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Nutricionista ensina a diferenciar fome física e fome emocional

24 de outubro de 2013 1

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Foto: Stock Photos

Você consegue reconhecer quando realmente está com fome? Por sugestão da nutricionista Fabíola Frezza Andriola, especialista em Psicologia do Comportamento Alimentar, o Barra de Cereal aborda hoje o tema fome física x fome emocional.

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Vem conferir:

Qual é a diferença entre a fome física e a fome emocional?
Existem dois tipos de fome, a fome física, que pode ser chamada de fome fisiológica e a fome emocional, que é nossa fome psicológica.
A fome física aparece quando o corpo sente a necessidade de reabastecer as energias, e isso se dá através da alimentação.
Já a fome emocional, não pode ser suprida com comida, sentimos um “vazio” tão grande que confundimos com fome. Este “vazio”, muitas vezes, caracteriza-se por uma carência emocional ou porque estamos tristes, entediados ou com raiva de alguma coisa.
Para um emagrecimento saudável, é fundamental sabermos identificar cada uma. Comer é necessário quando se tem fome física. A fome emocional deverá ser suprida com outras ferramentas e não a comida.

CADERNO GASTRONOMIA PEIXE GRELHADO COM PURE DE MANDIOCA
Foto: Divulgação

Como identificamos a fome física?
Para identificarmos a fome física, ou a chamada “fome do estômago”, é preciso ficar atento aos sinais que ela apresenta. Muitas vezes sentimos uma “fraqueza” física, um desconforto, sinal do corpo pedindo energia. Outras vezes, o estômago ronca, muitas pessoas sentem uma leve dor de cabeça, a famosa “dor de cabeça de fome”.
Normalmente a fome física vem aos poucos, vai aumentando com o passar das horas. Sentimos que estamos no controle da situação, sendo possível planejar a refeição seguinte.
Quando sentir “fome”, para ter certeza de ser fome fisiológica, faça duas perguntinhas a você: qual foi o horário da minha última refeição? e já está na hora de sentir fome novamente?

Como identificados a fome emocional?
Sentimentos como tristeza, raiva, frustração, ansiedade são alguns desencadeadores da nossa fome emocional. Normalmente ela aparece repentinamente, junto com a sensação de urgência, de necessidade de comer alguma coisa naquele exato momento. E você sente vontade de comer alimentos mais calóricos, ricos em gordura e açúcar, que falsamente trazem mais prazer.
Quando aparece a sensação de “fome”, é preciso se perguntar: Estou com fome de que?, O que estou sentindo? Sinto meu estômago vazio? Quando comemos muitas vezes ao dia, por fome psicológica, não chegamos ao ponto de sentir a fome fisiológica.

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Foto: Isabela

Em quais situações a fome emocional aparece normalmente?
Normalmente a fome emocional aparece quando não estamos muito bem emocionalmente. Frustração, ansiedade, depressão e medo são alguns sentimentos que nos levam a “descontar” na comida. A fome emocional não deve ser simplesmente ignorada, mas trabalhada. Devemos nos conhecer, saber identificar o que estamos sentindo e procurar melhorar. Viver as emoções e não descontar na comida.
A comida, muitas vezes, causa uma sensação de alívio imediato, mas não a longo prazo. Após comer por fome psicológica, vem a sensação de culpa por ter comido, a sensação de fracasso, e isso nos deixa com mais fome psicológica.

Cinco dicas para driblar a fome emocional
Quando identificar que está sentindo fome, e que esta fome está longe de ser fome fisiológica, procure fazer algo para se distrair.
1 - Se está sentando em frente ao computador e se sentir entediado, em vez de buscar aquele “ bombom” na gaveta, levante, dê uma caminhada pelo corredor.
2 - Quando está em meio a uma atividade que traz um certo grau de irritação, em vez de descontar na comida, se permita fazer um intervalo, levante da mesa, converse com o colega. Isso trará uma sensação de alívio e relaxamento.
3 - Invista em alimentos ricos em triptofano, magnésio, cálcio, vitamina B6 a ácido fólico. Nutrientes que ajudam no relaxamento e a driblar o estresse. Consuma alimentos como banana, leite desnatado, cacau, carnes magras, aveia.
4 - Saboreie o alimento. Se der vontade de comer um doce em meio a fome emocional, se permita comer um pedaço, mas deguste. Por exemplo, se for um chocolate, experimente deixar ele derreter em sua boca, não mastigue. Vai durar mais tempo em sua boca e vai lhe trazer mais sensação de prazer.
5 - Tenha horários estabelecidos para as refeições. Assim fica mais difícil comer “fora de hora”.

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Foto: Photo Rack

Praticar atividade física ajuda a diminuir a fome emocional?
Ajuda a liberar serotonina, que diminui muito o estresse e ajuda a controlar a fome emocional.

Quando bate a fome emocional, é possível contê-la sem comer?
Com certeza. Primeiro passo é identificar qual fome está sentindo. E quando for fome emocional, viva as emoções ao invés de descontar na comida.

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Comentários (1)

  • Dr. Fabio Corsini Motta diz: 25 de outubro de 2013

    Boas dicas e de fácil execução, basta apenas querer…
    Atenciosamente;

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