVA
Preza pela comida vegetariana/vegana, orgânica em sua maior parte, não-cozida, onde os alimentos estão no seu estado natural, sem serem processados e refinados. É baseada no conceito de que as altas temperaturas destroem os nutrientes e os fitoquímicos, que são fundamentais para a saúde. Esse tipo de alimentação regula o corpo, restabelece as funções fisiológicas e equilibrar o terreno biológico, principalmente naquilo que diz respeito à saúde do sistema imunológico e nervoso.

O QUE SE COSTUMA COMER
Comemos tudo aquilo que a natureza oferece e ainda temos instrumentos para potencializar esses alimentos, como o processo de fermentação e germinação, assim como técnicas especiais para criarmos verdadeiras replicas de alimentos que são familiares, com aromas, texturas, odor e cor, mas na versão raw. É permitido comer tudo aquilo que vem da natureza e que não vem de origem animal. Frutas, verduras, sementes, oleaginosas, óleos essenciais, frutas secas, sementes germinadas.

O QUE NÃO É PERMITIDO
Muitos seguidores, como eu, comem 70% cru e 30% cozido e ainda incluem peixe de boa qualidade e ovos orgânicos. Outros comem o mesmo percentual, mas são veganos – não incluem nem mesmo o mel na alimentação). Os mais radicais comem 100% cru. Mas, seguindo o princípio clássico da alimentação viva, inclui aquilo que a natureza nos oferece de forma integral. Portanto, alimentos refinados, pães, massas, farinhas, leite, derivados de leite, açúcar e carnes não estão inclusos.

SUPERNUTRIENTES PARA O CORPO
Por incluir todos os vegetais, sementes germinadas, alimentos fermentados, orgânicos, a alimentação viva tem capacidade de fornecer uma gama de nutrientes e supernutrientes que uma alimentação convencional. Além de prevenir e ajudar no tratamento de doenças como câncer, diabetes, depressão, doenças cardiovasculares, hiperatividade, déficit de atenção, esclerose.

IMPORTÂNCIA
Regula o terreno biológico e a bioquímica. Além de fazer o sistema digestivo funcionar melhor, as bactérias intestinais são trocadas, o sistema imune é fortalecido, desintoxica o fígado e aumenta todas as vias de excreção de substâncias tóxicas do corpo. Fornece gorduras, vitaminas, minerais, enzimas e a água que o corpo tanto necessita.

AJUDA A EMAGRECER
Mesmo que o paciente coma muito bem, inclusive alimentos calóricos como nuts (oleaginosas), azeites e óleos essenciais, o emagrecimento ocorre. Primeiro por desintoxicar o corpo e, depois, por ocorrer uma restrição calórica natural. É uma alimentação tão rica em nutrientes, que o corpo passa a se regular de forma única e acabamos comendo pouco. Come-se muito bem com muitos vegetais, sementes, óleos, e preparações deliciosas, mas ficamos satisfeitos de uma forma realmente intrigante.

10 BENEFÍCIOS DA ALIMENTAÇÃO VIVA
1 – Vitaminas e fitonutrientes – Previne doenças crônicas e melhora a função celular.
2 – Rica em clorofila – Substância presente em todas as plantas, de coloração verde, que, no homem, tem a capacidade de melhorar a circulação, fazer a oxigenação celular e é riquíssima em magnésio, que atua no processo de equilíbrio ácido básico do corpo.
3 – Enzimas - Ter uma alimentação rica em enzimas vegetais faz o corpo funcionar melhor e proporciona aumento de energia e melhora na digestão.
4 – Água - É capaz de hidratar muito mais o nosso sistema justamente por ser rica em vegetais. A água contida nos alimentos tem ligação químicas diferentes e, portanto, tem melhor absorção celular.
5 – Gorduras – A alimentação viva traz ao corpo os melhores óleos da natureza necessários para o funcionamento celular, melhorando funções neurológicas, prevenindo doenças inflamatórias. Não usamos gorduras saturadas, somente óleos de coco e de abacate, o próprio abacate, azeite de oliva, sementes de chia e linhaça, nozes e macadâmias. Todos esses óleos, com exceção do de coco, são sensíveis ao cozimento. Por esse motivo, sempre devem ser consumidos crus.
6 – Equilíbrio acido básico – A alimentação viva é totalmente alcalina, gerando a condição ideal para o sangue e, portanto, para o funcionamento celular.
7 – Frutas – Ricas em vitaminas, fornecem o sabor doce a muitos pratos, além de saciarem o paladar.
8 – Superalimentos verdes – Todas as folhas, assim como clorofila e spirulina, são riquíssimas em minerais e proteínas.
9 – Grãos - Por diversas razões antinutricionais, são consumidos com moderação, como a presença do glúten, por exemplo. Recomenda-se em baixas dosagens. Costumo indicar trigo sarraceno, trigo em grãos, grão de bico e lentilha. Sempre deixados de molho por 8 horas, escorridos e germinados ou desidratados até 60 graus.
10 – Antienvelhecimento – Isso ocorre pela restrição calórica que ocorre naturalmente com a alimentação viva.

