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Posts do dia 21 julho 2013

Dieta equilibrada é chave para combater o câncer

21 de julho de 2013 0


Foto: Fernando Gomes

Sempre escutamos que alguns alimentos podem fazer mal à saúde e colaborar para o surgimento de doenças. Poucos sabem que a interferência de certas substâncias pode também aumentar a incidência do câncer. Em algumas literaturas, estima-se que, entre as causas que envolvem o surgimento de neoplasias, 20% delas podem ser explicadas através da alimentação.

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A dieta desequilibrada colabora para que as substâncias dos alimentos ingeridos afetem o colesterol, o sistema imunológico e, no sistema digestivo, o ritmo intestinal pode desacelerar e criar um ambiente propício para o desenvolvimento de células cancerígenas. É por isso que existem os alimentos funcionais.

- Eles se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes, dentre outras – explica a nutricionista Cristiane Bueno, da Clinionco, especialista em Nutrição em Oncologia.


Foto: stock.xchng

O pigmento vermelho dos vegetais, por exemplo, chamado de lipoceno, tem uma afinidade especial com os tecidos da próstata e das mamas segundo alguns pesquisadores, concentrando-se nessas regiões. O resveratrol da uva e do vinho tende a ficar no plasma do sangue e nos tecidos do sistema urinário. Já compostos fenólicos, como o allium, que está na cebola, no alho e na cebolinha, “trabalham” no estômago e no intestino, atuando em diferentes etapas do processo que leva ao câncer nesses órgãos.



Foto: Lisiane Fenner Becker Rombaldi

OBESIDADE DE DIABETES
O excesso de gordura corporal, principalmente quando há casos de obesidade, pode ser um grande vilão na luta contra o câncer. As células de gordura são ativas na produção hormonal e em fatores de crescimento, características que contribuem para acelerar a divisão e a reprodução celular. Quanto mais células se duplicam, maiores as chances de alguma replicação ser inadequada, originando uma célula maligna.

- Qualquer tipo de obesidade é preocupante, mas aquela onde a gordura localiza-se na região abdominal é considerada a mais perigosa, devido ao acúmulo de gordura sobre os órgãos da região do abdômen, causando maior produção de hormônios inflamatórios – explica Cristiane.


Foto: Divulgação

Segundo ela, os alimentos que estão mais ligados ao acúmulo de gordura são especialmente os de origem animal, como carne vermelha com gordura, nata, manteiga, banha de porco, leite e derivados etc.

A diabetes também é um problema. A resistência insulínica, com um aumento excessivo da insulina, estimula o consumo exagerado de açúcar pelo organismo.
“Isso leva a produção de um hormônio chamado IGF-1, que significa fator de crescimento insulínico 1. O hormônio favorece o crescimento de células exageradamente, aumentando o risco de câncer. Há uma resposta inflamatória aumentada, fator desencadeante de falhas na função celular e que estão ligadas ao surgimento da doença”, afirma o médico Rafael Castilho Pinto.

ALIMENTOS FUNCIONAIS
A biblioteca virtual do Ministério da Saúde tem uma tabela com informações sobre os alimentos funcionais e como atuam. Confira:


Foto: Stock Images

Ácido a – linolênico – Estimula o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória. Está presente em óleos de linhaça, colza, soja, nozes e amêndoas.

Ácidos graxos ômega-3 - Favorecem a redução do LDL – colesterol e possuem ação anti-inflamatória. São indispensáveis para o desenvolvimento do cérebro e da retina de recém-nascidos. Está presente em peixes marinhos como sardinha, salmão, atum, anchova, arenque.


Foto: Stock.Xchng

Catequinas – Reduzem a incidência de certos tipos de câncer e o próprio colesterol e também estimulam o sistema imunológico. Está presente em cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto e chá verde.

Estanóis e esteróis vegetais – Reduzem risco de doenças cardiovasculares. São extraídos de óleos vegetais, como soja, e de madeiras.


Foto: Rezkrr

Fibras solúveis e insolúveis – Reduzem risco de câncer de cólon, melhoram o funcionamento intestinal. As solúveis podem ajudar no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dão maior saciedade. Estão presentes em cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo. Em leguminosas como soja, feijão, ervilha. E em hortaliças com talos e frutas com casca.

Flavonoides – Possuem atividade anti-câncer, vasodilatadora, anti-inflamatória e antioxidante. Estão presentes em soja, frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja.


Foto: Rainer Berg

Indóis e Isotiocianatos – São indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama. Estão presentes em couve-flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete, mostarda.

Isoflavonas – Têm ação estrogênica (reduz sintomas da menopausa) e anti-câncer. Estão presentes em soja e derivados.


Foto: Marcos Porto

Licopeno – Antioxidante, reduz níveis de colesterol e o risco de certos tipos de câncer, como de próstata. Está presente em tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho, melancia.

Lignanas – Atua na inibição de tumores hormônio-dependentes. Está presente em linhaça, noz-moscada.

Luteína e Zeaxantina – Possuem antioxidantes e protegem contra degeneração macular. Estão presentes em folhas verdes (luteína), pequi e milho (zeaxantina).


Foto: Daniela Xu

Prebióticos, frutooligossacarídeos e inulina – Ativam a microflora intestinal, favorecendo o bom funcionamento do intestino. São extraídos de vegetais como raiz de chicória e batata yacon.


Foto: Mariana Furlan

Probióticos, bífidobacterias e lactobacilos – Favorecem as funções gastrointestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon. Está presente em leites fermentados, iogurtes e outros produtos lácteos fermentados.

Proteínas de soja – Atua na redução dos níveis de colesterol