O que não pode faltar na dispensa ou na geladeira de quem segue esse estilo de vida
Alimentos orgânicos, superalimentos como maca andina, spirulina havaiana, chlorella, pólen de abelhas, óleo de coco, goji berries, cacau orgânico, entre outros. Mas, o principal mesmo, são os itens de cozinha: liquidificador de alta potência, processador, coadores de tecido, faca de chef, desidratador.
Principais frutas - Limão, macas, laranjas, abacates, bananas e coco verde.
Vegetais – Couve, espinafre, alface, pepinos, salsão, salsa, abobrinha, cebola, tomate e pimentões.
Ervas – Menta, manjericão, alecrim, orégano.
Oleaginosas – Nozes, castanha do pará, amêndoa, macadâmia, semente de abóbora, girassol, linhaça e chia. Recomendamos deixar todas de molho por quatro horas e depois desidratar por mais 8 horas para eliminar fungos e fatores antinutricionais.
Grãos – Sarraceno, trigo comum, lentilha, grão de bico.
Manteigas vegetais – Manteigas de gergelim, amêndoa, e castanhas.
Óleos - Azeite de oliva, óleo de linhaça, óleo de coco extravirgem, óleo de gergelim não torrado
Sais – Sal rosa do Himalaia e sal celta.
Condimentos – Vinagre balsâmico, vinagre de maçã, shoyo, misso.
Temperos – Curry, cúrcuma, açafrão, gengibre, pimenta, alho em pó, noz-moscada, gengibre seco
Frutas secas – Ameixas, damascos e tâmaras
Adoçantes naturais – Agave, stevia, mel orgânico

Comentários (17)

  • João Inácio diz: 8 de julho de 2013

    Não estou aqui para trolar nem meter pedra. Mas, uma alimentação balanceada e integral, onde entrem carnes brancas e magras, mel, ovos, alguns laticínios, cereais integrais, verduras, etc já é o suficiente para um bom/excelente funcionamento do organismo. Fico os dois pés atrás com modismos vindos da Califórnia… Outra coisa, para ser adepto do crudivorismo, vc precisará de um acompanhamento constante de um nutricionista especializado no assunto e terá opções de compra/restaurantes, por exemplo, bem reduzida. Trocando em miúdos, vai sair MUITO, MUITO caro levar este estilo de vida. Apenas pessoas da classe A com muito tempo livre poderão ser adeptas em tempo integral do crudivorismo que, mesmo nos EUA, especialmente na Califórnia, ainda é um modismo relativamente caro. Desculpem-me, mas acho que incentivar uma alimentação balanceada num veículo de comunicação é algo muito além de se lançar a “última moda”, pretensamente saudável e que promete, ainda por cima, “fazer perder peso”. Acho muito, muito perigoso isso. Seria interessante que o blog ouvisse outros nutricionistas e médicos a respeito do crudivorismo que está a milhões de milhas de ser algo unânime mesmo entre veganos. Ah, sim, faltou falar das extremamente doloridas injeções de vitamina B -12, das quais nenhum vegano escapa… Precisar de uma injeção para se manter saudável é uma “prática natural”? É mesmo?

  • Patricia diz: 8 de julho de 2013

    Olá!!
    Gostei muito da matéria, principalmente por proporcionar o emagrecimento e pelo que entendi de forma natural sem aquelas dietas mirabolantes…
    Há algumas receitinhas usando essa forma? como fazer, como adaptar esse estilo na alimentação diária?

    Grata

  • Luís Artur diz: 8 de julho de 2013

    Concordo plenamente com o contra ponto do João Inácio, acho que estas dietas restritivas não levam a lugar nenhum além de serem caras. O segredo está em uma dieta balanceada, sem deixar nenhum grupo alimentar de fora e atividades físicas regulares, com certeza isto é muito mais eficaz para se obter um corpo saudável.

  • Sarma Pure diz: 8 de julho de 2013

    O trabalho da Juliana traz coisas novas a mesa permitindo as pessoas inteligentes, atraves do raciocinio e da aceitacao de suas ignorancias diante do assunto, um novo desafio pra que busquem mais informacoes e elaborem suas proprias ideias sem os tradicionais conceitos e preconceitos impostos. Afinal, sabedoria eh o que realmente eh necessario pra vida da gente.

  • Ana diz: 8 de julho de 2013

    Adorei a matéria! Em Porto Alegre o único restaurante que sei que dispõe de algum prato vivo é o La Rouge, onda a Lasanha viva é fantástica. Poderiam dar dicas de outros lugares, se houver.

  • Barra de Cereal » Arquivo » Nutricionista recomenda quatro receitas leves e deliciosas diz: 8 de julho de 2013

    [...] Gostou das dicas da nutricionista Juliana Rocha sobre a alimentação viva? [...]

  • Andresa Aliardi diz: 8 de julho de 2013

    Aline, tenho acompanho o blog e gostado bastante, sei que essa matéria de hoje é a respeito de UMA opção diferente, mas acho legal se você abordar orientações mais práticas e baratas, pois quando começa com mta restrição, acaba que sempre é tudo mto caro, acessível para poucos, e acaba sendo o que a maioria dos sites e blogs mostra.

  • Leonardo diz: 9 de julho de 2013

    Parabéns pela matéria, muito interessante, já tinha lido a respeito e acho que sim podemos seguir algumas dicas. Não tem nada de moda californiana como alguém comentou aqui, trata-se de um estilo de vida. Achar que por se tratar de um veiculo de comunicação temas como esse não podem ser abordados é muita ignorância. E ser caro ou não é muito relativo. Reclamamos dos valores dos orgânicos mas pagamos praticamente os mesmos valores, sem reclamar, por alimentos totalmente industrializados ou cheios de agrotóxicos.

  • Jéssica diz: 9 de julho de 2013

    Oi Aline! Também gostaria de ler dicas de alimentação mais saudável, porém mais próximas da nossa realidade. Aderir a essa ou outras opções de dietas restritivas, exige um acompanhamento muito rigoroso para evitar anemias ou faltas de vitaminas. Por isso, na minha opinião, podem representar um risco à saúde. Seria intressante ler materias sobre dicas de alimentação que nao funcionassem como um “cobertor curto”, fazendo bem para algumas coisas, mas trazendo outras preocupações.

    Obrigada!! :)

  • ISA diz: 10 de julho de 2013

    Olá
    Não entendi muito bem a parte das oleoginosas de molho, pq isto é necessário?

    Obrigada

  • Tom Cau diz: 6 de agosto de 2013

    Para aqueles que tem dúvidas e muitas crenças limitantes, como o João Inácio, sugiro que façam um curso com o Dr. Alberto Peribanez Gonzalez, um dos maiores especialistas em nutrição natural do Brasil e do mundo. Vejam o site dele: http://www.doutoralberto.com

  • Lauren diz: 9 de setembro de 2013

    Lendo alguns comentários, penso que devemos refletir muito sobre nossa alimentação. Na hora da doença, é fácil culpar a genética sem analisar o quanto nosso estilo de vida nos trai. Não sou contra o consumo de carne, laticínios, refinados etc, quer comer come, mas isso não deveria acontecer todos os dias nem em todas as refeições. Tenho lido relatos sobre povos como os Hunzas que viviam cerca de 140 anos à base de alimentos vivos sem saber o que é diabetes, câncer, doenças cardiovasculares etc. E nós ficamos felizes se chegamos aos 80, geralmente tendo feito alguma cirurgia ou enfrentando alguma doença “crônica”. Infelizmente, muita gente usa propaganda como meio de informação – e elas estão cada vez mais mascaradas em notícias enviesadas, uma pontinha na novela, uma pontinha no big brother etc. E nem vou falar sobre quem disse que é caro comer alimentos vivos – vcs já viram o preço da carne? Além disso, este fim de semana foi divulgado que pela primeira vez mais de 50% dos brasileiros está acima do peso – o que pensar sobre isso?

  • Jonas diz: 31 de janeiro de 2014

    João Inácio,
    Apesar do texto bem argumentado, suas conclusões são falsas e seus dados desatualizados. Existem diversos alimentos enriquecidos com vitamina B12 produzida através de culturas específicas de bactérias, além de suplementos alimentares. Não sou vegano, mas conheço muitos e nenhum deles toma injeções de B12. Além disso, o preço alto dessas formas de alimentação alternativas se deve exclusivamente ao fato da nossa cultura e economia não estarem amplamente abertas a elas (não há subsídios para a produção nem difusão deste conhecimento). Na realidade, a produção de alimentação crua, vegetariana ou vegana, etc., exige muito menos recursos humanos e naturais (em termos de água, uso do solo e tempo de trabalho) e poderia ser muito mais barata caso fosse mais amplamente difundida. Por isso, o argumento da inviabilidade devido ao custo elevado não é correto.

  • fernanda diz: 20 de fevereiro de 2014

    Trabalhei com medico naturalista e as pessoas que se consultavam eram classe c, já que ele vinha de hospitais públicos, passava sim complementos alimentares naturais e crus pra qualquer paciente e o que comentavam e que era mais viável, e não tinham problema em levar frutas e oleaginosas ou outros crus na bolsa, já que levam-se balas, doces e afins porque não algo saudável?! Outra e quando der vontade de comer qualquer coisa coma algo cru antes e depois, mas não passe vontade. Conforme vai tendo consciência do que e cada alimento e o que oferece de bom ou não, vc vai escolhendo.
    E que bom que a classe A esta nessa, já que a massa gosta de copiar os ricos e americanos, porque não copiar as coisas realmente boas?!
    Que bom virar moda as coisas boas!
    Saude a todos de acordo com sua escolha e que bom sermos livres para escolhermos!!
    Abraços!

  • fernanda diz: 20 de fevereiro de 2014

    Obs.: Conheço há 14 anos a alimentação crua, viva.
    E o medico conhece há 30 anos…
    Grata!

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